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Viana do Castelo

Dois jovens detidos por vender droga a partir de casa em Viana

Tráfico de droga

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Foto: DR

A GNR de Viana do Castelo deteve, hoje, em flagrante delito dois homens, de 20 e 28 anos, por tráfico de estupefacientes no concelho, informou hoje aquela força policial.


Em comunicado hoje enviado às redações, o Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo explicou que a investigação que conduziu à detenção decorria há seis meses.

“Os suspeitos vendiam droga a partir de casa, sendo que os consumidores se deslocavam ao local para adquirir o produto estupefaciente”, especifica a nota.

No decurso da operação, os militares da Guarda Nacional Republicana, cumpriram quatro mandados de busca, dois domiciliários e outros dois em veículo, tendo apreendido, entre outro material, 743 doses de haxixe, duas de ecstasy, uma liamba, quatro facas de corte.

Os detidos foram constituídos arguidos, e os factos foram remetidos para o tribunal judicial de Viana do Castelo.

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Viana do Castelo

Espancavam e obrigavam crianças a tomar banho de água fria em instituição de Viana

Maus tratos infantis

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Foto: DR

O Tribunal da Relação de Guimarães manteve a condenação de três funcionários da Casa dos Rapazes, em Viana do Castelo, por maus-tratos a jovens acolhidos naquela instituição, mas reduziu a pena de dois deles.

Em nota hoje publicada na sua página, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que todas as penas são suspensas.

Os arguidos que tinham sido condenados a dois anos de prisão e a um ano e 10 meses viram as penas baixar, respetivamente, para um ano e 10 meses de prisão e um ano e oito meses.

O terceiro arguido mantém a pena de um ano e meio de prisão.

Os factos provados ocorreram entre 2016 e 2017 e reportam-se à conduta dos arguidos enquanto auxiliares de educação da Casa dos Rapazes, que acolhe crianças e jovens em situação de perigo e sem adequada retaguarda familiar.

O tribunal considerou provado que um dos arguidos puniu fisicamente um dos jovens acolhidos mas de tal forma que revelou uma singular intolerância e insensibilidade.

Os outros dois arguidos, também como castigo, “esbofetearam um jovem, socaram outro e obrigaram ambos a tomar banho de água fria”.

No processo, foram também arguidos um outro funcionário e a então diretora-técnica da instituição, que acabaram absolvidos.

Os cinco arguidos estavam acusados de um total de 35 crimes de maus tratos, ocorridos entre 2015 e 2017, e denunciados por duas educadoras.

O tribunal deu como provados cinco crimes.

“Só a diretora respondia por 13 crimes mas foi liminarmente ilibada, porque o tribunal considerou que a sua atuação enquanto responsável da instituição não tem qualquer relevância criminal nem merece censura”, disse o advogado Morais da Fonte, aquando do julgamento em primeira instância.

No julgamento, a diretora técnica da Casa dos Rapazes explicou as ações que tomou para disciplinar os jovens da instituição, sublinhando que nunca teve a intenção de os magoar.

“Às vezes é necessário repreendê-los, segurá-los, exercer alguma retenção, mas nunca com a intenção de os magoar (…). São jovens agressivos, desafiantes, questionam e opõem-se às regras todas”, afirmou.

Disse que “num primeiro momento é preciso mostrar” que aquela instituição “é uma casa com regras, limites e rotinas que têm de ser cumpridas”, admitindo ser “muito exigente com os miúdos, não ser muito meiga a falar”.

A antiga diretora deixou a instituição em abril de 2017, na sequência deste caso.

Em novembro de 2017, a direção da Casa dos Rapazes aceitou o pedido de afastamento dos funcionários arguidos no processo.

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Viana do Castelo

Covid-19 ‘dispara’ no concelho de Viana: Mais 48 casos ativos numa semana

Dados locais

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Foto: DR

O concelho de Viana do Castelo registou mais 19 infetados com covid-19 durante os últimos três dias, contabilizando agora aquele concelho 105 casos ativos do vírus.

No passado dia 09 de outubro, eram 57 os casos e no dia 02 de outubro eram 35, segundo dados recolhidos por O MINHO junto da Unidade Local de Saúde do Alto Minho.

Os dados remetem para as 18:00 horas desta sexta-feira.

Ao longo da última semana, o concelho viu ainda vinte pessoas curarem-se do SARS-CoV-2, existindo agora 322 vítimas recuperadas da doença que corre mundo.

No total acumulado, registam-se 448 casos de infeção desde o início da pandemia, mais 68 nos últimos sete dias.

