Três famílias afetadas por derrocada em Esposende já podem voltar a casa

Outras cinco ainda têm que dar garantias de que não há risco
Deslizamento de terra em Esposende mata jovem casal. Foto: Pedro Luís Silva / O MINHO

Três das oito famílias desalojadas na sequência de um deslizamento de terras mortal em Palmeira de Faro, Esposende, já foram autorizadas a regressar a casa, disse hoje o presidente da câmara.

Em declarações à Lusa, Benjamim Pereira acrescentou que as restantes cinco só poderão regressar a casa depois de apresentarem à câmara garantias de que não há risco de derrocada do talude.

“Estamos a falar de terrenos particulares”, sublinhou o autarca, adiantando que aquelas garantias têm de assentar em pareceres técnicos.

A autorização do regresso a casa das três famílias foi tomada após um estudo geotécnico realizado por técnicos da Universidade do Minho, para aferir as condições de segurança e sustentabilidade dos terrenos da área afetada

Na madrugada de 23 de novembro, um deslizamento de terras e pedras de grandes dimensões atingiu uma habitação em Palmeira de Faro, Esposende, provocando a morte de dois jovens de 22 anos.

Na sequência da derrocada, o presidente da Câmara Municipal de Esposende declarou situação de alerta de âmbito municipal, proibindo o acesso ao local, o que obrigou ao realojamento das famílias residentes em oito habitações.

Entretanto, a Câmara de Esposende já anunciou a contratação de uma equipa constituída por elementos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e da Universidade do Minho para “apuramento cabal” das causas do deslizamento.

O objetivo é identificar eventuais fatores que permitam acautelar ocorrências idênticas no futuro.

 
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