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Alto Minho

Eurocidades do Alto Minho-Galiza partilham bicicletas elétricas a partir de março

Mobilidade

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Foto: Ilustrativa / DR

Seis municípios do distrito de Viana do Castelo e da Galiza, agrupados nas três eurocidades constituídas naquele território, vão partilhar 42 bicicletas elétricas, a partir de março de 2021, no âmbito de um projeto-piloto transfronteiriço hoje apresentado.


“Estamos a fazer história com um projeto pioneiro de mobilidade sustentável transfronteiriça”, disse hoje o presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira.

Contactado pela agência Lusa, a propósito da apresentação pública do projeto-piloto de mobilidade suave “Sistema de Bike Sharing Rio Minho Transfronteiriço”, Fernando Nogueira explicou que “a partir de março do próximo ano as 42 bicicletas vão estar ao serviço dos munícipes e dos visitantes”.

“É uma iniciativa que releva as boas relações entre vizinhos, a crescente influência das eurocidades e o trabalho meritório que o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho está a fazer”, disse Fernando Nogueira.

A iniciativa integra-se no projeto “Estratégia de cooperação inteligente do rio Minho transfronteiriço” do programa ‘Smart Miño’, cofinanciado pelo Programa Interreg V A (POCTEP)e promovido por aquele agrupamento europeu, em parceria com as eurocidades de Cerveira-Tomiño, Valença-Tui e Monção-Salvaterra.

“É um projeto inovador porque junta sustentabilidade ambiental, tecnologia de ponta e, acima de tudo, vontades”, reforçou o autarca independente, que é também diretor do AECT do Rio Minho.

Segundo Fernando Nogueira, a iniciativa será avaliada no final do primeiro ano de funcionamento e se os resultados forem positivos poderá ver a sua capacidade alargada.

“Este é um projeto com características próprias, desenhado à medida das nossas necessidades e especificidades, mas que poderá necessitar de melhorias e adaptações à nossa realidade”, disse.

O projeto-piloto de mobilidade sustentável hoje apresentado, num investimento de 73.980 euros, “tem como objetivo implementar um sistema de gestão partilhada para bicicletas elétricas entre seis núcleos urbanos de elevada mobilidade”.

Também está ligado à rede transfronteiriça de percursos verdes do rio Minho transfronteiriço.

Além das bicicletas elétricas com GPS incorporado, o projeto prevê a instalação, em cada um dos concelhos de cada eurocidade, de uma estação de parqueamento virtual, a criação de ‘software’ de gestão do sistema, 1.500 cartões e uma aplicação móvel (APP) para utilizadores.

“O utilizador, através do cartão ou da aplicação móvel, pode acionar a utilização da bicicleta para a utilizar no território formado pelas três eurocidades”, acrescentou o autarca, referindo que será criado um regulamento para uma gestão mais eficaz do novo serviço.

Hoje, junto ao antigo terminal do ‘ferryboat’, parque de lazer do Castelinho, em Vila Nova de Cerveira, foi assinado o contrato para a aquisição das bicicletas, sistema de gestão e parqueamento virtual para os pilotos de mobilidade suave – sistema de ‘Bike Sharing’ – Rio Minho. Na sessão participaram, entre outros, os seis autarcas portugueses e galegos.

Constituído em fevereiro de 2018, e com sede em Valença, o AECT Rio Minho abrange um total de 26 concelhos: os 10 municípios do distrito de Viana do Castelo que compõe a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e 16 concelhos galegos da província de Pontevedra.

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Alto Minho

Aluno de Ponte de Lima ganha medalha de bronze nas Olimpíadas de Matemática

Pedro Costa

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Foto: Divulgação / Ponte de Lima

Pedro Costa, aluno da Escola Secundária de Ponte de Lima, conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas Ibero-Americanas de Matemática (OIAM), que se realizaram de 13 a 22 de novembro.

Em comunicado hoje enviado às redações, o município limiano “congratula-se pelo feito alcançado” pelo jovem que frequenta o 12º ano.

Este ano as OIAM foram organizadas pelo Peru e participaram representações de 23 países e territórios, num total de 84 estudantes, tendo a competição decorrido exclusivamente online, devido à pandemia do novo coronavírus Sars-CoV-2.

Os alunos realizaram as provas nas suas casas, através de uma sessão Zoom gerida pela organização peruana das Olimpíadas e foram sempre vigiados pelos respetivos tutores.

