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Braga

Braga Romana: 200 atuações, cinco palcos e um novo espaço para reviver Bracara Augusta

16.ª edição realiza-se entre 22 e 26 de maio

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Foto: Sérgio Freitas / CM Braga / Divulgação

A cidade de Braga volta recriar o quotidiano de Bracara Augusta, com a 16.ª edição da Braga Romana, entre 22 a 26 de maio, fim de semana de Eleições Europeias.

Segundo foi hoje anunciado, este ano, a Braga Romana apresenta-se com diversas novidades, desde logo com a relocalização do Acampamento Militar no Largo Paulo Orósio (frente aos Bombeiros Voluntários), e da área pedagógica no Largo de Santiago. Nesta edição, os principais espectáculos – Concílio dos Deuses, Casamento Romano e Funeral Romano – terão lugar no palco instalado no átrio do Museu D. Diogo de Sousa.

Foto: Sérgio Freitas / CM Braga / Divulgação

A vereadora da Cultura, Lídia Dias, explica as alterações com a necessidade de levar o evento para o local onde Bracara Augusta tinha a sua área delimitada pela muralha romana. Esta será também uma oportunidade para atrair mais visitantes a espaços como as Termas da Cidade, ao Largo de S. Paulo, Largo de Santiago e até ao Museu D. Diogo de Sousa.

“Queremos que as pessoas consigam vivenciar ao máximo a Braga Romana. Ao longo de cinco dias, os Bracarenses debruçam-se particularmente sobre este pedaço da sua história, através da recriação do contexto social e das actividades económicas. Queremos continuar a fazer da Braga Romana uma grande festa da memória e da identidade”, referiu Lídia Dias na apresentação do evento que decorreu esta terça-feira, citada numa nota enviada a O MINHO pela autarquia.

Também o mercado será distribuído pela rua Francisco Sanches, Largo de S. João do Souto, rua de S. João, Rua do Forno, Rua de Nossa Senhora do Leite, Rua Gonçalo Pereira. Já a Praça da Alimentação continua instalada nas Carvalheiras e no Largo de S. Paulo.

A 16.ª edição coloca à disposição do grande público oportunidades para um contacto mais efectivo com a memória da civilização romana no território Bracarense, com a recriação do quotidiano romano nas suas mais diversas áreas. A Braga Romana dá ainda a oportunidade ao público para visitar museus e espaços arqueológicos que, nestes dias, se enchem de vida e novas experiências.

Números

· 200 atuações

· 5 palcos: Rossio da Sé; átrio Museu D. Diogo; Largo de S. João do Souto; Largo de Santiago, Termas Romanas

· 80 actividades pedagógicas

· 139 mercadores

· 90 entidades (associações e escolas)

· 39 agentes artísticos

Espaços

· Lyceus Romanus (Área Pedagógica) | Seminário de Santiago

· Domus Camalus (Casa Camalus) | Largo de Santiago

· Bestiarum Locus (Exposição e Demonstrações de Cetraria, Cavalos e Cães) | Largo Paulo Orósio

· Ars Monetae (Cunhagem de Moeda) | Largo S. João do Souto e Largo Paulo Orósio

· Spatium Ludicum (Espaço Lúdico para criança e famílias) | Sala da Pedra do Museu Pio XII

· Castra Leg. VI Victrix (Acampamento Militar) | Largo Paulo Orósio

· Locus Artium et Officiorum “Sol-a- Sol” (Escola de Artes e Ofícios) | Rossio da Sé

· Villa (Quinta com animais e Animais Exóticos) | Termas Romanas do Alto da Cividade

· Domus Officiorum (Casa de Ofícios) | Termas Romanas do Alto da Cividade

· Mercatus Romanus (Artesãos e Mercadores) | Ruas do Centro Histórico

· Domus Ciborum (Áreas de Alimentação):

Platea Apicii – Praça do Apício | Largo das Carvalheiras

Platea Gari – Praça do Garum | Largo de S. Paulo

O programa completo pode ser consultado no portal do Município ou através do link http://bit.ly/2Q1lZX4

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Braga

Há cada vez mais peregrinos a partir de Braga rumo a Santiago de Compostela

Caminhos de Santiago

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Foto: Divulgação

O número de peregrinos que partiu de Braga com destino a Santiago de Compostela aumentou 32,3% no ano passado, em relação a 2018, em resultado do sucesso do Caminho da Geira e dos Arrieiros, que liga as duas cidades na distância de 240 quilómetros.

