“Acho que fizemos um grande jogo, com alma, qualidade, intensidade e organização”

I Liga

Declarações após o jogo Moreirense- Belenenses SAD (4-1), da 21.ª jornada da I Liga de futebol, disputado na segunda-feira em Moreira de Cónegos:

Ricardo Sá Pinto (treinador do Moreirense): “Fizemos um bom jogo na primeira parte e sofremos aquele golo completamente contra a corrente do jogo, na única ocasião em que o adversário chegou à frente com algum critério. Só que fomos fortes numa altura difícil. É positivo ver que a equipa não se deixou abater por uma situação desta. Soube reagir a esta adversidade, continuou a jogar da mesma forma e foi à procura do segundo golo.

Depois, houve a expulsão e conseguimos marcar numa bola parada. Fomos capazes de criar oportunidades e concretizar. Só um objetivo é que não foi conseguido e passava por não sofrer golos. Não foi pelo volume do adversário, mas uma adversidade pontual.

Acho que fizemos um grande jogo, com alma, qualidade, intensidade e organização. Para mim, é um dia bom, em que me sinto realizado. Já merecíamos uma vitória assim e espero que venham muitas mais. Esta foi importante para abordar o jogo em Famalicão.

São mais do que três pontos, que nos permitiram sair da zona de descida. Aproximamo-nos de outros adversários e estamos neste grupo de equipas que lutará arduamente até ao final para se manter na I Liga. Vai ser duro para todos, mas, depois do que vi neste jogo, a equipa dá-me confiança. Demos uma resposta muito boa quando não podíamos falhar. O empate não era um bom resultado para nós. A vitória era o único objetivo.

Kevin Mirallas? Os colegas têm outro ritmo, mas, apesar de ter 34 anos, fez uma data de golos e assistências comigo no Gaziantep na época passada. Foi pena ter parado, pois quis ficar perto da família e esperou por um projeto melhor que acabou por não surgir. Esteve a treinar, mas precisa de jogar e ter ritmo para nos poder ajudar ainda mais.

Ele percebeu o contexto para onde veio. Naturalmente, quer e veio para jogar, tal como todos os outros. Azia vai haver sempre. Se não houver, também não quero esses jogadores na minha equipa. Podem estar com azia, mas que continuem a trabalhar da mesma forma e deem dores de cabeça ao treinador. Isso é que faz parte do futebol.

Cabe-me gerir bem essa situação. Nunca será a ideal, mas é um jogador experiente, que percebe o momento em que está e a importância que pode ter na equipa. Quer o Kevin Mirallas, quer o Jefferson, sabem que ainda não estão ao nível da equipa e têm um percurso. Vamos com calma e semana a semana percebendo como nos podem ajudar.

Fui eu que o lancei o Pedro Amador no SC Braga. Evoluiu defensivamente e dá muitas garantias. A nível ofensivo, tenho vindo a conversar com ele. Neste sistema, em que jogamos com laterais que dão profundidade e largura à equipa, são praticamente extremos. Tenho vindo a trabalhar com ele o último terço, a decisão e a definição.

Disse-lhe que tem de ser decisivo ofensivamente. Relembro que o Pedro Amador esteve muito tempo parado e fez uma sequência de três ou quatro jogos. É normal que sinta um acumular de fadiga. Tem vindo a gerir essa parte, mas hoje apareceu muito bem ofensiva e defensivamente. Está em dois golos e espero que ainda possa dar mais, sendo que temos soluções nas alas. O Pedro Amador tem estado bem no caminho que pretendo”.

Franclim Carvalho (treinador do Belenenses SAD): “Como tenho dito sempre, não adianta olhar para a tabela neste momento. Temos é de olhar para nós e para os pontos que temos de fazer para sair de uma situação muito difícil. As jornadas vão passando e temos de fazer pontos. Temos gente a chegar e malta de fora que está a regressar para nos ajudar. Agora, não podemos é deixar isto para as três ou quatro jornadas finais.

Expulsão de Alioune Ndour? Foi o momento que decidiu o jogo. Ficou mais difícil para nós. Não estávamos a fazer um bom jogo. Foi o pior que fizemos desde que cheguei. Obviamente, a expulsão complicou e logo a seguir sofremos o 2-1. Todos os momentos são difíceis para sofrer golo, mas há momentos que são mais chave e este foi um deles.

Tornou-se muito mais difícil. O Alioune Ndour é um jogador importante para a estratégia que tínhamos para o jogo, mas acabou por ser expulso, o que nos condicionou muito. Na segunda parte, tentámos meter ali o Afonso Sousa, com liberdade de movimentos com bola e como único a condicionar na frente, juntando dentro o Jordan e o Abel Camará.

Não conseguimos ligar. Exagerámos no jogo longo e tivemos pouca paciência. Sabíamos que tínhamos de circular por trás e dar largura para chamar os alas contrários. Fizemos isso, mas temos de o fazer com mais frequência e não fomos tendo conforto no jogo.

Não falei com o Alioune Ndour [sobre a expulsão]. Já vi o lance. O árbitro decidiu e, para mim, bem. Não há conversa sobre isso. O atleta tinha acabado de levar amarelo. Mesmo que não fosse vermelho direto, era para amarelo, pelo que seria expulso na mesma. Não pode acontecer. Parece-me que a questão da maturidade pesou um bocado neste lance. Hoje foi aposta, mas teve um ato irrefletido ou pouco conseguido, que nos condicionou”.

 
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