Seguir o O MINHO

Viana do Castelo

Ex-vereadora do PSD de Viana acusada no caso da AIMinho diz-se alvo de difamação

Helena Marques é arguida no processo da AIMinho. Terá obtido “ilicitamente uma vantagem patrimonial total de 407.536,25 euros”, e a empresa que detém de “402.661,25 euros”.

em

Helena Marques. Foto: DR

A ex-vereadora do PSD na Câmara Municipal de Viana do Castelo Helena Marques, que é tesoureira da Junta de Freguesia de Darque, diz-se alvo de difamação e tentativa de assassinato político. E lamentou, num post na rede social Facebook que a notícia sobre o seu envolvimento num alegado esquema de fraude na obtenção de subsídios, que consta da acusação da antiga Associação Industrial do Minho, se baseie numa “desinformação prestada por um membro do CDS na assembleia de freguesia que é jurista de profissão, quando o processo a que faz referência está em segredo de justiça e não foi sequer objeto de julgamento pelo tribunal”. E acrescenta: “Por um lado, a violação do segredo de justiça é crime. Por outro lado é expectável que um jurista honre o mais basilar princípio do Estado de Direito democrático: a presunção de inocência. Infelizmente na falta de argumentos politicos, o jurista está a tentar provocar um julgamento fora das instâncias competentes com o único objetivo de difamar sem motivo quem de facto trabalha em prol dos outros e assim prejudicar o andamento normal dos trabalhos da junta de freguesia”.


O comentário no Facebook surgiu após a agência Lusa ter noticiado, ontem, que o CDS pediu esclarecimentos à Junta de Freguesia de Darque, através de Pedro Meira, líder da bancada do CDS na Assembleia de Freguesia, sobre o alegado envolvimento da tesoureira num processo-crime sobre desvio de fundos comunitários.

Helena Marques incorre, no entanto, em erro, ao invocar o segredo de justiça, já que o inquérito criminal sobre a AIMinho tem já acusação formal, a partir da qual, deixa de haver segredo de justiça.

A tesoureira de Darque, acrescenta que faz “o esclarecimento pelo facto de, sem nada que o fizesse esperar, ser confrontada com informações destas sem que delas decorra nada de útil nem sequer haja garantia da veracidade das mesmas”.

Assassinato político

“Na política não vale tudo e esta tentativa de assassinato político por ambições de uma agenda própria desse jurista, não justifica o eventual prejuízo pessoal, moral, profissional e familiar que esse senhor hoje me causou a troco de nada e pela simples razão de estar na junta por uma força política diferente”.

E a concluir, afirma: “Temos de ser superiores a estas atitudes irrefletidas e com graves consequências. Nos meios próprios serão avaliadas, julgadas e sem dúvida, reposta a normalidade das situações, com verdadeiras consequências para quem de facto desrespeitou os outros”.

Ex-vereadora do PSD em Viana envolvida na acusação de fraude da Associação Industrial do Minho

A autarca, que não se quis pronunciar quando a isso instada por O MINHO, está acusada, em conjunto com a empresa de contabilidade de que é sócia gerente, de, entre 2013 e 2017, ter praticado três crimes de fraude na obtenção de subsídio, dois de branqueamento e dois de uso de documento falso, no âmbito do processo da Associação Industrial do Minho (AIMinho), em que o Ministério-Público (MP) deduziu acusação contra 126 arguidos, a 25 de setembro.

De acordo com a acusação, a arguida terá obtido “ilicitamente uma vantagem patrimonial total de 407.536,25 euros”, e a empresa que detém de “402.661,25 euros”.

Anúncio

Viana do Castelo

Presidente de Viana do Castelo redistribui funções e assume Educação e Cultura

Política

em

Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo redistribuiu funções a todos os vereadores para assumir os pelouros da Educação e Cultura, após a renúncia da vereadora que hoje é substituída no cargo, anunciou à Lusa o próprio.


