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Alto Minho

BE questiona Governo sobre redução de apoio em neurologia no hospital de Viana

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Os deputados Moisés Ferreira e Mariana Mortágua do Bloco de Esquerda (BE) questionaram o Governo sobre a redução do apoio em neurologia no hospital de Viana do Castelo mas a unidade afirmou que a especialidade está garantida.


No requerimento enviado ao ministro da Saúde, os deputados do grupo parlamentar do BE, querem saber que medidas serão tomadas pelo Governo para que os doentes do hospital de Santa Luzia “não fiquem sem possibilidade de serem observados por neurologista durante todo o fim de semana”.

Sustentam que “há redução do horário e dos dias do apoio de neurologia”, introduzida a 01 de janeiro, quando aquela especialidade “passou a ser feita apenas das 08h00 às 12h00 (até às 14h00 para a Via Verde AVC) e apenas de segunda a sexta-feira”.

“Além da redução o apoio também ficou limitado, uma vez que os médicos neurologistas se limitam a dar pareceres, não assumindo os doentes, não pedindo exames, nem dando alta hospitalar”, frisam os deputados no requerimento datado de 25 de janeiro.

Esta segunda-feira, a administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), responsável pela gestão daquela unidade afirmou que a especialidade “está garantida através das vias de referenciação a especialidade médica de neurologia sempre que haja necessidade do ponto de vista médico”.

“Está assegurada a assistência aos doentes”, sublinhou a administração da ULSAM.

No requerimento, Moisés Ferreira e Mariana Mortágua acrescentam que com aquela redução o serviço de urgência do hospital “está sem apoio da neurologia entre as 14h00 de sexta-feira e as 08h00 de segunda-feira”.

“No caso de dar entrada um doente que necessite de observação neurológica, tem que ser enviado para Braga ou terá, em alternativa, que aguardar em Viana do Castelo durante todo o fim de semana”, defendem.

Adiantam que, “no limite o paciente é enviado de Viana do Castelo para Braga para uma primeira observação e diagnóstico, sendo que se for necessário o internamento do doente, ele é novamente transportado de Braga para Viana do Castelo onde, no entanto, não pode ser internado a cargo da neurologia, mas sim a cargo da medicina interna”.

Para os deputados do BE “estas alterações trazem graves constrangimentos na prestação de cuidados de saúde, nomeadamente no caso de doentes neurológicos que necessitam de ser observados ou internados a cargo da neurologia”.

Alegam que as alterações “trazem ainda constrangimentos porque sobrecarregam os profissionais de medicina interna da ULSAM até um nível em que será difícil garantir a melhor qualidade no seu desempenho profissional”.

A administração da ULSAM adiantou que o serviço de urgência do hospital de Santa Luzia “não contempla a especialidade de neurologia como valência médica obrigatória” dada a sua classificação como serviço de urgência médico-cirúrgico definida pelo despacho 10319/2014.

“De acordo com o mesmo despacho poderá haver apoio de algumas especialidades entre as quais neurologia. Neste contexto, as direções clínica, do serviço de urgência e de Neurologia, definiram, de acordo com as necessidades e de acordo com os recursos existentes, um período fixo de apoio evitando que esse apoio nessa especialidade seja irregular como acontecia”, sustenta.

A ULSAM integra os hospitais de Viana do Castelo e Ponte de Lima, além de 13 centros de saúde, empregando em todo o distrito cerca de 2.600 funcionários.

O Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, serve mais de 250 mil habitantes de todo o Alto Minho.

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Alto Minho

Minhotos e galegos unidos contra o lítio na ponte de Cerveira

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Foto: Facebook de SOS Serra d'Arga

O movimento SOS Serra d`Arga, no Alto Minho, e associações da Galiza instalaram, este sábado, faixas de protesto nas duas margens do rio Minho, em Vila Nova de Cerveira e Tomiño, contra a eventual exploração lítio naquela região portuguesa.

Foram instaladas duas lonas pretas e amarelas, com seis metros de comprimento e 1,6 metros de largura, onde ser podia ler a frase “Minho unido contra as Minas”, escrita em português e galego.

Uma das faixas ficou instalada do lado português do rio Minho, em Vila Nova de Cerveira, e a outra, no lado espanhol, em Tomiño.

Foto: Facebook de SOS Serra d’Arga

Foto: Facebook de SOS Serra d’Arga

Foto: Facebook de SOS Serra d’Arga

Foto: Facebook de SOS Serra d’Arga

A ação “simbólica” decorreu este sábado, a partir das 10:00, na ponte da Amizade, que liga Vila Nova de Cerveira a Tomiño, na província de Pontevedra, e pretendei “mostrar publicamente a união das duas regiões na defesa de um património comum, o rio Minho, que poderá estar em causa se o projeto de mineração que o Governo português pretende implementar fora para a frente”.

