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Futebol

Ex-Vitória: Pedro Martins é campeão na Grécia

Pelo Olympiacos

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Foto: DR / Arquivo

O português Pedro Martins, Ex-Vitória, levou, este domingo, o Olympiacos ao seu 45.º título de campeão grego de futebol, igualando o feito de quatro compatriotas e acentuando o ‘carimbo’ luso no sucesso do clube de Atenas na última década.


O Olympiacos assegurou matematicamente o título ao vencer em casa do AEK Atenas por 2-1, mas os seus responsáveis decidiram não festejar ainda o título, uma vez que o PAOK, orientado por outro português, Abel Ferreira, ex-SC Braga, apresentou um recurso da perda de sete pontos na secretaria.

Na segunda temporada ao comando dos helénicos, o antigo técnico de Marítimo, Rio Ave e Vitória sagrou-se campeão pela primeira vez na carreira e ajudou o clube a recuperar uma hegemonia que tinha sido interrompida nas duas últimas temporadas, com os sucessos de AEK e PAOK.

Pedro Martins, de 49 anos, é o quinto treinador português a ser campeão na Grécia e no Olympiacos, repetindo os êxitos alcançados por Leonardo Jardim (2012/13), Vítor Pereira (2014/15), Marco Silva (2015/16) e Paulo Bento (2016/17) no emblema do Piréu.

Martins é também o segundo português a sagrar-se campeão esta época, depois de na semana passada o também Ex-Vitória Luís Castro ter conduzido o Shakhtar Donetsk ao título na Ucrânia.

Na Europa, os treinadores portugueses já ganharam em 12 países diferentes, além, obviamente, de Portugal, com destaque para os sucessos em quatro dos cinco principais campeonatos do ‘velho continente’, sendo exceção a Alemanha.

Para este currículo, o maior responsável é José Mourinho, que foi o único a ganhar em Espanha, pelo Real Madrid, em 2011/12, em Inglaterra, onde foi tricampeão pelo Chelsea (2004/05, 2005/06 e 2014/15), e em Itália, num ‘bis’ pelo Inter (2008/09 e 2009/10).

‘Mou’, de regresso ao ativo no Tottenham, nunca esteve na Alemanha ou em França, país onde triunfaram Artur Jorge, pelo Paris Saint-Germain, em 1993/94 e 1994/95, e, mais recentemente, em 2016/17, Leonardo Jardim, ao serviço do Mónaco.

Nos restantes países da Europa, os portugueses ganharam ainda na Bulgária, Chipre, Israel, Roménia, Rússia e Suíça.

Na América do Sul, Jorge Jesus, ao serviço do Flamengo, em 2019, tornou-se no primeiro português a levantar a Taça Libertadores e também a vencer o ‘Brasileirão’.

Guilherme Farinha, atualmente com 64 anos, venceu dois títulos na Costa Rica, ao serviço do Alajuelense, em 1999/00 e 2000/01, enquanto Pedro Caixinha se sagrou campeão mexicano em 2014/15, ao comando do Santos Laguna.

Os técnicos lusos não têm grande historial na América, ao contrário do que acontece na Europa, em África e na Ásia, já que, na Oceânia, não há registo de triunfos.

Em África, há registos de títulos em cinco países, numa lista de vencedores em que se destacam os seis cetros egípcios de Manuel José, no Al-Ahly, e os cinco de Bernardino Pedroto em Angola, três pelo ASA e dois pelo Petro Luanda.

Os técnicos lusos já arrebataram, igualmente, Moçambique, nomeadamente Rui Caçador, que, em 1988, tem o primeiro registo vitorioso de um técnico luso num campeonato estrangeiro, ao comando do Mexaquene. Também há vitórias em Marrocos e Tunísia.

Na Ásia, há nove países com ‘bandeiras’ lusas, na Arábia Saudita, China, Coreia do Sul (José Morais e Nelo Vingada), Líbia, Malásia, Qatar, Vietname e até em Macau e nas Maldivas, onde Bernardo Tavares se impôs pelo Benfica local e o New Radiant, respetivamente.

