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Barcelos

Cinco estudantes de Barcelos distinguidos pela Sociedade Portuguesa de Física

Inês Oliveira, Eva Rosmaninho, Diogo Ferreira da Cruz, Luana Brito e Joana Cardoso

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Foto: Divulgação

Cinco alunos do Colégio La Salle, em Barcelos, receberam ontem formalmente a menção honrosa na décima edição do Projeto MEDEA, uma iniciativa promovida pela Sociedade Portuguesa de Física e pela REN – Redes Energéticas Nacionais, destinada a promover o conhecimento da Física junto dos jovens portugueses e da sociedade em geral. Os premiados tiveram a oportunidade de apresentar o trabalho à comunidade escolar, às suas famílias e amigos presentes.

A cerimónia decorreu no Colégio La Salle e contou com a presença da vice-presidente do Município de Barcelos, Armandina Saleiro, do presidente da Junta de Freguesia de Barcelinhos, José Peixoto e de representantes da Sociedade Portuguesa de Física e da REN.

Com a coordenação do professor José Roque, os alunos Inês Oliveira, Eva Rosmaninho, Diogo Ferreira da Cruz, Luana Brito e Joana Cardoso, a frequentar o 10.º ano no Colégio La Salle, realizaram um trabalho científico com o objetivo de medir as radiações eletromagnéticas emitidas por aparelhos utilizados no quotidiano e as suas implicações para a saúde.

Durante a pesquisa da equipa, denominada de Magnels, foram efetuadas medições em aparelhos do dia a dia, como computadores portáteis e máquinas de lavar, e junto a linhas de transporte de energia. Segundo o portal online desta equipa de alunos o trabalho permitiu concluir que os campos eletromagnéticos estão no intervalo permitido por lei, isto é, não ultrapassam os limites definidos pelas ICNIRP – Comissão Internacional para a Proteção das Radiações Não Ionizantes.

Na décima edição do MEDEA, foi atribuído o primeiro prémio à equipa Novelãos Team, da Escola Básica e Secundária da Povoação, nos Açores, e uma outra menção honrosa à equipa do Agrupamento de Escolas de Póvoa de Santa Iria.

Sobre o MEDEA

Instituído em 2008, o MEDEA é dirigido aos alunos do 10º ao 12º ano dos ensinos secundário e profissional. Permite a aplicação prática da formação ministrada nas instituições de ensino, aliando o conhecimento científico à vida quotidiana dos alunos através de experiências realizadas pelos próprios, dentro e fora das salas de aula.

Os participantes elaboram um projeto científico baseado em medições de campos elétricos e magnéticos de muito baixa frequência, 0-300 Hz, no meio ambiente, em particular, na sua escola, em casa e na vizinhança de linhas de transporte de energia elétrica; e a procurar informação cientificamente credível sobre os eventuais efeitos destes campos na saúde humana. As escolas participantes recebem um medidor de campo elétrico e magnético que utilizam no decorrer do projeto. Cada equipa cria então uma página internet dedicada em exclusivo ao MEDEA, na qual apresenta todos os resultados obtidos, pesquisas efetuadas e outras informações relevantes ao projeto. As equipas com os melhores trabalhos são premiadas.

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Barcelos

Barcelos: Tentou matar amigo por causa de uma cadela mas a pistola encravou

Vai ser julgado no Tribunal de Braga

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Foto: Ilustrativa / DR

Eram amigos diários mas pegaram-se por causa de uma cadela. Um deles, José Maria, puxou de pistola e terá tentado matar o amigo. Vai ser julgado por tentativa de homicídio no Tribunal de Braga.

O arguido, de 65 anos, de Famalicão, mas residente em Vila do Conde, fez amizade, em 2014, com Ricardo, de quem era vizinho em Grimancelos, Barcelos. Faziam refeições juntos e privavam em convívio franco.

O José Maria tinha um cão, da raça chow-chow, e a namorada de Ricardo, Ana, ofereceu-lhe uma cadela da mesma raça, ficando combinado que aquele lhe daria um cãozinho, quando nascessem crias.

Nesse entretanto, o arguido mudou-se para as Caxinas, Vila do Conde.

Em março de 2017, e como este não cumprisse a promessa de lhe dar uma cria, Ricardo, acompanhado pela Ana e por um primo, procurou-o em casa; espreitou pelo muro e foi confrontado pelo arguido: “sai daqui. Não te quero aqui”, disse-lhe. Ao que o Ricardo respondeu: “estou na via pública”.

Puxa de revólver

Em resposta o José Maria deu-lhe uma chapada na cara e, no meio de empurrões, dirigiu-se para o carro onde tinha um revólver, uma Magnum calibre 7.65 mm: ”não sais daqui a bem, sais a mal!, gritou, disparando um tiro a três metros de distância que só não atingiu o ex-amigo “por sorte”.

O confronto continuou com o Ricardo a agarrar-lhe as mãos e a derrubá-lo, o que conseguiu embora tivesse, ainda, havido um disparo para o ar. De seguida, o primo e a namorada acabaram por imobilizar o agressor, tirando-lhe a arma. Chamada ao local, a GNR constatou que estava alcoolizado com 1,77 gramas por litro de sangue. Foi detido e está, agora, acusado pelo Ministério Público de homicídio tentado, posse de arma proíbida e uso e porte de arma sob efeito do álcool.

 

Notícia atualizada às 15h27, de 19 de novembro, com mais informação.

