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Guimarães

‘Beatas’ dos fumadores de Guimarães transformadas em tijolos ecológicos

As beatas são desinfectadas, trituradas e depois transformadas numa substância que se mistura na argila, explica a O MINHO, Juan Henriques, do Instituto da Soldadura e Qualidade (ISQ)

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O Instituto da Soldadura e Qualidade (ISQ), o Laboratório da Paisagem, em Guimarães e o Centro de Valorização de Resíduos (CVR) deram as mãos para desenvolverem o E-tijolo. A ideia é incorporar pontas de cigarros em estruturas construtivas, nomeadamente tijolos mas também cerâmicas.

As também conhecidas como ‘beatas’ são dos elementos mais poluentes: “uma ponta de cigarro num litro de água é equivalente a esgoto doméstico”, revela Nuno Silva, do Laboratório da Paisagem.

Eco-Pontas e Papa-Chicletes. Foto: Facebook de Laboratório da Paisagem

Depois de vencer um concurso que passava pela constituição de uma bolsa de ideias com o intuito de transformar ideias inovadoras em iniciativas empresariais, a equipa do ISQ encontrou o projeto ‘EcoPontas e ‘papa-chicletes’ desenvolvido pelo Laboratório da Paisagem de Guimarães a que se viria a associar o Centro de Valorização de Resíduos.

“Definimos um esquema para incorporar o produto resultante do tratamento das pontas de cigarros em estruturas construtivas”, começou por explicar a O MINHO, Juan Henriques, do ISQ. As beatas são desinfectadas, trituradas e depois transformadas numa substância que se mistura na argila.

“Recolhemos as beatas e depois o Centro de Valorização de Resíduos, que tem muita experiência nesta área, reconverte-as numa substância. Nós agora estamos na fase de construir protótipos de tijolos que cumpram as normativas europeias”, revelou ainda.

O ISQ é o responsável pela fabricação dos protótipos e já há interessados no produto final: “temos duas empresas do sector cerâmico atentas ao nosso trabalho”.

Segundo o responsável do ISQ, os primeiros 15 quilos de pontas de cigarros recolhidos e, depois de transformados, não chegaram para criar os primeiros 30 protótipos.

Juan Henriques explica que o e-tijolo tem duas vantagens: “consegue dar uma segunda vida a resíduos, neste caso beatas, que são uma componente altamente poluidora e depois consegue reduzir as necessidades energéticas na altura do fabrico. Estamos a falar de uma redução à volta dos 60%”.

A intenção da equipa do ISQ é construir uma parede num dos edifícios actualmente em reabilitação na cidade vimaranense. “Esperamos ter os primeiros e-tijolos prontos ainda este ano, com os testes concluídos e dentro das normas europeias”.

Ecopontas

O projecto “Ecopontas e papa-chicletes” é desenvolvido pelo Laboratório da Paisagem, em Guimarães, tem três anos e já ganhou um prémio nacional em 2016 da Sociedade Ponto Verde. Nuno Silva explicou a O MINHO que o ‘Ecopontas’ já vendeu 100 estruturas para todo o país e que “o nosso contributo para o ‘E-Tijolo’ passa por fornecer a matéria prima para depois ser valorizada pelo CVR”.

Por mês são recolhidas em média 35 mil pontas de cigarro nas sete estruturas espalhadas pela cidade de Guimarães. “Tem sido um sucesso porque, desde o início, quisemos fazer algo diferente. Apostamos num design diferente e com perguntas provocatórias, no bom sentido”.

Cidades europeias apostam em ideias criativas para combaterem o fenómeno das pontas de cigarro no chão. Foto: DR

Isto é, nas estruturas estão inscritas perguntas, “normalmente com respostas de sim e não”, e as pessoas colocam a ponta do cigarro respondendo à questão. “Como as estruturas são transparentes, as pessoas conseguem ver a resposta mais escolhida”.

“As pessoas têm aderido muito bem a esta iniciativa”, reconhece Nuno Silva que lembra: “ este é um problema ambiental enorme para a cidade e as pessoas não têm noção dos malefícios que uma simples ponta de cigarro tem para o ambiente”.

Se é verdade que há mais ‘beatas’ recolhidas na Primavera/Verão do que no Inverno porque “as pessoas saem mais de casa”, Nuno Silva revela que “vimaranenses já vão tendo mais conhecimento da existência destas estruturas, sobretudo nas áreas onde estão implementadas”.

UMinho, centro histórico e zona do estádio são os principais locais da sua implantação mas, segundo Nuno Silva, “há intenção da Câmara em colocar estes pontos de recolha em mais espaços públicos”.

Cascais, Funchal, Celorico de Basto e Viseu são, por exemplo, municípios que já aderiram a este projecto comprando estruturas para colocar em pontos estratégicos.

