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Desporto

Aos 37 anos, vice-campeão do mundo José Ramalho mantém “ambição”

Atleta do CN Prado

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Foto: FP Canoagem

Vice-campeão do Mundo de maratonas, o canoísta José Ramalho garante que, aos 37 anos, no horizonte tem apenas ambição e vontade de amealhar mais “títulos e vitórias”, enquanto espera “inspirar” outros a seguir-lhe o exemplo.

“Vamos ter o Ramalho a lutar sempre, sempre para ganhar. Para o título mundial ou seja para o que for. Sempre com essa disposição e com isso na minha cabeça. Trabalho a minha cabeça, mente e coração, e o meu corpo só tem de os seguir”, disse, à Lusa.

No sábado, em Shaoxing, China, o campeão nacional completou os 29,7 quilómetros de prova em 2:08.35,53 horas, ficando a apenas 1,32 segundos do dinamarquês Mads Pedersen, novo campeão, o primeiro a conquistar os títulos de sub-23 e seniores numa única edição dos Mundiais, após ter feito o mesmo nos Europeus deste ano.

“Foram pormenores. Na última portagem saí na frente, mas perdi alguns segundos, fui mais lento, joguei pelo seguro, e quando voltei a entrar no barco não tomei a dianteira. Foi aí que ficou determinado quem seria o vencedor, quem saísse primeiro na portagem”, contou.

Depois de nos Mundiais de 2018, em Vila Verde, ter rompido o casco do caiaque, que lhe arruinou, definitivamente, a prova, desta vez o problema com a pagaia fez José Ramalho “perder 20 metros, até trocar pela antiga”, facto que o atirou para o terceiro grupo, obrigando-o, novamente a esforço suplementar para se juntar aos que lideravam.

“Na parte final, cheguei a pensar que poderia vencer, mas, perante a situação, qualquer medalha seria muito positiva, pois até à primeira meia hora pensava que as coisas iam correr muito mal”, admitiu.

Além de seis títulos de campeão da Europa, o vila-condense foi vice-campeão do mundo este ano e em 2012, e alcançou o bronze em 2009, 2014 e 2016.

“Ainda tenho muito mais pela frente. O desporto mostra cada vez mais que há atletas mais velhos a ganhar provas e medalhas. A longevidade não é a mesma de há uns anos. Sinto-me em superforma e sei que ainda tenho mais uns anos pela frente”, reforçou.

Nesse percurso, Ramalho espera “continuar a inspirar” os mais jovens da seleção de maratonas, que considera terem feito um “desempenho brilhante” na China, “alguns dos quais com contratempos que as pessoas desconheceram, sendo que um, após ter dado tudo na pista, muito debilitado fisicamente, terminou a prova e foi diretamente para o hospital”.

“Só somos velhos quando nos começamos a sentir ou a achar que o somos. Sinto-me em superforma e superbem. Quanto mais treino, melhor me sinto. A velhice ainda está para chegar. Há atleta mais velhos com grandes resultados, considero que posso fazer a mesma gestão de carreira. Estou no bom caminho”, concluiu.

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Desporto

Europeu de basquetebol adiado para 2022 para ‘fugir’ aos Jogos Olímpicos

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Europeu masculino de basquetebol de 2021 foi adiado para 2022, devido à proximidade dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, que foram adiados por um ano devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje a federação internacional da modalidade.

A prova, que deveria realizar-se entre 17 de agosto e 01 de setembro de 2021, em quatro países (Alemanha, Itália, Geórgia e República Checa), está agora agendada para o período compreendido entre 01 e 18 de setembro de 2022.

A pandemia de covid-19, motivada pelo novo coronavírus, levou ao adiamento ou cancelamento da maioria das competições a nível mundial, entre as quais os Jogos Olímpicos Tóquio2020, que se vão disputar entre 23 de julho e 08 de agosto de 2021, na capital japonesa.

O novo coronavírus já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil. Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, com cerca de 787 mil infetados e de 62 mil mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 409 mortes e 13.956 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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Futebol

“Nenhum jogo vale mais do que uma vida”

FIFA

em

Foto: DR / Arquivo

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reforçou hoje a ideia de que “nenhum jogo vale mais do que uma vida” e considerou que “seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçar” face à pandemia da covid-19.

“Nenhum jogo, nenhuma competição, nenhuma liga vale mais do que uma única vida humana. Todos no mundo deveriam ter isto bem claro. Seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçar, se as coisas não estiverem 100% seguras. Se tivermos de esperar um pouco mais, temos de o fazer. É melhor esperar um pouco mais do que correr riscos”, afirmou Infantino, em entrevista ao site brasileiro UOL.

