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Alto Minho

Caminha quer resposta “à medida” dos concelhos no nível mais alto de risco

Covid-19

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Foto: Imagem CM Caminha

O presidente da Câmara de Caminha defendeu hoje a implementação de cinco “respostas e soluções desenhadas à medida” dos concelhos que venham a integrar o nível mais elevado de risco em função da incidência da covid-19.

Em declarações hoje à agência Lusa, o socialista Miguel Alves disse compreender a eventual definição pelo Governo de patamares de risco em função da incidência da doença causada pelo SARS-Cov-2, mas exigiu que “as respostas sanitárias e as compensações económicas sejam majoradas de acordo com o mesmo critério”.

“Confirmando-se a aplicação de restrições mais gravosas para 28 concelhos que estão no vermelho, quase todos na região Norte, é absolutamente necessário que as mesmas sejam acompanhadas por medidas e soluções desenhadas à medida dessa circunstância”, sublinhou.

Para Miguel Alves, que é também presidente do Conselho Regional do Norte, “não se pode apertar o garrote à economia e à vivência comunitária desses territórios sem encontrar soluções e respostas específicas para os específicos problemas criados”.

“De acordo com os números mais recentes apresentados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Caminha apresenta um índice de 970 novos casos de infeção por 100 mil habitantes, estando incluído no escalão mais grave de incidência cumulativa de casos nos últimos 14 dias”, explicou.

“De acordo com as notícias mais recentes, estes números servirão de critério para o Governo aplicar medidas mais restritivas”, acrescentou.

Para responder a essas restrições, defendeu o “reforço da informação entre entidades”, afirmando ser “incompreensível que o município de Caminha não tenha acesso aos dados por freguesias, não conseguindo traçar um mapa da situação epidemiológica no seu próprio território como condição importante de eficácia no combate à doença”.

O autarca propõe também a implementação, “desde já, de respostas majoradas de apoio à restauração, ao comércio local, à cultura ou às autarquias”.

“Se estes territórios, os seus comércios ou restaurantes, tiverem três vezes mais fins de semana condicionados do que os restantes, têm de ter três vezes mais apoios, financiando campanhas de divulgação ou criando medidas novas que paguem pelo pagamento de rendas ou de despesas fixas”, sugeriu.

No futuro, defendeu também, “estes territórios devem ser discriminados positivamente na adesão a fundos para investimento em cultura, reabilitação urbana, divulgação do comércio, de modo a renovarmos a sua atratividade”.

“A própria autarquia, que sempre fará um esforço maior, deverá ter a possibilidade de aderir a planos de incremento de tesouraria mais simplificados”, observou.

Segundo o autarca de Caminha, a aplicação de mais restrições também “deve ser acompanhada de um plano intensivo de rastreamento em lares, centros de dia, unidades de cuidados continuados, centros de saúde e todas as escolas, de todos os ciclos, incluindo as profissionais”.

O socialista defendeu ainda que os autarcas dos concelhos que venham a integrar o nível mais alto de risco da doença “devem ser chamados a participar nas reuniões do Infarmed”, porque só assim podem “conhecer melhor a evolução da situação epidemiológica no país e nos territórios”, bem como podem “colocar as questões aos especialistas, contribuindo, também, para futuras decisões”.

Por fim, Miguel Alves insta à criação de “um núcleo de acompanhamento e avaliação da aplicação destas medidas no território, que não se limite a tomar nota da evolução dos números, mas que possa estar no território, perceber as fragilidades e propor soluções”.

“Esta equipa deverá apresentar relatório simplificado da situação a cada 15 dias, contribuindo para as decisões que o Governo terá de tomar”, referiu.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,3 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 3.632 em Portugal.

Alto Minho

Homem fica em estado grave após ter sido esfaqueado pela mulher em Cerveira

Violência doméstica

Foto: DR

Um homem, de 58 anos, sofreu ferimentos graves após ter sido esfaqueado pela companheira, esta noite de quinta-feira, em Cerveira.

