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Futebol

“Claro que 35 pontos são importantes, mas meta pontual para a permanência é incógnita”

Declarações após Marítimo – Gil Vicente (0-1)

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Declarações no final do encontro Marítimo–Gil Vicente (0-1), da 31.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

Ricardo Soares (treinador do Gil Vicente): “Fora temos conquistado muito mais pontos do que em casa, é factual, mas no que toca à nossa qualidade de jogo, penso que foi idêntica, inclusive, acho que hoje fomos mais fortes defensivamente.

Entrámos fortes, quisemos ir à procura da vitória desde o primeiro minuto, assumimos claramente o jogo, mas em outros jogos também o fizemos com mais qualidade ainda e, aí, é merecido dar mérito ao Marítimo porque foi uma equipa mais estável defensivamente, não nos ofereceu tantos espaços como aqueles que normalmente costumamos ter, mas fomos mais eficazes, sendo certo que a vitória é claramente justa. Fomos melhores durante os 90 minutos.

[Permanência mais próxima?]: Sinceramente acho que não. Este é um ano atípico, o fator casa não conta para nada, seja para o Gil Vicente, seja para as outras 10 equipas que estão na luta pela permanência.

Há um conjunto de equipas muito idênticas, que estão constantemente a conquistar vitórias e, portanto, ainda nos faltam três jogos, mais pontos para conquistar esse objetivo.

Claro que os 35 pontos são importantes, mas eu mantenho aquilo que disse até agora: sinceramente, acho que é incógnita muito grande conseguir definir uma meta pontual para a permanência”.

Júlio Velásquez (treinador do Marítimo): “Na primeira parte, não entrámos bem no jogo, a equipa adversária entrou melhor, com mais ritmo, mas também não fizeram nada de outro mundo. Marcaram um golo totalmente controlável por nós, mas sofremos esse golo.

No intervalo, fizemos algumas mudanças, e acho que fizemos uma boa segunda parte, na qual fomos totalmente superiores a eles. Eles preocuparam-se em defender o resultado e aproveitar os momentos de transição.

Não nos podemos esquecer que quando cheguei aqui a equipa estava em último. Conseguimos três vitórias consecutivas, nove pontos, e acho que os jogadores tiveram muito mérito e fizeram um grande trabalho, mas temos de ser equilibrados nas nossas análises. Hoje, podíamos perfeitamente ter ganho ou perdido. Agora somos um desastre e quando vencemos o Farense ou o Braga éramos um fenómeno? Há que fazer uma análise equilibrada.

Quando conquistarmos a manutenção no último dia, aí sim poderemos festejar porque será incrível. A equipa estava em último faltando 12 jogos, numa situação muito delicada, mas não podemos apontar nada aos jogadores, porque estão trabalhando muito bem.

Vamos conseguir a manutenção sem dúvida nenhuma. A luta será até ao último dia, mas temos de manter os pés no chão e estar tranquilos, equilibrados e continuar a trabalhar como temos feito”.

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