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Festa das Camélias de Celorico de Basto inspira-se nos 500 anos do foral

13, 14 e 15 de março

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Foto: Divulgação / CM Celorico de Basto

A Festa das Camélias de Celorico de Basto, de 2020, inspira-se nos 500 anos do foral do concelho, com atividades evocativas do período manuelino, destacando-se um desfile com mil figurantes trajados à época.

“O tema deste ano da nossa Festa Internacional das Camélias (17.ª edição) é muito especial, porque estamos a assinalar os nossos 500 anos”, assinalou, esta quinta-feira, o presidente da câmara, Joaquim Mota e Silva.

Um painel gigante com cerca de 15 metros de comprimento e quatro de largura, enfeitado com dois mil azulejos, pintados por crianças e jovens das escolas, constitui uma novidade este ano. A peça poderá ser apreciada junto ao antigo edifício dos Paços do Concelho.

À Lusa, o autarca disse que os preparativos para a “grande festa” começaram há vários meses, envolvendo centenas de pessoas, de todo o concelho minhoto, incluindo crianças e jovens das escolas e os idosos das instituições de solidariedade social.

Joaquim Mota e Silva reforçou que, como tem ocorrido nas edições anteriores, são aguardadas dezenas de milhares de pessoas nos três dias do evento, muitas das quais oriundas de localidades espanholas com as quais Celorico de Basto mantém, há vários anos, ligação no âmbito da tradição das camélias.

Das 50 mesas com decorações de camélias de vários tipos que podem ser vistas na festa, instaladas numa tenda gigante – uma das maiores atrações do evento – cerca de metade é oriunda de localidades do país vizinho, assinala a organização.

O desfile das camélias, no domingo à tarde, costuma ser outro ponto alto da festa, que vai decorrer de 13 a 15 de março. Naquele momento, cerca de mil pessoas, de várias gerações, evoluem pelas ruas da vila, com decorações inspiradas nas camélias e no foral. Este ano, os trajes serão inspirados no período manuelino e as vestes foram preparadas nos últimos meses pela comunidade concelhia.

“Esta não é uma festa da câmara, esta é uma festa de todo o concelho, é uma festa da comunidade, porque toda a gente participa”, vincou o presidente.

O autarca deixou mais exemplos do envolvimento da comunidade, nomeadamente as centenas de vasos que estão a ser preparados por crianças e jovens, num atelier de cerâmica, para decorar a vila, no âmbito de um projeto de combate ao insucesso escolar.

O município também distribuiu 2.000 pequenos arcos às crianças para que possam ser decorados com camélias, destinados a embelezar as ramadas do centro da vila, complementando a decoração das fachadas dos edifícios feita por moradores e comerciantes.

A batalha das flores, outro momento marcante do programa, que era uma tradição antiga recuperada recentemente pela organização, vai ter este ano ainda mais camélias” para as crianças lançar umas às outras.

Por outro lado, os idosos do projeto “Celorico a mexer” têm sido convidados a preparar 5.000 pequenas camélias, em tecido, que são depois oferecidas aos visitantes e nas promoções ao evento que a edilidade tem promovido em Portugal e Espanha.

Joaquim Mota e Silva destacou, por outro lado, a importância que o evento já representa na economia do concelho, por atrair muitas pessoas, não só nos dias da festa, como ao longo de todo o ano.

No sábado e no domingo haverá visitas guiadas a palacetes do concelho com jardins centenários de camélias.

Desfiles de moda, murais e espantalhos inspirados naquelas flores e no foral são outros motivos de interesse da festa, numa vila que, naqueles três dias, se veste de camélias de todas as cores e feitios, como destaca a organização.

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Covid-19: Famalicão regista primeira morte

Idosa de 91 anos

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Foto: Divulgação / CM Famalicão (Arquivo)

Uma idosa de Vila Nova de Famalicão, que estava infetada com Covid-19, morreu, este domingo, anunciou a autarquia.

A vítima, que era utente do Centro Social de Bairro, naquele concelho, tinha 91 anos.

“É a primeira famalicense conhecida a falecer em virtude da pandemia”, lê-se numa nota divulgada nas redes sociais, ao final da noite.

