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Viana do Castelo

Autarcas de três freguesias de Viana repudiam embargo de moradores do Cabedelo

Obras públicas

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Foto: O MINHO

Os autarcas de três freguesias de Viana do Castelo que serão servidas pelos novos acessos ao porto de mar repudiaram hoje o embargo da obra por moradores que contestam o abate de 20 árvores previsto no projeto.


“As juntas de freguesia de Viana do Castelo cujas populações serão servidas diretamente pelos novos acessos ao porto de mar vêm publicamente repudiar a iniciativa de alguns moradores do lugar do Cabedelo, em Darque, em interromper aquela que é a última fase de construção daquela via fundamental para Viana do Castelo”, referem, em comunicado, os três presidentes das freguesias de São Romão do Neiva, Chafé e Vila Nova de Anha.

Em causa está a construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade, na avenida do Cabedelo, na freguesia de Darque, que deveria ter sido iniciada na segunda-feira, mas foi embargada por moradores que contestam o abate de cerca de duas dezenas das 170 árvores (plátanos) existentes naquela artéria.

Os moradores daquele lugar da freguesia de Darque, na margem esquerda do rio Lima, acionaram um embargo extrajudicial para travar os trabalhos, suspensos desde então.

Os autarcas de São Romão do Neiva, Manuel Salgueiro (Independente), de Chafé, António Lima (Independente), e de Vila Nova de Anha, Filipe Silva (PS), “consideram que o traçado, inclusivamente a sua ligação final à estrada nacional, hoje municipalizada, foi devidamente aprovada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, pela Assembleia Municipal de Viana do Castelo e pelas respetivas Assembleias de Freguesia e discutida em sede própria”.

“Esta obra, fundamental para o desenvolvimento da região e em especial para a mobilidade dos habitantes da margem sul do rio Lima, não pode estar refém da vontade de alguns moradores da freguesia de Darque que, aliás, é uma das mais beneficiadas com esta importante obra de elevado interesse público”, sustentam.

Os três autarcas acrescentam que “o tempo de discussão desta matéria já correu” e consideram que “esta paragem prejudica as populações, porque o projeto foi devidamente aprovado e discutido em tempo útil”.

“Esta é uma obra de todos os vianenses e não de alguns, não podem as Juntas de Freguesia ficar indiferentes, apelando para que a empreitada de construção dos acessos ao porto de mar seja retomada com a máxima urgência”, defendem.

Na terça-feira, os vereadores do PSD e da CDU no executivo municipal, de maioria socialista, requereram a realização de uma reunião extraordinária do executivo com o objetivo de verem “esclarecidos” aspetos do projeto que disseram desconhecer, referindo-se ao abate das 20 árvores.

No mesmo dia, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, convocou aquela sessão para sexta-feira, às 15:00, nos antigos Paços do Concelho, na Praça da República.

Além de esclarecimentos sobre o abate de 20 plátanos na alameda do Cabedelo, na freguesia de Darque, a ordem de trabalhos inclui um primeiro ponto relativo à criação da área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga.

No âmbito da prevenção e controlo da pandemia de covid-19, a sessão camarária está limitada à participação de 10 munícipes que se deverão inscrever previamente.

Em causa está a construção, iniciada em fevereiro de 2019, de uma rodovia com 8,8 quilómetros que ligará o porto comercial ao nó da Autoestrada 28 (A28) em São Romão de Neiva, permitindo retirar os veículos pesados do interior de vias urbanas.

Os novos acessos, reivindicados há mais de quatro décadas, terão duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura.

A obra é financiada pela Câmara de Viana do Castelo e pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

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Viana do Castelo

Acusado de matar em Viana alega defesa da própria vida, assim como da mulher e do filho

Crime

em

Tribunal de Viana do Castelo. Foto: DR

Um homem acusado de ter matado outro a tiro em Viana do Castelo, em 2013, e que foi detido em julho em França, remeteu-se hoje ao silêncio no início do julgamento, a decorrer no tribunal da cidade.

O arguido, de 36 anos, que se encontra em prisão preventiva após sete anos em fuga, está acusado de um crime de homicídio qualificado, um crime de ofensa à integridade física qualificada e um crime de detenção de arma proibida.

No início da sessão, o advogado do arguido, Aníbal Pinto, disse que o seu constituinte “lamenta a morte, mas que pretende demonstrar, em sede de julgamento, que agiu em clara e legítima de defesa” e que “o que fez foi para repelir agressões, defendendo a sua integridade física e a sua vida”, bem como a “da mulher e do filho”.

Após a leitura da acusação, a juíza que preside coletivo que julga o caso questionou Valdemar Silva, conhecido pela alcunha de ‘Nono’, que se escusou a prestar declarações.

“Por aconselhamento do meu advogado, para já não presto declarações”, afirmou.

A vítima mortal, Jorge Matos, de 35 anos e conhecido pela alcunha de ‘Cuba’, foi morto a tiro, enquanto o seu irmão, Márcio Gonçalves, na altura com 16 anos, ficou gravemente ferido na sequência de um esfaqueamento.

O testemunho do irmão da vítima mortal, assistente no processo, motivou um requerimento ao tribunal para ser extraída uma certidão das declarações que o jovem prestou às autoridades, e remetida ao Ministério Público.

O advogado do arguido disse que as declarações hoje proferidas em sede de julgamento são “totalmente contrárias” às efetuadas à Polícia Judiciária (PJ) sobre situações “absolutamente essenciais” do processo.

