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Braga

ARS confirma fim da atual PPP do Hospital de Braga

Tratamentos de HIV, esclerose e hepatite na base da decisão.

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A Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) explicou hoje que os protocolos para o tratamento de HIV e esclerose múltipla no Hospital de Braga foram cancelados por esses cuidados já se encontrarem incluídos no perfil assistencial daquela unidade, acrescentando que o processo de reversão para a esfera pública da gestão do Hospital de Braga se tornou “inevitável”.

“Os protocolos não foram renovados em 2016 por se concluir que as prestações de cuidados de saúde a doentes com VIH/Sida ou com esclerose múltipla já se encontram incluídas no perfil assistencial do Hospital de Braga, nos termos do respetivo contrato de gestão”, refere a ARSN.

Em nota enviada à Lusa, a ARSN acrescenta que aquele contrato prevê os “mecanismos adequados” para a remuneração daqueles cuidados.

Sublinha que não pode ser previsto adicionalmente “financiamento autónomo para a realização de prestações que, nos termos do contrato, são já remuneradas pela produção e respetivos preços, que incluem também os encargos com a dispensa de medicamentos”.

No caso do tratamento de doentes com hepatite B no Hospital de Braga, a ARSN diz que o financiamento “foi descontinuado” pelo Ministério da Saúde a partir de 2018, pelas mesmas razões.

Hoje, o grupo José de Mello Saúde (JMS), que gere o Hospital de Braga ao abrigo de uma parceria público-privada (PPP), considerou “insustentável” continuar a assumir integralmente os custos do tratamento no Hospital de Braga de doentes com HIV, esclerose múltipla e hepatite C, num montante anual de cerca de 10 milhões de euros.

Em comunicado enviado à Lusa, a JMS queixou-se que o corte de financiamento ocorreu “ao contrário do que acontece nos restantes hospitais do Serviço Nacional de Saúde”.

A reposição do financiamento estatal para aqueles tratamentos foi uma das principais condições impostas pelo grupo JMS para aceitar o prolongamento da PPP, cujo contrato de gestão termina a 31 de agosto.

A JMS sublinha que o valor gasto naqueles tratamentos poderia chegar aos 50 milhões de euros até ao final do prolongamento do contrato de gestão da PPP, “o que seria insustentável para a parceria”.

Para a ARSN, as exigências de reposição do financiamento ao tratamento do HIV, esclerose múltipla e hepatite C “não são compatíveis com o teor do atual contrato de gestão, dado o seu financiamento estar integrado nos pagamentos estabelecidos para as diferentes linhas de produção definidas no referido contrato”.

Acrescenta que, assim, fica afastada a hipótese de celebração da referida renovação e que o processo de reversão para a esfera pública da gestão do Hospital de Braga se tornou “inevitável”.

“Assim, enquanto continua em desenvolvimento a preparação do caderno de encargos para o lançamento do procedimento concursal para constituição de uma nova PPP, a ARSN e a tutela trabalharão com a equipa gestora do Hospital de Braga na preparação conjunta do processo de reversão, de modo a que, em 31 de agosto de 2019, as questões relacionadas com a transição fiquem concluídas”, remata o comunicado da ARSN.

A questão do financiamento do tratamento daquelas três doenças vai ser dirimida em sede de tribunal arbitral.

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Póvoa de Lanhoso

Sete armas apreendidas a suspeito de perseguir ex-mulher na Póvoa de Lanhoso

Mulher de 47 anos “temia pela sua própria vida”

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Foto: GNR

A GNR apreendeu esta terça-feira várias armas de fogo e munições, na Póvoa de Lanhoso, na sequência de uma denúncia de violência doméstica, informou hoje o Comando Territorial de Braga.

Numa nota enviada a O MINHO, aquela força de segurança refere que a apreensão resultou da queixa apresentada por uma mulher de 47 anos, que era “perseguida pelo seu ex-marido e que temia pela sua própria vida”, uma vez que o homem possuía aquele conjunto de armas.

Na sequência dessa denúncia, a GNR da Póvoa de Lanhoso levou a cabo uma investigação que culminou no cumprimento de um mandado de busca à residência do suspeito, da qual resultou a apreensão de sete armas – duas caçadeiras, duas espingardas de ar comprimido, dois revolveres e uma carabina – e 350 munições – 171 cartuchos, calibre 12 e 179 munições de diferentes calibres.

O suspeito foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência.

Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial da Póvoa de Lanhoso.

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Braga

Braga segue no pelotão da frente na votação para “Melhor Destino Europeu 2019”

Quando faltam duas semanas para fechar a votação. Vencedor do ano passado recolheu 41.148 votos

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Foto: Divulgação

Braga já está entre as cinco primeiras nas votações para Melhor Destino Europeu 2019. A revelação é da organização do evento que coloca a cidade dos arcebispos no top 5 com Málaga, Budapeste, Metz e Monte Isola (Itália).

Braga nomeada para European Best Destination 2019. Vote já em: http://vote.ebdest.in

Ainda segundos os critérios divulgados pela organização, a escolha de Braga para o prémio foi feita através da selecção de um painel de visitantes que entre 50 cidades escolheu 20, entre as quais Bracara Augusta.

A avaliação da reputação online de Braga, assim como a evolução da popularidade do destino nas redes sociais”, tendo sido encontrado um “claro aumento” como tendência (+29% em referências directas no Instagram, por exemplo), foram outros dos critérios.

Braga enfrenta 19 concorrentes, entre elas algumas estrelas-guias do turismo europeu como Londres, Atenas, Berlim, Florença, Bruxelas, Budapeste, Viena, Genebra, Bratislava ou Riga.

As vencedoras nem sempre são as mais populosas ou as mais conhecidas, como provaram, as edições anteriores, mas aquelas que mais mobilizaram as pessoas para votarem on-line ou investirem em publicidade juntos dos votantes.

Promovidos pela European Consumers Choice (ECC) – “organização sem fins lucrativos de consumidores e especialistas” com sede em Bruxelas dedicada a “avaliar produtos e serviços”, os prémios European Best Destinations têm um historial assinalável de vitórias portuguesas: Lisboa foi o primeiro Destino Europeu do Ano, na edição de estreia da disputa, em 2010; o Porto, três vezes nomeado, três vezes vencedor – em 2017, 2014 e 2012.

A votação decorre até dia 05 de fevereiro.

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Póvoa de Lanhoso

Hospital da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso com aumento de 40% na produção cirúrgica em 2018

Consultas abertas e consultas de especialidade também aumentaram

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Foto: Misericórdia da Póvoa de Lanhoso

O Hospital da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso registou, em 2018, um aumento de 40% na produção cirúrgica em relação a 2017, prevendo para este ano um novo aumento, superior a 25%, anunciou hoje aquela instituição.

Em comunicado, a Misericórdia da Póvoa de Lanhoso acrescenta que em 2018 se verificaram também aumentos de 13% na consulta aberta e de 20% nas consultas de especialidade.

No que se refere às cirurgias, a Misericórdia diz que o aumento se deve, essencialmente, ao crescimento “exponencial” do fluxo de vales cirurgia e notas de transferência (NT) recebidos enquanto hospital de destino, fruto do protocolo SIGIC (Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia).

Citado no comunicado, o provedor da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso, Humberto Carneiro, refere que o crescimento é o resultado do “aumento da confiança” da população no hospital, “reforçando a validade do investimento feito, que proporcionou notórias melhorias nas condições de trabalho e de prestação de serviços”.

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