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Braga

Braga: Ricardo Rio quer residência universitária na Confiança em dois anos

Eleições autárquicas

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Foto: Divulgação / Coligação Juntos por Braga

O cabeça de lista da coligação PSD/CDS/PPM/Aliança à Câmara de Braga, Ricardo Rio, afirmou hoje que a antiga fábrica Confiança, na cidade, deverá estar transformada em residência universitária, com 600 camas, num prazo de dois anos.

O candidato foi acompanhado pelo candidato à Junta de Freguesia de São Victor, Firmino Marques, pelo reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, e pela presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), Maria José Fernandes.

Em declarações aos jornalistas no decorrer de uma visita à fábrica, no âmbito da campanha para as Autárquicas, Ricardo Rio, que lidera o município desde 2013, sublinhou que, com aquela intervenção, a cidade duplicará o número de camas para estudantes universitários.

“É um projeto de referência para o futuro do concelho de Braga, que vem acorrer a muitos objetivos e muitas necessidades do concelho, em particular a disponibilização aos estudantes universitários de mais 600 camas, próximo disso”, referiu.

Paralelamente, acrescentou, a intervenção “vai garantir a salvaguarda da dimensão patrimonial do edifício e criar novas dinâmicas de interação com a envolvente”, com a regeneração daquela zona.

“É uma grande mais-valia, por que se trata de um eixo central de ligação entre a universidade e o centro da cidade”, disse ainda.

A obra vai decorrer ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), já tendo financiamento garantido.

Rio lembrou que todas as obras do PRR têm de estar concretizadas até 2025, mas apontou que a residência universitária na antiga Confiança deverá estar concluída em dois anos.

Em relação aos preços a praticar, Ricardo Rio disse que o próprio regulamento do aviso que será lançado ao abrigo do PRR já preconiza um “teto máximo” para os valores a cobrar aos estudantes.

“O próprio regulamento estabelece tetos para o custo a cobrar aos alunos”, afiançou.

Rui Vieira de Castro, reitor da UMinho, disse que está “muito esperançado, é um passo caminho certo. Uma residência com 600 novas camas resolve o problema a muitos estudantes que querem vir para a UMinho e atualmente não têm condições para o fazer. O projeto inclui ainda um conjunto de valências, quer de envolvimento cultural quer de partilha de trabalho entre alunos. E vai ser um novo polo da cidade, com proximidade à universidade”.

Já Maria José Fernandes, presidente do IPCA, adiantou que, “neste ano letivo, teremos 800 alunos no polo de Braga e no próximo chegaremos aos 1.500. Precisamos de tentar criar as melhores condições a estes estudantes que, por natureza são dos mais carenciados”.

O presidente da Associação Académica da UMinho, Rui Oliveira, afirmou que “é um projeto que faz todo o sentido, quer porque responde a uma necessidade urgente, a da falta de habitação na cidade, quer porque trará uma maior ligação dos estudantes à cidade. A isto acresce o aumento da ligação entre duas instituições universitárias, a UMinho e o IPCA, o que é muito bom pois nem sempre as comunidades universitárias entre si”.

A fábrica Confiança foi inaugurada em 1921, tendo produzido perfumes e sabonetes até 2005.

Em 2012, foi adquirida pela câmara, então presidida pelo socialista Mesquita Machado, por 3,6 milhões de euros.

Chegou a ser aberto um concurso de ideias para o edifício, mas, entretanto, em 2013 a câmara mudou de mãos e em setembro de 2018 a nova maioria PSD/CDS-PP/PPM votou pela venda, alegando que, por falta de fundos disponíveis para a reabilitação, o edifício se apresentava em “estado de degradação visível e progressiva”.

A câmara promoveu duas hastas públicas para tentar alienar o imóvel, pelo preço base de 3,6 milhões de euros, mas não apareceu nenhum interessado.

Por isso, a Câmara optou pela transformação do edifício em residência universitária.

Nas eleições de 26 de setembro, os cabeças de lista à câmara de Braga são Ricardo Rio (coligação PSD/CDS/PPM/Aliança), Hugo Pires (PS), Bárbara Barros (CDU), Alexandra Vieira (Bloco de Esquerda), Teresa Mota (Livre), Olga Baptista (Iniciativa Liberal), Rafael Pinto (PAN) e Eugénia Santos (Chega).

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