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Guimarães

Trabalhadores de pousada de Guimarães acusam Pestana de ilegalidades que o grupo nega

Conflito laboral

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Foto: Dr

Os trabalhadores da pousada de Guimarães acusam o grupo Pestana de transferir à força vários funcionários para outros hotéis por ter decidido fechar a pousada, mas o presidente da empresa nega, afirmando que as unidades estão a abrir progressivamente.


O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte (STIHTRSN) denuncia, em comunicado, que “a maioria dos trabalhadores estão a ser transferidos para a Pousada Monte Santa Luzia, em Viana do Castelo, mas também para as pousadas São Bento, na Caniçada, e Santa Maria do Bouro”.

Salienta ainda que “a decisão da empresa, além de ilegal, representa uma violência para os trabalhadores, já que a pousada de Viana do Castelo fica a mais 80 quilómetros da residência dos trabalhadores” e que o grupo Pestana Pousadas, que explora as Pousadas de Portugal, “decidiu encerrar a Pousada Santa Marinha da Costa de Guimarães, tendo transferido ‘à força’ 10 dos 32 trabalhadores e dado ordem de transferência a mais quatro”.

O grupo Pestana respondeu à acusação em carta enviada ao presidente do sindicato, a que a Lusa teve acesso, negando qualquer ilegalidade, e referindo que as pousadas têm vindo a reabrir gradualmente e que a de Guimarães “irá reabrir tão brevemente quanto seja possível”.

Na carta, o presidente da Grupo Pestana Pousadas, Luís Castanheira Lopes, começa por dizer que a “inatividade da pousada não se deve a qualquer intenção de provocar seja que situação for pois a partir de hoje mesmo a GPP (Pousadas de Portugal) já não se encontra em situação de ‘lay-off’ simplificado, nem vai recorrer ao incentivo à retoma progressiva”.

Referindo que “como, aliás, é do conhecimento do sindicato, as pousadas têm vindo a reabrir gradualmente, começando por Viana do Castelo, abrindo depois a Pousa do Gerês e a seguir a Pousada de Amares”, adianta que a de Guimar~es “irá reabir tão brevemente quanto seja possível” e que tudo estão “a fazer para o efeito”.

Enquanto a Pousada de Guimarães não reabre, “estamos a analisar com cada um dos trabalhadores a possibilidade da sua deslocação temporária para a prestação de serviço nas outras três pousadas mencionadas e estamos a fazer isso com a estrita observância da lei, Código do Trabalho, e do Acordo de Empresa, de que o senhor presidente [do sindicato] foi um dos subscritores e, por isso, sabe que o permite”, prossegue Luís Castanheira Lopes.

O presidente do Grupo Pestana Pousadas refere também que “está marcada para quarta-feira próxima uma reunião da GPP com a FESAHT, na qual esse sindicato se integra” e propõe “que se aproveite a oportunidade para analisar este assunto por forma a que possa ainda mais cabalmente ser evidenciada a plena regularidade dos procedimentos” que estão a ser adotados.

O sindicato aponta que o grupo Pestana “está a transferir todos os trabalhadores, incluindo mães solteiras com filhos de seis anos de idade e trabalhadores que têm a seu cargo idosos com mais de 90 anos”, acrescentando que a empresa “obriga os trabalhadores a pernoitarem na pousada para onde são transferidos durante toda a semana, pagando apenas os transportes no dia de folga dos trabalhadores”.

Os trabalhadores, reunidos na sexta-feira em plenário, decidiram não aceitar mais transferências e apresentarem-se hoje ao serviço, mas, segundo o sindicato, já encontraram a pousada encerrada.

Segundo adianta, o sindicato pediu a intervenção da Câmara de Guimarães, considerando que o grupo Pestana está a desvalorizar o turismo no concelho e na região, e pediu ao presidente da autarquia que interceda para acabar com pressão da empresa sobre os trabalhadores e para que “reabra de imediato” a pousada.

Além disso, acrescenta, o sindicato também solicitou a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), pedindo que “levante autos de notícia por encerramento ilícito” e peça ao Ministério Público a abertura de um processo crime.

O grupo Pestana “está a desviar os clientes desta pousada para outras e a transferir trabalhadores com o único objetivo de justificar prejuízos e recorrer a apoios do Estado”, acusa o sindicato.

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Guimarães

Guimarães leva nova marca à maior feira de calçado mundial

Ambituous, de São Torcato

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A “coragem” e “resistência” das 33 empresas portuguesas de calçado que participam na maior feira do setor, em Milão, Itália, contrastava hoje com a reduzida afluência de visitantes ao certame, cujo primeiro dia foi uma sombra de edições anteriores.

