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Opinião

Europa, continente sem rumo

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ARTIGO DE PEDRO MEIRA

Presidente do CDS-PP de Viana do Castelo. Advogado.

Há um mês quem abrisse os jornais, assistisse a qualquer telejornal e navegasse pelas redes sociais sentiria que estaria a viver numa qualquer cidade brasileira, tal a participação activa e torrente opinativa de tantos portugueses relativamente às eleições presidenciais brasileiras.

A verdade é que apesar da ligação umbilical entre os dois países, este recente e novel fascínio pela política brasileira deveu-se única e exclusivamente ao fenómeno Bolsonaro.

Acontece que Bolsonaro é somente mais uma onda de um maremoto político que assola e vai continuar assolar o mundo, sendo este um movimento comum a muitos países do mundo, que vêm preferindo políticos considerados anti-establishment, “politicamente incorretos”, em oposição ao movimento mainstream progressista.

Os danos mais evidentes deste maremoto são a vitória de Trump nos Estados Unidos, o abandono da UE por parte dos britânicos (o chamado Brexit) e o manifesto e claro aumento das intenções de voto de candidatos da extrema-direita em diversos países da Europa ocidental. Quanto a Portugal, a seis meses de eleições europeias, os Portugueses pouco ou nada parecem estar sintonizados ou alertados para a importância do momento eleitoral que se avizinha.

Na verdade o nosso país pouco ou nada conta para o futuro que se adivinha e que se receia, sejamos francos, ao lado dos grandes problemas da actualidade, Portugal pesa pouco, muito pouco.

No entanto, quer queiramos quer não, a Europa é que condiciona e vai condicionar o nosso futuro e o futuro do nosso país nos próximos anos, porque endividados como estamos, dependemos fortemente dos outros, sobretudo da Europa.

O estado em que se encontra actualmente o continente europeu não é de molde a dar-nos esperança, pelo contrário, vivemos hoje os tempos mais perigosos que a Europa conheceu desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

O terrorismo, a insegurança, a crise dos migrantes, uma defesa autónoma incipiente, uma capacidade financeira e económica débil, uma política confusa em face de uma notória ausência de líderes europeus carismáticos e agregadores, uma população envelhecida, todos estes factores levam a que o peso da Europa no Mundo tivesse diminuído, o crescimento europeu baixasse e face a isto a Europa dificilmente
conseguirá sustentar, nas condições actuais, o bem-estar e garantir o Estado Social para as próximas gerações.

Há muitas décadas que as fragilidades europeias não eram tão notórias e evidentes e as eleições
nacionais em vários países têm sido o reflexo disto mesmo, sendo a cidadania europeia hoje uma pura ficção.

A pressão dos refugiados, que fogem da guerra e da fome é enorme e a Europa não está preparada para os receber e pior ainda nem preparada está para os recusar.

Não diria que estejamos a viver o crepúsculo da civilização ocidental, cristã, europeia, industrial, liberal e democrática mas que há uma clara necessidade de se lançar mão, de forma urgente, de um processo de refundação da Europa, isso parece-me claro.

Merkel dizia há semanas que “ a abordagem no sentido de construir uma sociedade multicultural, vivermos lado a lado e gostarmos uns dos outros, falhou, falhou por completo.” O multiculturalismo falhou por completo.

Não temos hoje uma política europeia comum e alinhada para o fenómeno da imigração e consequente integração, há até uma espécie de temor em redor do debate sobre a imigração, a integração e o Islão, temos medo de abordar o tema sob pena de nos apelidarem de racistas, xenófobos. Em Portugal não o sentimos tão na pele ainda, não é um problema que nos afecte e que nos vá afectar a breve trecho directamente, mas hoje viajar no Metro ou num comboio urbano no centro de Paris faz- nos sentir como se estivéssemos num comboio subterrâneo numa cidade africana, ficamos com a mesma sensação viajando por algumas cidades do Norte de Inglaterra, por certos bairros de Roterdão ou Amesterdão na Holanda, subúrbios de Bruxelas como Molenbeek, zonas de Berlim como Wedding e NeuKooln e imagine-se que hoje pode sentir-se já o mesmo nos subúrbios de Estocolmo e Malmo, na Suécia.

