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Braga

Braga vai ter trotinetes eléctricas para alugar e mais bicicletários

Mobilidade

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Foto: Divulgação

A câmara de Braga vai criar 90 lugares de parqueamento para trotinetes e bicicletas para tornar a cidade “mais humanizada, menos poluente e mais inclusiva”, priorizando os meios de mobilidade suaves, anunciou hoje a autarquia.

Em comunicado enviado à Lusa, a Câmara Municipal de Braga explica anuncia que a partir deste mês de agosto vai ser possível alugar trotinetes elétricas e que daqueles 90 lugares cerca de 25 destes “já são visíveis” em toda a cidade.

“Assiste-se ao surgimento e reaproveitamento de outras formas de transporte menos tradicionais, inovadoras e limpas, que dão respostas seguras, práticas e confortáveis à necessidade de deslocação dentro da cidade”, refere no texto o vereador com a o Pelouro da Gestão do Espaço Público, João Rodrigues.

Segundo explica a autarquia, “a decisão foi alvo de um estudo aprofundado “tendo em conta a realidade de outras cidades que já adotaram esta medida.

“Podíamos ter permitido a instalação deste serviço há mais tempo, como aconteceu noutros municípios, mas temos uma forma de trabalhar diferente: preferimos precaver-nos, aprendendo com alguns dos problemas constatados noutras cidades e, no caso de Braga, foi o município a ditar as regras”, explica João Rodrigues.

João Rodrigues refere ainda que está a ser desenvolvido “um plano estruturado” para melhorar a mobilidade em Braga que abrange todas a áreas.

“Estamos todos, no Executivo, a repensar a cidade de forma estratégica e estruturada. (…) Parámos, articulámos com técnicos e especialistas e criámos um plano estruturado, pragmático e viável para as características que a Cidade apresenta, favorecendo o uso de modos suaves de circulação. Por isso, não nos limitámos a colocar trotinetes na rua”, aponta o vereador.

Os lugares “a converter” têm, através de sinalização vertical, a proibição de serem utilizados por automóveis, sendo a totalidade da sua área é pintada em cor bordeaux, para que se associem facilmente à cor que será utilizada genericamente em pistas clicáveis e, sobre os mesmos, são pintados pictogramas indicativos da função a que se destinam.

Nestes lugares serão também instalados bicicletários para facilitar o estacionamento das bicicletas.

“Os primeiros veículos deverão entrar em circulação já em meados de agosto através de um operador com serviço de partilha destes veículos (…). Optámos por enquadrar estes lugares em locais estratégicos, como as proximidades de escolas, na zona mais central, junto a locais de concentração de atividades económicas e nos pontos de entrada do anel central da cidade”, assinala.

O vereador refere ainda que o conceito da ‘Red Zone’, zona de circulação vedada, explicando que conforme a realidade da cidade, foram criadas zonas em que a circulação deve ser limitada e vedada, existindo a obrigação de redução da velocidade máxima da trotinete nas proximidades desses locais e o bloqueio das rodas no interior das áreas assinaladas como de circulação proibida”.

Esta definição será ajustável ao longo do período de permanência do serviço, podendo ser alterada de acordo com o conhecimento mais aprofundado das mais-valias ou inconvenientes que os veículos possam introduzir no sistema de mobilidade da Cidade.

“As vantagens do uso das trotinetes elétricas são óbvias e apresentam um grande potencial positivo nas cidades. Com uma forma de transporte eficiente, um custo energético baixo, ocupando pouco espaço e através dos sistemas automatizados, é possível adequar a sua circulação à melhor convivência com o peão e não necessitam de grande investimento em adaptação ou em novas infraestruturas”, conclui João Rodrigues.

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Braga

Final de tarde de domingo é com Jazz internacional no centro de Braga

No maison826

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Foto: DR / Arquivo

Wiz Trio, grupo dedicado ao Jazz, vai atuar, ao final da tarde do próximo domingo, num bar situado em Braga, proporcionando um entardecer cultural alternativo no centro da cidade.

Composto pelo português José Pedro Coelho (saxofone tenor), o britânico Wilfred Wilde (guitarra elétrica) e o espanhol Iago Fernandez (bateria), este trio garante uma “fenomenal acontecimento mágico” na relação entre os três músicos que o compõe.

“Três cúmplices de longa data numa viagem musical una, percorrida de forma livre e espontânea, em equilíbrio entre a tradição jazzística e música original”, aponta a descrição do espetáculo, marcado para as 18:00 horas, no bar maison826.

 

Os bilhetes custam 5 euros (2,50 para sócios), com a reserva a ser feita através do contacto telefónico 253 610 300.

O maison826 foi (re)inaugurado, no novo espaço, a 07 de janeiro. Estava instalado anteriormente num edifício junto à Sé de Braga e pretende promover artes culturais e alternativas na cidade.

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Braga

Hospital de Braga recebeu “figuras de referência” da Anestesiologia nacional e internacional

Evento decorreu em simultâneo em 35 cidades internacionais

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Foto: Divulgação / Hospital de Braga

O Hospital de Braga recebeu, no passado sábado, a 3.ª edição do evento comemorativo do Dia Europeu da Anestesiologia Regional, que se realizou pela primeira vez em Braga, anunciou esta terça-feira aquela unidade hospitalar.

Em comunicado, é apontado que o evento, que reuniu figuras de referência nacionais e internacionais da área da Anestesiologia, pretendeu ser “um espaço de partilha de informação relevante e atual permitindo, desta forma, a atualização de conhecimento, com vista à melhoria e maior uniformidade na qualidade do tratamento da dor e do nível de cuidados anestésicos prestados aos doentes”.

