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“Acusação da Venezuela ao Governo português não faz nenhum sentido”

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

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Foto: vocaleurope.eu / DR

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros afirmou, esta quinta-feira, que a acusação dirigida pelas autoridades venezuelanas ao Governo português “não faz nenhum sentido” e que Portugal espera “que este pequeno incidente seja rapidamente ultrapassado”.

“Por via diplomática, vamos ver se a Venezuela nos dirige algum pedido de esclarecimento. Naturalmente, nenhuma nota verbal que é apresentada às autoridades portuguesas fica sem resposta”, acrescentou Augusto Santos Silva, em declarações aos jornalistas, num hotel de Nova Deli, onde se encontra na Índia a acompanhar a visita de Estado do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Na quinta-feira, as autoridades venezuelanas acusaram a TAP de violar padrões internacionais ao permitir o transporte de explosivos e o embaixador de Portugal em Caracas, Carlos de Sousa Amaro, de interferir nos assuntos internos da Venezuela ao interceder pelo tio de Juan Guaidó, Juan Marques, que foi detido quando aterrou no mesmo voo da TAP.

As autoridades venezuelnas acusaram ainda a TAP de ter ocultado a identidade do líder da oposição, Juan Guaidó, no voo para Caracas, após um périplo político de Juan Guaidó pelos continentes europeu e americano.

Segundo o Governo venezuelano, Juan Marquez, que acompanhava o sobrinho Juan Guaidó, transportou “lanternas de bolso táticas” que escondiam “substâncias químicas explosivas no compartimento da bateria”.

“Quanto à acusação que foi dirigida pelo presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela (Diosdado Cabello) ao Governo português e ao embaixador português, ela não faz nenhum sentido. O Governo português, nem por ação nem por omissão, contribui na Venezuela para qualquer outra coisa que não seja facilitar o diálogo político entre as forças que se digladiam na Venezuela”, reagiu o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Questionado sobre o que vai fazer diplomaticamente o Governo português, o ministro respondeu: “São afirmações de uma pessoa. Julgo que os factos são evidentes e, portanto, devemos todos considerar-nos esclarecidos. O embaixador de Portugal na Venezuela age por instruções do Governo português e em conformidade absoluta com o dispõe o direito internacional. Portanto, espero que este pequeno incidente seja rapidamente ultrapassado”.

Augusto Santos Silva referiu que “a companhia aérea portuguesa já publicou um comunicado, mas de qualquer modo as autoridades policiais portuguesas competentes averiguarão se houve ou não alguma falha de segurança no transporte, na companhia aérea”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros frisou que Portugal está empenhado em “facilitar o diálogo político entre as forças que se digladiam na Venezuela, para que haja uma transição política pacífica”, com “eleições que sejam justas, transparentes e livres”.

“Fazemos isso porque temos centenas de milhar de portugueses que vivem na Venezuela e cujo bem-estar e cuja saúde são a nossa preocupação maior e o nosso objetivo maior. E também porque na Venezuela vive cerca de um milhão de cidadãos que também tem nacionalidade europeia e, portanto, é para a União Europeia e para Portugal com ela uma matéria de segurança muito importante”, disse.

A situação de “crise humanitária” na Venezuela suscita também preocupação pelos “efeitos regionais muito negativos” que provoca, apontou o ministro.

“Tudo isso implica uma solução política em que todas as partes estejam envolvidas”, defendeu Augusto Santos Silva.

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País

Uso errado de luvas pode potenciar contágio

Covid-19

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Foto: DR

A Direção-Geral da Saúde (DGS) considerou hoje que o uso de luvas na rua pode ser “contraproducente e dar uma falsa sensação de segurança”, avançando que podo potenciar o contágio pelo novo coronavírus.

“Tem havido formação e muita informação, mas nunca é demais repetir. O uso indevido de luvas pode ser contraproducente e dar uma falsa sensação de segurança. Se estivermos com luvas e tocarmos numa superfície contaminada, o vírus fica nas luvas. Se forem levadas as mãos à cara, o vírus será transmitido”, disse aos jornalistas a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, quando questionada sobre o uso do equipamento de proteção pela população em geral.

Graça Freitas voltou a destacar que o uso indevido de material de proteção pode ser mais contraproducente e dar até uma falsa sensação se segurança.

