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Acompanhantes de doentes no São João vão passar a receber informações por SMS

Novo projeto “São João MAIS”

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Foto: DR / Arquivo

Os acompanhantes dos doentes que recorram ao serviço de urgência do Centro Hospitalar Universitário São João, no Porto, vão, a partir de hoje, ser informados da sua evolução por mensagens de telemóvel ou presencialmente, através do projeto “São João MAIS”.

“O São João MAIS é um projeto focado no superior interesse e conforto dos utentes e respetivos acompanhantes, humanizando o serviço e tranquilizando os cidadãos”, adiantou hoje à agência Lusa o presidente do conselho de administração do centro hospitalar.

Fernando Araújo frisou que a política de permissão do acompanhante estar junto do doente se mantém, sendo este um serviço complementar e não substitutivo.

Em tempo real, os acompanhantes recebem mensagens como, a título de exemplo, “o doente (nome) foi triado com a cor amarela e foi orientado para a oftalmologia” ou “o doente (nome) está a ser observado pelo médico(a)”, explicou.

Os acompanhantes recebem ainda informações depois de os doentes terem sido encaminhados para exames de diagnóstico e da decisão clínica, nomeadamente se vai ter alta, ser internado ou transferido para outro hospital, acrescentou.

Estas informações serão remetidas de forma automática pelo sistema de informação.

Falando num processo simples, que só implica consultar um telemóvel, Fernando Araújo adiantou que, quem não dispõe deste equipamento, pode contactar diretamente um colaborador no Gabinete de Apoio ao Acompanhante que está disponível no serviço de urgência.

O presidente lembrou que este sistema é optativo e não obrigatório, acrescentando que o principal objetivo é melhorar a satisfação dos acompanhantes e a confiança no sistema.

“O Centro Hospitalar Universitário de São João tem vindo a introduzir projetos para melhorar o funcionamento do serviço de urgência, bem como dos serviços e instalações da instituição, de forma a garantir uma adequada qualidade, acessibilidade e proximidade a cuidados e informação de saúde para os utentes dos seus serviços e respetivos acompanhantes”, sublinhou.

O “São João MAIS” foi implementado esta semana em fase de testes, tendo tido resultados “muito positivos e uma enorme satisfação dos acompanhantes por este inovador serviço”, concluiu.

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País

Trabalhadores da Administração central podem ser chamados à Administração local

Estado de emergência

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Foto: DR / Arquivo

Os trabalhadores da Administração central do Estado podem ser chamados, “independentemente do seu consentimento”, a exercer funções na Administração local durante o estado de emergência, que foi prorrogado até 17 de abril.

Nos termos do diploma 2-B/2020, que executa o decreto presidencial que na quinta-feira renovou por mais 15 dias o estado de emergência devido à pandemia de covid-19, cabe aos membros do executivo responsáveis pelas áreas da Administração Pública e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social definir os termos desta alteração de funções, sendo que tal poderá ocorrer “independentemente do consentimento” do trabalhador.

Questionada pela agência Lusa, fonte do Ministério da Modernização do Estado e Administração Pública disse que “os termos em que estas situações podem ocorrer serão clarificados num despacho conjunto das duas áreas governativas a publicar em breve”.

No que se refere aos serviços públicos, as medidas excecionais a implementar durante a renovação do estado de emergência preveem ainda que “os trabalhadores da Administração central e da Administração local podem exercer funções, com o seu consentimento, em instituições particulares de solidariedade social ou outras instituições, do setor privado ou social, de apoio às populações mais vulneráveis, pessoas idosas, pessoas com deficiência, crianças e jovens em risco, em estruturas residenciais, apoio domiciliário ou de rua”.

Já as lojas de cidadão mantêm-se “encerradas, mantendo-se o atendimento presencial mediante marcação na rede de balcões dos diferentes serviços, bem como a prestação desses serviços através dos meios digitais e dos centros de contacto com os cidadãos e as empresas”.

