Seguir o O MINHO

Aqui Perto

Federação inglesa condena desacatos com adeptos no Porto

Inglaterra defronta a Holanda esta quinta-feira em Guimarães

em

Foto: O MINHO

A federação inglesa de futebol (FA) assumiu-se hoje “envergonhada” com os desacatos ocorridos na quarta-feira, no Porto, durante o encontro entre Portugal e Suíça, para a Liga das Nações.

“Os responsáveis por estes distúrbios não podem ser vistos como verdadeiros adeptos de Inglaterra e não são bem-vindos ao futebol. São uma vergonha para a equipa”, afirmou a FA, condenando os incidentes ocorridos entre apoiantes ingleses e a polícia portuguesa, na Praça da Liberdade, no Porto.

Na quarta-feira, o porta-voz da Polícia de Segurança Pública (PSP), Alexandre Coimbra, disse que dois adeptos ingleses foram detidos depois de agredirem agentes policiais, que tentavam por fim aos desacatos.

Segundo a mesma fonte, a PSP deteve dois adeptos ingleses que agrediram os agentes policiais, que sofreram ferimentos ligeiros, e identificou um terceiro elemento.

O caso ocorreu pelas 20:20, na Praça da Liberdade, no Porto, durante o jogo da seleção portuguesa frente à Suíça, em partida das meias-finais da Liga das Nações, que terminou com a vitória de Portugal por 3-1, com um ‘hat-trick’ de Cristiano Ronaldo.

Holanda e Inglaterra vão disputar hoje a outra meia-final da competição, a partir das 19:45, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

Anúncio

Aqui Perto

Mina de lítio em Montalegre vai ter impacto negativo mas “minimizável”, diz estudo

Estudo de Impacte Ambiental

em

Foto: DR / Arquivo

O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da concessão de exploração de lítio, em Montalegre, conclui que o projeto possui “impactes negativos” que, no entanto, “não são significativos”, “são minimizáveis” e de “abrangência local”.

O EIA do projeto “Concessão de Exploração de Depósitos Minerais de Lítio e Minerais Associados – “Romano”, elaborado pela Lusorecursos Portugal Lithium, foi entregue a 06 de janeiro à Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

O resumo não técnico do documento, a que a agência Lusa teve hoje acesso, conclui que o projeto “possui impactes negativos, no entanto, estes não são significativos, são minimizáveis e a abrangência é apenas local”.

Por outro lado, acrescenta, “o impacte positivo socioeconómico e a recuperação ambiental e paisagística irão trazer benefícios paisagísticos e da biodiversidade que se sobrepõem aos impactes ambientais negativos provocados”.

A concessão corresponde a uma área de 825,4 hectares, inseridos nas freguesias de Morgade e Sarraquinhos, no concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, e está a ser alvo de contestação da população local que aponta preocupações ao nível da dimensão da mina e consequências ambientais, na saúde e na agricultura.

O contrato de concessão foi assinado com o Estado em março e a Lusorecursos propõe uma exploração mista, a céu aberto e depois subterrânea”, e a construção de uma unidade industrial para transformação do minério.

O estudo considera que “a maioria dos impactes sobre a paisagem, decorrentes das fases de preparação e exploração, “são negativos”, isto porque a exploração mineira “modifica a paisagem em que se insere, contribuindo para a sua degradação quer pelas alterações que induz ao nível da forma do terreno, mas também pelo impacte visual provocado pelas escombreiras” e até “pelos equipamentos e movimentações de máquinas e veículos”.

O projeto não trará, segundo o documento, “impactes sensíveis no clima”, embora algumas variáveis climáticas, como o vento, possam influenciar a “direção da propagação do som e de poeiras”.

Na zona mineira, as “principais fontes de emissão de poluentes atmosféricos estão relacionados com trabalhos de extração, transformação e transporte de inertes”, bem como “do tráfego rodoviário”.

De acordo com o documento, “os impactes a nível da qualidade do ar cingir-se-ão essencialmente ao aumento de concentração de poluentes e poeiras, derivados das atividades de construção, mas agravadas nas atividades de exploração da fase realizada a céu aberto”.

A empresa garante a monitorização da qualidade do ar e do ruído, gerado durante as operações de construção e de exploração da mina.

A nível dos impactes nos recursos hídricos são apontados “a contaminação com óleos de escorrência e alteração da escorrência superficial”, semelhantes aos que se poderão verificar em relação ao solo, e é ainda “expectável que a construção e o desenvolvimento da mina tenham pequena influência na hidrologia verificada na povoação de Carvalhais e suas imediações, nomeadamente enquanto não for atingida a profundidade dos 100 metros”

Quanto à flora e fauna do território, o EIA aponta a existência de florestas de resinosas, de eucaliptos, de folhosas, de pastagens permanentes e lameiros, bem como de várias espécies animais, algumas com estatuto de conservação desfavorável, como a águia-real, a salamandra-lusitânica, o tritão-palmado ou a rã-de-focinho-pontiagudo.

Esta é uma zona associada ao lobo ibérico, no entanto, é referido no documento que, durante o período da campanha, “não foi possível detetar a sua presença” na área da exploração mineira do “Romano”. Foi também compilada uma lista de “25 espécies de quirópteros” com ocorrência possível nesta área.

Entre as medidas de minimização e compensação apontadas no EIA estão: garantir que as operações mais ruidosas, que se efetuem nas proximidades das casas, se restrinjam ao período diurno e nos dias úteis, a reflorestação da área intervencionada com espécies autóctones e minimizar a destruição de áreas florestais.