No caso das luvas, a diretora-geral da Saúde afirmou que dão “apenas uma falsa sensação de segurança”, admitindo a possibilidade de serem usadas “uma única vez”, num único ato de contacto, e depois descartadas.

No entanto, aconselhou a população a não usar luvas.

“A principal medida de proteção é a lavagem frequente das mãos e no intervalo da lavagem não tocar na cara, sobretudo no nariz, olhos e boca”, disse, frisando que as luvas, sobretudo “utilizados frequentemente, seguidamente e constantemente só estão a acumular potencialmente vírus de diversas origens”.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela DGS, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sexta-feira (+7,2%).

Dos infetados, 1.084 estão internados, 267 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado esta semana na Assembleia da República.

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DGS alerta para uso indevido de luvas porque pode potenciar contágio

Covid-19

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Foto: DR

A Direção-Geral da Saúde (DGS) considerou hoje que o uso de luvas na rua pode ser “contraproducente e dar uma falsa sensação de segurança”, avançando que podo potenciar o contágio pelo novo coronavírus.

“Tem havido formação e muita informação, mas nunca é demais repetir. O uso indevido de luvas pode ser contraproducente e dar uma falsa sensação de segurança. Se estivermos com luvas e tocarmos numa superfície contaminada, o vírus fica nas luvas. Se forem levadas as mãos à cara, o vírus será transmitido”, disse aos jornalistas a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, quando questionada sobre o uso do equipamento de proteção pela população em geral.

Graça Freitas voltou a destacar que o uso indevido de material de proteção pode ser mais contraproducente e dar até uma falsa sensação se segurança.

No caso das luvas, a diretora-geral da Saúde afirmou que dão “apenas uma falsa sensação de segurança”, admitindo a possibilidade de serem usadas “uma única vez”, num único ato de contacto, e depois descartadas.

No entanto, aconselhou a população a não usar luvas.

“A principal medida de proteção é a lavagem frequente das mãos e no intervalo da lavagem não tocar na cara, sobretudo no nariz, olhos e boca”, disse, frisando que as luvas, sobretudo “utilizados frequentemente, seguidamente e constantemente só estão a acumular potencialmente vírus de diversas origens”.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela DGS, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sexta-feira (+7,2%).

Dos infetados, 1.084 estão internados, 267 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado esta semana na Assembleia da República.

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Maior facilidade para realizar testes a partir da próxima semana, diz ministra

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A ministra da Saúde admitiu hoje que há dificuldades na capacidade para a realização de testes à covid-19, mas assegurou que, ao longo da próxima semana, a situação ficará estabilizada com as entregas que estão a ser feitas.

“Com as entregas que foram feitas ontem [sábado] e que agora estão a ser distribuídas, quer de zaragatoas, quer de reagentes, ficaremos com uma situação bastante confortável e que ficará estabilizada à medida que as entregas regionais aconteçam”, disse Marta Temido, na conferência de imprensa da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A ministra acrescentou que a situação deverá equilibrar-se ao longo da próxima semana e, se for necessário, será também feito uma redistribuição de utentes entre o setor público e privado.

“Não escondemos que há dificuldades, não escondemos que o prazo de marcação de um teste para uma data de meados de abril não é desejável, não é aceitável. Vamos tentar redistribuir as necessidades e responder”, precisou.

A ministra afirmou que existe a perceção de que há entidades que neste momento estão a marcar a testes laboratoriais para períodos mais distantes do que aqueles que são garantidos no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Marta Temido afirmou também que o Ministério da Saúde está em articulação com os laboratórios privados, tendo existido na passada sexta-feira uma reunião entre o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge e a Associação Nacional de Laboratórios para se melhorar o cumprimento “das respostas rápidas e de referência”.

A ministra frisou que houve algumas avarias dos parceiros privados em alguns pontos do país, o que dificultou as respostas, e também questões relacionadas com a fragilidade do acesso às próprias zaragatoas, que é “um problema mundial”.

No sábado, a ministra avançou que estavam ser distribuídas 80 mil zaragatoas e 260 mil testes para diagnóstico da covid-19.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela DGS, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sexta-feira (+7,2%).

Dos infetados, 1.084 estão internados, 267 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado esta semana na Assembleia da República.

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