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Braga

Concerto de sinos em Braga envolve sete igrejas e cerca de 70 tocadores

25 de abril

em

Foto: DR/Arquivo

Cerca de 70 “tocadores” espalhados pelas torres de sete igrejas do centro histórico de Braga vão dar, na quinta-feira pelas 18:00, um concerto de sinos, uma iniciativa integrada nas comemorações do 25 de abril, disse hoje o produtor executivo do espetáculo.


Em declarações à Lusa, Mauro Rodrigues acrescentou que o concerto tem a duração de 50 minutos, envolvendo mais de três dezenas de sinos.

“É um concerto para se ouvir em movimento, enquanto se circula pelo centro histórico da cidade. O apelo que fazemos é para que as pessoas não fiquem paradas, porque não há um ponto melhor que outro para assistir”, referiu.

Com ou sem conhecimentos musicais, os tocadores são voluntários, com idades que variam entre os 10 e os 68 anos e que têm vindo a ensaiar “com denodo” para que “nada falhe”.

Os sinos são tocados à corda, manualmente.

O concerto chama-se “Et Patriae Libertionem” e tem direção artística de Llorenç Barber, que o concebeu expressamente para os sinos de Braga.

As igrejas palco do concerto são as dos Congregados, S. Marcos, Santa Cruz, Terceiros, Misericórdia, Carmo e Pópulo.

“Formam um círculo quase perfeito, abraçando o centro histórico”, disse ainda Mauro Rodrigues.

Depois do toque inicial, que será em simultâneo nas sete igrejas, cada torre terá o seu momento “a solo”, devidamente orientado por um cronómetro, “para que nada falhe”.

Este concerto será uma reedição do realizado aquando da Noite Branca 2016, mas “com algumas nuances”.

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Braga

Dezenas de motoristas manifestam-se em Vila Verde pelo fim do ‘lay-off’

Protesto

em

Foto: União dos Sindicatos do Distrito de Braga

Quatro dezenas de motoristas de transporte de passageiros manifestaram-se hoje em Vila Verde para reclamar o fim do ‘lay-off’ no setor, alertando para a “situação desesperada” em que muitas famílias já se encontram.


Os representantes dos motoristas reuniram com Patrício Araújo, vereador da Câmara de Vila Verde, que lhes comunicou que o município “não criava qualquer obstáculo às empresas no sentido de elas recomeçarem com mais horários”, contou a O MINHO, Adriano Sousa, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP).

O vereador “declina responsabilidade” da Câmara, dado que esta “já atribui subsídios no fornecimento dos passes e que as empresas são privadas e têm que retomar a atividade por iniciativa própria”, acrescentou o sindicalista a O MINHO, adiantando que, agora, os trabalhadores vão “questionar novamente as empresas”.

Ao protesto, juntou-se também cerca de uma dezena de utentes, que se queixam da falta de transportes, nomeadamente para irem trabalhar.

“Cada trabalhador estará a receber cerca de metade do salário, já havendo alguns em situação desesperada”, disse o coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP).

Segundo Agostinho Silva, o ‘lay-off’ dura desde 01 de abril e, atualmente, será total para 70% dos trabalhadores e parcial para os restantes.

O sindicalista sublinhou que a falta de transporte está também a pôr em causa o direito constitucional à mobilidade.

Sindicatos dos transportes protestam segunda-feira em Vila Verde contra ‘lay-off’

“Não se pode ver a questão sob o ponto de vista da procura e dos números. Basta haver uma pessoa sem transporte para se estar a violar a Constituição”, referiu.

Francisco Ramos é motorista, está a receber cerca de metade do salário e tem a mulher desempregada, tudo por causa da crise pandémica.

“Está mais do que na hora de nos mandarem trabalhar”, apela, sublinhando que se torna “quase insustentável sobreviver” com a atual situação.

Vincou que é preciso retomar as carreiras habituais, porque “os motoristas querem trabalhar e as pessoas querem transportes”.