A participação de Portugal nas OIAM é organizada pela Sociedade Portuguesa de Matemática e a preparação dos alunos é assegurada pelo Projeto Delfos, do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra. O Ministério da Educação, a Ciência Viva, o Novo Banco e a Fundação Calouste Gulbenkian apoiam a realização das Olimpíadas.

Em comunicado, a Câmara de Ponte de Lima considera que “esta distinção traduz o reconhecimento do trabalho e da qualidade de ensino das escolas do concelho, que apesar das limitações face à pandemia da covid-19, destacam-se pela criatividade e determinação na implementação de atividades e projetos de excelência em prol dos nossos alunos”.

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Alto Minho

Farmacêutico de Monção acusado de burlar SNS em 27 mil euros

Ministério Público quer que estabelecimento seja encerrado

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Foto: Ilustrativa / DR

O Ministério Público do Porto pede que um farmacêutico seja impedido de exercer a atividade por cinco anos e que o seu estabelecimento seja encerrado pelo mesmo período, caso se confirme que obteve fraudulentamente comparticipações em medicamentos.

Numa nota publicada na quarta-feira na sua página de Internet, a Procuradoria Regional do Porto refere que em causa está a alegada obtenção, por parte de um farmacêutico de Monção, de comparticipações indevidas do Serviço Nacional de Saúde, através de operações simuladas de vendas de medicamentos, no montante global de 27.156,31 euros.

Em causa de condenação, este valor deve ser entregue ao Estado, defende o Ministério Público.

Além das penas acessórias, o Ministério Público pede a condenação, segundo o catálogo penal, do farmacêutico e da sociedade titular do estabelecimento por um crime de burla qualificada e outro de falsidade informática – penalizações estas que se traduzem geralmente em prisão efetiva ou suspensa, no primeiro caso, e multa, no segundo.

Os factos remontam ao período de janeiro de 2012 a fevereiro de 2016, altura em que, segundo a conclusão a que chegou o Ministério Público do Porto, o arguido introduziu no programa informático Sifarma2000 medicamentos que não vendera, “assim produzindo documentos que titulavam vendas inexistentes, que depois lhe serviram para faturar ao SNS os medicamentos como se os utentes os tivessem realmente adquirido”, afirma a Procuradoria Regional.

Este despacho de acusação é conhecido menos de uma semana depois de o tribunal de São João Novo, no Porto, ter condenado outro operador do setor, uma farmacêutica da Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, a seis anos e meio de prisão, por burlas ao Serviço Nacional de Saúde entre meados de 2011 e 2015.

Além desta pena de prisão efetiva, em acórdão ainda passível de recurso, o tribunal aplicou outra a um dos cinco médicos coarguidos no processo, neste caso de cinco anos e seis meses.

Os restantes quatro médicos arguidos foram condenados a penas entre três anos e quatro anos e meio de prisão, todas suspensas na sua execução.

Farmacêutica da Póvoa de Lanhoso condenada a seis anos e meio de prisão

A farmácia detida pela principal arguida, também levada a julgamento, foi condenada a pagar a 70.000 euros.

Os arguidos ficam ainda obrigados a pagar, solidariamente, ao Serviço Nacional de Saúde o valor global da burla.

Em janeiro de 2021, outro tribunal da região, o de Matosinhos, vai avaliar factos similares relativos a uma terceira farmácia do Norte – esta em Prado, concelho de Vila Verde, distrito de Braga.

Nestes três casos, o SNS terá sido lesado em mais de 1,3 milhões de euros, contas feitas pelo Ministério Público.

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Viana do Castelo

Viana do Castelo com entrega gratuita de comida ao domicílio

Estado de emergência

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara e a Associação Empresarial de Viana do Castelo assumem, enquanto se mantiver a atual situação de recolher obrigatório, o custo da taxa de transporte das empresas de entrega de comida ao domicílio que atuam no concelho.

As empresas são a ‘Mandabir’ e ‘Comer em Casa’.

O objetivo é apoiar um dos sectores mais afetados nestes tempos de crise, estimulando a procura, em rigoroso cumprimento das regras e deveres emanados da declaração de estado de emergência.

Em comunicado, a câmara aconselha os espaços de restauração que não têm acordos de colaboração com estas empresas para beneficiarem desde ação, a iniciar de imediato.

“Com confiança e em segurança, usufrua da qualidade dos nossos restaurantes”, incentiva a autarquia.

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