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Futebol

Vizela renova com médio Marcelo por três temporadas

II Liga

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Foto: FC Vizela

O Vizela, clube que foi promovido à II Liga portuguesa de futebol, anunciou hoje a renovação de contrato com o médio Marcelo, que assinou um novo vínculo válido por mais três temporadas.

O jogador brasileiro, de 21 anos, que na época que agora findou esteve emprestado ao Juventude de Pedras Salgadas, no qual cumpriu 28 jogos e apontou um golo, vai ter nova oportunidade para se afirmar nas opções do técnico Álvaro Pacheco.

“Estou muito feliz por voltar a casa. Tenho um carinho muito grande pelo Vizela e pelos adeptos. Foi o clube que me abriu as portas em Portugal. Vou dar 100% pelo clube e fazer tudo o que está ao meu alcance”, disse Marcelo, em declarações ao site do clube.

O médio chegou ao emblema minhoto em 2017, oriundo do Red Bull Brasil, para evoluir na equipa júnior dos vizelenses, tendo nas épocas seguintes sido cedido ao Vitória de Guimarães, no qual alinhou na equipa sub-23, e, posteriormente, a Juventude de Pedras Salgadas, do Campeonato de Portugal.

O Vizela, a par do Arouca, foi indicado pela Federação Portuguesa de Futebol para a subida à II Liga de futebol, depois do Campeonato de Portugal, onde militava, ter sido interrompido devido à pandemia de covid-19.

À data da suspensão da prova, o Vizela liderava a Série A, com 60 pontos (mais oito que o segundo classificado Fafe), enquanto o Arouca estava em primeiro lugar na Série B, com 58 pontos (mais oito que o Lusitânia de Lourosa).

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Futebol

Treinador do Benfica garante “foco” no Famalicão

I Liga

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Foto: Imagem BTV

O foco da equipa técnica do Benfica, liderada por Nelson Veríssimo, está apenas “nos quatro jogos que faltam” e na final da Taça de Portugal de futebol, afirmou hoje o sucessor de Bruno Lage no comando dos ‘encarnados’.

De tal forma que, garantiu, por muito que os jornalistas presentes na conferência de imprensa de lançamento do encontro com o Famalicão pudessem “não acreditar”, o técnico “nem sabia” que o FC Porto entra em campo antes do Benfica na 31.ª jornada da I Liga e não pensou na hipótese de permanecer no comando da equipa por ser uma questão que “neste momento não faz sentido”.

“Foi-nos colocada a tarefa de orientar a equipa até à final da Taça [de Portugal] e o foco só tem de estar aí. Nós sabemos o que temos de fazer, o nosso objetivo é ganhar os quatro jogos que faltam e é com esse espírito que vamos para o jogo de amanhã [quinta-feira], independentemente do que possa acontecer”, sublinhou, no Seixal, o sucessor de Bruno Lage.

A ideia foi repetida em várias intervenções do treinador, que o Benfica confirmou esta semana que ficará no comando da equipa até ao final da época, incluindo quando foi questionado sobre se Jorge Jesus seria uma boa solução para liderar os ‘encarnados’ na próxima época ou se poderia vir a integrar a sua equipa técnica.

“Percebo essa questão, porque tem-se vindo a colocar, mas isso não é uma área de intervenção que me diga respeito. Uma boa solução passa por ganhar o jogo de amanhã [quinta-feira]”, atalhou Nelson Veríssimo.

Sempre com o “foco” na deslocação a Famalicão, o técnico negou que, em função do atraso de seis pontos em relação ao FC Porto, os próximos jogos sirvam essencialmente para preparar a final da Taça de Portugal, frente aos ‘dragões’, e voltou a referir-se aos métodos da equipa técnica de Bruno Lage, com os quais se “identificava”, sem embargo de poder “criar outra dinâmica”.

“A linha de raciocínio será muito parecida, com uma dinâmica que possa ser implementada em função dos jogadores e do momento”, explicou Nelson Veríssimo, antes de falar de um adversário (Famalicão) que ”tem uma forma de jogar de equipa grande”.

