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Ministério da Agricultura antecipa 112 milhões do Pagamento Único

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério da Agricultura anunciou hoje o pagamento, durante o mês de agosto, dos adiantamentos das ajudas incluídas no Pagamento Único (PU2020), no valor de 112 milhões de euros, dirigido a cerca de 137 mil beneficiários.


Em comunicado, o Ministério da Agricultura refere que, de acordo com a regulamentação comunitária, será feita uma antecipação extraordinária do pagamento aos agricultores de 70 milhões de euros na medida de apoio à Manutenção da Atividade Agrícola em Zonas Desfavorecidas.

Será igualmente feito um pagamento de 31 milhões de euros na medida de apoio à Produção Integrada e de 11 milhões de euros na medida de apoio à Agricultura Biológica, desde que reunidas as condições regulamentares relativas ao controlo prévio ao pagamento.

Os pagamentos em questão, esclarece o Ministério, são cofinanciados pelo FEADER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) e obrigam a uma antecipação das dotações do Orçamento do Estado no valor de cerca de 25 milhões de euros.

De acordo com o comunicado, este ano, devido à pandemia, o período de candidaturas prolongou-se, de final de maio até 10 de julho, pelo que só a partir desta data puderam começar os trabalhos que habitualmente se desenvolvem entre maio e outubro.

“Foi assim possível, graças a uma extraordinária dedicação e a um enorme esforço do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), a concretização desta antecipação extraordinária”, disse a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes.

Segundo a ministra, a antecipação pela primeira vez para agosto destas ajudas “é uma forma de reconhecimento do papel importante da Agricultura e dos agricultores portugueses que permitiram que as cadeias de produção e abastecimento em Portugal funcionassem durante todo este tempo difícil e que continuássemos, embora com constrangimentos, a crescer nas exportações”.

O adiantamento das ajudas das medidas incluídas no Pedido Único das Ajudas (PU) tem sido pago aos agricultores em outubro, nunca tendo sido processado antes deste mês desde que as atuais regras comunitárias estão em vigor.

As ajudas no âmbito do PU, em 2020, foram aumentadas em 112 milhões de euros face ao ano anterior, valor que corresponde a um aumento de 85 milhões de euros nos pagamentos diretos e 27 milhões de euros na medida de Manutenção da Atividade Agrícola em Zonas Desfavorecidas.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 22 de setembro: 16, 25, 28, 39 e 40 (números) e 1 e 6 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 67 milhões de euros.

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Covid-19: Situação de docentes de risco no superior será tratada caso a caso

Pandemia

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Foto: DR / Arquivo

A situação dos docentes das universidades e politécnicos que integrem grupos de risco será avaliada caso a caso, afirmaram hoje os representantes das instituições, admitindo que nem todos possam ficar em teletrabalho.

Ao contrário dos professores de risco para a covid-19 do ensino básico e secundário, a porta do teletrabalho não está fechada aos docentes do superior, mas as instituições não têm uma resposta pré-definida para todos.

Em declarações à Lusa, os representantes dos reitores das universidades e dos presidentes dos politécnicos explicaram que a situação será avaliada “caso a caso”.

“Aquilo que as instituições estão a fazer é, caso a caso, encontrar soluções que possam ser exequíveis”, disse o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Pedro Dominguinhos.

Nas universidades, a abordagem é a mesma e segundo o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), enquanto os trabalhadores administrativos vão poder trabalhar a partir de casa, como fizeram durante o confinamento no final do último ano letivo, essa opção estará também disponível a alguns docentes.

“Se dão aulas teóricas, podem dá-las à distância. Se dão aulas práticas, aí a situação poderá ser diferente, mas irão organizar-se no sentido de encontrar soluções”, explicou António Fontaínhas Fernandes.

Pedro Dominguinhos considera, no entanto, que chegar a essas soluções poderá ser mais complexo, pela forma como os politécnicos se estão a organizar para o próximo ano letivo.

No próximo ano, muitas das instituições de ensino superior vai optar por regimes de ensino misto rotativo, em que, por exemplo, numa semana metade da turma tem aulas presencialmente e a outra metade está a acompanhar à distância, e na semana seguinte trocam os turnos.

