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Futebol

Cerca de 2.500 polícias na segurança dos dois últimos jogos da Liga das Nações de futebol

Jogo de atribuição do terceiro lugar disputa-se no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, no domingo

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Foto: Arquivo

Cerca de 2.500 polícias estão afetados ao esquema de segurança para a final da Liga das Nações de futebol, o Portugal-Holanda, e para o jogo de atribuição do terceiro lugar, o Suíça-Inglaterra, ambos no domingo.


“Amanhã [domingo], entre Guimarães e Porto, vão estar cerca de 2.500 polícias a trabalhar na segurança das cidades e dos estádios, 1.500 no Porto e cerca de 1.000 em Guimarães, apoiados por 40 operacionais do INEM”, explicou o diretor do gabinete de imprensa e relações públicas da Polícia de Segurança Pública (PSP), intendente Alexandre Coimbra, em conferência de imprensa na sede policial de Guimarães.

As autoridades referiram que estão vendidos até ao momento 48 mil bilhetes para a final, a realizar no Estádio do Dragão (19:45), no Porto, com “maioria” de adeptos portugueses, mas sem especificar o número de holandeses, e cerca de 15 mil (11.000 ingleses e 3.000 suíços) para o jogo no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães (14:00).

Questionado sobre a presença de adeptos considerados perigosos em Portugal, nomeadamente ingleses ligados a movimentos de extrema-direita no seu país, Alexandre Coimbra confirmou a presença de adeptos com historial de problemas no âmbito de jogos de futebol.

Contudo, frisou que os que estão cá “foram autorizados a deslocar-se” e não impendem sobre eles as chamadas ‘banning orders’, que proíbem adeptos de assistirem a jogos de futebol em Inglaterra e de viajarem com esse intuito, tendo revelado existirem “cerca de 1.500 adeptos ingleses” sob essa restrição.

“[Os que estão cá com historial de problemas] Estão identificados e monitorizados pelos ‘spotters’ portugueses e ingleses e estão a ser devidamente acompanhados e, se colocarem em causa a segurança de terceiros, agiremos”, disse.

Alexandre Coimbra fez um balanço positivo do esquema de segurança da Liga das Nações até ao momento.

“Há uma monitorização permanente dos adeptos dos vários países presentes e uma gestão dos meios para uma atuação eficiente e eficaz. Temos trabalhado proximamente com os ‘spotters’ dos países presentes, o que tem permitido uma partilha muito eficaz de informação no terreno”, disse, detalhando que “o policiamento assenta sobretudo na prevenção”.

Informou que houve a detenção de seis pessoas (quatro portugueses e dois ingleses), dois identificados (um inglês e um holandês), cinco feridos (dois polícias portugueses, um inglês e dois norte-americanos), 11 vítimas de furtos (sete holandeses e quatro ingleses), além de “várias intervenções em pequenos focos de desordem, prontamente sanados”.

Os responsáveis alertaram para os habituais condicionalismos de trânsito nas respetivas cidades, aconselhando os adeptos a deslocarem-se atempadamente para os recintos e, preferencialmente, de transportes públicos.

No Porto, nota para o facto de a Avenida dos Aliados ser exclusivamente para adeptos da seleção portuguesa, o Jardim Paula Valada para os holandeses e a zona da Alfândega um ‘fan meeting point’ misto, para adeptos de qualquer nacionalidade.

Alexandre Coimbra explicou ainda a intervenção policial sobre adeptos ingleses na Avenida dos Aliados, na quarta-feira.

“Foi uma situação em que a PSP foi obrigada a intervir para impedir que escalasse e tomasse outras proporções, porque estava a haver uma desordem entre adeptos ingleses e de outras nacionalidades”, disse.

O responsável frisou que “foi um foco pontual, que resultou na detenção de dois adeptos ingleses” e que “infelizmente acontecem nestes ventos com uma grande concentração de pessoas”.

Esses dois adeptos foram presentes a tribunal no dia seguinte, no Porto, e condenados a penas de multa de 400 e 600 euros, sendo que, quando regressarem ao seu país, deverão ser alvo das referidas ‘banning orders’, que os impedirão de assistirem a jogos de futebol durante alguns anos, informou Alexandre Coimbra.

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Futebol

“É gratificante garantirmos matematicamente a manutenção”

Ricardo Soares

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o Moreirense-Sporting (0-0), jogo da 30.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos:

Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “É importante e gratificante acontecer matematicamente o nosso principal objetivo [a permanência na I Liga], a quatro jornadas do fim. É sempre importante para nós.

Em relação ao jogo, há que dizer que defrontámos uma grande equipa. Era nossa intenção entrar muito fortes e ter algum ascendente perante este adversário, que tem muita qualidade, conquistado pontos de forma segura, com um trabalho muito bom do Rúben [Amorim], baseado numa ideia [de jogo] diferente. Penso que a primeira parte foi claramente nossa. Criámos mais oportunidades e não me lembro de nenhuma do Sporting.