A iniciativa, organizada pela Sociedade Europeia de Anestesiologia Regional e pelo Clube de Anestesia Regional (CAR/ESRA Portugal), decorreu em simultâneo em 35 cidades de 13 países europeus. Foi dirigida a médicos especialistas e internos de Anestesiologia, abordou temas fulcrais da área da Anestesia regional através de várias palestras, mesas redondas e workshops.

Foram, ainda, transmitidos em simultâneo, nas várias cidades europeias, podcasts da autoria de oradores internacionais de referência na área da Anestesiologia.

O balanço desta iniciativa foi “unânime entre participantes e organizadores locais, que destacaram o conceito inovador deste modelo de formação em que, em tempo real peritos da Anestesiologia Europeia levam a formação até aos formandos na sua cidade”, vinca a mesma nota.

Para além de Braga, a única cidade portuguesa envolvida, esta comemoração decorreu também noutras cidades europeias na Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Itália, Países Baixos, Polónia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suíça e Turquia.

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Braga

Distrito de Braga movimentou 5,5 milhões no negócio do têxtil

Economia

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Têxtil Manuel Gonçalves (TMG). Foto: DR / Arquivo

As atividades ligadas à indústria da moda em Portugal geraram um volume de negócios de 15 mil milhões de euros em 2018, menos 3% que no ano anterior, representando 11,5% das exportações portuguesas, divulgou hoje a Iberinform.

O distrito de Braga é o segundo do país a gerar mais receita, um total de cerca de 5,5 milhões de euros durante 2018. É ainda neste distrito que se concentram 28% das sedes deste tipo de indústria, no total de 5.348 empresas.

De acordo com a filial da Crédito y Caución, embora na indústria nacional têxtil, do vestuário e do calçado as insolvências tenham aumentado mais de 35% em 2019, “o risco de incumprimento do setor é inferior à média de todas as outras atividades económicas” e estes setores “continuam a atrair investimento”.

Um estudo setorial elaborado pela Iberinform para analisar a evolução do risco financeiro e dos determinantes estratégicos das empresas da fileira da moda entre 2018 e 2019 aponta que, no ano passado, houve mais 35% de empresas neste setor a entrar em insolvência (730) face a 2018, sendo a confeção de outro vestuário exterior em série a atividade com maior número de insolvências registadas.

Contudo, nota, “no mesmo período verificou-se um aumento de 3% na constituição de novas empresas (1.390 empresas), dado que indicia algum interesse em investir no setor”, destacando-se o comércio a retalho de vestuário para adultos em estabelecimento especializado com o maior número de constituições em 2019.

O trabalho da Iberinform aponta a existência de 19.312 empresas (64% das quais microempresas, com uma média de 10 empregados) na indústria ligada à moda e um ‘score’ de 4,4 ao nível do incumprimento, o que traduz um ‘risco médio’, “inferior à média de todas as atividades económicas nacionais”.

O ‘score ‘é um modelo de avaliação de risco que mede a probabilidade de incumprimento de uma empresa a 12 meses, avaliando o risco de 1 a 10 numa escala de maior ou menor risco respetivamente.

Segundo as conclusões do estudo, as empresas classificadas com ‘risco médio’ representam 39% do total do setor têxtil, vestuário e calçado, tendo o modelo atribuído ‘risco elevado’ a 5.644 empresas (29% do total), enquanto 5.322 (28%) apresentam ‘risco baixo’.

O grau de compromisso financeiro do setor é apresentado como “bom”, com a respetiva autonomia financeira a ultrapassar os 40% em 2018, e, “embora as empresas não cubram todas as suas dívidas com capitais próprios, apresentam um rácio de solvabilidade de 67,4%, valor ligeiramente acima de 2017, mas cinco pontos percentuais acima dos valores de 2016”.

“Durante os últimos três anos, os prazos médios de recebimento (67 dias) foram sempre e gradualmente inferiores aos pagamentos a fornecedores e empregados (81 dias) o que é favorável em termos de caixa gerada pelas operações”, refere o estudo.

A maior percentagem de empresas da fileira pertence ao setor do comércio a retalho de vestuário e estabelecimentos especializados (27% do total), com 5.150 empresas que geraram um volume de negócios de mais de 2,4 milhões de euros.

Seguem-se a indústria do vestuário, que representa 24% do total, mas lidera em volume de negócios, com mais de 3,7 milhões de euros, e a indústria do calçado, que congrega 2.158 empresas (11,2%) geradoras de um volume de negócios superior a 2,3 milhões de euros”.

Já o setor da fabricação de têxteis representa 10,7% do total, com 2.078 empresas, que são responsáveis por um volume de negócios superior a 3,5 milhões de euros.

Embora as empresas do setor estejam dispersas por todo o país, os distritos do Porto e de Braga concentram o maior número de sedes: 5.755 (30%) e 5.348 (28%) respetivamente.

Por volume de negócios, destacam-se os distritos de Angra do Heroísmo, com 7,9 milhões de euros, Braga (mais de 5,5 milhões de euros), Porto (4,6 milhões de euros) e Lisboa (2,4 milhões de euros).

A maioria das empresas (23%) ligadas à moda tem entre dois e cinco anos e 18% já operam no mercado há mais de 25 anos, “o que traduz a maturidade do setor”, enquanto 13% foram constituídas há menos de um ano, com a Iberform a destacar o “potencial de crescimento” que tal representa.

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