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Viana investe 20 milhões em 30 projetos de reabilitação de espaço público até 2020

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O presidente da Câmara de Viana do Castelo anunciou hoje um investimento de 20 milhões de euros em 30 projetos de reabilitação do espaço público e de equipamentos degradados em quatro áreas da cidade, até final de 2020.


Segundo José Maria Costa, daquele montante cerca de 16 milhões de euros são garantidos pelo FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional), três milhões de euros “representam esforço municipal” e um milhão de euros destina-se a investimento privado, a fundo perdido.

“O incentivo financeiro previsto para os privados pode vir a ser ampliado através de outros instrumentos financeiros, como por exemplo, do Banco de Fomento”, explicou José Maria Costa.

O autarca socialista, que falava em conferência de imprensa nas instalações camarárias para apresentação do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) candidatado aos fundos do Portugal 2020, adiantou que, nesta altura, “estão aprovadas candidaturas no valor de 5,4 milhões de euros, cujas obras estão prestes a iniciar-se“.

Além da reabilitação urbana, a mobilidade sustentável e as comunidades desfavorecidas são os dois outros eixos de intervenção previstos naquele plano para as áreas do centro histórico, Darque, frente ribeirinha de cidade poente.

José Maria Costa considerou tratar-se de um “importante” envelope financeiro do FEDER que justificou com “as boas práticas” que o município tem vindo a adotar na reabilitação urbana.

“O facto de termos conseguido uma boa classificação na apreciação por parte autoridade gestão do Norte 2020 prende-se com a estratégia e com as boas práticas que temos vindo a desenvolver na reabilitação urbana. Viana do Castelo tem indicadores de reabilitação urbana acima da média nacional. Andamos na ordem dos 19% enquanto a média nacional é da ordem dos 6%“, referiu.

Sublinhou também a “maturidade” da candidatura apresentada pelo município em outubro de 2015, por ter sido “dos poucos municípios que, na preparação da sua candidatura, identificou mais de 20 intenções de investimento privado, no valor de 30 milhões de euros”.

Segundo o autarca “existem incentivos para a reabilitação de imóveis para as áreas abrangidas pelos investimentos públicos, designadamente a isenção de IMI por um período de cinco anos, a isenção do IMT na primeira transmissão onerosa e Iva de 6% nas obras de reabilitação”.

“Este é muito mais do que um projeto de intervenção no espaço público. É um projeto de revitalização da área urbana mas também de promoção do sucesso escolar e da empregabilidade”, disse.

 

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Alto Minho

‘Comer Aqui’ chegou a Ponte de Lima para levar a casa comida de restaurantes locais

Serviço já tem 15 estabelecimentos aderentes

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Foto: DR

O concelho de Ponte de Lima já tem um serviço de entrega de refeições ao domicílio. O “Comer Aqui”, que começou a sua atividade em Barcelos e já se estendeu a Esposende e Braga, está a funcionar na vila limiana há duas semanas e conta com 15 estabelecimentos aderentes, desde a comida tradicional ao sushi e às pizzas.

O responsável do “Comer Aqui” de Ponte de Lima, Jorge Cibrão, considera, em declarações a O MINHO, que o início de atividade naquele concelho “está a correr razoavelmente bem”. “Ainda estamos a começar”, realça.

Como os próximos dois fins de semana são de recolher obrigatório entre as 13:00 e as 05:00, o “Comer Aqui” já se preveniu com “o dobro dos estafetas para sexta, sábado e domingo”.

“O cliente pode decidir, uma vez que está em casa, cozinhar, mas também pode optar encomendar e nós estamos preparados para isso”, garante Jorge Cibrão, salientado que este serviço, naquela vila, é “novo e único”.

O “Comer Aqui”, com uma equipa de sete estafetas, distribui em Ponte de Lima, num raio de “sete a oito quilómetros”. Mas, no caso de comidas que o permita, como o sushi, também faz entregas em concelhos limítrofes.

Os estabelecimentos aderentes, neste momento, são a Hamburgueria da Vila, Trisabores – Gelataria e Creparia, Maketto – Sushi, Maria Rosa, Recanto da Vila, Solar do Taberneiro, Restaurante Encanada, Taberna da Vila, Vintage Grill House, Bares Boteca, Migaitas Golfe, Arcozelo Pizzaria, Altadonna Pizzaria, Drink Shop – Cervejas e Restaurante Testes.

As encomendas são feitas através de aplicação móvel ou do site.

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Alto Minho

Eixo Atlântico pede exceção de teste à covid-19 na fronteira com Galiza

Espanha exige teste negativo para entrar no país

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Foto: DR / Arquivo

O Eixo Atlântico pediu hoje ao ministro da Saúde espanhol que considere a eurorregião Galiza/Norte de Portugal como “exceção”, caso venha a decidir alargar às fronteiras terrestres entre os dois países a exigência de apresentação de teste negativo.