Depois da expulsão [do Halliche], que eu inicialmente pensei que era justa, mas não é nada justa, tivemos de nos reajustar. A superioridade numérica faz diferença perante uma equipa deste nível, mas fomos bastante seguros. Não me lembro de nenhuma oportunidade do Sporting. O Sporting dominou, mas nós controlámos o jogo. O empate foi justo. Prevaleceu o compromisso dos meus jogadores e a nossa qualidade defensiva.

A partir do momento em que ficámos reduzidos a 10 unidades, controlámos muito bem os espaços. Houve alguma intranquilidade por parte do Sporting, que perdeu muitas bolas fáceis. O Sporting teve de jogar por fora e isso, para nós, não foi problema, porque fechámos a baliza muito bem nessa situação. Há que dizer que a qualidade do adversário fechou-nos algumas saídas para o contra-ataque. Faltou-nos também frescura para isso a certa altura do jogo.

É fácil fazer uma retrospetiva [da época], embota faltem quatro jogos [para o campeonato terminar]. Tive uma entrada difícil no clube, com um conjunto de jogos com grau de dificuldade elevado. Entrou um treinador que conhecia os jogadores, mas a adaptação a um processo novo leva o seu tempo. Isto não é ‘carregar num botão’ e ‘acender uma luz’. Os jogadores sentiram confiança nas minhas ideias, mas demorou algum tempo para as coisas aparecerem. Vim para um clube com excelentes condições de trabalho e encontrei um grupo de jogadores que acreditou sempre. O Moreirense é agora uma equipa consistente defensivamente, que joga um futebol de alta qualidade.”

Rúben Amorim (treinador do Sporting): “Em termos de resultado, sim [o jogo tem sabor ‘amargo’]. A nossa ideia de jogo esteve lá todo o tempo. Quer a jogar com 11, quer com 10, conseguimos empurrar o Moreirense [para o seu meio-campo]. Se, na primeira parte, tivéssemos mais qualidade na definição, poderíamos ter criado mais oportunidades. Na segunda parte, dominámos, mas o jogo tornou-se estranho depois, com muitos lances junto à linha lateral, muitas substituições.

Não sei se [as decisões do árbitro] condicionaram ou não [o resultado]. O árbitro foi ver as imagens do último lance e achou que não era penálti [sobre o Coates]. Mesmo com o penálti e com a [eventual] expulsão do lateral-esquerdo [Abdu Conté], na segunda falta, devíamos e podíamos ter ganhado. Temos de definir melhor os cruzamentos e os remates. O Jovane apareceu muito na área, mas não marcámos.

Não concordo que o Moreirense tenha dominado [partes do jogo]. Não sei se o meu comportamento [muito interventivo no banco de suplentes] transmitiu muita ansiedade à equipa. Gostei do nosso jogo e estivemos mais perto do golo, quer com 11, quer com 10. Nas nossas saídas, temos problemas no último passe. Temos de continuar a trabalhar e a melhorar a equipa.

[O Sporting de Rúben Amorim não venceu ainda nenhum adversário acima do nono lugar] O Paços de Ferreira tem vindo a fazer um campeonato excelente, ganhou ao Rio Ave [3-2], que está na luta pela Europa, e perdeu com o Sporting [1-0]. O Gil Vicente perdeu connosco [2-1] e ganhou ao Rio Ave neste fim de semana [1-0]. Para mim, a vitória são três pontos. O Sporting não perde há seis [sete] jornadas.

Estamos numa fase muito inicial [do nosso trabalho]. Nunca olhei muito para a classificação. Sempre disse que não está nada decidido e que tínhamos um calendário difícil. Empatámos. Podíamos e merecíamos ter ganhado. Não ganhámos.

Com o Acuña em vez do Cris [Borja] no lado esquerdo da defesa [após uma substituição], ganhámos muito mais volume ofensivo. Cruzámos muitas vezes, mas não conseguimos marcar.

O [Eduardo] Quaresma precisa de respirar fisicamente, mas também mentalmente. Senti-o muito cansado e, apesar deste jogo ser muito difícil, achei que ele precisava de respirar. O Wendel também. O Battaglia teve uma excelente semana de trabalho e decidi trocar.”

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Futebol

Moreirense empata com Sporting e ‘dá uma mão’ ao SC Braga

I Liga

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Foto: Twitter

O Moreirense e o Sporting empataram hoje 0-0, na partida de encerramento da 30.ª jornada da I Liga de futebol, em que os ‘cónegos’ ficaram em inferioridade numérica na segunda parte, mas os ‘leões’ não aproveitaram e viram o SC Braga aproximar-se na luta pelo terceiro lugar.

Após uma primeira parte com muito pouco espaço para se jogar, em que o domínio oscilou entre as duas equipas, um dos defesas ‘cónegos’, Halliche, foi expulso aos 51 minutos, após falta sobre Gonzalo Plata, quando o extremo avançava isolado para a área, mas a equipa de Alvalade, apesar dos muitos ataques, criou escassas oportunidades para garantir o quinto triunfo consecutivo na prova.

