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Detido por explorar máquina de jogo ilegal em Cabeceiras de Basto

Pessoas que estavam a jogar foram identificadas e constituídas arguidas

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Foto: GNR

Um homem de 38 anos foi detido pela prática de jogo ilegal, no concelho de Cabeceiras de Basto, na passada terça-feira, anunciou hoje fonte do Comando Distrital de Braga da GNR.

Em comunicado enviado a O MINHO, aquela força de segurança indica que os militares da GNR de Fafe “detetaram máquinas de jogo ilegal num estabelecimento, tendo detido o explorador do espaço e constituído arguidos o homem e a mulher [de 54 e 56 anos] que estavam a jogar no momento da fiscalização”.

Da fiscalização efetuada a estabelecimentos comerciais, que visava o combate ao jogo de fortuna e/ou azar, resultou a apreensão de duas máquinas de jogo de fortuna e/ou azar, uma máquina de extração de bolas e 248 euros em numerário.

Os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Cabeceiras de Basto.

“Os jogos de fortuna ou azar são aqueles cujo resultado assenta exclusiva ou fundamentalmente na sorte, sendo a sua exploração e prática apenas permitidas nos casinos e em locais devidamente autorizados e licenciados”, esclarece a GNR.

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Multiusos de Guimarães serve de hospital de retaguarda

Covid-19

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Foto: Divulgação / CMG

O Multiusos de Guimarães é o espaço definido para servir de Hospital de Retaguarda, resultado de um processo em análise pela Câmara Municipal de Guimarães, Hospital Senhora da Oliveira e ACES do Alto Ave. A criação desta estrutura de apoio passa por desenvolver tratamento de assintomáticos e acolher doentes com sintomas ligeiros e que necessitam de monitorização médica permanente, face ao surto pandémico da covid-19.

A autarquia adianta que o “Hospital de Retaguarda, que está em fase de análise para Guimarães, tem previsto 100 camas e com possibilidade de aumento de capacidade”.

Até ao momento, acrescenta o município vimaranense em nota enviada às redações, a Câmara “já criou duas unidades de alojamento com as condições exigidas para o isolamento social. Foram criadas duas unidades, nas instalações do Centro de Criação de Candoso, na antiga escola EB1 de Candoso S. Martinho, e Verbo Divino, com as condições exigidas pelas Autoridades de Saúde para a denominada quarentena”.

Os espaços, um com capacidade para 10 quartos e outro com capacidade para 23 quartos de diversas tipologias, podem ser utilizados pelos cidadãos que não têm possibilidade de o fazer em condições apropriadas nas suas habitações ou por aqueles que, por motivos económicos, vivam em condições de carência, numa medida executada em articulação com as Autoridades de Saúde e a Câmara Municipal, cumprindo todas as recomendações da Direção-Geral de Saúde.

Além destas medidas, a Câmara de Guimarães criou ainda resposta aos sem-abrigo. “Numa parceria com a Cercigui, está já em funcionamento o espaço de alojamento para os sem-abrigo do concelho, com todas as condições de higiene, segurança e conforto, e que permitirá o distanciamento social adequado, bem como o acesso a refeições, contando com o apoio da Cruz Vermelha e voluntários”, refere a autarquia, notando que, “a todo o momento, mais medidas poderão ser tomadas para dar resposta aos problemas que forem surgindo, perante um quadro de saúde pública que se vai desenvolvendo de forma imprevisível”.

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Vizela cria linha de apoio municipal

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara Municipal de Vizela lançou uma linha de apoio para informar os munícipes sobre as medidas complementares que a autarquia tem vindo a adotar no âmbito da pandemia de covid-19.

A linha está disponível através do 800 104 100, entre 9h00 e as 17h00, e destina-se a prestar informações sobre as várias medidas promovidas pela Câmara Municipal.

As medidas são o Programa de Apoio ao Sistema de Alimentação Covid-19, para entrega de cabazes a pessoas carenciadas em situação de vulnerabilidade; Compras em Casa, que visa a recolha e entrega de compras ao domicílio; Descansar em Segurança, que consiste em fornecer alojamento para profissionais de saúde; Voluntariado Vizela Covid, com o objetivo de dar apoio às IPSS; e, por fim, distribuição de tablets e acesso à internet a alunos carenciados.