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Barcelos

Igreja em Barcelos ergue “panteão” para receber restos mortais de D. António Barroso

Paróquia de Remelhe

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Foto: Divulgação / JF Remelhe

Os restos mortais do antigo Bispo do Porto António Barroso, declarado “venerável” e com processo de canonização “em curso”, vão ser trasladados no domingo para a igreja de Remelhe, em Barcelos, disse esta sexta-feira o arcebispo de Braga à Lusa.

Segundo Jorge Ortiga, a trasladação foi decidida depois de, em 16 de junho de 2017, ter sido publicado o decreto do Vaticano sobre as virtudes de António Barroso, confirmando que praticou, em grau heróico, as virtudes teologais da Fé, Esperança e Caridade, bem como as virtudes cardeais da Prudência, Justiça, Temperança e Fortaleza.

“No fundo, D. António Barroso foi declarado venerável e, a partir daí, entendemos que deveríamos criar as condições para que, a partir dos seus restos mortais, pudéssemos assimilar um pouco mais do seu espírito de cristão, de sacerdote e, particularmente, de missionário”, referiu.

Os restos mortais de António Barroso estão, há 92 anos, depositados numa capela-jazigo junto à entrada do cemitério paroquial de Remelhe, freguesia de onde aquele antigo Bispo do Porto era natural.

No domingo, vão ser trasladados para um “panteão” criado, expressamente para o efeito, na igreja paroquial de Remelhe.

“No cemitério, não havia grandes condições para os devotos, nomeadamente em dias de chuva. Agora, os restos mortais vão ficar num espaço nobre, com a dignidade que D. António Barroso merece e justifica”, acrescentou Jorge Ortiga.

Segundo o arcebispo de Braga, o processo de canonização de António Barroso “está em curso”, desde que foi declarado “venerável”.

Na Igreja Católica, o título canónico de “venerável” é concedido àqueles a quem postumamente seja reconhecida a prática de virtudes heróicas, sendo condição “sine qua non” para avançar o processo de beatificação.

A beatificação é a penúltima etapa para a declaração da santidade.

Para alguém se tornar beato, é necessária a comprovação de um milagre por sua intercessão, sendo esta condição necessária em caso de martírio.

No caso de António Barroso, já foi considerada a hipótese de milagre na pessoa de um homem de Vila Verde que usava óculos com 15 dioptrias e a quem os médicos diziam que não havia qualquer possibilidade de operação.

No entanto, o doente pediu a intercessão de António Barroso e insistiu em ser operado, acabando por recuperar a visão a 100%. Esta hipótese de “milagre”, no entanto, não terá sido validada pela Congregação para as Causas dos Santos.

“Há muitos sinais, muitas graças recebidas, mas que ainda não foram consideradas como milagres”, explicou Jorge Ortiga.

Agora, com a trasladação dos restos mortais de António Barroso para a igreja paroquial de Remelhe, o arcebispo de Braga admite que poderão aparecer mais pessoas a pedir graças e que “poderá acontecer um milagre”.

António Barroso nasceu em Remelhe, Barcelos, em 5 de novembro de 1854, tendo sido missionário em Angola, Moçambique e Índia. Foi depois, de 1899 a 1918, bispo no Porto.

Ficou célebre pela forma como lutou contra a perseguição feita à Igreja Católica por Afonso Costa, na sequência da implantação da República Portuguesa.

Em 1911, não acatou a ordem do governo da primeira República de Portugal e mandou ler nas igrejas a carta pastoral dos bispos. Foi chamado, julgado e “desterrado” da diocese do Porto para Cernache do Bonjardim. Cumprida a pena e regressado à diocese do Porto, em 1917 voltou a ser “desterrado”, desta vez para Remelhe.

Faleceu, “com fama de santo”, em 31 de agosto de 1918, no Porto.

A urna foi transportada, em 04 de setembro, por caminho-de-ferro, para Barcelos. Velada na Igreja Matriz, seguiu, no dia seguinte, num carro de bois, para o cemitério de Remelhe.

Em 1927, faz-se nova trasladação, sendo a urna transferida do sarcófago da família para a capela-jazigo em que ainda se encontra e de onde sairá no domingo.

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Barcelos

Igreja do século XVI da Misericórdia de Barcelos reabre após obras de restauro

Arcepispo Primaz de Braga preside a eucarista de graças

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Fotos: SCMB (esq.) / O MINHO (dta.)

A Igreja da Misericórdia de Barcelos reabre, este sábado, após conclusão dos trabalhos de restauro, informou hoje fonte da instituição.

Numa nota enviada a O MINHO, a Santa Casa da Misericórdia de Barcelos dá nota que a inauguração das obras está marcada para as 15:00 horas, estando prevista a realização de uma missa, celebrada por D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga, à qual se seguirá o descerramento de uma placa comemorativa no átrio da mesma.

Átrio. Foto: Divulgação / SCMB

Construída no século XVI, a Igreja da Misericórdia de Barcelos foi alvo de uma “intervenção profunda”, que, de acordo com a instituição, “permitiu restaurar os elementos existentes – entre pavimento, telhado e paredes -, mas também descobrir novos elementos”.

“Mais concretamente, a obra decorreu na fachada, telhado, capela-mor, aco-cruzeiro, altares de Santo António, da Nossa Senhora da Conceição e da Senhora da Cana Verde, sanefas, púlpitos e quadros”, acrescenta.

A Igreja da Misericórdia de Barcelos fica situada no Campo da República (vulgo Campo da Feira), naquela cidade.

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