O advogado considerou ser necessário “aferir da falsidade das declarações prestadas à PJ” ou se a testemunha “está a faltar à verdade em sede de julgamento”.

Em agosto, em comunicado enviado às redações, a PJ informou que “os factos remontam a 15 de janeiro de 2013, em Viana do Castelo, e vitimaram dois irmãos”.

“O primeiro foi atingido por golpes de arma branca e o segundo foi atingido mortalmente com um tiro de uma espingarda caçadeira, quando, acompanhados por outros familiares, procuravam o suspeito, junto da respetiva residência. Na sequência dos factos, e ainda nessa noite, o suspeito colocou-se em fuga, ausentando-se para o estrangeiro onde tinha familiares emigrados”, especifica a nota.

O alegado homicida foi detido em 16 de julho em Longlaville, Nancy, em França, e no dia seguinte presente a um juiz do Tribunal de Recurso de Nancy, que ordenou a extradição para Portugal.

A PJ adiantou que, “ao longo dos sete anos que mediaram os factos e a detenção, houve intensa troca de informação entre a Polícia Judiciária e as congéneres europeias, visando a localização do suspeito, o qual acabou por ser localizado pela polícia francesa”.

O arguido “identificou-se com o nome de um familiar, procurando iludir o controlo policial”, mas “através da partilha de informação internacional, rapidamente foi confirmada a verdadeira identidade”.

Em 2013, fonte da PSP explicou que os dois casos aconteceram em pontos diferentes do centro da cidade, entre as 23:10 e as 23:25, suspeitando-se que tenham envolvido o mesmo agressor.

Os dois irmãos foram transportados ao hospital de Viana do Castelo, mas o mais velho acabou por morrer.

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Viana do Castelo

Maior sala de espetáculos do Alto Minho ‘vira’ unidade de vacinação para a gripe

Centro Cultural de Viana do Castelo

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

O Centro Cultural de Viana do Castelo está a funcionar, a partir desta terça-feira, como Unidade de Vacinação para a gripe sazonal, anunciou a Câmara local.

O equipamento está destacado como local de vacinação para os utentes de Santa Maria Maior e Monserrate, e assegurou a vacina de 160 munícipes ao longo de terça-feira.

Iniciou também esta semana a campanha de vacinação contra a gripe sazonal nas Juntas de Freguesia do concelho. As Juntas de Freguesia estão a funcionar como postos de vacinação contra a gripe sazonal para aliviar a pressão sobre os centros de saúde do concelho, sendo a vacina sempre administrada pelas equipas de enfermagem da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM).

Esta parceria resulta da estratégia de vacinação descentralizada em postos de proximidade à comunidade que foi proposta pela ULSAM aos dez municípios do distrito de Viana do Castelo.

O objetivo é “descentralizar a prestação de cuidados à população com a vacinação contra a gripe sazonal, cuja importância é acrescida para o grupo prioritário de pessoas com idade igual ou superior a 65 anos”.

Com esta medida, “pretende-se evitar que a população mais idosa e vulnerável tenha de se deslocar aos três centros de saúde situados na cidade e nas vilas de Darque e Barroselas, diminuindo a concentração de pessoas nesses espaços”, refere a autarquia.

Para apoio à medida, foi lançada uma Linha de Apoio Municipal de Vacinação, para permitir a inscrição da população através do telefone 258 819 310.

A campanha de vacinação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que começa habitualmente em 15 de outubro, iniciou-se este ano mais cedo com uma primeira fase para qual foram disponibilizadas 350 mil vacinas.

Na segunda fase, que começou na terça, estão incluídos outros grupos de risco: pessoas com 65 ou mais anos e pessoas com doenças crónicas.

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Viana do Castelo

Cemitérios de Viana abertos com permanência máxima de 30 minutos

Dia de Todos os Santos

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Foto: DR

Os cemitérios de Viana do Castelo vão estar abertos nos dias 01 e 02 de novembro com limitação de permanência até 30 minutos, lotação definida para cada situação, e sem ajuntamentos com mais de cinco pessoas, foi hoje divulgado.

Em resposta a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, fonte autárquica explicou que o plano de contingência acordado com as Juntas de Freguesia do concelho e “adaptado a cada freguesia” inclui “recomendações sobre utilização, zonas de acesso, circulação e lotação”

“Foi determinado um despacho conjunto com as indicações sobre a limitação máxima do número de pessoas em cada cemitério (de acordo com a área de cada um), respeitando as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), não permitindo ajuntamentos de mais de cinco pessoas no interior do cemitério e limitando a permanência das pessoas até um máximo de 30 minutos”.

Daquele plano consta ainda a “obrigatoriedade de utilização de máscara, de controlo de acessos com o apoio da Corpo Nacional de Escutas (CNE) e forças de segurança”.

No edital publicado hoje pela freguesia urbana de Areosa, no Facebook, hoje consultado pela Lusa, a autarquia limita o acesso ao cemitério a 200 pessoas, em simultâneo.

O documento, assinado por Rui Mesquita, refere ainda “não serem permitidas no cemitério, as celebrações religiosas e de homenagem habitualmente realizadas nos dias 01 e 02 de novembro”.

Caso não se verifique o “cumprimento generalizado” das disposições acordadas para o concelho, a Junta de Freguesia de Areosa alerta que, “de forma imediata”, poderá “reduzir” a lotação, os ajuntamentos mais de cinco pessoas e a permanência no cemitério.

Já “em casos extremos”, poderá encerrar o recinto.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 40,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.213 pessoas dos 103.736 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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