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Braga

Câmara de Braga contrai empréstimo de 50 milhões para “matar” PPP, mas poupa 90

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A Câmara de Braga vai “matar” a Parceria Publico Privada (PPP) de gestão de equipamentos desportivos contraindo um empréstimo de 50 milhões de euros para liquidar aquela sociedade mas “feitas todas as contas” vai poupar 90 milhões de euros.


A Sociedade Gestora de Equipamentos de Braga (SGEB) foi criada, em regime de PPP com capitais minoritariamente públicos, em 2009 para a construção, financiamento e conservação de equipamentos desportivos, ficando a autarquia bracarense obrigada ao pagamento de rendas anuais aos parceiros privados que rondam os 6 milhões de euros, durante 25 anos.

“Este foi o preço que os bracarenses tiveram que pagar pela ultima reeleição do anterior autarca [Mesquita Machado, socialista que liderou o município durante 37 anos] “, afirmou Ricardo Rio (PSD/CDS-PP/PPM), atual presidente da autarquia, em conferência de imprensa, esta tarde, durante a qual anunciou a fórmula escolhida para “matar, liquidar” a SGEB, parceria que considerou “ruinosa” e demonstrativa de uma “maneira criminosa” de gerir dinheiros públicos.

Segundo explicou o autarca, para liquidar a SGEB, a autarquia vai propor ao parceiros privados, na Assembleia Geral de acionistas marcada para 30 de novembro, que aceitem que lhes sejam pagos os montantes relativos ao passivo da sociedade acrescendo cerca de 1ME.

Aquele cerca de um milhão de euros, explicou o autarca, resulta da proporção do montante que os parceiros privados teriam a receber à data da extinção da PPP no final dos 25 anos previstos (cerca de 30 ME a dividir também pela autarquia) sendo a sociedade extinta em 2017.

Vamos recorrer a um empréstimo bancário de cerca de 50 ME e ficar a pagar perto de 3ME por ano à banca em vez dos atuais 6 milhões em rendas. Desta forma, o município vai poupar 90 milhões de euros uma vez que teria que despender até ao final da parceria 150 milhões de euros em encargos com rendas”, explicou Ricardo Rio.

Para o autarca, esta decisão, que, admitiu, “terá um peso significativo na capacidade de endividamento da autarquia” tem dois “méritos”: “Vai permitir acabar com a divida oculta da CMB porque passará a estar refletida nas contas e vai devolver à esfera municipal a gestão dos equipamentos”, enumerou.

Ricardo Rio considerou ainda “desastroso e ruinoso” todo o processo relativo à SGEB, assim como a gestão da atividade da PPP.

“A PPP tinha previsto investir 65 ME em 38 campos sintéticos, 9 pavilhões, piscinas olímpicas, um centro cívico e no parque do Monte Picoto sendo que destes equipamentos só foram construídos o respeitante a 35ME mas custaram não estes 35 milhões mas sim 54 ME”, disse.

“Esta PPP é demonstrativa de uma maneira criminosa de gerir os recursos públicos”, disse, sendo que este é um dos dossiers que foram remetidos para o Ministério Público após a auditoria financeira realizada no início do mandato do atual executivo.

A liquidação da SGEB vai ser analisada na reunião do executivo camarário de dia 28 de novembro, sendo que para ser levada a efeito “nos termos propostos pela autarquia”, além do “ok” do executivo não pode ser rejeitada por nenhum dos parceiros, bastando que para isso estes se abstenham na votação a realizar na referida Assembleia Geral.

A SGEB é detida em 49% pela Câmara Municipal de Braga, 25,5% pela Irmãos Borges S.A e pela Europa Ar-Lindo e em igual parte, sendo que esta ultima, segundo confirmou Ricardo Rio em janeiro deste ano, terá exigido 8 milhões de euros.

“Ponto assente é que não haverá lugar ao pagamento de qualquer indemnização e que a SGEB vai mesmo morrer”, garantiu o autarca.

 

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Braga

SC Braga oferece camisola autografada para ajudar menina com doença rara

Solidariedade

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Foto: DR

O SC Braga ofereceu uma camisola autografada por todos os jogadores para a causa de uma menina de três anos que sofre de uma doença rara e precisa de ajuda para os tratamentos.

