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Futebol

Vitória despede-se do campeonato com um empate

34.ª jornada

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O Vitória SC e o Santa Clara empataram hoje 2-2 em jogo da 34.ª jornada da I Liga de futebol, na Cidade do Futebol, num encontro marcado, nos minutos finais, pelos muitos protestos dos açorianos pela arbitragem de João Bento.


Com este empate, o Santa Clara, com 43 pontos, alcança a sua melhor pontuação de sempre na I Liga, enquanto o Vitória SC soma 50 pontos e termina a prova na sétima posição.

O Santa Clara adiantou-se no marcador aos 35 minutos, por Thiago Santana, e aos 43, de grande penalidade, Carlos Júnior elevou para 2-0. Ainda antes do apito para o intervalo, Florent reduziu para 2-1 para o Vitória e o 2-2 chegou aos 71, numa grande penalidade convertida por André André.

Com tudo decidido no que toca à classificação, as duas equipas entraram em campo descontraídas e coube ao Vitória o primeiro lance de perigo. Logo aos 05 minutos, depois de uma excelente jogada do ataque vimaranense, Edwards introduziu mesmo a bola na baliza, mas o árbitro acabou por anular o lance por fora de jogo de João Teixeira.

O jogo seguiu intenso, mas só aos 16 voltou a haver perigo junto de uma das balizas, novamente a do Santa Clara, desta feita com Ola John a disparar forte para defesa apertada de André Ferreira.

O melhor da primeira parte, os golos, estavam guardados para os 10 minutos finais. Aos 35, Thiago Santana abriu o marcador, fazendo o seu sexto golo na liga, mas o mérito vai por completo para Carlos Júnior. Numa jogada junto à linha de fundo, quando todos os defesas do Vitória ficaram a ver a jogar e a reclamar a saída da bola, o brasileiro seguiu o lance e assistiu Santana no coração da área, onde o ponta de lança só teve de encostar.

Aos 43, Carlos Júnior voltou a ‘abrir o livro’ e com os caminhos fechados para a baliza minhota conseguiu conquistar uma grande penalidade a Bondarenko. O próprio avançado bateu a bola da marca dos 11 metros e tornou-se no melhor marcador dos açorianos na liga, com sete golos.

O resultado parecia fechado nos primeiros 45 minutos, mas o Vitória, mais concretamente Florent, decidiu deixar o resultado em aberto para a segunda metade e num pontapé espetacular fez o 2-1 para a equipa de Ivo Vieira. Aproveitando uma sobra de um lance de André André que acabou cortado pelos açorianos, o defesa francês arriscou o remate de primeira e colocou a bola no ângulo.

Aproveitando o embalo, o Vitória entrou na segunda parte novamente perto do golo e só André Ferreira, com uma defesa estrondosa, impediu o empate vimaranense após cabeceamento de Pedro Henrique.

Depois de uma fase mais quezilenta do encontro e em que os jogadores, e equipas técnicas, se distanciaram um pouco do futebol, o empate do Vitória chegou em mais uma grande penalidade, com André André a converter com êxito a falta assinalada a Carlos Júnior, que tocou a bola com a mão.

Os ânimos aqueceram em definitivo nos minutos finais na Cidade do Futebol, os amarelos acumularam-se e o futebol ficou para segundo plano. Numa das poucas exceções, Costinha quase desfazia a igualdade, mas o remate do médio insular passou a rasar o poste de Douglas.

Ficha de Jogo

Jogo realizado na Cidade do Futebol, em Lisboa.

Santa Clara – Vitória SC, 2-2.

Ao intervalo: 2-1.

Marcadores:

1-0, Thiago Santana, 35 minutos.

2-0, Carlos Júnior, 43 (grande penalidade).

2-1, Florent, 45.

2-2, André André, 71 (grande penalidade).

Equipas:

– Santa Clara: André Ferreira, João Afonso, Fábio Cardoso, Osama Rashid, Zaidu Sanussi, Carlos Júnior, Costinha, Nené (Anderson Carvalho, 46), Thiago Santana (Cryzan, 75), Pierre Sagna (César Martins, 87) e Zé Manuel (Lincoln, 53).