No caso dos politécnicos, o presidente do CCISP já tinha dito à Lusa que está a ser feito um investimento significativo na dotação tecnológica das salas de aula, com a instalação de equipamentos que permitam a transmissão em direto das aulas para os estudantes que estão em casa.

“A mobilidade está do lado dos estudantes, que numa semana estão nas salas e na outra estão em casa”, referiu Pedro Dominguinhos, para explicar que mesmo num regime de ensino misto, a ideia é que os professores deem sempre a aula a partir das instituições.

“Estamos a fazer um esforço muito grande de customização, mas há um limite que nós não podemos ultrapassar”, acrescentou, reforçando que nalguns casos será “muito difícil” implementar o teletrabalho.

No ensino superior, a maioria das instituições inicia o novo ano letivo a partir da próxima semana, depois de serem conhecidos os resultados da 1.ª fase do concurso nacional de acesso, que serão divulgados em 28 de setembro.

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Putin oferece futura vacina russa contra covid-19 para funcionários da ONU

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, antecipou hoje, perante as Nações Unidas, o rápido desenvolvimento no seu país de uma vacina contra o novo coronavírus, oferecendo-a gratuitamente à ONU, para que proteja os seus funcionários.

Na sua mensagem de vídeo no primeiro dia do debate geral da Assembleia Geral da ONU, Putin disse que o seu Governo está pronto para oferecer às Nações Unidas toda a assistência necessária, incluindo vacinas gratuitas para todo o pessoal que a deseje.

O Presidente russo disse ainda que o seu país está disponível para abastecer outras nações com a futura vacina, que se chamará Sputnik V, que, como frisou, tem mostrado ser “segura” e “eficaz”.

“Estamos prontos a partilhar a nossa experiência e a continuar a interagir com todos os estados e estruturas internacionais, nomeadamente para fornecer a outros países a vacina russa que tem comprovador ser segura, fiável e eficaz”, disse o líder russo.

Vários altos funcionários russos anunciaram que já foram vacinados com o Sputnik V, como o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, ou o presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, assim como uma das filhas do Presidente russo.

Putin insistiu que os cidadãos de todo o mundo devem ter acesso gratuito a uma vacina contra a covid-19 e também destacou a disposição do Kremlin para trabalhar com outros governos para compartilhar métodos de diagnóstico e tratamento da doença.

Ao contrário do que têm feito os Estados Unidos, Putin defendeu que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deve ter um papel central na coordenação da resposta e disse que a Rússia está a trabalhar para fortalecer a capacidade desta organização.

Por outro lado, Putin alertou para os efeitos económicos de longo prazo que a crise atual terá e defendeu a necessidade de toda a comunidade internacional trabalhar em conjunto para impulsionar o crescimento.

Nesse contexto, o líder russo destacou a importância de eliminar barreiras, restrições e, sobretudo, “sanções ilegítimas” no comércio internacional.

Na esfera geopolítica e militar, Putin garantiu que quer cooperar com os Estados Unidos para estender o tratado de redução de armas estratégicas e espera que haja “moderação” na hora de implantar novos sistemas de mísseis, repetindo o seu interesse em conseguir um tratado que proíba armas no espaço sideral.

Na sessão da Assembleia Geral que marca o 75º aniversário das Nações Unidas, Putin defendeu o trabalho da organização e, embora reconhecesse que é necessário adaptá-la à realidade do século 21, deixou claro que seu país se opõe a grandes mudanças no Conselho de Segurança, onde é uma dos cinco membros permanentes e tem poder de veto.

Putin disse que, para que o Conselho continue a ser o “pilar da governança global”, é essencial que esses cinco países, potências nucleares e vencedores da Segunda Guerra Mundial, mantenham o privilégio do veto.

A semana de alto nível na Assembleia Geral da ONU começou hoje, num formato sem precedentes nos 75 anos da organização, em que os discursos de chefes de Estado e de Governo será feita por vídeos previamente gravados, devido à pandemia.

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