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Braga

Câmara de Braga quer indemnização por obras mal feitas no estádio

Consórcio ASSOC, que integra a Soares da Costa, (40%), e com 10% cada, a Casais, DST, ABB, Rodrigues & Névoa, Eusébios, FDO (10%) (as últimas duas faliram), rejeita.

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Foto: Divulgação / Souto Moura Arquitectos, SA.

O estádio não vai fechar nem está em risco de ruína, apesar de haver problemas nas ancoragens que seguram a bancada poente. A Câmara de Braga considera que os defeitos encontrados “podem pôr em risco a estabilidade e a segurança do estádio”. Mas o seu presidente, Ricardo Rio garante a O MINHO que não há necessidade de fechar a estrutura, porque a situação é monitorizada constantemente por um laboratório da Universidade do Porto. A ASSOC desmente a acusação e diz que não há qualquer perigo.

Houve “trabalhos realizados de forma grosseiramente deficiente”. É assim que a Câmara classifica a empreitada de construção das ancoragens da bancada pelo ACE (Agrupamento Complementar de Empresas) criado pelo consórcio Assoc-Soares da Costa e Associados para o campeonato da Europa em 2004. Em carta às empresas do consórcio, Ricardo Rio adianta que lhe vai pagar 3,8 milhões de euros por “trabalhos a mais” cumprindo uma decisão, nesse sentido, do Tribunal Administrativo. Que aceitou o pedido de pagamento de “trabalhos a mais” da ASSOC. Na missiva, Rio “chama a atenção para o facto de o Município ser credor do consórcio por muitos e muito graves deficiências nas ancoragens”.

Até agora, foram encontrados defeitos em 28 ancoragens, entretanto corrigidas pela DST, a pedido da autarquia.

No documento a que O MINHO teve acesso, lembra que “independentemente do que se entenda sobre os prazos de garantia, existe uma situação de evidente responsabilidade contratual do consórcio”. E recorda que já foi necessário gastar 500 mil euros na reparação. Ao que soubemos de fonte ligada ao processo, será preciso analisar as restantes 510 ancoragens, fazer um estudo de tensão e analisar se há ou não desvio, ainda que milimétrico, da bancada.

De acordo com o JN de hoje, o problema foi detetado em 2013, ainda ao tempo da gestão do socialista Mesquita Machado. A Câmara enviou um ofício à ASSOC pedindo-lhe que assumisse os custos, tendo esta respondido que não lhe cabia qualquer responsabilidade , até porque a receção definitiva da obra ocorreu em 2008.

LNEC confirma

Na ocasião, a ASSOC pediu ao LNEC- Laboratório Nacional de Engenharia, um relatório, que confirmou o problema.

Num segundo ofício, o Município invocou que havia “material defeituoso ou má execução técnica”, mas a ASSOC voltou a rejeitar responsabilidades.

Contactada a propósito, fonte da ASSOC volta, agora, a não assumir qualquer culpa, retorquindo que, aquando da entrega da obra, a Câmara deveria ter feito um contrato de manutenção com uma empresa especializada e não o fez “para não gastar dinheiro”.

“São estruturas vivas, sob tensão, e que, como tal, têm variações”, disse a mesma fonte.

A ASSOC garante que a colocação das ancoragens esteve de acordo com as melhores práticas, e foi fiscalizada pelo projetista e pela Câmara, tendo sido recebida como apta.

Acrescenta que não há qualquer perigo de ruína, sublinhando que, “a cobertura de cimento foi colocada com apenas 80 por cento das ancoragens a funcionar, e aguentou perfeitamente.

“Atualmente há duas ancoragens desativadas”, disse.

A ASSOC integra a Soares da Costa, (40%), e com 10% cada, a Casais, DST, ABB, Rodrigues & Névoa, Eusébios, FDO (10%). As últimas duas faliram.

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Braga

Braga a Correr homenageou atleta que morreu

Cláudia Silva morreu após uma corrida com aquele grupo informal

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Foto: Facebook de "Braga a Correr"

O 198.º Braga a Correr, que se realizou na segunda-feira, homenageou Cláudia Silva, atleta que faleceu na semana passada, quando corria com amigos, integrando aquele grupo.

Ontem, os primeiros 150 metros foram de caminhada até ao local onde se deu a tragédia, seguindo-se um minuto de silêncio, num momento em que esteve presente a filha, e a colocação de uma coroa de flores e de uma fotografia. Depois, seguiu-se um treino curto, com passagem pelo cemitério.

Segundo se apresenta no sua página no Facebook, o Braga a Correr é “um evento informal que pretende ser um momento descontraído, que conjugue o convívio com a prática de exercício físico, descobrindo Braga”.

Integrada neste grupo de amigos, na noite em que se deu a sua morte, Cláudia Silva sentiu-se mal e abandonou o exercício. Foi acompanhada por duas amigas para o local que funciona como ponto de encontro para os atletas amadores. Acabou por falecer na Avenida da Liberdade, no centro da cidade, ao que tudo indica com um “ataque cardíaco fulminante”.

Mulher morre após corrida com amigos em Braga

Cláudia Silva era segurança numa empresa de produtos alimentares, solteira, tinha uma filha e corria com o grupo que se junta todas as segundas-feiras à noite.

