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Viana do Castelo

Ex-diretora nega perseguição a funcionária dos bombeiros voluntários de Viana

Processo de assédio moral alegadamente praticado pela associação humanitária dos Bombeiros Voluntários sobre uma funcionária da central de telecomunicações, entre 2015 e 2017.

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Foto: Divulgação / BV Viana do Castelo

A ex-diretora de recursos humanos dos bombeiros voluntários de Viana do Castelo negou hoje ter perseguido uma funcionária da central de telecomunicações, mas admitiu que a operadora “não respeitava as ordens” e era conflituosa com colegas.

“Se fosse participar de tudo não tinha só um processo disciplinar. Não respeitava as ordens que se lhe davam”, afirmou Teresa Balinha no início do julgamento de um processo de assédio moral alegadamente praticado pela associação humanitária dos Bombeiros Voluntários sobre uma funcionária da central de telecomunicações, entre 2015 e 2017.

A engenheira de Higiene e Segurança no Trabalho, que durante seis anos exerceu as funções de diretora dos recursos humanos naquela corporação, entre 2011 e 2017, acusou ainda a operadora de comunicações, de 55 anos, de “recusar a presença, na central de telecomunicações, de um colega por ser preto” e de outra “por não dar banho”.

A responsável negou que não fosse cumprida a rotatividade dos turnos de oito horas que implementou quando chegou à corporação e garantiu que a decisão de prescindir das pausas de meia hora para as refeições, que revertiam para um banco de horas, foi “consensual”, sendo que a autora do processo que começou hoje a ser julgado no Tribunal de Trabalho de Viana do Castelo foi a única que se opôs a essa prática.

Além da ex-diretora de recursos humanos dos bombeiros voluntários, na sessão de hoje foi ainda ouvida uma operadora de telecomunicações, para quem a falta de pausa para descanso tornava o horário de trabalho “cansativo” e “a rotatividade de turnos era incerta”.

Esta operadora disse ainda existir um “absoluto descontrolo” da contagem do tempo acumulado no banco de horas.

O julgamento, que começou cerca das 10:10, terminou cerca das 13:30, apenas com a audição de duas das oitos testemunhas arroladas pela queixosa.

O juiz que presidiu aos trabalhos marcou novas sessões para 15 de janeiro e 12 de fevereiro de 2019.

Anteriormente, a advogada da queixosa, Isabel Guimarães, revelou à Lusa que “o assédio moral começou em 2015” e que a mulher “foi alvo de uma verdadeira perseguição, vivendo momentos de verdadeiro terror que motivaram a baixa médica durante mais de oito meses, com acompanhamento psicológico”.

“Há um relatório médico que atesta síndrome de Burnout, causado pelo stress excessivo, vivenciado no local de trabalho. Este assédio moral conduziu a que a trabalhadora vivesse verdadeiros momentos de pânico, medo, depressão psicológica e desgaste da sua imagem perante os colegas de trabalho. A trabalhadora perdeu qualidade de vida”, sustentou a advogada.

A trabalhadora em causa tem 55 anos de idade e trabalha naquela corporação há 19 anos.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da direção à data dos factos e atual vice-presidente, Luciano Moure, referiu desconhecer o caso, justificando “que quem geria as questões relacionadas com os recursos humanos era a secretária adjunta da direção”.

Já o atual presidente da direção, José Salgado, remeteu declarações sobre o assunto para o final do julgamento.

A advogada disse ainda que a funcionária exige “o pagamento de todas as horas que trabalhou além das oito horas diárias, uma indemnização pela violação dos seus direitos laborais e por assédio laboral, no valor superior a 60 mil euros”.

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Viana do Castelo

Viana defende corredor atlântico para fazer face a cenário pós-Brexit

José Maria Costa em Dublin

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Foto: DR

O presidente da Câmara de Viana do Castelo defendeu um corredor Atlântico ferroviário a ligar os portos portugueses aos do norte de Espanha e França, até à Normandia para fazer face a um cenário pós-Brexit, informou hoje a autarquia.

Para José Maria Costa, que participou, em Dublin, num seminário promovido pela Comissão Europeia sobre as ligações entre portos e cidades na bacia Atlântica, a possibilidade de saída do Reino Unido da União Europeia, “torna ainda mais urgente um reforço da cooperação entre as cidades e os portos do Atlântico”.

“É necessário que a Comissão Europeia, no âmbito do processo de revisão da RTE-T “Rede Transfronteiriça de Transportes” identifique o corredor Atlântico ferroviário que liga os portos portugueses aos portos do Norte de Espanha e portos franceses até à Normandia”, sustentou.

O autarca socialista da capital do Alto Minho, que participou numa mesa redonda dirigida pelo coordenador europeu do corredor Atlântico, referiu que aquela ligação “tem como primeiro objetivo promover uma extensão real destas ligações ferroviárias a portos da Irlanda através dos portos da Bretanha e Normandia”.

José Maria Costa defendeu “uma perspetiva europeia para o corredor Atlântico em que se torna prioritário um planeamento e um tratamento político deste corredor por parte dos governos de Portugal e Espanha”.

“Desta forma garante-se que toda a fachada atlântica ibérica não ficará de fora das grandes conexões portuárias e ferroviárias do futuro da Europa”, frisou.