Todos estes são locais onde os imigrantes vivem mas que não apresentam semelhanças algumas com as zonas habitadas pelos locais e tudo isto nas mesmas cidades e no mesmo Continente.

Há mais refugiados hoje no Mundo do que durante e depois da Segunda Guerra Mundial, a migração sobretudo a partir de 2015 tornou-se quase que “um fenómeno bíblico”.

Qual é a consequência de as pessoas virem em massa para a Europa em números incalculáveis? Neste momento ninguém sabe, a única coisa de que podemos estar certos é que este fenómeno terá inevitavelmente séria(s) consequência(s).

Colocar dezenas de milhões de pessoas com os seus costumes, a sua religião e a sua cultura num continente com os seus próprios hábitos, com a sua cultura e uma religião dominante diferente tem que ter, inevitavelmente, consequências.

As visões mais catastróficas referem que as projecções demográficas, a imigração em curso e o crescimento desproporcionado da população entre as comunidades imigrantes existentes significará que a população não europeia em alguns países crescerá e atingirá em breve números que colocarão em perigo a sobrevivência da cultura e dos valores europeus.

Não partilho desta visão apocalíptica, mas o que é certo é que, por exemplo, a baixa natalidade entre os alemães e um nível excessivamente elevado de imigração, em especial, imigração muçulmana, está a transformar de forma muito visível a natureza da sociedade alemã, motor da Europa.

Sabia que, por exemplo, nos últimos trÊs anos, o nome mais registado em bebés rapazes recém-nascidos no Reino Unido não é John ou Charles, mas imagine-se Mohamedd? (!!!) São realidades que , por ora, a nós portugueses, nos ultrapassam.

Mas mais grave ainda do que esta crise migratória é para mim a crise de identidade europeia, a falta de sentimento de cidadania europeia, estes sintomas de doença interna é que têm que ser rápida e urgentemente debelados e tratados, e este tratamento só é possível ser feito com actores fortes e credíveis, com líderes políticos sérios e mais muito mais consistentes.

“A verdade é que em todas as democracias temos estado demasiadamente preocupados com a identidade daqueles que chegaram e não preocupados o suficiente com a identidade do país que os acolheu.” dizia Sarkozy.

É certo que estes problemas parecem-nos todos muito distantes e que os problemas brasileiros, e o pretenso fascista brasileiro Bolsonaro, é que realmente importa para as nossas mentalidades e consciências cívicas, mas e o continente onde vivemos?

Atentemos ao caso paradigmático da Suécia, país da UE da qual fazemos parte, a partir de 2010 a migração para a Suécia aumentou exponencialmente, potenciais migrantes viam a Suécia como apetecível, uma vez que recebiam habitação e excelentes subvenções sociais.

Em 1990 os imigrantes não europeus totalizavam 3% da população da Suécia, em 2016, notem, 13 a 14%, existindo um crescimento contínuo de dois pontos percentuais por ano.

Em Malmo, a terceira maior cidade da Suécia, os não etnicamente suecos constituem já quase metade da população, dentro de uma geração os etnicamente suecos serão uma minoria em todas as cidades importantes, por um lado em consequência da imigração, por outro como consequência da taxa de natalidade mais elevada entre imigrantes.

Este crescimento e impacto demográfico tem causado novos problemas ao Estado sueco. Em 1975, foram apresentadas 421 queixas por violação à polícia sueca. Em 2014, o número anual de queixas por violação subiu para 6620 (números do Conselho Nacional Sueco para a prevenção do crime), em 2015 a Suécia tinha o nível de violações per capita mais elevado do que qualquer país do Mundo, depois do Lesoto (note-se que o incremento destes crimes se deve comprovadamente a um aumento dos gangues de imigrantes).