Com este empate, a equipa do concelho de Guimarães isolou-se no oitavo lugar, com 39 pontos, e garantiu matematicamente a permanência na I Liga, já que tem mais 12 pontos do que o 17.º, Portimonense, com vantagem no confronto direto, enquanto os lisboetas mantiveram o terceiro lugar, com 56 pontos, mais três do que o quarto, SC Braga.

O Sporting, que apareceu no relvado do Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas com quatro novidades no ‘onze’ – Luís Neto, Battaglia, Acuña e Jovane Cabral -, teve mais bola nos primeiros 15 minutos, mas dependeu quase sempre da criatividade de Jovane Cabral e de Gonzalo Plata para quebrar a organização contrária, com pouco sucesso.

No primeiro jogo sem Iago, defesa que terminou o contrato em 30 de junho e rumou ao Al Taawon, da Arábia Saudita, o Moreirense surgiu em campo com Halliche no eixo da defesa e libertou-se gradualmente da pressão ‘leonina’, graças à dinâmica dos jogadores nos corredores e do médio Filipe Soares na zona central.

O médio, de 21 anos, protagonizou os dois lances mais perigosos da formação anfitriã na primeira parte: cabeceou à malha exterior lateral, aos 24 minutos, e rematou centímetros acima da trave, de ‘bicicleta’, aos 29.

Os pupilos de Rúben Amorim responderam ao ascendente momentâneo do conjunto de Guimarães ainda na primeira parte e levaram perigo à baliza de Pasinato num cabeceamento de Coates, por cima, aos 37 minutos, e num lance de Ristovski, em que Halliche impediu a ‘emenda’ decisiva de Sporar, aos 43.

O figurino do encontro mudou aos 51 minutos, quando Halliche foi expulso com cartão vermelho direto, após perder a bola para Gonzalo Plata no meio-campo defensivo e cometer falta quando o extremo equatoriano se preparava para seguir isolado para a baliza ‘cónega’.

Reduzida a 10 unidades, a equipa treinada por Ricardo Soares ameaçou o golo por Sori Mané, num golpe de cabeça, aos 62 minutos, mas, nessa altura, estava já obrigada a defender perto da sua área para conter os movimentos ofensivos dos homens de Alvalade.

Galvanizado pela entrada de Wendel, aos 61 minutos, o Sporting chegou com facilidade à área do Moreirense, mas raramente criou espaços entre a compacta defesa adversária para rematar à baliza. As exceções foram as tentativas de Sporar, aos 69 minutos, e de Jovane Cabral, num remate que rasou a trave, no último lance do jogo.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos.

Moreirense – Sporting, 0-0.

Equipas:

– Moreirense: Pasinato, João Aurélio, Halliche, Rosic, Abdu Conté, Sori Mané, Alex Soares (Steven Vitória, 54), Filipe Soares (Nuno Santos, 90), Bilel (Luís Machado, 90), Gabrielzinho (Djavan, 62) e Fábio Abreu (Nenê, 90).

(Suplentes: Trigueira, Steven Vitória, Djavan, Ibrahima, Pedro Nuno, Nuno Santos, Luís Machado, Luther Singh e Nenê).

Treinador: Ricardo Soares.

– Sporting: Luís Maximiano, Luís Neto, Coates, Borja (Nuno Mendes, 61), Ristovski (Joelson Fernandes, 66), Battaglia (Wendel, 61), Matheus Nunes, Acuña, Gonzalo Plata, Jovane Cabral e Sporar.

(Suplentes: Renan Ribeiro, Rosier, Gonçalo Inácio, Doumbia, Wendel, Nuno Mendes, Rafael Camacho, Joelson Fernandes e Tiago Tomás).

Treinador: Rúben Amorim.

Árbitro: Tiago Martins (Associação de Futebol de Lisboa).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Abdu Conté (18), Acuña (25), Borja (34), Pasinato (38), Steven Vitória (85) e Gonzalo Plata (90+5). Cartão vermelho direto para Halliche (51).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

Notícia atualizada às 23h38.

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Futebol

Ex-jogadora do SC Braga ruma à Hungria

Futebol feminino

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Foto: DR

A futebolista internacional portuguesa Vanessa Marques vai reforçar a equipa feminina do Ferencváros, revelou hoje a médio numa publicação na rede social Instagram.

“Estou muito feliz em anunciar que o meu novo clube é o Ferencváros”, escreveu a médio, de 24 anos, num pequeno texto acompanhado de uma fotografia sua a segurar a camisola do clube húngaro.

Em junho, Vanessa Marques tinha anunciado que chegava ao fim a sua ligação ao SC Braga, clube a que chegou no início do projeto das bracarenses, em 2016/17, e pelo qual conquistou um campeonato nacional e uma supertaça.

O Ferencváros esteve, tal como o SC Braga, na fase inicial de grupos da Liga dos Campeões feminina, mas, ao contrário das minhotas, não passou aos 16 avos de final, depois de ser segundo no seu grupo, com a vaga destinada apenas aos vencedores.

A jogadora, que começou a carreira no Vilaverdense e ainda representou o Valadares Gaia, é habitual escolha nas convocadas da seleção nacional, contando com 76 internacionalizações e nove golos pela equipa das ‘quinas’.

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