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Guimarães

Abertas as inscrições para o Banco de Terras de Guimarães

Incubadora de Base Rural

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Foto: DR

A Câmara de Guimarães já abriu as inscrições para o Banco de Terras, onde proprietários podem arrendar ao município terrenos abandonados ou sem qualquer utilização, para serem depois subarrendados a quem queira criar negócio de base rural.

De acordo com a autarquia, as inscrições estão abertas até 31 de dezembro, com as candidaturas a serem disponibilizadas a partir do aviso de abertura.

Este Banco de Terras foi lançado através da Incubadora de Base Rural (IBR Guimarães), e, de acordo com a autarquia, é “um instrumento através do qual proprietários podem arrendar ao Município terrenos abandonados/sem utilização de que sejam detentores, para que este os subarrende a empreendedores com vontade em criar o seu próprio negócio de base rural”.

Em comunicado, a autarquia sublinha que “o Banco de Terras de Guimarães corporiza um conjunto de benefícios para o proprietário, na medida em que valoriza os seus terrenos com potencial agrícola ou florestal, tem garantia de renda por parte do Município de Guimarães, recebe o património fundiário no mesmo estado de uso ou ainda melhor do que o estado inicial e deixa de ter custos com a limpeza anual de vegetação, espécies arbustivas e manta morta”.

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Guimarães

Guimarães: GreenWeek promove mercado para venda de objetos usados

Sustentabilidade ambiental

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

O programa GreenWeek Guimarães vai organizar um mercado no dia 22 de setembro, no Largo Condessa do Juncal, “exclusivamente para objetos usados”, desde antiguidades, numismática, filatelia e livros a mobiliário.

O objetivo é “sensibilizar e mobilizar” a população para a “sustentabilidade ambiental”, anunciou hoje a autarquia, referindo que as inscrições para bancas de venda já estão abertas.

A autarquia salienta que o GreenWeek “têm por base o despertar e mobilizar a comunidade para os alertas, valores e princípios da defesa do ambiente, através de ações de entretenimento, pedagógicas, lúdicas, atividades físicas, expressão artística e cultural”.

Os interessados em participar no mercado da segunda mão devem enviar e-mail para [email protected]

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Guimarães

Primeira edição do Festival Guimarães Clássico arranca com Quarteto Al-Pari

Uma “aposta na música erudita”

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A primeira edição do Festival Guimarães Clássico arranca esta segunda-feira à noite com o Quarteto de Cordas Al-Pari (Polónia) e representa uma “aposta na música erudita”, referiu a câmara local.

Em comunicado enviado hoje, a Câmara Municipal de Guimarães declara que a música erudita entra assim na programação cultural de agosto como um “reforço”.

“Esta é uma aposta que tem vindo a conquistar público e de uma forma regular”, sublinha no texto o adjunto da vereadora da Cultura, Paulo Lopes da Silva.

Segundo o responsável, “existe um modelo que tem sido implementado numa lógica de residências artísticas e complementa-se com este festival, permitindo uma interação com músicos de referência no panorama internacional e também na captação de novos talentos”.

Para o diretor artístico, Emanuel Salvador, “Guimarães é uma cidade interessante para este tipo de eventos” apontando as igrejas e as salas de concerto num espaço físico concentrado.

“Esta é uma oportunidade para usufruir dos contactos e complementar a parte académica numa filosofia de interação entre os alunos locais e estrangeiros”, salientou.

O programa regista a participação de “ilustres convidados”, entre músicos da Royal Opera House e da Deutsche Oper de Berlim.

O concerto de abertura está agendado para hoje, às 21:30, na Igreja de S. Pedro com o Quarteto de Cordas Al-Pari. Segue-se, na quarta-feira, o Concerto “Souvenir de Florence”, às 18:00, no Santuário da Penha, com o Quarto de Cordas de Guimarães e convidados (Tomasz Tomaszewski, Emanuel Salvador, Emilia Goch Salvador, Alicja Gusciora, Filipe Quaresma e Elzbieta Rychwalska).

Na quinta-feira, a Sala da Duquesa do Paço dos Duques de Bragança acolhe o concerto “Guimarães Academia”, pelas 16:00, e para sexta-feira está programado o concerto “Tchaikovsky-Tchaikovsky”, na Igreja da Nossa Senhora da Oliveira, às 21:30.

O concerto final, no sábado, às 21:30, será “Viva Vivaldi” e conta com o violinista Vasko Vassilev e com a Orquestra do Festival Guimarães Clássico.

O Festival Guimarães Clássico é um projeto conjunto do Quarteto de Cordas de Guimarães e da Câmara Municipal, que tem o intuito de promover a música de câmara, tendo como base os membros do Quarteto de Cordas de Guimarães e várias figuras que durante uma semana partilham o palco e as salas de aula com jovens músicos de Portugal e do estrangeiro.

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