A nível distrital, o Alto Minho contava, nesta terça-feira, com 324 casos ativos, 65 óbitos e 928 recuperados.

O distrito soma 1.317 casos acumulados desde o início da pandemia.

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Viana do Castelo

PCP aponta Hospital de Viana como “bom exemplo” nacional

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

O PCP de Viana do Castelo apontou hoje a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) como um “bom exemplo” na prestação de cuidados de saúde primários, apesar de persistirem “problemas de fundo” decorrentes de “prioridades nacionais”.

“Podemos dizer que é um bom exemplo a nível nacional. Estaríamos muito melhor se a realidade dos cuidados de saúde primários fosse como esta”, afirmou o responsável pela Direção da Organização Regional de Viana do Castelo (DORVIC) do PCP.

Gonçalo Oliveira, que falava aos jornalistas à porta do hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, no final de uma reunião com a administração da ULSAM, apontou a contratação de profissionais de saúde como um dos exemplos dos “problemas” que ultrapassam a realidade do Alto Minho.

“É necessária uma aposta muito mais forte no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que não passa só por elogiar os profissionais de saúde, por lhes bater palmas, mas por dedicar verbas efetivas para a contratação de profissionais para o SNS não a título extraordinário, mas com vínculos efetivo para reforçarem os serviços que devem também ser dotados dos equipamentos necessários”, sublinhou.

Hospital de Viana do Castelo com mais 16 enfermeiros e 400 mil euros para material

O responsável adiantou que dessas “limitações”, a ULSAM, “em alguns aspetos”, tem trabalhado “contracorrente”.

“Há que valorizar isso e, é claro, que isso dá uma certa tranquilidade”, referiu após a reunião com a administração da ULSAM realizada no âmbito da ação nacional que o partido a realizar denominada “Combater a covid-19, recuperar atrasos, garantir o acesso aos cuidados de saúde”.

“Há aqui uma mensagem de serenidade que foi dada pelo conselho de administração, que estão a tomar todas as medidas atempadamente. Claro que depois há problemas de fundo que ultrapassam a realidade do Alto Minho e que tem a ver com as prioridades nacionais”, reforçou.

Segundo Gonçalo Oliveira, “a ULSAM tem cumprido seu o papel, na prática, com a tomada de medidas concretas”.

“Em alguns casos, há situações que são dignas de nota. Neste contexto complicadíssimo de pandemia conseguiu aumentar o número de consultas domiciliárias e ter um leque de áreas prioritária que nunca deixaram de ter atendimento presencial, ao contrário do que aconteceu noutras unidades de saúde”.

A ULSAM “conseguiu salvaguardar até direitos dos trabalhadores, como o gozo para que possam estar minimamente repousados e preparados para esta segunda vaga”, situação que disse não se verificar em todo o país.

“Um exemplo flagrante, é o dos utentes sem médicos de família que aqui é um problema quase residual, quando a tendência nacional não é essa”, frisou.

“Já se estão a adiantar na reabertura de extensões de saúde já a partir da próxima semana. Há dificuldades de comunicação nos centros de saúde que resultam de centrais telefónicas desatualizadas, falta de pessoal de secretariado clínico, entre outros. Aqui já estão a ser tomadas medidas. Já está em fase experimental uma nova central telefónica. Também já estão adiantados”, adiantou.

O PCP tem em curso uma ação nacional que se conjuga com o objetivo de criar um plano de nacional de emergência visando reforçar o Serviço Nacional de Saúde com mais financiamento, mais profissionais e melhores equipamentos, especialmente no que à atividade dos cuidados de saúde primários diz respeito.

Já a vereadora da CDU na Câmara de Viana do Castelo, Cláudia Marinho, que também participou na reunião, destacou “o trabalho de boas práticas desenvolvido há longo tempo”, apesar das “imensas dificuldades” que enfrenta, defendendo necessidade de alteração do modelo de financiamento daquela estrutura que atribui à região uma capitação inferior à média nacional.

“Têm uma estrutura muito bem montada e acabam por ter menos dificuldades, apesar de elas existirem”, especificou a vereadora, apontando como exemplo a “fixação” de profissionais em algumas especialidades, como dermatologia.

Relativamente ao combate à pandemia, Cláudia Marinho referiu que durante a primeira vaga a ULSAM reconheceu que “estava menos preparada, quer em recursos humanos quer materiais”, e que, neste momento, a unidade “sente-se mais confortável, sem descurar” um eventual agravamento da situação epidemiológica.

“Têm descentralizado pelo Alto Minho centros de despiste da doença, coisa que não acontece noutras zonas do país”, disse.

A ULSAM é constituída pelos hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e de Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas dos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo, e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

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