De acordo com informação avançada pela Rádio Vale do Minho, o esfaqueamento deu-se na sequência de um quadro de violência doméstica entre o casal, residente na freguesia de Gondarém.

A mulher, de 57 anos, terá esfaqueado o companheiro na zona do peito, provocando ferimentos profundos. A agressora deverá ser detida por militares da GNR para ser presente ao Ministério Público.

No local, para prestar assistência, estiveram os Bombeiros de Caminha, a VMER de Viana do Castelo e a SIV de Valença.

A GNR registou a ocorrência.

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Alto Minho

Caminha abre duas escolas de acolhimento para trabalhadores essenciais durante confinamento

Confinamento

Miguel Alves. Foto: Imagem CM Caminha

A Câmara de Caminha criou duas escolas de acolhimento para filhos de trabalhadores que prestam serviços essenciais e não podem cumprir recolher ao domicílio, na sequência do “endurecimento das medidas de confinamento anunciadas hoje pelo Governo”, foi hoje divulgado.

Em comunicado, aquele município adiantou que as escolas vão funcionar nos edifícios da escola básica de Caminha – para alunos com área de residência no Vale do Coura e Minho – e da escola básica e secundária do Vale do Âncora – para alunos residentes a sul do concelho.

Para além destes espaços, que entram em funcionamento já na próxima segunda-feira, o município reforçou a equipa de distribuição de refeições escolares que irá, a partir de sexta-feira, entregar almoços nas casas dos alunos de famílias carenciadas, bem como nos quartéis dos bombeiros de Caminha e Vila Praia de Âncora.

Encerrou ainda o único edifício que mantinha aberto, estando disponíveis os contactos telefónicos e ‘online’ para qualquer pedido de atendimento por marcação.

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Viana do Castelo

Estrutura de retaguarda de Viana do Castelo tem 25 doentes e fica aberta até março

Covid-19

Foto: DR

A Estrutura de Apoio de Retaguarda (EAR) instalada no centro cultural de Viana do Castelo, que atualmente acolhe 25 doentes covid-19, vai continuar em funcionamento até final de março, revelou hoje o presidente da Câmara.

José Maria Costa, que falava ao executivo municipal no início da reunião camarária de hoje, realizada através de videoconferência, pela primeira vez com a participação da imprensa, explicou que aquela decisão resulta da “atual situação pandémica” que afeta o distrito de Viana do Castelo.

“Fruto dos contactos que temos mantido, quer através da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, quer com a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) decidimos alargar o período de cedência do centro cultural para EAR até 31 de março”, especificou.

“É opinião do presidente do conselho de administração da ULSAM que seria mais prudente mantermos esta situação até à primavera. Atualmente há 25 doentes internados naquele espaço”, especificou.

A EAR começou a funcionar no final de novembro e recebeu os primeiros doentes em dezembro.

Na sessão de abertura da estrutura, em declarações aos jornalistas, o presidente da comissão distrital da proteção civil de Viana do Castelo Miguel Alves, disse que a EAR tem 30 camas preparadas, mas pode crescer até às 120 camas.

“No limite, se tivéssemos uma situação de absoluta rutura, catástrofe, que não prevemos, o espaço está preparado para acomodar 200 pessoas”, sustentou, na altura, o autarca socialista.

A estrutura foi instalada em abril pela Câmara de Viana do Castelo.

Inicialmente esteve prevista a sua desativação no final de outubro, mas, entretanto, a Câmara de Viana do Castelo e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) decidiram prolongar o seu funcionamento devido ao aumento de casos de covid-19 na região.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.

Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas dos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

Em todas aquelas estruturas trabalham mais de 2.500 profissionais, entre eles, cerca de 500 médicos e mais de 800 enfermeiros.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.075.698 mortos resultantes de mais de 96,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.686 pessoas dos 595.149 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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