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Arcos de Valdevez

Cerca de um milhão de euros para reabilitar três freguesias em Arcos de Valdevez

Ermelo, Soajo e Sistelo

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Foto: Facebook de Flymage / Direitos Reservados

A Câmara de Arcos de Valdevez vai investir cerca de um milhão de euros no espaço público das freguesias de Ermelo, Soajo e Sistelo, que passaram a integrar Áreas de Reabilitação Urbana (ARU), revelou hoje à Lusa o presidente.


“O investimento público em vários lugares das aldeias de Ermelo e Sistelo e da vila do Soajo será de cerca de um milhão de euros. O que esperamos é que venha a alavancar um montante muito mais elevado de investimento privado”, afirmou João Manuel Esteves.

O autarca social-democrata, que falava a propósito da aprovação, pelo executivo municipal, da constituição das ARU de Ermelo (lugar de Igreja), da vila de Soajo e de Sistelo (lugares de Igreja, Padrão e Porto Cova), referiu que em Sistelo “está em curso uma obra financiada pelo programa Valorizar, do Turismo de Portugal, para reabilitação e transformação da antiga Casa Castelo em centro de biodiversidade do Alto Vez”, no valor de 280 mil euros.

“Estão em preparação mais duas candidaturas, com investimento estimado de mais de 250 mil euros, para reabilitar os espigueiros e moinhos da aldeia” de Sistelo, especificou, referindo aquela aldeia classificada como monumento nacional.

Encaixada no fundo de um vale, situado às portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), a aldeia de Sistelo, considerada “o pequeno Tibete português”.

Já na vila do Soajo, adiantou João Manuel Esteves, “foi apresentada, também ao VALORIZAR uma candidatura para arranjo urbanístico do largo do Eiró, do centro etnográfico e para a criação de circuitos temáticos”.

“Essa candidatura, no valor de meio milhão de euros, já foi apresentada e está a aguardar aprovação do programa valorizar”, revelou.

Já em Ermelo, aldeia situada junto à margem direita do rio Lima, na serra do Soajo, a cerca de 20 quilómetros da sede de concelho, o autarca social-democrata adiantou que o município vai reabilitar espaço público após a intervenção, concluída, em 2015, do mosteiro local, erguido pelos monges de Cister, património nacional desde 1977.

Situado nas proximidades do rio Lima, na margem direita, a igreja do mosteiro beneditino de Ermelo começou a ser recuperada a 21 de março de 2014 e reabriu, um ano depois, no mesmo dia, num investimento próximo dos 180 mil euros.

Daquele montante, 70% foi comparticipado por fundos do Novo Norte – Programa Operacional Regional Norte. O restante foi suportado pela paróquia.

Para João Manuel Esteves, a criação das novas ARU, a que se junta a da sede do concelho, pretende “incentivar os privados a reabilitarem os seus edifícios, a dinamizar o tecido urbano, fomentar o turismo, a cultura e o lazer, qualificar o espaço público e aumentar a atratividade regional”.

“Os lugares das duas aldeias e da vila do Soajo que agora vão ser alvo de intervenção pública são sítios que possuem património valioso e onde já desenvolvemos projetos no espaço publico”, especificou.

Com a aprovação destas ARU, “as pessoas que promovem a reabilitação de edifícios podem obter benefícios fiscais ou redução de impostos e taxas municipais”.

Apontou “a redução do IVA da taxa normal (23%) para a taxa para 6% nas empreitadas de reabilitação urbana, a dedução à coleta de 30% dos encargos suportados pelos proprietários, com um limite de 500 euros, a redução da taxa sobre mais-valias para os 5%, a isenção de IMI, a isenção de IMT, a redução em 50% das taxas relativas a processos de reabilitação de edifícios e ainda a redução para 5% da taxa relativa aos rendimentos prediais após operação de reabilitação”.

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Alto Minho

Trabalhador cai a ravina de 5 metros em Arcos de Valdevez

Acidente

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Fotografia: Bombeiros de Arcos de Valdevez

Um homem caiu a uma ravina de uma altura de cinco metros quando estava a executar trabalhos de corte de árvores, na zona de Rouças, em Gavieira, Arcos de Valdevez.

A vítima, cuja idade não foi possível apurar, foi transportada para o hospital de Viana do Castelo com ferimentos ligeiros, pelos Bombeiros de Arcos de Valdevez.