A missão do corredor Atlântico “assenta, num primeiro plano, na rentabilização da infraestrutura ferroviária existente, sem investimento adicional, através de uma gestão centralizada da atribuição de capacidade, da gestão de tráfego e do relacionamento com os clientes”.

O corredor Atlântico “assume-se também como plataforma privilegiada para a coordenação dos investimentos na infraestrutura ferroviária em Portugal, Espanha, França e Alemanha, no sentido de serem ultrapassadas barreiras técnicas e operacionais, promovendo a interoperabilidade e, consequentemente, fomentando uma maior competitividade do transporte ferroviário de mercadorias”.

No seminário que decorreu terça e quarta-feira em Dublin, participaram responsáveis europeus da estratégia marítima atlântica, dos portos do Norte da Europa, de Espanha, do Báltico e também da Associação da Autoridade de Energia Renovável da Irlanda.

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Viana do Castelo

Igrejas e capelas abertas até à meia-noite em Viana

Tradição de Quinta-feira Santa diz que número de templos a visitar deve ser ímpar, idealmente sete

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Capela do navio Gil Eannes é um dos templos que podem ser visitados. Foto: DR

Um conjunto de 26 capelas e igrejas de Viana do Castelo encontram-se, esta quinta-feira, abertas até à meia-noite. As visitas aos templos, que devem ser em número ímpar, sendo sete o ideal, é uma tradição que atrai locais e visitantes, todos os anos na Quinta-feira Santa, e que decorre entre as 20:00 e as 24:00 horas.

Foto: DR

À semelhança do que aconteceu no ano passado, o Funicular de Santa Luzia estará a funcionar, para dar apoio à visita ao Templo-Monumento de Santa Luzia.

Foto: Divulgação

Para além da visita a igrejas e capelas da cidade, está a decorrer o programa Páscoa Doce em Viana do Castelo, que, segundo é apresentado no site da autarquia, inclui atividades variadas, como exposições, mostras, feiras, concertos e espetáculos, conferências e tertúlias, eventos religiosos, eventos gastronómicos, desporto, atividades infantojuvenis, caminhadas e percursos, workshops e atividades para seniores. Na Praça da República, desde ontem e até sábado, decorre a 2.ª edição da Feira dos Chocolates e dos Doces.

O programa completo da Páscoa Doce encontra-se disponível em cm-viana-castelo.pt/pt/agenda-cultural/pascoa-doce-2019

Capelas e Igrejas

Segundo uma publicação do sempre bem informado blogue “Olhar Viana do Castelo”, os templos abertos até às 24:00 horas são: “Sé Catedral, Igreja da Misericórdia, Capela de Nossa Senhora do Resgate (Rua da Bandeira), Igreja Nossa Senhora da Caridade, Igreja de S. Francisco (Ordem Terceira), Capela da Casa da Carreira (Câmara Municipal), Igreja das Almas, Igreja do Seminário do Carmo, Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Fátima, Igreja da Sagrada Família (Abelheira), Capela de Jesus Maria José (Abelheira), Capela do Recolhimento de Santiago (junto ao Colégio do Minho), Igreja Nossa Senhora da Agonia, Capela de S. Roque (junto à da Nossa Senhora da Agonia), Capela do Senhor do Calvário (junto à da Nossa Senhora da Agonia), Capela do Carmelo de Santa Teresinha, Capela do Seminário Diocesano, Capela Nossa Senhora das Candeias (Largo Vasco da Gama), Capela de Santa Catarina, Igreja de S.Domingos, Capela das Malheiras, Capela do Museu de Artes Decorativas, Capela do Navio Hospital Gil Eannes, Igreja Paroquial do Senhor do Socorro, Templo Monumento de Santa Luzia e Capela da Adoração e Reconciliação (cripta da Igreja de Santa Luzia)”.

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Viana do Castelo

Jeff Mills e Laurent Garnier entre as novas confirmações para o festival Neopop em Viana

De 07 a 10 de agosto

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Foto: Facebook de Neopop (Arquivo)

O festival Neopop, que acontece de 07 a 10 de agosto em Viana do Castelo, anunciou hoje novos nomes como Jeff Mills, Laurent Garnier, Hardfloor, Rui Vargas e Sensible Soccers para a sua 14.ª edição.

No dia 08 de agosto, as novas confirmações passam por artistas como Acid Pauli, Amato & Adriani, Interstellar Funk, Ivan Smagghe, KiNK, Nicolas Lutz, Sensible Soccers, Solar e Wata Igarashi. Na noite seguinte, apresentam-se Ø [Phase] b2b Matrixxman, Chris Liebing, Colin Benders, Dasha Rush, Hector Oaks, Paco Osuna e Pan-Pot.

Já no último dia do festival atuam DJ Deep b2b Zadig, Hardfloor, Jeff Mills, Julianna, Laurent Garnier, Lewis Fautzi, Nastia, Rødhåd e Tale of Us.

As mais recentes confirmações vão juntar-se aos artistas já confirmados como Underworld, Amelie Lens, Ben Klock e Rebekah, que atuam ao longo de quatro dias, nos palcos Neostage, Antistage, Teatro Sá de Miranda e Parque de Campismo.

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