(Suplentes: Marco, Rafael Ramos, César Martins, Lincoln, João Lucas, Cryzan, Diogo Salomão, Mamadu Candé e Anderson Carvalho).

Treinador: João Henriques.

– Vitória SC: Douglas, Sacko, Pedro Henrique, Bondarenko, Florent, Mikel Agu, Dénis Poha (João Pedro, 67), André André (Joseph, 87), Marcus Edwards, Ola John (Ouattara, 67) e João Teixeira.

(Suplentes: Celton Biai, Victor Garcia, Rochinha, Pepê, André Almeida, Joseph, Ouattara, Davidson e João Pedro).

Treinador: Ivo Vieira.

Árbitro: João Bento (AF Santarém).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Nené (37), Thiago Santana (58), Dénis Poha (63), Fábio Cardoso (80), Cryzan (80), André André (81) e Carlos Júnior (88). Cartão vermelho para Mamadu Candé (89).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

(notícia atualizada às 21h56)

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Futebol

Vitória diminui passivo pela oitava época consecutiva

Finanças

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Miguel Pinto Lisboa. Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO (Arquivo)

O passivo do Vitória SC, clube cuja SAD tem a equipa da I Liga portuguesa de futebol, desceu pela oitava temporada seguida, tendo-se fixado nos 6,68 milhões de euros no final da época 2019/20, mostra o relatório e contas.

Publicado no sítio oficial vitoriano, na noite de sexta-feira, o documento que vai ser votado na assembleia-geral de 10 de outubro revela que o passivo baixou 10,3%, dos 7,45 para os 6,68 milhões, confirmando a tendência decrescente que ocorre desde 2011/12, quando o clube se viu com 24 milhões de passivo e teve de se restruturar financeiramente, com um Plano Extrajudicial de Conciliação.

Essa redução deveu-se quase toda ao “serviço da dívida reestruturada ao Estado e banca”, cujo valor desceu dos 6,13 para os 5,41 milhões de euros, após o Vitória ter liquidado 727 mil euros na temporada anterior, refere o parecer do conselho fiscal vitoriano ao relatório e contas, favorável por unanimidade.

Já o ativo do clube, que corresponde sobretudo às infraestruturas de que é proprietário, desvalorizou dos 34,07 para os 32,83 milhões de euros.

Depois de três épocas com resultados positivos – 798 mil euros em 2016/17, 303 mil em 2017/18 e 747 mil em 2018/19, o Vitória de Guimarães concluiu a temporada 2019/20 com um resultado negativo de 355 mil, indica ainda o relatório e contas.

Responsável por várias modalidades desportivas e pelo futebol de formação abaixo dos 11 anos, o clube minhoto ainda conseguiu um saldo positivo de 519 mil euros entre rendimentos e gastos, antes de encargos como juros e impostos, mas a receita total desceu quase 25%, dos 5,96 para os 4,49 milhões de euros.

O parecer do conselho fiscal indica que a receita com quotização e lugares anuais se manteve nos 2,25 milhões de euros, mas a das rendas baixou de 607 para 530 mil euros e das modalidades também caiu, de 759 para 528 mil euros, em parte devido ao cancelamento das atividades desportivas em março de 2020, forçado pela pandemia de covid-19.

Os gastos também caíram entre 2018/19 e 2019/20, mas somente 7,4%, dos 4,28 para os 3,97 milhões de euros, com os encargos com modalidades a serem de 1,15 milhões, valor semelhante ao da temporada anterior.

Na próxima reunião magna, os sócios vitorianos vão ainda votar o orçamento para a época 2020/21, decisão que costuma acontecer em junho, mas que o clube decidiu adiar devido à pandemia de covid-19.

O documento prevê um resultado líquido negativo de 62 mil euros, com rendimentos totais de cerca de quatro milhões de euros, sustentados principalmente pela quotização (1,6 milhões) e pelas modalidades (820 mil euros), e gastos de 3,35 milhões, destinados também às modalidades (1,02 milhões) e à porção da quotização que o clube tem de entregar à SAD (863 mil euros).

