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Festival de Dança Contemporânea regressa a Guimarães em 2022

GUIdance

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Foto: Divulgação / Arquivo

O Festival Internacional de Dança Contemporânea GUIdance volta a Guimarães em 2022 com dez criações, duas estreias nacionais, debates e ‘masterclasses’, um “evento âncora” que vai marcar a celebração dos 10 anos da cidade como Capital Europeia de Cultura.

Naquela que será a sua 11.ª edição, o festival, que em 2021 não aconteceu por causa das restrições para controlar a pandemia da covid-19, vai decorrer de 03 a 12 de fevereiro, com a dupla Sofia Dias & Vítor Roriz como coreógrafos em destaque, e com os espetáculos divididos entre o Centro Cultural Vila Flor (CCVF), a Fábrica ASA e o Centro Internacional das Artes José Guimarães.

Apresentado hoje, o Guidance 2021 traz ainda a Guimarães, no distrito de Braga, nomes como Moritz Ostruschnjak, Maria Fonseca, Peeping Tom, Vera Mantero, Catarina Miranda, Anastasia Valsamaki e Wim Vandekeybus, tendo duas palavras no espírito: “Retenção e Mundança”, apontou o diretor artístico do GUIdance, Rui Torrinha.

“É uma edição simbólica, que retoma a configuração original do festival. Interrompemos no ano passado, forçosamente, e este ano vamos retomar, porque entendemos que há uma passagem entre um espírito que fica para uma coisa que há de ser lançada”, explicou.

Em 2022, apontou Rui Torrinha, o GUIdance vai “falar sobre aquilo que é retenção a que os corpos foram forçados, a retenção das civilizações, tudo aquilo que foi a pressão dos corpos estes dois anos”.

E vai falar de ‘mundança’: “Palavra inventada que faz a fusão entre a palavra mundo e dança, porque uma das utopias que o GUIdance adotou foi a ideia de mudar o mundo pela dança”.

Assim, a abrir o festival, no dia 03 de fevereiro (às 21:30), vai estar o espetáculo de Sofia Dias e Vítor Roriz “Esacal”, no CCVF, seguindo-se, no dia 04 (às 21:30) “Tanzanweisungen (It won’t be like this forever)”, de Moritz Ostruschnjak, na Fábrica ASA.

A 05, às 18:30, sobe ao palco do Centro Internacional das Artes José de Guimarães “SAHASRARA”, de Maria Fonseca, e às 21:30, no CCVF, estará “Kind de Peeping Tom”.

“Sons Misteriosos”, de Sofia Dias e Vítor Roriz, abre a programação no dia 06, às 16:00, com sessões adicionais no dia 07, às 10:30 e às 15:00 e, no dia 09, dos mesmos autores, será apresentado o espetáculo “Um gesto que não passa de uma ameaça de Sofia Dias e Vítor Roriz”, no CCVF, às 21:30.

Vera Mantero apresenta “O Susto”, a 10 de fevereiro, no CCFV, e Catarina Miranda mostra “Cabraqimera”, às 21:30, na Fábrica ASA.

No último dia do festival, sobe ao palco, às 18:30, “Body Monologue”, de Anastasia Valsamaki, no Centro Internacional das Artes José de Guimarães.

O “derradeiro espetáculo” do GUIdance 2022 começa às 21:30, com “Hands do not touch your precious Me”, de Wim Vandekeybus, no CCVF.

Além dos espetáculos, o GUIdance tem na programação atividades paralelas, como ‘Talks’ com Sofia Dias & Vítor Roriz, Moritz Ostruschnjak e Anastasia Valsamaki, ‘masterclasses’ orientadas pelas companhias internacionais Peeping Tom e Ultima Vez (de Wim Vandekeybus), que carecem de inscrição.

Haverá também duas sessões de debates sob o mote “Desfiguração Transformação”, com moderação de Cláudia Galhós, visitas das criadoras Maria Fonseca e Vera Mantero a escolas de Guimarães para partilhas dos seus percursos, e um ensaio aberto em que escolas de dança da região são convidadas a assistir a um ensaio do espetáculo “O Susto é um Mundo”, de Vera Mantero, seguido de uma conversa com Cláudia Galhós.

Os bilhetes para o GUIdance 2022 já estão disponíveis e custam entre dois e dez euros, existindo bilhetes de assinaturas que garantem acesso a três ou cinco espetáculos por 20 ou 30 euros, respetivamente.

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