Em comunicado, a autarquia garante que “tem acompanhado atentamente a evolução do surto epidémico no concelho e tomado as medidas necessárias para informar a população e apoiar as várias instituições para fazer face às necessidades acrescidas vividas neste momento, efetuando também uma reavaliação diária das medidas de prevenção adotadas e a adotar de modo a prevenir e conter a respetiva propagação”.

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Sindicato denuncia “terrorismo laboral” na Misericórdia de Famalicão, provedor refuta

Covid-19

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Imagem via Google Maps

O Sindicato da Hotelaria do Norte acusou hoje a Misericórdia de Famalicão de impor “regime de clausura” aos trabalhadores dos lares e praticar “terrorismo laboral” com as medidas implementadas face à pandemia da covid-19.

Contactado pela Lusa, o provedor da Santa Casa da Misericórdia, Rui Maia, refere que o sindicato “evidencia um total desconhecimento e um absoluto alheamento das circunstâncias excecionais” decorrentes da pandemia.

Em comunicado, o sindicato refere que, em 24 de março, o provedor comunicou aos trabalhadores que definiriam dois grupos de trabalho, o primeiro teria que se apresentar ao serviço no dia seguinte e só poderia abandonar as instalações no dia 08 de abril.

O segundo grupo ficaria de quarentena em casa para depois trocar com o primeiro.

“Esta medida foi exigida aos trabalhadores em todas as valências dos lares da Santa Casa da Misericórdia de Famalicão. Não houve negociação nem tão pouco foi clarificado quanto iriam auferir por trabalhar 24 horas diárias durante 14 dias”, sublinha o sindicato.

O provedor contrapõe que “tudo foi feito com a compreensão e aceitação de todos os envolvidos” e diz que o comunicado do sindicato “está cheio de supostas (e falsas) questões”.

Rui Maia lamenta que o sindicato não tenha optado por se “congratular” pelo facto de os lares da instituição estarem, até esta data, “a salvo do drama que tem assolado muitos outros lares em Portugal”.

Uma situação que, acrescenta o provedor, se deve exclusivamente ao plano de contingência adotado e à “qualidade, empenho e dedicação das colaboradoras, que se têm mostrado totalmente inexcedíveis na assistência aos utentes”.

“Registamos a repulsa e o protesto do sindicato pelas medidas que adotámos terem sido exemplares e por se estarem a revelar totalmente eficazes na salvaguarda da saúde dos nossos utentes, e por estarem a ser aptas a evitar o contágio, a infeção e as mortes que estão a ocorrer diariamente”, diz ainda Rui Maia.

O sindicato diz que há trabalhadores que fazem turnos “nunca inferiores” a 12 horas, mas acrescenta que outros “estão a ser obrigados a trabalhar 18 horas contínuas”.

“Os trabalhadores que não acataram esta medida e se apresentaram ao serviço no dia 25 de março para fazer o turno normal de trabalho foram expulsos do lar com recurso às autoridades policiais”, acusa o sindicato.

Diz ainda que as férias anteriormente aprovadas e publicadas foram canceladas por falta de pessoal e que as trabalhadoras “que insistem no seu horário e recusam a imposição do regime de clausura são obrigadas a tirar férias”.

“Este regime imposto pela Misericórdia de Vila Nova de Famalicão é completamente ilegal (…). Põe em causa direitos constitucionais”, vinca o sindicato, apontando o direito à organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, o direito à prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde e o direito ao repouso e ao lazer e a um limite máximo da jornada de trabalho e ao descanso semanal.

Considera que é “ilegítimo” o recurso às autoridades policiais, “pois estas não podem intrometer-se nos problemas laborais”.

“Esta decisão da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Famalicão configura uma prática de autêntico terrorismo laboral”, remata o sindicato, adiantando que já protestou junto da instituição e pediu a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

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