O diploma estabelece também que “pode ser determinado o funcionamento de serviços públicos considerados essenciais” e “pode ser imposto [aos trabalhadores da Administração Pública] o exercício de funções em local diferente do habitual, em entidade diversa ou em condições e horários de trabalho diferentes”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 200.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 560 mil infetados e perto de 39 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 13.915 óbitos em 115.242 casos confirmados até quinta-feira.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, mantém-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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Quarta temporada de ‘La Casa de Papel’ já está disponível na Netflix

Popular série espanhola

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A quarta temporada da popular série espanhola “La Casa de Papel” encontra-se disponível, desde as 08:00 da manhã de hoje, 03 de abril, na Netflix.

Os oito novos episódios da série têm como títulos: Game Over, O Casamento de Berlín, Lição de anatomia, Suspiros de Espanha, 5 minutos antes, KO técnico, Paralisar a tenda e O plano de Paris.

Em tempos de confinamento, os amantes desta produção terão novos motivos para ocupar o tempo.

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Covid-19: Muitos dos doentes que morreram tinham doenças associadas

Direção-Geral da Saúde

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Foto: DR / Arquivo

A diretora-geral da Saúde revelou hoje que muitos dos doentes que morreram de covid-19 tinham várias doenças associadas, e que as mais comuns são do aparelho cardiocirculatório, doenças respiratórias, a diabetes e doença renal crónica.

Graça Freitas, na conferência de imprensa diária no Ministério de Saúde, em Lisboa, adiantou também que, “entre a data do início de sintomas e a data do óbito, em média, decorreram oito dias”.

Segundo a diretora-geral da Saúde, também já é possível traçar uma mediana em relação aos doentes que morreram com covid-19, nas mulheres a média é de 85 anos e nos homens é de 80 anos.

“A maior parte destas pessoas [que morreram] além do fator idade tem várias doenças e habitualmente têm mais do que uma doença. A maior parte delas têm três doenças”, acrescentou.

Entre as doenças mais comuns nas pessoas que morreram infetadas com o novo coronavírus constatou-se as do aparelho cardiocirculatório, doenças respiratórias, a diabetes, doença renal crónica, neoplasias e as doenças cerebrovasculares em geral.

Graça Freitas sublinhou também que a taxa de letalidade entre os idosos situa-se abaixo nos 10%.

“Não é nenhuma fatalidade ser idoso e ter alguma destas doenças, significa apenas um aumento do risco”, frisou.

Em relação às medidas a aplicar aos lares de idosos para combater o contágio do novo coronavírus, a diretora-geral da Saúde disse que têm decorrido “imensas reuniões entre o setor da saúde da segurança social” e que têm sido dadas muitas indicações aos profissionais e que “a situação está desde o início priorizada”.

“A nossa grande preocupação é, ao mínimo sintoma, entre idosos, funcionários ou profissionais, isolar, isolar, isolar, testar testar, testar e separar populações que estão positivas por covid-19 das negativas”, referiu Graça Freitas.

Segundo o boletim epidemiológico de hoje da DGS, morreram com covid-19 até ao momento 83 homens e 73 mulheres com mais de 80 anos e 35 homens e 23 mulheres na faixa etária dos 70 aos 79 anos.

Por sua vez, o secretário de Estado da Saúde admitiu que tem havido algumas dificuldades na marcação de testes à covid-19 nos laboratórios convencionados, mas o assunto está em resolução.

“Hoje está a decorrer uma reunião entre o Instituto Nacional Ricardo Jorge e a Associação Nacional de Laboratórios para melhorar a questão dos agendamentos dos testes”, disse António Lacerda Sales.

O governante garantiu que uma das prioridades continua a ser o aumento da testagem e deteção de casos de infeção, indicando que, “entre 1 de março e 1 de abril, foram processadas cerca de 86 mil amostras para covid-19”.

Portugal regista hoje 246 mortes associadas à covid-19, mais 37 do que na quinta-feira, e 9.886 infetados (mais 852), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

De acordo com os dados da DGS, há 9.886 casos confirmados, mais 852, um aumento de 9,4% face a quinta-feira.

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