“Gosta de ter a bola, de ocupar os espaços na amplitude máxima do campo e, em alguns momentos, pode desequilibrar-se, fruto desse posicionamento. Obviamente, foi um dos aspetos que tivemos em conta. Teremos de ser uma equipa muito organizada e competitiva, potenciar algumas virtudes e colmatar as lacunas que encontramos em alguns momentos do jogo”, analisou o treinador que venceu o Boavista (3-1) no encontro da sua estreia.

O Benfica visita o Famalicão na quinta-feira, às 21:30, numa partida da 31.ª jornada da I Liga que arranca já depois do final do encontro do FC Porto no terreno do Tondela, que tem início agendado para as 19:15.

Em caso de vitória dos ‘dragões’, a equipa de Nelson Veríssimo fica obrigada a somar pontos para impedir que o rival festeje o título já na quinta-feira, quando ainda faltarão disputar três jornadas até ao final do campeonato.

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Futebol

Continuidade da Taça da Liga leva Sporting a perguntar se a pandemia acabou

Futebol

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Foto: DR / Arquivo

O Sporting contestou hoje a manutenção do formato e do calendário da edição de 2020/21 da Taça da Liga de futebol, questionando se a pandemia de covid-19 chegou ao fim por imposição da Liga de clubes.

Em comunicado, o emblema ‘leonino’ considera a medida, tomada na terça-feira, como “uma das piores decisões alguma vez tomadas no que se refere à proteção do futebol português e dos clubes portugueses que competem nas competições europeias”.

“Quando todo o mundo se debate ainda com uma pandemia, em que ninguém sabe ou conhece ainda o real alcance da mesma, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) entendeu meter a cabeça na areia e fingir que a mesma não existe, nem nunca existiu”, lê-se na referida nota.

Atualmente, a Taça da Liga inicia-se com uma eliminatória entre equipas da II Liga, entrando os clubes primodivisionários na segunda fase, também com uma ronda a uma mão, seguindo-se a fase de grupos, já com os primeiros classificados da I Liga, e a final a quatro.

“Quando toda a Europa do futebol caminha num rumo de extinção de competições como a Taça da Liga, e em que os clubes da Premier League que competem nas competições europeias ponderam tomar a decisão de não jogar esta época a respetiva Taça da Liga, Portugal mantém tudo como dantes”, sublinhou o clube lisboeta.

Devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus, o Sporting denunciou a sobrecarga de jogos com o encurtamento da época desportiva, a diminuição de receitas com a conclusão da I Liga sem público, prejudicando os clubes que vão disputar as competições europeias.

“Quando se devia estar a falar da reformulação dos quadros competitivos da I Liga, com a diminuição de 18 para 16 clubes, sobrecarrega-se ainda mais o calendário”, lamentou o emblema ‘verde e branco’, salientando que “esta decisão é ainda contraditória com as alterações regulamentares que foram feitas na época anterior”.

O clube ‘leonino’ realçou que esta decisão “potencia que as Ligas profissionais não venham a terminar na época 2020/21, já que não houve qualquer preocupação em ser criado um prazo de segurança adicional, caso se venha a verificar uma segunda vaga da pandemia”.

“Não faltará quem venha de seguida indicar que, devido à pandemia, os chamados clubes grandes têm de ser mais solidários com os chamados pequenos. É esta a Liga que insistimos ter. O caos bem pode estar lançado e, em Portugal, a pandemia parece ter acabado única e exclusivamente por imposição da LPFP (se é que alguma vez aconteceu!)”, concluiu o Sporting.

Após a declaração de pandemia, em 11 de março, as competições desportivas de quase todas as modalidades foram disputadas sem público, adiadas – Jogos Olímpicos Tóquio2020, Euro2020 e Copa América -, suspensas, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais, ou mesmo canceladas.

Os campeonatos de futebol de França, Escócia, Bélgica e dos Países Baixos foram cancelados, enquanto outros, como Portugal, retomaram a competição sob fortes restrições.

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