A camisola será agora sorteada e o dinheiro angariado servirá para ajudar a pequena Lara, residente em Braga.
“Estarão disponíveis 150 números a 2 bolas cada para sortear a camisola autografada pelos jogadores até ao final do mês”, explica a página ‘Princesa Lara’, em que é dinamizada a campanha para a ajudar a menina e que pode ser consultada para mais informações.

Quem estiver interessado pode enviar o seu contributo por MBWay (número 965328010), identificando o seu número de telefone e será enviada por mensagem com os respetivos números do sorteio.

Lara foi diagnosticada com uma doença grave e rara, Leucodistrofia Vanish white matter. “É uma doença degenerativa progressiva sem cura neste momento, mas necessita de várias terapias diárias e muito dispendiosas”, explica a página solidária.

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Braga

Mulher ferida em colisão na EN14 em Braga

Acidente

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Foto: Redes sociais

Uma colisão entre duas viaturas provocou um ferido ligeiro, na noite desta segunda-feira, na Estrada Nacional 14, em Celeirós, Braga, perto do Mercado Abastecedor. A vítima é uma mulher com cerca de 60 anos, que foi transportada para o Hospital de Braga.

O alerta foi dado às 20:34.

Os Bombeiros Famalicenses mobilizaram para o local cinco operacionais apoiados por duas viaturas.

A GNR registou a ocorrência.

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Braga

Arcebispo de Braga quer missas de domingo à tarde a realizarem-se sábado de manhã

Estado de emergência

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Foto: DR / Arquivo

Devido às medidas do estado de emergência, que implicam recolher obrigatório entre as 13:00 e as 05:00 ao fim de semana nos 121 concelhos de alto risco, o Arcebispo de Braga, Jorge Ortiga, aconselhou, esta segunda-feira, os párocos a passarem as missas da parte da tarde para de manhã.

“Da parte da Arquidiocese iremos cumprir as orientações governamentais. Cada pároco deverá equacionar a oportunidade de passar as eucaristias dominicais vespertinas para o sábado de manhã, a título excecional e durante este período de emergência”, refere o texto publicado na página da Arquidiocese.

“Não podemos, por isso, ter celebrações ou outras atividades depois das 13:00 de Sábado e Domingo. Para além daquilo que poderemos pensar ser melhor para este período, não queremos ser motivo de contágio direto ou indireto. Queremos ajudar a sociedade a tomar consciência de que há medidas duras necessárias para o bem comum, ainda que nem todos estejam de acordo. Não nos deixemos iludir. A situação é grave. Temos de ser parte da solução”, refere a nota do Arcebispo, avisando para “possíveis orientações” da Conferência Episcopal que, antecipa, “não serão muito diferentes destas”.

“Sabemos que a vida pastoral das nossas comunidades e da Arquidiocese tem no Sábado e Domingo uma relevância única. As manhãs do fim-de-semana, até às 13 horas, continuam a ser tempo para uma normalidade pastoral. Pelo contrário, as tardes de Sábado e Domingo não poderão ser ocupadas com atividades pastorais, sejam celebrações ou momentos de formação. Tudo deverá ser repensado a partir destas restrições que devemos cumprir, com muito custo mas com grande sentido de responsabilidade. Não podemos aceitar exceções ou interpretações subjetivas”, refere o Arcebispo, lembrando que as novas normas só não se aplicam em dois concelhos do distrito de Braga, Vieira do Minho e Terras de Bouro.

Jorge Ortiga considera que “o confinamento é um rude golpe no quotidiano das nossas comunidades”, mas pede aos fiéis para cumprirem “escrupulosamente todas as orientações das entidades da saúde”.

O confinamento parcial entrou hoje em vigor em 121 concelhos de Portugal continental, doze deles no distrito de Braga e seis no de Viana do Castelo, onde há “risco elevado de transmissão da covid-19”, aplicando-se o dever de permanência em casa, exceto para deslocações autorizadas, como compras, trabalho, ensino e atividade física.

Além de medidas específicas para estes concelhos, a resolução do Conselho de Ministros publicada em Diário da República prolonga a declaração de situação de calamidade em todo o território nacional continental até às 23:59 do dia 19 de novembro.

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