Em declarações à agência Lusa, o socialista José Maria Costa explicou hoje que, com a saída, em meados de maio, de Maria José Guerreiro, alegando motivos pessoais, decidiu “delegar e subdelegar competências nos seus cinco vereadores e assumir as áreas da Educação e da Cultura”.

O executivo municipal de Viana do Castelo, de maioria socialista, é ainda composto por dois vereadores do PSD e uma vereadora da CDU, todos sem pelouros atribuídos.

Com a redistribuição das áreas funcionais da autarquia da capital do Alto Minho, definida num despacho datado de hoje e que entra em vigor “a partir do dia seguinte ao da sua publicação, mediante editais”, a que a Lusa teve acesso, José Maria Costa mantém as pastas da Administração Financeira, Proteção Civil, Saúde e Internacionalização e assume agora a Educação e Cultura.

Já o pelouro das obras públicas, até agora nas mãos do autarca, passa para o vice-presidente do município, Vítor Lemos, que continua com a Modernização Administrativa, Saneamento Básico e Desporto.

A pasta do Turismo, até agora desempenhada pela ex-vereadora Maria José Guerreiro, é entregue a Luís Nobre, que assume ainda a Reabilitação Urbana, acumulando o Planeamento e Gestão Urbanística, Desenvolvimento Económico, Mobilidade e Coesão Territorial.

Luís Nobre é líder da concelhia socialista de Viana do Castelo e apontado como candidato do partido às próximas eleições autárquicas, para suceder a José Maria Costa que está impedido de voltar a concorrer, devido à lei da limitação de mandatos autárquicos.

A vereadora Carlota Borges, a cumprir o primeiro mandato autárquico com as áreas da Coesão Social, Juventude, Voluntariado e Serviços Urbanos, fica agora também responsável pela Gestão de Equipamentos e Património Cultural.

Em funções desde as eleições de 2017, Ricardo Carvalhido junta às pastas do Ambiente e Biodiversidade, Ciência, Inovação e Conhecimento os Projetos Educativos.

O novo vereador, Ricardo Rego, até agora chefe de gabinete de José Maria Costa, e que hoje assume as novas funções, passa a deter as áreas dos Recursos Humanos e Administração Patrimonial, até agora desempenhadas pelo presidente, ficando ainda com a Promoção da Saúde, setor que estava sob alçada da vereadora Carlota Borges.

Ricardo Rego era o sétimo da lista que o PS apresentou às eleições autárquicas de 2017 e que o partido venceu com 53,68% dos votos, elegendo seis dos nove mandatos atribuídos.

Maria José Guerreiro cessou funções na quarta-feira. Entre outros cargos que desempenhava por inerência de funções, a professora de profissão presidia à VianaFestas, entidade que organiza as festas da capital de Alto Minho.

A distribuição das áreas funcionais vai ser apresentada ao executivo municipal, hoje, em reunião camarária, a partir das 15:00, de forma presencial, no salão nobre dos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Viana do Castelo quer reforço de 220 mil euros para investir em obras

Obras Públicas

em

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A maioria PS na Câmara de Viana do Castelo vai propor na quinta-feira, em reunião do executivo, a segunda revisão orçamental de 2020 para enquadrar um reforço de 220 mil euros, resultantes da reprogramação de fundos comunitários.


Em comunicado hoje enviado às redações, a autarquia da capital do Alto Minho explicou que aquele montante será investido em obras “nos domínios da reabilitação urbana, redes de abastecimento de água e águas residuais e ainda equipamentos escolares”.

Segundo o município, “as alterações propostas identificam ações e projetos que anteriormente não tinham elegibilidade no Quadro Comunitário do Portugal 2020, bem como alguns projetos que passam a ter financiamento na sua totalidade”.

“Esta revisão orçamental permite-nos avançar de imediato para a abertura de procedimentos concursais, garantindo a maturidade necessária para a apresentação das candidaturas resultante da reprogramação em curso”, lê-se no documento a apresentar pela maioria socialista na autarquia.