Acrescenta a Cidade Hoje, rádio daquela cidade, que a idosa morreu no hospital local.

Até às 24:00 horas de sábado, morreram em Portugal 119 pessoas, segundo os dados mais recentes da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Oficial: 208 infetados em Braga e 70 em Guimarães. Há 472 casos confirmados no Minho

Detetado em dezembro de 2019, na China, o novo coronavírus já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 134.700 são considerados curados.

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Covid-19: Famalicão reclama “urgente” reforço do rastreio

Recolha e análises

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão reclama a “urgência da criação de um laboratório para realização de testes” à covid-19 no concelho, onde considera não estar a ser assegurado o rastreio necessário, nomeadamente aos idosos.

“O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão pede para o concelho a instalação urgente de um laboratório de recolha e análises de testes covid-19, uma vez que não está a ser assegurada no território a realização dos testes necessários, nomeadamente junto da população idosa institucionalizada e dos funcionários das instituições”, lê-se num comunicado divulgado hoje pela autarquia.

Afirmando já se ter disponibilizado “para suportar os custos de um rastreio geral à população sénior institucionalizada e para ajudar com tudo o que for necessário do ponto de vista logístico”, Paulo Cunha diz que não está “a obter as respostas necessárias por parte das entidades de saúde”.

“As respostas das entidades de saúde locais remetem para a complexidade da operação e para a operacional ao nível do rastreio e do trabalho consequente que se impõe”, refere, sustentando, contudo, que “a situação reclama uma intervenção urgente” e que “cada minuto é um minuto a mais”.

O presidente da câmara recorda que, “ainda ontem, [sábado], a situação no lar do Centro Social e Cultural de S. Pedro de Bairro estava em nove utentes positivos, dos 50 residentes, e para cinco resultados positivos entre os funcionários”.

“Apesar do foco infeccioso detetado e da vulnerabilidade da população residente, e apesar dos esforços efetuados, a câmara municipal foi informada que ainda não foi realizado o rastreio de todos os seniores residentes dada a incapacidade de resposta”, refere.

No passado dia 21, um outro lar de Famalicão ficou sem funcionários devido à covid-19, depois de os 18 elementos que ali trabalham terem ficado “ou com teste positivo para coronavírus ou em quarentena”, o que obrigou à transferência dos 31 utentes.

Posteriormente, viria a confirmar-se a existência de um total de 32 infetados na Residência Pratinha, dos quais 22 são utentes e dez são funcionários.

Adiantando que “o município de Famalicão sabe que o ACeS – Agrupamento de Centros de Saúde está a diligenciar com a ARS [Administração Regional de Saúde] do Norte a implementação no concelho de um laboratório convencionado para realizar colheita dos testes”, Paulo Cunha apela a que “o façam com a maior brevidade possível”.

“Estamos inteiramente disponíveis para ajudar, não podemos é esperar que um assunto desta delicadeza fique sem resposta das entidades de saúde”, diz.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 119 mortes, mais 19 do que na véspera (+19%), e registaram-se 5.962 casos de infeções confirmadas, mais 792 casos em relação a sábado (+15,3%).

O relatório da situação epidemiológica em Portugal, com dados atualizados até às 24:00 de sábado, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes (61), seguida das regiões do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, com 28 cada, e do Algarve, que hoje regista dois mortos.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

 

Notícia atualizada às 16h03 com mais informação.

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Empresa de equipamentos doou 10 mil luvas e 3 mil máscaras aos Bombeiros Famalicenses

Covid-19

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Foto: Divulgação

A empresa de equipamentos de proteção Raclac, com sede em Famalicão, entregou hoje mais de 13 mil peças aos Bombeiros Voluntários Famalicenses (BVF), em forma de donativo, anunciaram os bombeiros ao início da noite deste sábado.

Na sequência de um apelo deixado pela corporação famalicense durante o dia de hoje nas redes sociais, a empresa sediada na freguesia de Cruz decidiu doar dez mil máscaras, três mil luvas, 200 batas e 200 toucas aos soldados da paz.

De acordo com fonte dos BVF, este material irá “munir” os “voluntários com uma maior “capacidade de resposta em segurança” para enfrentar a pandemia de Covid-19.

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