Para a ocorrência foi acionado o helicóptero do INEM, mas como a situação da vítima não justificou o transporte aéreo, esta foi transportada por via terreste.

O alerta foi dado às 11:39.

Além da equipa dos Bombeiros de Arcos de Valdevez, no socorro esteve também a SIV de Melgaço.

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Alto Minho

Investigadores querem preservar antigas armadilhas de lobos em Arcos de Valdevez

Património cultural

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Foto: DR / Arquivo

Uma equipa de investigadores das universidades do Minho e do Porto está a estudar os fojos do lobo da Serra da Peneda, em Arcos de Valdevez, com vista à preservação daquele património de “elevado” valor cultural, foi hoje anunciado.

Em comunicado, os quatro investigadores envolvidos no projeto sublinham que os fojos (antigas armadilhas que serviam para capturar os lobos) são exemplos de “inegável autenticidade e da identidade das comunidades locais e das suas práticas comunitárias na construção e gestão do território”.

A primeira fase do trabalho de campo decorreu nos dias 16 e 17 de julho, tendo a equipa de investigação analisado duas tipologias distintas de fojos.

“Com uma presença incontornável na paisagem, tanto o fojo da Cabrita (Gondoriz) como o Fojo de Seida (Gavieira) são exemplares de património vernáculo de elevado valor cultural tangível e intangível”, refere o comunicado.

Os trabalhos realizados prenderam-se com a recolha de informação morfológica e tipológica das estruturas em estudo e do seu território envolvente, complementada com análises construtivas e ao seu estado de preservação.

Foi ainda recolhida informação digital com vista à construção de modelos virtuais.

Segundo os investigadores, “o estudo destas estruturas permite compreender as estratégias de implantação no território e relação com as paisagens pastoris da alta montanha de Arcos de Valdevez, bem como a elevada flexibilidade” da técnica da alvenaria em junta seca, adaptação às condicionantes do território e às características do granito existente e elevada resiliência das estruturas resultantes”.

No futuro, serão desenvolvidos conteúdos em diversos formatos, capazes de contribuir para a divulgação do conhecimento daquele tipo de património, promovendo a sua preservação junto da comunidade local e dos diferentes públicos que visitam aquele território.

A mesma equipa de investigação já desenvolveu, entre 2014 e 2016, um estudo sobre as brandas de Sistelo e estruturas pastoris em falsa cúpula, também no concelho de Arcos de Valdevez.

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Alto Minho

Incêndios: Arcos de Valdevez reclama segundo helicóptero para o distrito

Autarquia exige reforço de meios

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Foto: CM Arcos de Valdevez / Facebook

A Câmara de Arcos de Valdevez exige um segundo helicóptero no centro de meios aéreos do distrito de Viana do Castelo para combater os incêndios.

Em comunicado, a Câmara revela que participou numa reunião da Subcomissão Distrital de Proteção Civil, com a ANMP, GNR, PSP, Polícia Judiciária e outras entidades de Proteção Civil, para analisar o elevado número de ignições ocorridos no distrito e no concelho neste mês de julho.

Nessa reunião, o Presidente da Câmara, João Manuel Esteves, solicitou o reforço do efetivo de patrulhamento e vigilância, nomeadamente GNR e Exército, e a intensificação da investigação dos incêndios pelas forças de segurança, nomeadamente, a Polícia judiciária.

João Manuel Esteves também pediu ao Ministério da Administração Interna, o reforço de meios para vigilância mais ativa das áreas florestais, bem como a presença do segundo helicóptero no centro de meios aéreos do distrito.

Incêndios: Governo tira helicóptero a Viana e Braga recusa aviões por falta de logística

Em comunicado, a autarquia salienta que, “apesar das dificuldades deparadas pela dispersão dos meios pelas várias ignições praticamente simultâneas, o sucesso das operações tem sido visível, com a envolvência dos bombeiros e de todos os agentes de Proteção Civil, entre outras entidades cujo apoio é fulcral”.

A câmara deixa ainda um apelo “aos cidadãos que assumam e pratiquem comportamentos que contribuam para a diminuição do risco de ignição, não usando fogo junto das áreas florestais e informando as autoridades sobre qualquer situação suspeita”.

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