O Gabinete de Imprensa da Catedral de Santiago revelou esta quinta-feira, dia 23 de janeiro, que 786 pessoas iniciaram em Braga diferentes caminhos, mais 192 (32,3%) do que no ano anterior. No entanto, excluindo os que percorreram o novo itinerário, regista-se um decréscimo de 594 peregrinos em 2018 para 559 no ano passado (-35 ou -5,9%).

Estes dados estatísticos, referentes aos peregrinos que receberam a Compostela (documento comprovativo do cumprimento da jornada), significam que o Caminho da Geira e dos Arrieiros contribuiu de forma decisiva para a subida registada, ao ser percorrido por 367 peregrinos em 10 meses.

A maioria partiu de Braga (227), seguindo-se Castro Laboreiro (104), Entrimo e Ribadavia (com oito cada).

Há ainda registo de peregrinos que começaram em Berán, Lóbios, Terras do Bouro, Gerês e Cortegada. Os portugueses constituem o maior grupo (80%), havendo ainda registo da passagem de italianos, suíços, franceses, brasileiros, polacos e holandeses.

Além dos peregrinos que receberam a Compostela (e, como tal, entraram nas estatísticas), a associação espanhola Codeseda Viva – uma das organizações que trabalha no sentido de promover e valorizar este caminho – considera que muitos outros o fizeram, apontando uma estimativa global de 850 pessoas.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi reconhecido pela Igreja a 28 de março do ano passado, data em que o delegado de peregrinações do cabido da Catedral de Santiago, o deão Segundo L. Pérez López, assinou um certificado onde refere que o traçado cumpre “as condições de outros caminhos de peregrinação”; e por isso “concede a Compostela” a quem o percorrer.

A Compostela é emitida a quem complete o Caminho de Santiago, percorrendo no mínimo os últimos 100quilómetros a pé ou a cavalo, ou 200 quilómetros em bicicleta, e que declarem tê-lo feito por motivos religiosos ou religiosos/espirituais.

A validação dos quilómetros faz-se através da Credencial do Peregrino, que deve ostentar no mínimo doisselos por dia, nos últimos 100 ou 200 quilómetros, conforme o método utilizado, obtidos de preferência emestabelecimentos ou instituições ligados à Igreja e ao Caminho de Santiago.

O Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela emite, em iguais condições, o Certificadode Distância, um documento que valida o número de quilómetros feitos.

A Associação Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro e a Associação Codeseda Viva, bem como outrasorganizações envolvidas no projeto – como a que congrega as autarquias espanholas da região – pretendema sua oficialização até ao Ano Santo Jacobeu de 2021.

Estas organizações, que investigam a história, património e o traçado necessários à validação do caminhoalertam que não possui rede de albergues, nem está marcado na totalidade com setas amarelas, pelo queos peregrinos devem usar GPS e ter redobrados cuidados no planeamento e preparação.

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Braga

Oferta: 4 convites duplos para a “Corrida do Adepto” da Taça da Liga

Passatempo O MINHO / Liga Portugal

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O MINHO, em parceria com a Liga Portugal, vai oferecer quatro convites duplos para a Corrida do Adepto, que se realiza em Braga, este sábado,  25 de janeiro, a partir das 10:00 horas, no âmbito da Final Four da Taça da Liga.

Os interessados deverão enviar uma mensagem através da página de O MINHO no Facebook, com o texto Corrida do Adepto. Os convites duplos serão oferecidos aos seguidores mais antigos.