O “ato simbólico de união das populações e autarquias das margens do Rio Minho” pretende ainda mostrar “a consternação e rejeição que assola os portugueses perante um projeto de fomento mineiro altamente lesivo para as gerações presentes e futuras é comum a milhares – senão milhões – de cidadãos galegos, cuja vida económica, social e cultural é construída em torno deste eixo de conexão transfronteiriça”.

O movimento SOS Serra d`Arga tem vindo a promover, desde agosto, “contactos diretos com várias associações galegas, no sentido de delinear ações de sensibilização e apelo popular para o envolvimento numa causa que é comum”.

A iniciativa foi promovida pelo movimento SOS Serra d`Arga, em parceria com a Asociación Naturalista do Baixo Miño (ANABAM), Centro Social Fuscallo e a A Jalleira (Asociación Forestal e de Educación Ambiental), com o apoio das autarquias de Vila Nova de Cerveira e Tomiño.

A serra d`Arga abrange uma área de 10 mil hectares, nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Aqueles cinco municípios têm em curso o projeto “Da Serra d`Arga à Foz do Âncora”, liderado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, que visa a classificação da Serra d`Arga como Área de Paisagem Protegida de Interesse Municipal.

Em julho de 2019, o Governo decidiu “excecionar” o sítio Rede Natura 2000 Serra d`Arga do conjunto de áreas a integrar no concurso para a prospeção de lítio, mas o porta-voz do movimento SOS Serra d`Arga, Carlos Seixas, assegurou em janeiro que se mantém a pretensão de exploração mineira naquela serra.

Segundo a proposta de Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um `cluster` do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

Devem ser abrangidas as áreas de Serra d`Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

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Viana do Castelo

Funeral do bispo de Viana realiza-se quarta-feira depois de dois dias de cerimónias

D. Anacleto Oliveira

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Foto: Divulgação / Diocese de Viana do Castelo

O funeral do bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, que morreu na sexta-feira num acidente de viação, realiza-se na quarta-feira, no cemitério das Cortes, Leiria, depois de dois dias de cerimónias fúnebres, anunciou hoje a diocese vianense.

O funeral será realizado às 15:00 de quarta-feira no cemitério das Cortes, terra natal de Anacleto Oliveira. Nessa manhã, a partir das 10:00, o corpo do bispo estará em câmara ardente na Sé Catedral de Leiria, informou a diocese de Viana do Castelo, em comunicado hoje divulgado.

Segundo a mesma fonte, as cerimónias fúnebres terão início na segunda-feira e vão seguir as restrições impostas para controlo da covid-19.

“A despedida de D. Anacleto Oliveira decorrerá entre os dias 21 e 22 de setembro, com o fim de evitar constrangimentos desnecessários, e sempre seguindo as normas de saúde prescritas”, refere a entidade.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, de 74 anos, morreu na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada 2 perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

Anacleto Oliveira celebrou, em agosto, 50 anos de ordenação e 10 anos como bispo de Viana do Castelo.

Fonte da GNR indicou que o óbito foi declarado no local, tendo o corpo sido encaminhado para o serviço de Medicina Legal do hospital de Beja, e que o bispo era o único ocupante do veículo ligeiro de passageiros.

De acordo com o anúncio feito hoje pela diocese, a Sé Catedral “acolherá os restos mortais de D. Anacleto” no final da tarde de segunda-feira, sendo o acolhimento assinalado com orações antes do fecho da igreja.

Na terça-feira, “a parte da manhã será destinada à oração livre e espontânea dos fiéis”, que terão de respeitar uma entrada controlada e condicionada na igreja, e às 15:00 será celebrada uma missa presidida pelo arcebispo primaz de Braga, Jorge Ferreira da Costa Ortiga.

A cerimónia contará ainda com a presença dos restantes bispos da Conferência Episcopal Portuguesa, do presbitério da diocese de Viana do Castelo e dos representantes dos diversos movimentos eclesiais, assim como autoridades civis e militares, segundo os lugares disponíveis na Sé Catedral, explica o comunicado.

A diocese pede ainda a “toda a família diocesana” que realize “todas as manifestações de carinho decorram com a maior serenidade e responsabilidade”.

O colégio de consultores da diocese de Viana do Castelo elegeu, entretanto, monsenhor Sebastião Pires Ferreira como administrador diocesano interino até à nomeação, pelo papa Francisco, de um novo bispo de Viana do Castelo.

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Alto Minho

Mais um óbito por covid em Ponte de Lima. Há 19 casos ativos

Covid-19

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Foto: DR

O concelho de Ponte de Lima contava, até esta sexta-feira, com 19 casos ativos de covid-19, mais sete do que na passada terça-feira, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Em termos de recuperados, há 57 pessoas já curadas da doença, mais cinco desde o último balanço divulgado pelo nosso jornal.

Há a lamentar dois óbitos causados pelo novo coronavírus, mais um do que na semana passada.

O total de casos acumulados desde o início da pandemia no concelho é de 78.

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