Seguir o O MINHO

Região

Braga e Viana com aviso amarelo entre as 21:00 e as 03:00

IPMA

em

O Instituto Português de Mar a Atmosfera colocou os distritos de Braga e Viana do Castelo sob aviso amarelo entre as 21:00 e as 03:00 desta segunda-feira, dada a precisao de chuva persistente.

Este aviso, o menos grave, possibilita recomendar atitudes mais prudentes no que toca a atividades que dependem das condições meteorológicas.

Durante esta manhã e inicio de tarde de domingo, ambos os distritos estiveram também sob aviso amarelo devido às mesmas causas.

 

Anúncio

Braga

Dez mil euros de caução para falsa psiquiatra de Braga

Com apresentações periódicas na PSP

em

Foto: DR

O Tribunal aplicou uma caução de dez mil euros à mulher que se fazia passar por médica psiquiátrica e que dava “consultas” na sua residência em Braga, apurou O MINHO.

Como medidas adicionais foram exigidas apresentações periódicas na PSP, assim como proibição desta contactar os seus “ex-clientes”.

Segundo a PJ, a mulher intitulava-se médica psiquiátrica e procedia à realização de consultas daquela especialidade, conseguindo “ludibriar diversos clientes, dos quais obteve grandes somas de dinheiro, aproveitando-se das suas debilidades físicas e psicológicas”.

Após uma denúncia e consequente investigação, a PJ deteve na quarta-feira a “falsa psiquiatra” e recolheu “importantes e sólidos elementos de prova, que vieram demonstrar a continuação da atividade criminosa, que perdurará, pelo menos, desde há cerca de dois anos”.

Foram apreendidos vários equipamentos informáticos, quantias em dinheiro, medicamentos e material relacionado com a atividade criminosa em causa.

A mulher, que se terá chegado a intitular diretora do Serviço de Psicologia e Psiquiatria do Hospital de Braga, é suspeita da prática de crimes de burla qualificada e usurpação de funções.

Vai ser presente à autoridade judiciária competente no Tribunal de Braga, para aplicação das respetivas medidas de coação.

Continuar a ler

Braga

Alegado amante nega relação com mulher estrangulada pelo marido em Vieira do Minho

Mas defesa do alegado assassino pede para serem lidas mensagens de amor trocadas entre ambos

em

Foto: DR

Jorge Ferreira, testemunha no julgamento de um homem acusado de ter asfixiado a mulher, até à morte, em março de 2019, no restaurante pertença de ambos, em Salamonde, Vieira do Minho, negou, na última audiência, no Tribunal de Braga, as alegações de que seria amante da vítima. “Eramos só amigos! Nunca se passou nada entre nós”, afirmou, confessando, no entanto, que “gostava muito dela”.

A testemunha continua a ser ouvida nesta sexta-feira no Tribunal de Braga.

A acusação – e conforme O MINHO tem noticiado – diz que o arguido, António Manuel Fidalgo, de 45 anos, – em prisão preventiva – terá “apertado o pescoço” da mulher, Ana Paula, de 41 anos, “com o que lhe causou a morte por asfixia”. O alegado crime ocorreu no dia 07 de março de 2019, pelas 21 horas, na lavandaria da pensão/restaurante que ambos exploravam no local.

A morte da mulher ocorreu um dia antes de o casal assinar escrituras sobre bens que possuíam em conjunto, um ato preparatório do divórcio.

Na segunda sessão do julgamento, e ante o coletivo de juízes, a testemunha garantiu que eram muito amigos, e que “gostava dela”, mas assegurou que não tinham um relacionamento amoroso.

O seu depoimento coincidiu com os dos pais da vítima, Maria de Jesus e Alfredo, que disseram que entre ela e o Jorge havia apenas amizade.

Trabalhava de graça

O Jorge Ferreira trabalhava, graciosamente, no restaurante desde 2018, e “para ajudar a família”, dadas as dificuldades financeiras que enfrentavam: “prometeram-me que, quando tivessem disponibilidade de dinheiro me pagariam”, explicou.

A testemunha, que é motorista de transportes escolares na região, passava grande parte do dia no restaurante. No seu depoimento, afirmou que o arguido desconfiava da mulher sem razão, e que tinha atitudes agressivas para com a família. Esta declaração provocou alguns risos na sala, o que levou a juíza a repreender o público, gente de Salamonde, lembrando que se estava a tratar de uma tragédia, com uma pessoa morta, um preso, e filhos órfãos.

Na mesma sessão, os pais da Ana Paula, assistentes no processo, contaram, sempre com alguma comoção, que o arguido a teria já ameaçado com uma faca e que, uns meses antes da sua morte, apareceu com um cachecol à volta do pescoço, alegadamente para esconder marcas de agressões dele.