O passatempo termina na sexta-feira, 24 de janeiro, às 22:59. Os convites duplos, em formato digital, serão enviados por correio eletrónico.

A Corrida do Adepto é  um evento desportivo organizado pela Liga Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Braga, do Instituto Português do Desporto e da Juventude e do Ministério de Educação. A organização técnica é da responsabilidade da empresa RUNPORTO.

As inscrições podem ser feitas online através do site runporto.com/pt/eventos/corrida-do-adepto/corrida-do-adepto-2020/inscricoes/.

Sobre a Corrida do Adepto >

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Braga

“Salvar a Confiança” volta a criticar Câmara de Braga dizendo que engana sobre “restauro”

Ricardo Rio diz que Plataforma “já não sabe o que mais há-de inventar sobre este tema”

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Antiga fábrica Confiança, em Braga. Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

A Câmara de Braga está a impedir o esclarecimento da opinião pública sobre o negócio em torno da Fábrica Confiança. A afirmação é da «Plataforma Salvar a Confiança», a qual, em comunicado, afirma, ainda que, “o facto de usar de forma inapropriada termos como “restauro”, “residência universitária” ou “museu” só tem contribuído para enganar, não só os bracarenses, como responsáveis e instituições nacionais, como é o caso do Ministério da Cultura”.

Questionado sobre as críticas da Plataforma, Ricardo Rio disse ao Minho que PIP – Plano de Informação Précia é só um. É claro nas suas condições e foi esse que foi aprovado pelo Ministério da Cultura”. E acrescenta: “o resto são fait-divers de quem já não sabe o que mais há-de inventar sobre este tema!”

Esta segunda-feira, 20 de janeiro, – acrescenta o organismo – a Secretária de Estado da Cultura pronunciou-se na Assembleia da República a propósito da antiga Fábrica Confiança, que está em vias de ser classificada como Monumento de Interesse Público. Na sua intervenção referiu: “O edifício da Fábrica contará com um núcleo museológico onde se fará a preservação da história e da identidade da Fábrica Confiança. O edifício antigo será alvo de restauro e servirá para fins culturais”.

Trata-se, porém, – defendem – “de um equívoco que tem sido repetido pelo presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, mas que não corresponde à proposta que vai levar esta sexta-feira a Assembleia Municipal Extraordinária. Daí que a Plataforma tenha já endereçado uma carta ao Ministério da Cultura alertando que o projeto proposto pela Câmara não corresponde às declarações da senhora Secretária de Estado, nem ao pressuposto exigido no parecer de arquitetura da Direção-Geral do Património Cultural (“Intervenção de restauro do edifício principal da antiga Fábrica de saboaria Confiança mantendo todas as suas características arquitetónicas e patrimoniais”).”

“Não há restauro”

Na verdade, tal como a Plataforma refere na carta ao Ministério, trata-se de um PIP (Pedido de Informação Prévia) que prevê a construção de um novo edifício no logradouro (com 7 pisos+2 subterrâneos e 300 “unidades de alojamento”), intervenção que se estende ao edifício histórico da Rua Nova de Santa Cruz.

De acordo com o PIP, este edifício antigo não será alvo de efetivo “restauro” uma vez que as exigências funcionais para os diversos usos previstos (habitação, comércio, serviços e outros) são incompatíveis com a integridade arquitetónica deste bem patrimonial”.

Ao contrário do que tem sido repetido pela autarquia, – acrescenta – “o edifício também não servirá para fins culturais. Dos 4030 m2 existentes, apenas 422 m2 são efetivamente dedicados a espaço museológico.

Pelas dimensões e enquadramento, não será qualquer “museu” relacionado com a memória da Confiança”. Com efeito, além desta reduzida área, não existe qualquer outro espaço no PIP que se possa designar cultural.

O que quer dizer que 90% da área do edifício antigo da Fábrica estará afeta a fins não-culturais e de uso privativo.

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