A “contaminação de ribeiras, lameiras e pontos de água com poeiras e escorrências da zona de exploração” é algo que o projeto “deve evitar a todo o custo, planeando o correto destino das águas pluviais”, bem como deve “fazer esforços para manter o estado ecológico do rio Beça”.

Deve ainda, acrescenta o EIA, “assegurar a avaliação de presença de quirópteros em todas as cavidades descobertas na área de intervenção”, colocar “caixas abrigo para morcegos em zonas florestais a não explorar e, caso seja detetada alguma galeria ou poço com elevada abundância deste animal, “deve ser considerada a preservação dessa zona”.

O estudo refere ainda o recurso à mão-de-obra local. O objetivo do projeto é criar “cerca de 370 postos de trabalho” até 2025.

As medidas de recuperação ambiental e paisagística encontram-se definidas no Plano Ambiental e de Recuperação Paisagística (PARP), que acompanha o EIA.

O PARP foi desenvolvido em consonância com o Plano de Lavra, “de modo a que à medida que a exploração avance, e se libertem áreas próximas das finais, se proceda à sua imediata recuperação”.

No documento é referido que a área do “Romano” já foi intervencionada por explorações mineiras anteriores.

O EIA será sujeito a uma avaliação por uma comissão composta por várias entidades e, posteriormente, sujeito a consulta pública. A agência Lusa pediu esclarecimentos adicionais à APA sobre este processo, não tendo obtido qualquer resposta.

O projeto tem como entidade responsável pelo licenciamento a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), condicionada à Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).

Continuar a ler

Aqui Perto

Sting vai dar concerto aqui ao lado, em Vigo

Auditório de Castrelos

em

Foto: Divulgação

O cantor e intérprete britânico Sting vai atuar na cidade espanhola de Vigo, no próximo dia 01 de agosto, anunciou ontem a autarquia local.

Inserido no programa municipal “Vigo em Festa”, este promete ser o grande espetáculo de verão na Galiza, atraíndo milhares de espanhóis e portugueses ao Auditório de Castrelos, onde o músico apresenta a tour My Songs,

“É uma estrela magnífica que todos queríamos que viesse atuar em Vigo”, disse o prefeito Abel Caballero, que anunciou o show na quarta-feira.

Ainda não há hora marcada para o início do concerto nem se conhecem os preços dos bilhetes.

Sting, cujo nome verdadeiro é Gordon Matthew Thoms Sumner, nascido a 1951, desenvolveu a carreira musical como baixista para depois ser também cantor do grupo musical The Police.

Com a banda e a solo, já vendeu mais de cem milhões de álbuns, recebeu mais de 16 Grammy Awards e ganhou uma indicação ao Oscar de melhor música.

Continuar a ler

Aqui Perto

Feira do Fumeiro é em Montalegre

Volume de negócios de 3,1 milhões de euros

em

Foto: DR / Arquivo

A Feira do Fumeiro de Montalegre está de regresso a partir desta quinta-feira, até ao próximo domingo, num certame que prima pela variedade de enchidos produzidos no Norte do país.

A edição de 2019 da Feira do Fumeiro de Montalegre foi alvo de um estudo de avaliação da marca, desenvolvido pelo Núcleo de Investigação do ISAG – European Business School (NIDISAG).

O permitiu perceber que 82% dos visitantes gastaram em produtos de fumeiro uma média diária de 92,14 euros, foi hoje anunciado.

“Contas feitas, foi gerado, no recinto da feira, um volume de negócios de 3,1 milhões de euros, um valor que foi mais além no impacto global na região (alojamento, deslocações, compras e atividades complementares), avaliado em 5,7 milhões de euros”, escreve o ISAG.

O estudo comprovou o verdadeiro polo de atração que o evento constitui naquela que é a única região portuguesa classificada como património agrícola mundial, já que 92% dos visitantes afirmaram deslocar-se de propósito para a feira.

De referir que 81,4% dos visitantes chegaram de outros concelhos que não Montalegre e 4,9% do estrangeiro (com França, Espanha e Suíça a destacarem-se).

A importância dada aos produtos da região, cuja diferenciação atrai cada vez mais não só o consumidor individual, mas também os profissionais de restaurantes e hotéis, ficou bem patente nos resultados de 2019.

A “qualidade do fumeiro” e a “reputação da feira” foram os mais valorizados entre os motivos para a visita.

Quando questionados sobre o local preferencial para adquirir produtos de fumeiro, 29,5% indicaram a compra direta ao produtor e 24% as feiras tradicionais, mostrando clara confiança e interesse nos produtos e vendas locais.

“Nesta edição, vamos aplicar novamente centenas de inquéritos no recinto da Feira do Fumeiro de Montalegre para avaliar o dinamismo do evento em diferentes vertentes”, explica a professora Ana Borges, do NIDISAG.

“Perceber o perfil do visitante, qual o seu nível de satisfação, o que compra, quanto gasta e de que forma reconhece a marca Fumeiro de Montalegre serão alguns dos aspetos avaliados, permitindo perceber a importância da Feira na economia e turismo da região”, acrescenta.

A edição de 2020 (23 a 26 de janeiro) será a segunda vez consecutiva em que a instituição de ensino superior politécnico do Porto vai aplicar este estudo, numa parceira com a Associação de Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã.

Continuar a ler

Populares