O líder da FIFA reforçou, assim, uma opinião que já tinha emitido durante um congresso da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), salientando que a principal prioridade deve ser “a saúde” e, depois, “ajudar a comunidade futebolística” a fazer face ao “impacto financeiro desta crise, que terá repercussões enormes”.

“Por isso, ouçamos o que as autoridades sanitárias têm a dizer. Ouçamos os peritos. Vamos trabalhar em estreita colaboração com eles e seguir sempre as suas orientações e conselhos”, vincou o italo-suíço.

No final de março, a FIFA revelou possuir uma reserva financeira de 1.400 milhões de euros e anunciou a intenção de ajudar todo o futebol o mundial, estando a ponderar a criação de um fundo económico de apoio a clubes e ligas, para ajudar a minimizar os efeitos provocados pela pandemia da covid-19.

Quase todos os países suspenderam as competições por tempo indeterminado, devido à propagação do novo coronavírus, sendo que as exceções são a Bielorrússia, o Tajiquistão, a Nicaráguia e o Burundi, onde os campeonatos continuam a decorrer.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil. Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 409 mortes e 13.956 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 1.173 estão internados, 241 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 205 doentes que já recuperaram.

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Desporto

Gil Vicente assume interesse em renovar com Vítor Oliveira

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Gil Vicente equaciona renovar o contrato com o treinador Vítor Oliveira, mas as negociações só avançarão quando a permanência na I Liga de futebol estiver consumada, assumiu hoje o diretor desportivo Tiago Lenho.

“Ao atingirmos os nossos objetivos, obviamente não seríamos inteligentes se não houvesse esse passo. Temos de reconhecer o seu trabalho e tudo o que ele já nos deu enquanto ser humano, pelo que fará todo o sentido convidarmos o ‘mister’ a renovar”, afirmou o dirigente, numa videoconferência promovida pelos minhotos nas redes sociais.

Lembrando que Vítor Oliveira assina contratos de uma época, Tiago Lenho sublinha a “força e impacto” que o experiente técnico aportou à formação de Barcelos, nona colocada a 10 jornadas do fim, com 30 pontos, 14 acima da zona de descida, numa altura em que o campeonato está suspenso por tempo indefinido devido à pandemia da covid-19.

“Tem gerido assim a sua carreira e com os bons resultados que se conhecem. É uma conversa que vamos certamente ter quando a manutenção for efetivada, até porque será do interesse do Gil Vicente continuar com alguém que cumpre os seus objetivos. Não apontamos já metas pontuais para isso, até porque o ‘mister’ também não o faz”, referiu.

O diretor desportivo considerou que Vítor Oliveira teve um papel “importante” no regresso “perfeitamente tranquilo” dos minhotos à I Liga, após uma reintegração administrativa a partir do Campeonato de Portugal, na sequência do ‘caso Mateus’, já que o discurso “assertivo e correto” do técnico permitiu gerir as expectativas além dos resultados.

“É uma pessoa reconhecida no futebol português e respeitada por todos. Quando fala sobre algo, todos o assumem como verdade. A sua experiência foi fundamental num plantel novo, em que 85% dos jogadores não conhecia a realidade do futebol português. O treinador manteve a equipa crente do seu valor e é excedível nisso”, valorizou.

O Gil Vicente “abordou mais de 40 jogadores” no verão até chegar aos 23 reforços com que assinalou o regresso à elite, mas Tiago Lenho espera que esta “revolução” não seja repetida na preparação da próxima temporada, até porque o projeto dos barcelenses deixou de ser “totalmente desconhecido” e tem adquirido “outro tipo de credibilidade”.

“É normal que haja entradas e saídas, mas já temos 15 jogadores com contrato para 2020/21 e uma base que não havia há um ano. Dos que terminam contrato, esperamos que dois ou três continuem. Também estamos a aproveitar esta fase em casa para ver muita coisa, analisar jogadores e colocar hipóteses em cima da mesa”, notou.

Para já, os pupilos de Vítor Oliveira mantêm-se em casa, com planos de treino individuais, enquanto o futebol português trabalha “no sentido de se voltar a jogar”, e o responsável até delineou “cenários otimistas” para o regresso da competição, cujos princípios serão adaptados à evolução do novo coronavírus e às recomendações das autoridades sanitárias.

“É difícil prever, porque isto é algo desconhecido para todos. Acredito fortemente que vamos voltar a jogar, porque o futebol faz-nos falta e é importante que se jogue por razões económicas. Há esse objetivo claro por parte de todas as entidades, que só acontecerá se a pandemia evoluir de forma positiva e for possível fazê-lo em segurança”, afiançou.

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