Há 26 anos que Maria de Jesus Monteiro “apanhava a camioneta” para ir trabalhar em Valbom S. Pedro, em Vila Verde, a cerca de 11 quilómetros de casa.

“Desde 16 de março, tem sido um martírio, porque praticamente não há carreiras. Os horários agora em vigor apenas me davam para trabalhar um quarto de hora. Tenho faltado ao trabalho, também já meti férias e não vejo solução à vista”, desabafa.

Promovido pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), o protesto poderá repetir-se noutros municípios da região do Minho e de outros pontos do país, se a situação não se alterar substancialmente.

“O Estado português está a pagar a empresas privadas para que estas estejam paradas, numa altura em que há necessidade de maior oferta para proteger os cidadãos. Enquanto milhares de trabalhadores, com a redução dos seus salários e com os dinheiros da Segurança Social estão a suportar a generalidade dos encargos destas empresas”, refere um comunicado da FECTRANS.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, que sexta-feira foi prolongado até 14 de junho, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório apenas para pessoas doentes e em vigilância ativa e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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Braga

Confusão na reabertura da Loja do Cidadão de Braga

Covid-19

em

Foto: O MINHO

A confusão instalou-se hoje na reabertura da Loja do Cidadão de Braga com longas filas à porta e protestos de utentes que esperavam e desesperavam para ser atendidos.


Ao início da tarde, seriam cerca de 50 a 60 pessoas aglomeradas à entrada daquele serviço, no Centro Comercial Granjinhos, sem cumprir o distanciamento social obrigatório.

“Havia muita aglomeração e muitos cidadãos que estavam irritados pelo facto de não terem informações. Vi muita gente aborrecida com o que estava acontecer, gritavam que também pagam impostos e não podiam ser maltratados”, relata a O MINHO um dos presentes que pediu para não ser identificado.

No seguimento do plano de desconfinamento do governo, as lojas do cidadão reabriram hoje em todo o país – à exceção da área metropolitana de Lisboa.

Os atendimentos tinham que ser agendados previamente. Quem não efetuasse marcação não seria atendido. O agendamento poderia ser feito por telefone e/ou através da internet.

No entanto, de acordo com o cidadão que expôs a situação a O MINHO, nem o atendimento telefónico nem a marcação na internet funcionaram em condições.

“Tentei ligar diversas vezes, não consegui. E as pessoas não conseguiam fazer o agendamento através da internet porque o site estava sempre instável”, aponta. Só após um mail a reclamar da situação é que este utente conseguiu ser atendido e completar a tarefa que o tinha levado ali: levantar o passaporte.

“Havia muita gente, muitos idosos inclusivamente, e toda a gente ali a tentar perceber o que estava a acontecer e eles [na loja] não tinham informação para dar às pessoas, que estavam muito nervosas. Tinham que se organizar de melhor forma. Podiam organizar filas, sabendo que ia haver uma grande procura dos serviços”, critica.

O MINHO tentou contactar telefonicamente a Loja do Cidadão de Braga para obter esclarecimentos, mas as chamadas não foram atendidas.

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Braga

Destruiu casa da ex-namorada e ainda agrediu agentes da PSP em Braga

Violência doméstica

em

Foto: DR / Arquivo

Um homem de 39 anos entrou na casa da ex-namorada, sem permissão, e começou a destruir o interior da mesma. Quando a polícia foi chamada ao local, o indivíduo ainda agrediu dois agentes.


A PSP de Braga foi alertada, no domingo, pelas 22h30, para uma situação de violência doméstica numa artéria da cidade.

Em comunicado, a polícia relata que se deslocou de imediato para o local, “tendo constatado que o suspeito, um cidadão com 39 anos, introduziu-se no interior do apartamento da sua ex-namorada, sem o seu consentimento, encontrando-se a destruir o recheio da mesma”.

“No decurso da intervenção policial, o mesmo continuou a ter uma atitude bastante alterada e agressiva, tendo ainda provocado ferimentos em dois agentes”, acrescenta a PSP.

O homem foi detido e é hoje presente no Tribunal Judicial de Braga.

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