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Vila Verde

Bateu recorde a subir escadas do Parlamento Europeu em bicicleta e ainda saltou por cima de eurodeputado

Novo recorde foi alcançado

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Fotos: Divulgação

O atleta português Daniel Sousa superou hoje o desafio de subir em bicicleta as escadas centrais do edifício do Parlamento Europeu em Bruxelas, numa iniciativa levada a cabo pela equipa ‘Trial Portugal’, sediada em Vila Verde e promovida pelo eurodeputado José Manuel Fernandes.

“Não é usual acontecer este tipo de eventos neste edifício, mas foi um momento bonito, que evidenciou a abertura do Parlamento Europeu, incluindo os deputados, ao desporto radical e a demonstrações das capacidades e das mais valias que representam os nossos jovens”, afirmou José Manuel Fernandes.

Sob a atenção de eurodeputados, funcionários e visitantes do Parlamento, Daniel Sousa conseguiu subir as escadas dos primeiros 5 andares da torre E do edifício Altiero Spinelli (ASP), sem colocar os pés no chão e sem desmontar da bicicleta, em 3 minutos e 35 segundos. É um novo recorde da ‘Trial Portugal’ em subidas de edifícios emblemáticos.

No final, Daniel Sousa – que assumiu a prova numa altura em que o campeão e colega de equipa João Sousa está a recuperar de uma intervenção cirúrgica – contemplou a assistência com um espectáculo de habilidade e destreza ‘trialeira’ sobre o corpo de José Manuel Fernandes, que aceitou o desafio para colaborar na demonstração.

Devido às implicações em termos de segurança, logística e funcionamento dos serviços parlamentares, a concretização do ‘UP Stairs Challenge’ “não foi um processo fácil” ao nível das autorizações necessárias, mas “revelou-se uma boa causa e um bom resultado, também para o parlamento e para UE” – como reconheceu o Eurodeputado do PSD e coordenador do PPE, que fez questão de agradecer o apoio do presidente do Parlamento, o italiano Antonio Tajani.

“O desporto é importante para nos ajudar a promover o multiculturalismo e os valores da União Europeia, junto dos cidadãos europeus e no resto do mundo. São valores como a inclusão, igualdade, solidariedade, liberdade, dignidade e valorização humana, o ambiente, a saúde e a qualidade de vida das pessoas que tornam a União Europeia mais forte e que o desporto ajuda a promover”, defendeu José Manuel Fernandes.

Os jovens mereceram uma palavra especial da parte do Eurodeputado, lembrando que “são quem mais reconhece o benefício da União Europeia”. Aproveitou para reforçar o apelo à participação nas questões europeias e à concretização de ações que ajudem a estimular o conhecimento e o interesse dos jovens pelas instituições europeias.

José Manuel Fernandes, que assumiu o lançamento do projeto-piloto para a promoção do desporto e intercâmbios entre cidades e regiões, elogiou o trabalho da ‘Trial Portugal’, designadamente na luta pelo desporto sem barreiras e na valorização da participação cívica.

Daniel Sousa, que agradeceu todo o trabalho desenvolvido para tornar possível a oportunidade de levar avante o ‘UP Stairs Challenge’ “no coração da democracia europeia”, prometeu para breve novos desafios em edifícios emblemáticos fora de Portugal, dando seguimento a uma série que já levou a equipa a vencer provas no interior de edifícios como o Primavera BSS, Liberty Seguros, Câmara de Lisboa e Câmara da Maia.

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Braga

Guerra Correia/Salvador prossegue no Tribunal de Famalicão

Na primeira sessão do julgamento, Salvador negou a dívida

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Foto: DR/Arquivo

Deve ou não? Esta é a questão em análise no julgamento que opõe os empresários António Salvador e Domingos Correia, e que esta quarta-feira continua no Tribunal de Famalicão. Correia, que foi sócio de Salvador em Moçambique, diz que este lhe deve quase um milhão de euros.

Para os tentar recuperar pôs duas ações ao dono da Britalar e tem uma terceira pronta para entrar. A que está agora em causa tem o valor de 250 mil dólares, mas, com juros, pode chegar aos 300 mil. Na primeira sessão do julgamento, António Salvador negou a dívida e apresentou um e-mail, com o qual pretende provar que já pagou.

O queixoso contrapôs que o pagamento descrito no e-mail se prendia com outras dívidas, e apresentou, também, documentos contabilísticos, nesse sentido. Hoje serão ouvidas as testemunhas, algumas delas vindas propositadamente de Moçambique. Nas duas ações, António Salvador fez chegar ao Tribunal de Famalicão dois pedidos de caução, cada um de cerca de 300 mil euros. 600 mil, ao todo. Evitou, assim, a penhora das mobílias e equipamentos da casa onde vive em Braga, em vias de ser executada por uma alegada dívida de 300 mil euros.

“A minha postura sempre foi e será a de resolver quaisquer conflitos em sede judicial, como é desígnio de um Estado de Direito, nunca procurando qualquer espectáculo mediático”, afirma Salvador.

Face à entrada de cauções, Domingos Correia foi ao processo lembrar que Salvador diz nada ter, casas, automóveis ou dinheiro, mas é, direta ou indiretamente, administrador de 19 empresas, algumas no estrangeiro.

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