Chega critica “remendo fiscal” do Governo mas pode votar a favor

Foto: Lusa

O presidente do Chega classificou hoje a proposta de descida do IRS apresentada pelo Governo como “remendo fiscal”, mas, em função da “aritmética parlamentar”, admite votar a favor se nenhum outro diploma mais favorável aos contribuintes puder ser aprovado.

Em declarações aos jornalistas, André Ventura reiterou que o partido irá apresentar, na próxima semana, uma proposta própria que estimou num “alívio fiscal efetivo entre os 750 e os mil milhões de euros” e apelou a que o PS a possa votar, manifestando-se igualmente disponível para aprovar iniciativas de outros partidos.

“Esta é daquelas medidas que não me preocupa que haja coligações positivas ou negativas, estamos a falar dos portugueses ficarem com mais dinheiro na carteira, é-me indiferente quem vote a favor”, disse.

Ainda sem ter reunido o seu grupo parlamentar, Ventura considerou que “o mais provável” será o Chega abster-se na proposta do Governo que será debatida na próxima quarta-feira, mas não excluiu votar a favor.

“Não vai ser o Chega que vai impedir a descida de impostos em Portugal (…) Se o PS votar contra, terá de haver voto favorável, é um cenário que pode acontecer. Muito dificilmente ficará o Chega com o ónus de inviabilizar esta proposta”, disse.

 
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