Face a estes e outros dados o que é que aconteceu ao cenário político na Suécia? O quadro político do país mudou rápida e drasticamente devido ao facto de a demografia ter mudado de forma tão inesperada e repentina, O partido anti-imigração, os Democratas Suecos, partido de extrema-direita, triplicou o número de votos nas eleições de setembro deste ano e é hoje já é a terceira força política do país.

A Europa está em plena transformação e a atravessar uma complexa convulsão, quem não quiser olhar atentamente e seriamente para estes dados corre o risco de daqui a uma, duas décadas, ser surpreendido com uma profunda transformação do Continente onde vive.

A 25 de abril de 2016, um mês depois dos atentados em Bruxelas, o Ministro da Justiça belga, Koen Geens, disse ao Parlamento Europeu que os muçulmanos superariam muito em breve os Cristãos na Europa em número.

A Europa e muitos Europeus não percebem ou não querem perceber isto, mas esta é a realidade, esta é a nossa realidade.

Que as eleições europeias que se avizinham sejam um momento de um profundo e intenso debate da sociedade portuguesa relativamente ao presente e ao futuro da Europa, e que mais do que preocupados com o aparecimento de Bolsonaro no Brasil, estejamos mais atentos ao rumo e aos problemas internos de nossa casa, a Europa.

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Cada uma das concelhias, distritais, deputados e vereadores têm a possibilidade de enviar um artigo de opinião, todos os meses, para publicação, conforme e-mail enviado em Julho de 2015. [+]

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Opinião

Quatro dias bem intensos na Web Summit

OPINIÃO

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ARTIGO DE IVONE CRUZ

CEO LINK Cowork & Business (Viana do Castelo). Presidente M4P – Associação Nacional para Inovação e Desenvolvimento

Foram quatro dias de Web Summit bem intensos. Não fui à abertura nem ao encerramento por razões muitos simples. Já tenho o livro do Edward Snowden, tive a oportunidade de presenciar a apresentação das três startups selecionadas para o PITCH final e já tenho uma selfie com, segundo o Paddy Cosgrave, o “fantástico” Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa. Gostei que tenha ganho a suíça NUTRIX, pelo impacto futuro na área da saúde, nomeadamente na área da diabetes. Confesso que tinha um carinho especial pelo Banjo Robinson, não tivesse o LINK Cowork & Business um gestor de comunidade que é precisamente um gato.

Este ano a adesão superou a das edições anteriores, tendo esgotado a bilheteira, facto que se fez sentir bem nos corredores dos pavilhões. Muita gente a fazer contactos e a partilhar ideias, mas muita mais gente desorientada. Segundo dados da organização, foram vendidos mais de 70 mil bilhetes, o que, na verdade, não sei bem o que significa, atendendo a que só 25 mil são para women in tech – a 45 euros cada (a semana), e 6 mil bilhetes foram destinados a estudantes – a 8,50 euros cada – permitindo o acesso a um dia. Se a primeira ação se prende com o fomento da equidade num meio maioritariamente masculino, o programa Inspire pretende potenciar o acesso a jovens – dos 17 aos 26 anos – familiarizando-os com um cenário tecnológico e de inovação, fomentando um espirito mais empreendedor. Muito bem.

A Web Summit 2019 não teve, de forma evidenciada, um tema central como a edição do ano passado, nem nenhum hashtag que substituísse, ou reforçasse, o que havia sido lançado por Tim Berners-Lee #fortheweb, que preconizava um “acordo para a internet” entre governos, empresas e cidadãos, garantindo assim uma internet segura e aberta a todos. Sentiu-se bem a presença das startups que, este ano, tiveram mais palco (literalmente) para se evidenciar, assim como se sentiu que muitas das empresas que lá estavam representadas – Microsoft, Lenovo (com um stand enorme), Booking, entre muitas mais, fizeram verdadeiras operações de charme para captar talento, mais do que, na minha perspetiva, para vender a própria marca.

Se tivesse, aliás, que definir um tema central, paralelo à discussão da regulamentação e proteção de dados ( e do seu uso para nos manipular), da inteligência artificial, do gamming, do business with purpose (que tanto diz a estas novas gerações), do trabalho remoto, do software como um serviço (Saas), da sustentabilidade, eu destacaria a discussão em torno da escassez de talento, atendendo a demanda, e o foco na literacia digital.