“Solicitamos ao seu Ministério, no caso de estender a norma para além dos portos e aeroportos, que considere excecional a situação da eurorregião Galiza – Norte de Portugal, de modo a permitir a continuidade das nossas atividades sociais e económicas dentro das limitações que a pandemia, principalmente, a prevenção da mesma e o bom senso aconselham”, refere a carta hoje enviada pelo Eixo Atlântico a Salvador Illa Roca.

Espanha vai passar a exigir a partir de 23 de novembro a apresentação de um teste PCR negativo realizado 72 horas antes da chegada a um aeroporto ou porto do país de um viajante vindo de países de risco.

Portugal incluído na lista de novas restrições em Espanha

Na quarta-feira, o Ministério da Saúde espanhol anunciou que as agências de viagens, operadores turísticos e empresas de transporte aéreo ou marítimo, e qualquer outro agente que venda bilhetes, devem passar a informar desta nova exigência os passageiros de países considerados de risco da pandemia de covid-19 cujo destino final seja um aeroporto ou porto espanhol”.

Hoje, o Eixo Atlântico, presidido pelo autarca de Braga, Ricardo Rio, pediu ao Governo espanhol que considere a atribuição de “discriminação positiva” aos portugueses da região Norte.

O Eixo Atlântico é uma associação que reúne 36 municípios do Norte de Portugal e da Galiza.

“Quero transmitir-lhe uma situação que o seu Ministério deve levar em consideração, pois responde às circunstâncias muito características da Espanha. Refiro-me a Portugal, país com o qual Espanha partilha a fronteira mais longa e estável da Europa, com relações sociais, culturais e económicas muito fortes”, refere a missiva assinada pelo secretário-geral do Eixo Atlântico.

No documento, Xoan Mao sublinha que na eurorregião Galiza/Norte de Portugal aquelas relações “adquirem o perfil de um território comum que, na prática, tem muito mais afinidades quotidianas do que as que existem, por exemplo, entre a Galiza e o Levante ou a Andaluzia”.

Espanha exige teste negativo à covid a portugueses que queiram entrar no país

Segundo o Eixo Atlântico, aquele relacionamento transfronteiriço é “responsável por um fluxo constante de população, composta maioritariamente por trabalhadores transfronteiriços, mas também por estudantes e investigadores de universidades, por executivos e empresários, e por cidadãos da esfera cultural, que se deslocam semanalmente ou em muitos casos diariamente a fronteira”.

“Não é necessário explicar os problemas que a aplicação desta medida, de forma indiscriminada, causaria no desenvolvimento económico da eurorregião”, alerta.

A nova medida cumpre a recomendação europeia de 13 de outubro, que aconselhou os Estados-membros da União Europeia a terem por base nas suas restrições de viagem na União Europeia a situação epidemiológica, estabelecendo um código de cores por zona.

Esta medida vem juntar-se aos controlos sanitários que já se efetuam, controlo visual e temperatura, a todos os passageiros internacionais nos pontos de chegada a Espanha.

O país já chegou quase aos 1.400.000 casos positivos de covid-19 desde o início da epidemia e está perto das 40.000 mortes, de acordo com dados do Ministério da Saúde espanhol.

A incidência média acumulada por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias é hoje de 514,2 casos, inferior a países como Itália (655,4) e França (908,5), e bastante longe da Bélgica (1.458,4) e da República Checa (1.390,1).

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.285.160 mortos em mais de 52,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.103 pessoas dos 192.172 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Viana do Castelo

Detido jovem de 17 anos suspeito de pegar fogo em instituição de Viana por “vingança”

Casa dos Rapazes

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Foto: DR / Arquivo

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um jovem de 17 anos, suspeito de ser o autor de um incêndio na Casa dos Rapazes, instituição de acolhimento de crianças e jovens em risco de Viana do Castelo, no passado dia 01 de novembro.

Em comunicado, a PJ afirma que o detido “atuou num quadro de revolta e vingança. Através de chama direta, ateou fogo ao interior de um quarto do dormitório da instituição. Nesse dormitório encontravam-se, naquela altura, e distribuídos por outros quartos, vários jovens institucionalizados, que foram evacuados para o exterior do edifício”.

Incêndio obriga a retirada de 22 jovens de instituição em Viana do Castelo

A PJ afirma, ainda, que “a pronta intervenção dos Bombeiros Municipais e Voluntários de Viana do Castelo evitou a eventual propagação das chamas aos outros aposentos do edifício, bem como evitou que os restantes jovens corressem perigo de vida, pela inalação de fumos e intoxicação por monóxido de carbono”.

O comunicado realça que “o arguido criou perigo para a sua própria vida, para a vida de terceiros, e colocou em risco bens patrimoniais de elevado valor”.

A PJ recolheu “substanciais elementos de prova” e o jovem será agora presente às autoridades judiciárias para interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.

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