Depoimento dos pais

A mãe, Maria de Jesus disse que, no dia do crime, o genro, não foi trabalhar como motorista em Braga, dando a entender que teria estado a premeditar o ato. Nesta altura, o advogado de defesa, João Magalhães, desmentiu o facto, lembrando que, nos autos consta uma declaração da empresa, a garantir que trabalhou nesse dia. De seguida, o jurista requereu ao Tribunal que declare a nulidade do seu depoimento, por ser “falsa” e visar apenas “vingar-se do genro”.

O causídico contestou, ainda, por difamatórias, as afirmações do pai, segundo as quais o Fidalgo teria dado um desfalque na conta bancária que tinham, todos, em conjunto, dela retirando 100 mil euros: “O senhor está a difamar o meu cliente!”, retorquiu, lembrando que o casal, que regressara de Inglaterra, tinham contraído empréstimos para pagar a pensão e devia 150 mil euros a uma irmã da Ana Paula. Ou seja, a eventual retirada de dinheiro do banco seria para pagar essas dívidas…

Mensagens de amor

João Magalhães interveio, também, após o Jorge Ferreira ter dito que não havia nada entre ele a Ana Paula, isto apesar das mensagens amorosas que trocavam. No processo constam mais de duas centenas de mensagens telefónicas trocadas entre ele e a vítima, com sucessivas juras de amor e promessas de felicidade futura.

Por isso, o advogado de defesa, João Magalhães, pediu ao Tribunal que, na próxima sessão, agendada para dia 27, fossem lidas e projetadas no ecrâ da sala todos os sms’s amorosos, nas quais ela diz, várias vezes, “eu amo-te”.
No julgamento, a acusação tenta demonstrar que o arguido matou a mulher por “ciúmes” e que estes não tinham razão de ser.
Já os defensores, que incluem os advogados Mariana Agostinho e Luís Correia, não admitem o crime, tentam provar que os dois eram amantes, apesar de a mulher ser ainda casada com o arguido.

O Jorge encontra-a no chão

Minutos depois de ter saído, a mãe de Ana Paula pediu a Jorge que fosse chamar o casal, porque o jantar estava pronto. Este encontrou-a no chão, inanimada, com sangue e hematomas no rosto. Aos gritos, pediu para chamarem o INEM. A GNR também veio. Nos autos estão fotos do próprio arguido, também, com sinais de arranhões e sangue na cara, o que deixa supor que terão brigado. A defesa diz que, quando ele saiu ela ainda não estava morta, tese que sustenta com o facto de o INEM ainda a ter tentado reanimar.

O casal esteve emigrado duas décadas em Inglaterra, mas voltou a Portugal em 2017, abrindo em Vieira do Minho uma unidade de alojamento local.

Continuar a ler

Ave

Empresa de Vizela apresenta nova marca, em Milão, após despedimento de 150 trabalhadores

Sindicato afirma-se “indignado” com a situação

em

Foto: Arquivo

A empresa de calçado Alberto Sousa, Lda, ligada à Eureka Shoes, que cessou funções, na última terça-feira, apresentou uma nova marca na feira de calçado de Milão (MICAM), adiantou o Jornal de Notícias.

O encerramento desta unidade fabril resultou no desemprego de 150 trabalhadores que até ao momento esperam o administrador da insolvência para receber o formulário que lhes dará acesso ao subsídio de desemprego.

A nova marca, com o nome E S C, apresenta a mesma morada da empresa Alberto Sousa, Lda embora se apresente com esta nova denominação social.

Segundo o Jornal de Notícias a administração da empresa está incontactável.

Aida Sá, do Sindicato do Calçado, Malas e Afins Componentes, Formas e Curtumes do Minho e Trás-os-Montes, refere que os trabalhadores terão participado numa reunião com a administração onde lhes foi justificado o encerramento por “motivos de ordem económica”. Neste encontro foi também fornecido aos operários a sua carta de dispensa ao serviço com efeitos a partir da última terça-feira.

Os mesmos motivos levaram a que a empresa não entregasse, para já, o formulário numero 5044 aos trabalhadores que permite a ativação do subsidio de desemprego.

Nas contas da dirigente sindical, o encerramento da fábrica de Vizela aponta para cerca “150 a 180” trabalhadores despedidos, aos quais se juntam os funcionários da rede de 13 lojas, também encerradas, totalizando “cerca de 300 pessoas”.

Aida Sá refere ainda a “indignação” feita sentir por esta situação, já que, havia um plano de recuperação em curso, desde 2019, para apoio desta firma que padecia de dívidas no valor 22 milhões de euros a mais de 600 credores.

 

 

 

Continuar a ler

Populares