Destacaria igualmente o discurso de Tony Blair que, entre outras coisas, evidenciou a importância da política nesta era digital, alertando para o facto de que “o que os políticos não compreendem, não gostam e regulamentam”. Torna-se imperativo um esforço maior para perceber a importância da tecnologia e qual a sua aplicabilidade (desde a saúde à educação), adequando desta forma a regulamentação.

Na minha opinião, a maior parte das pessoas que participa no evento não sabe muito bem ao que vai. Talvez por esse motivo se comece a falar sobre uma feira de vaidades. As startups procuram investidores, as empresas fazem ativação de marca e aproveitam para recrutar talento, os organismos públicos (Startup Portugal, Delegação da União Europeia, Nações Unidas, Embaixadas, etc.) divulgam as medidas e os programas existentes no apoio ao empreendedorismo. Depois há os restantes players que, tal como eu, vão para se atualizar, fazer parcerias, estudar o mercado. Quem passa à margem destes públicos, sem um objetivo definido, quase que afirmaria que sai de lá como entrou.

Por muita polémica que possa gerar a Web Summit – se a camisola custa 700 euros, se as palestras são todas em inglês, se os voluntários economizam muito dinheiro à organização, e outras que tal, parece inegável, na minha opinião, o impacto que esta cimeira tem para o país enquanto afirmação na economia digital.

Primeiramente, estiveram este ano presentes no evento profissionais de 163 países, sendo o Reino Unido, Alemanha, Brasil e Estados Unidos os mais representados. Portugal, ao dinamizar uma cimeira tecnológica, está ao mesmo tempo a afirmar-se na economia internacional como país com capacidade para atrair empresas estrangeiras, podendo com isso proporcionar melhores salários, e acrescentando, desta forma, valor. Sem falar da ocupação hoteleira, da restauração, das atividades de lazer, das visitas a outras zonas do país e de todos os negócios paralelos que se geram, e dos que voltam porque gostaram de tudo o que temos para oferecer.

Há sempre coisas a melhorar, e, sendo o caso, que seja em Portugal e para os portugueses.

Ivone Cruz
CEO LINK Cowork & Business
Presidente M4P – Associação Nacional para Inovação e Desenvolvimento

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Colunistas

O holocausto mundial

Por Vânia Mesquita Machado

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Artigo de Vânia Mesquita Machado

Humanista. Mãe de 3. De Braga. Pediatra no Trofa Saúde – Braga Centro.

Canção de embalar de um filho no Céu para os seus pais na Terra.

Uma homenagem a todas as crianças perdidas no Holocausto global da atualidade, sem escolher credo ou cor da pele, transversal a todos os povos de países em conflito armado.

Em 2018, foi quebrado o infeliz recorde de crianças mortas ou feridas na guerra, conforme os indicadores da ONU.

– Não chores minha mãe.
(Ou chora mais se te faz bem chorar)

– Não cales o choro meu pai.
( ou emudece o choro se te entristece chorar também)

– Não desesperem de tristeza
pode parecer longe agora,
por me terem perdido.

– Eu estou aqui a olhar por vós,
como olharam por mim
antes de me ir embora.
Ensinaram- me a ser forte,
antes de me levar a morte,
e vos deixar aí tão sós
com o coração partido.

– Aqui, o azul é a cor do céu.
Não existe vermelho sangue
vertido das nossas feridas,
perdido no nosso chão.
Nem cores pretas vestidas
Sinal humano de partidas,
(de filhos sem pais)
(de pais sem filhos)
Almas em escuridão de breu.

– Aqui,o silêncio é tão bom!
Não se ouve o som das bombas,
nem das balas
dos homens malditos.

– Vou-vos contar um segredo:
aqui, não sinto medo nenhum
como sentimos das sombras e dos gritos
quando fugimos de casa.
Não tremo nem me atormento.
Estou ainda protegido na tua asa pai,
E com a tua terna mão me embalas mãe.
Aqui, já não existe mais guerra,
como aí na nossa terra.
Aqui, será eterna a paz.

