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Braga

ABB e Trofa Saúde em litígio sobre posse de prédio comprado por Domingos Névoa

Edifício no Porto destina-se a hotel ou residência sénior

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Foto: DR / Arquivo

O edifício que está a ser construído em Campanhã pela construtora ABB-Alexandre Barbosa Borges, de Braga, e que originalmente se destinava a um hospital do grupo Trofa Saúde, vai albergar um hotel ou uma residência sénior.

O empresário Domingos Névoa, que comprou o prédio à ABB, revelou a O MINHO que tem duas “boas propostas, de empresas com credibilidade”, uma da área hoteleira outra da saúde para pessoas idosas, mas ainda não optou.

“A obra do prédio está ainda a 60 por cento. Tenho de ponderar bem as propostas e as garantias porque está em causa um investimento total de 40 milhões de euros”, sublinhou, manifestando-se confiante de que, em 2021, a solução será encontrada e o edifício começará a funcionar.

Posse em litígio

No entanto, a propriedade do edifício em construção em Campanhã está em disputa na Unidade Cível do Tribunal de Braga. A juíza marcou já uma audiência preliminar entre as partes para setembro e juntou numa só ação cível as duas que haviam sido intentadas, uma pela construtora, e outra, de sentido contrário, pelo grupo Trofa Saúde.

Em causa está a construção, pela ABB, de um edifício para um Hospital Privado daquele grupo empresarial de Saúde. Na primeira ação, a ABB pede ao Tribunal que anule o contrato com a Trofa Saúde e exige 2,5 milhões de euros de indemnização, conforme uma cláusula penal do contrato.

Uma segunda ação, esta interposta pelo grupo trofense, é uma ação pauliana – de anulação de negócio – que intentou no Tribunal de Braga contra a venda pela ABB II-Imobiliária à empresa Predi 5 (esta do universo de empresas de Domingos Névoa) do edifício em construção no Porto destinado a acolher o tal hospital.

Sobre este litígio, Névoa foi lacónico: “Comprámos à ABB, em quem confiámos, e que nos garantiu que o prédio em construção lhe pertence”.

PDM não permite

Contactada a propósito, a Câmara do Porto disse que ainda não recebeu qualquer pedido ou pré-projeto, quer para um hotel quer para uma residência sénior, reafirmando que o PDM, à partida, não permite nenhuma das soluções.

“Só com o projeto é que se pode aferir. Como o terreno está classificado como sendo de equipamento, pode acolher, por exemplo, um hospital sénior. Mas depende do projeto”, sublinhou fonte do Gabinete de Comunicação.

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