Em causa, está o reforço de 220.324,28 euros, “em rubricas como escolas, sistema de drenagem de águas residuais, captação e distribuição de água, viadutos, arruamentos e obras complementares, e ainda obras na rede viária municipal, entre outros”.

Contactada pela agência Lusa, a bancada do PSD, composta pelos vereadores Cristina Veiga e Hermenegildo Costa, afirmaram que o “sentido de voto ainda não está definido, mas que o partido tem uma ideia muito clara sobre o assunto”.

“Não consideramos prioritária a concretização de obras públicas na fase atual. Esta segunda revisão orçamental visa, sobretudo, viabilizar projetos de obras públicas, que seriam mais oportunas noutras circunstâncias e noutro período de tempo, não tão próximo de um período eleitoral”, referem os dois vereadores.

Segundo os social-democratas, “os compromissos para com os vianenses, nesta fase tão crítica, deveriam passar por outras opções, que teriam que passar necessariamente por um apoio efetivo às pessoas, às famílias e à atividade empresarial e comercial local, de modo a mitigar os problemas socioeconómicos surgidos, entretanto, com a crise originada por este estado pandémico”.

“É importante responder eficazmente aos constrangimentos em termos de empregabilidade, de capacidade económica das famílias e dos munícipes, da sustentabilidade da atividade dos comerciantes e empresários, de modo a minimizar os impactos que esta crise vai provocar no âmbito económico e socioeconómico. Esta é, sem dúvida, a nossa preocupação fundamental – criar o bem-estar pessoal, social e económico de todos, pessoas e agentes económicos, de modo a ultrapassarmos, de forma crucial e sustentável, esta fase que está a criar dificuldades a quem é mais vulnerável”, sustentam”.

Já a vereadora da CDU, Cláudia Marinho, disse à Lusa que irá abster-se, remetendo para quinta-feira uma declaração de voto sobre este ponto.

A reunião camarária do executivo, com 28 pontos na ordem de trabalhos, vai decorrer, na quinta-feira, a partir das 15:00, de forma presencial, no salão nobre dos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República.

Continuar a ler

Alto Minho

Atores entregam refeições ao domicílio acompanhadas por arte em Viana

Teatro Municipal Sá de Miranda

em

Entrega ao domicílio com arte. Foto: Divulgação / Teatro do Noroeste - Companhia Dramática de Viana

Encomendar o almoço e recebê-lo em casa ou no escritório é algo perfeitamente normal. Mas a entrega ser acompanhada pela declamação de um poema ou uma pequena teatralização já é uma originalidade.


O Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana do Castelo, companhia residente do Teatro Municipal Sá de Miranda, estreou na segunda-feira este serviço intitulado ‘Entregas ao Domicílio com Arte’.

“Das 12:30 às 14:00, o Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana leva refeições até à casa das pessoas, apresentando uma surpresa artística protagonizada pelas atrizes e atores do elenco residente da companhia”, resume a companhia de teatro que integra mais de dez elementos.

Os atores e atrizes “leem um poema, um pequeno texto ou até podem fazer um pequeno jogo, depende também da pessoa”, explica a O MINHO Patrícia Soares, elemento do grupo, assinalando que os clientes têm ficado agradados com o serviço.

O Café Concerto do Teatro Municipal Sá de Miranda começou a produzir refeições em modo take-away com objetivo de angariar verbas para fazer face aos constrangimentos provocados pela pandemia da covid-19.

O serviço foi agora alargado para as entregas ao domicílio, de forma a também dar um sentido de “confiança às pessoas” nesta altura de desconfinamento.

De segunda a sexta-feira, há três opções de prato do dia: prato de carne, prato de peixe e prato vegetariano.
O serviço de refeições – tanto take-away como ao domicílio – é feito com recipientes amigos do ambiente, sem uso de plástico.

As reservas para almoços podem ser realizadas até às 11:00, através dos contactos 258 823 428 / 967 552 988 ou do e-mail [email protected]

Continuar a ler

Populares