– Sou capaz de ficar sozinho
mais algum tempo,
e esperar pelo amanhã,
quando vierem a caminho
Papá, e mamã.

(Inspirada numa canção de embalar iídiche, escrita em placa comemorativa dos 60 anos da libertação das vítimas de Auschwitz no local onde, a 15 de junho de 2005, foi plantada uma oliveira, no âmbito de evocação promovida na Escola Secundária Carlos Amarante, Braga)

Vânia Mesquita Machado
03 agosto 2019

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Opinião

Os queridos avós!

Artigo de Felismina Barros – Jurista

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ARTIGO DE FELISMINA BARROS

Jurista. De Ponte de Lima.

Os avós são a base da pirâmide familiar, a origem do nosso ser e não podem ser ignorados ou esquecidos.

Os avós são considerados como sendo o pai ou mãe que contém açúcar, porque tudo o que os pais um dia não deixaram o seu filho ou filha fazer, os avós certamente deixarão. São, muitas vezes, definidos pelos netos como as pessoas que têm sempre tempo. Esta interessante definição faz-nos refletir no tempo e disponibilidade que os familiares e a sociedade têm para dedicarem aos avós.

No discurso dos netos, quando falam dos avós, sente-se um misto de admiração, ternura e amor.

Quando a sociedade fala da terceira idade ou dos idosos o sentimento é o mesmo?

Mas nessas situações as pessoas não serão as mesmas?

Fazendo uma análise empírica das palavras constata-se que a comunidade muitas vezes faz referencia à terceira idade no mesmo sentido que faz referência a uma qualquer situação de terceira, como por exemplo “português de terceira” ou “material de terceira”. A conotação dada a qualquer coisa de terceira não é muito bem vista na nossa linguagem mas, na realidade, temos uma designação de terceira na idade.

Relativamente à palavra idoso se fizermos a sua decomposição ficamos com duas palavras: ido + so, o que pode significar ido só… e o certo é que a solidão das pessoas mais velhas é cada vez mais premente.

Será que a terminologia utilizada influência os nossos sentimentos? Não sei, mas fica a reflexão.

Consciente de que, em todos os países, as pessoas estão a atingir uma idade avançada em maior número e em melhor estado de saúde do que alguma vez sucedeu é pertinente referir alguns princípios e direitos previstos a nível internacional e na nossa lei fundamental (Constituição da República Portuguesa).

No sentido de reafirmar a fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana as Nações Unidas estabeleceram cinco princípios para as pessoas idosas, a saber: independência, participação, assistência, realização pessoal e dignidade.

Princípios de fácil compreensão, mas que muitas vezes não são praticados.

A nossa Constituição da República prevê como direito fundamental a proteção da terceira idade, a par da proteção da infância e da juventude.

Prescreve o artigo 72.º da C.R.P.:

“1- As pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que respeitem a sua autonomia pessoal e evitem e superem o isolamento ou a marginalização social.

2- A política de terceira idade engloba medidas de caráter económico, social e cultural tendentes a proporcionar às pessoas idosas oportunidades de realização pessoal, através de uma participação activa na vida da comunidade.”

Existe um projeto muito interessante, de origem espanhola, que está a ser implementado no nosso país designado “Adota um avô”. O objetivo do projeto não é levar a pessoa para casa, mas sim estabelecer laços de amizade e companheirismo.

Projeto interessante para a região do Minho o adotar.

Convido a participar no projeto “Adote um avô”. Em diversos lares poderá conhecer idosos que não querem muito de si. Querem o seu sorriso, o seu abraço, o seu tempo.

Querem que esteja disposto a ouvir as suas histórias, saber de suas verdades e porquês.

É um privilégio quem ainda possui um avô e teve a oportunidade de conhecê-lo, por isso estime-o e seja carinhoso e amável com ele.

Um bem-haja aos nossos avós, em especial aos avós dos meus filhos!

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