O parecer do conselho fiscal, favorável por unanimidade, refere que o orçamento constitui uma “resposta responsável ao contexto da pandemia” e é “estratégico”, quando o clube se prepara para adquirir a maioria da SAD.

O Vitória anunciou, na quinta-feira, que vai deter 96,4% da SAD, após comprar as ações de Mário Ferreira, correspondentes a 56,4% do capital, por 6,5 milhões de euros, em três tranches, até 31 de março de 2022.

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Futebol

“Dos três jogos, este foi o que mais nos custou e ganhámos”

Tiago Mendes

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Foto: DR

Declarações dos treinadores após o jogo Vitória SC-Paços de Ferreira (1-0), da terceira jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães:

Tiago Mendes (treinador do Vitória SC): “O futebol é isto. Dos três jogos, este foi o que mais nos custou e ganhámos. Estou contente, porque era uma vitória que procurávamos, que vai dar confiança à equipa. Nem tudo foi perfeito hoje, mas estou muito contente por ter ganhado.

Estou contente. Hoje foi o jogo que nos custou mais, mas tanto no jogo com o Belenenses SAD, como no jogo com o Rio Ave, estivemos bem. Hoje, tivemos alguma ansiedade. A equipa está a criar química. Somos uma equipa jovem. Criar rotinas sobre vitórias é mais fácil, e precisamos de crescer.

Falando do Bruno [Varela], foi mais uma grande exibição. Tem dado segurança à equipa. Na verdade, a equipa tem trabalhado muito bem. Sofremos um golo de bola parada e nem sei bem a parte com que o jogador do Belenenses SAD marcou [na derrota por 1-0 na primeira jornada]. Ele tem demonstrado nos treinos e nos jogos que está bem.

Faltou-nos ter mais bola. Eram quase sempre os nossos centrais a iniciar os lances de ataque. Nem o Agu, nem o Pepelu estavam a conseguir pegar no jogo e tive de tirar um deles [para colocar o Janvier]. Não gosto de tirar um jogador à meia hora de jogo.

Não sei dizer a equipa que irá jogar [no próximo jogo, com o Boavista]. Isso nem me preocupa. Vão ser duas semanas boas para nós. Ganhar dá-nos confiança.

Na primeira vez que [o Marcus Edwards] saiu, estava lesionado. Hoje, saiu para entrar o Rochinha, que esteve bem. O que vai na cabeça dele [sobre uma possível saída] só ele sabe. Eu sinto-o bem, a treinar bem.”

Pepa (treinador do Paços de Ferreira): “Não entrámos muito bem nos primeiros 15 minutos. Na recuperação de bola, não estávamos a sair da pressão. A partir dos 15 minutos, pegámos no jogo e tivemos várias oportunidades, com jogo fluido por dentro e por fora. Saímos daqui frustrados pelo resultado. São as vitórias morais que não existem, mas foi uma exibição muito conseguida pelos jogadores.

O Bruno Varela [guarda-redes do Vitória de Guimarães] foi o melhor jogador em campo. Não tenho problemas nenhuns em reconhecer quando o adversário é superior. Hoje, o Paços foi superior ao Vitória. Temos de manter este volume ofensivo, porque a bola vai entrar. Estaria preocupado se não tivéssemos criado oportunidades, mas criámos.

Fomos infelizes em Portimão, no penálti no último minuto dos descontos [falhado por Douglas Tanque], mas eu não vou crucificar alguém por uma má decisão [Fernando Fonseca, que cometeu penálti sobre Rochinha]. Fez um bom jogo, mas foi infeliz nesse lance. Ele sabe que teve uma abordagem infeliz. Vou-me agarrar ao que a equipa fez de bom.

Nunca me vou lamentar de quem não está [relativamente aos casos de covid-19 detetados em Diaby e em João Amaral]. São jogadores importantes, como são todos os outros. Se o processo estiver identificado e todos souberem o que têm de fazer dentro de campo, conto com eles.

Queria dar os parabéns ao Rio Ave, porque caiu de pé [no ‘play-off’ da Liga Europa] e o futebol português saiu valorizado.”

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Futebol

“A equipa de arbitragem merece os parabéns”

Ricardo Soares

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Foto: DR

Declarações após o jogo Moreirense-Boavista (1-1), da terceira jornada da I Liga de futebol, disputado hoje no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos:

Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “Fizemos um grande jogo. Aliás, tivemos aqui um excelente jogo de futebol e com três equipas muito boas. A equipa de arbitragem merece os parabéns, porque pôs o jogo a andar, não marcou faltinhas, marcou o que tinha de marcar e penso que todos temos a ganhar com esta forma de estar.

Entrámos bem, tivemos duas situações claras e depois acontece um golo de antologia. Tenho pena de duas coisas: não haver gente no estádio para festejar e, por outro lado, de gostar que esse golo fosse meu e não do adversário. Temos de aceitar e dar os parabéns a quem faz um golo destes. É isto que torna faz do futebol o desporto mais apreciado.

A partir daí, o adversário teve mais bola e nós preferimos ajustar e respirar um bocadinho para voltar ao jogo, já que não quero que a minha equipa esteja desequilibrada. O resultado ao intervalo era extremamente injusto, mas voltámos a entrar fortes na segunda parte, fizemos o empate e podíamos ter revertido o marcador.

Fico triste, porque os meus jogadores mereciam os três pontos pelo trabalho efetuado, mas também tenho de aceitar o resultado, pois jogámos contra uma grande equipa, com um grande investimento e recheado de jogadores com muita qualidade individual.

Esta equipa tem muita margem para crescer. Há jogadores que chegaram há pouco tempo e acreditamos muito neles. Juntamente com os que já cá estavam, vão criar uma competitividade interna que é de salutar. É essa luta pelo seu espaço de forma comprometida que faz os jogadores transcenderem-se e evoluírem.

Este ano houve um conjunto de equipas que se reforçou muito. Acredito que este campeonato será mais nivelado por cima e será extremamente difícil para todos. Estou preparado para essas dificuldades e todos vamos trabalhar muito para que possamos fazer uma época tranquila e a somar pontos.”

Vasco Seabra (treinador do Boavista): “No cômputo geral, tivemos mais e melhores oportunidades para podermos dilatar a vantagem e fechar o jogo mais cedo. Na primeira parte, fomos consistentes, capazes e não permitimos grandes oportunidades ao Moreirense, que é sempre uma equipa sempre muito difícil e bem organizada.

Conseguimos estancar o jogo deles e criar as melhores condições para podermos finalizar. Penso que o resultado ao intervalo era curto. Na segunda parte, o jogo ficou mais combativo. Entrámos num registo muito mais físico, mas a nossa equipa bateu-se pelo jogo e voltou a criar uma situação de finalização logo no primeiro minuto.

Seguiu-se um período com alguma instabilidade e permitimos uma ou outra situação ao Moreirense, que acabou por empatar de penálti. Mesmo assim, fomos capazes de chegar lá à frente para voltarmos à dianteira do marcador. Não conseguimos, mas merecíamos ter saído daqui com os três pontos. Temos um longo caminho a percorrer.

O Angel Gomes é um jogador muito humilde, que tem uma vontade grande de vencer e de acrescentar à equipa. Hoje deu um passo em frente em relação àquilo a que se tinha proposto e está a tornar-se um jogador consistente e com a qualidade que é inegável. Naturalmente estamos satisfeitos por contar com ele e com todos os outros.

É a realidade e não vou fugir disso. Nos dois jogos fora de casa mostrámos capacidade para disputar o jogo e sairmos vencedores. Sentimos que o nosso percurso vai ficar agarrado a pontos que conquistaremos com regularidade. A frustração no balneário foi grande no final. Sentimos que nos fugiu das mãos uma coisa que fizemos por agarrar.”

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