Durante uma visita à comitiva portuguesa, o secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Neves, reconheceu que esta edição da feira é “diferente de todas”, mas sublinhou “a importância da presença de um número muito expressivo de empresas portuguesas [33], em circunstâncias muito difíceis”.

Desvalorizando a perda de peso da comitiva nacional no contexto global de “expressiva diminuição” do total de expositores e de visitantes esperados, João Neves preferiu destacar a “capacidade de resistência” dos participantes e o facto de que “quem vem a uma feira como esta vem para fazer negócio e não para ver as tendências do mercado, como noutras edições porventura aconteceu”.

“Portanto estamos esperançados que, do ponto de vista do negócio possa ser uma feira positiva”, sustentou.

Uma opinião partilhada pelo ‘brand manager’ da Ambitious, a marca própria da empresa de Guimarães Celita, para quem a presença nesta edição da MICAM “é um sinal de coragem e de proximidade que é preciso dar aos retalhistas”.

“Esta estação foi difícil de planear, mas assim que foi possível recomeçámos as nossas viagens e estou há já duas semanas na estrada. Os nossos clientes não vão poder viajar tanto, por isso temos de estar mais próximos deles”, disse à agência Lusa Pedro Lopes.

Com exportações para 47 mercados, muitos dos quais extracomunitários, a empresa considera que a ausência de compradores de fora da Europa, dadas as restrições impostas pela pandemia, “é a maior quebra” nesta edição do evento.

“Mas não é por isso que a feira deixa de fazer sentido, até porque a Itália é o nosso principal mercado”, acrescenta.

Após ter faturado 20 milhões de euros em 2019, a Celita prevê terminar este ano com uma quebra de “15 a 20%” nas vendas, com o “melhor início de ano de sempre” que estava a registar até à explosão da pandemia a permitir compensar, em parte, o mês de paragem total em abril e a quebra de atividade dos restantes meses.

Face ao apelo de alguns dos industriais portugueses para que o Governo não afrouxe os apoios às empresas, o secretário de Estado Adjunto e da Economia assumiu a “responsabilidade” do executivo de “ter uma palavra forte de suporte às atividades económicas”.

“Continuaremos a apoiar os empresários e os trabalhadores para manter as empresas e os empregos”, garantiu João Neves, atribuindo a menor adesão das empresas às medidas sucedâneas do regime transitório de ‘lay-off’ simplificado ao retomar progressivo da atividade.

Embora admitindo uma adaptação das medidas de apoio em caso de deterioração das conjuntura, até porque “o clima é de enorme incerteza”, o governante quase excluiu um regresso por muitos defendido do ‘lay-off’ simplificado no Orçamento do Estado para 2021: “Penso que não estamos nessa fase”, disse.

Já o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, que acompanhou João Neves na visita à comitiva portuguesa na MICAM, destacou que, “apesar de todas as restrições, o setor de bens teve em julho um decréscimo de apenas 7% face ao mês homólogo de 2019” e tem vindo “progressivamente a diminuir o ‘gap’” relativamente ao ano anterior.

“Os exportadores portugueses foram cruciais para que Portugal saísse da última crise. Foram, em grande medida, uns heróis e desta vez não vai ser diferente, serão os exportadores e estas empresas que vão fazer com que Portugal ultrapasse este momento particularmente difícil em todo o mundo”, considerou.

*** Patrícia Dinis, enviada da agência Lusa ***

*** A jornalista viajou a convite da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS) ***

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Guimarães

“Sou avesso às máscaras”, justifica militante de Guimarães durante convenção do Chega

Covid-19

em

Foto: Chega TV

As máscaras de proteção contra a covid-19 usadas por muitos participantes na manhã do primeiro dia da Convenção Nacional do Chega foram “caindo” com o passar das horas e de tarde, na sala, poucos as tinham postas.

À entrada da sala para a II Convenção Nacional do partido, em Évora, um segurança controlou, desde o arranque dos trabalhos, o uso da máscara por quem entrava, sem registo de muitos “prevaricadores” durante a manhã.

Mas, os que não traziam máscara, também tinham “remédio” imediato. Aos seus pés, o segurança teve sempre uma caixa com máscaras, que distribuiu aos “esquecidos”.

Também no corredor de acesso, durante a manhã, foi possível observar que muita gente passou por uma estrutura com um doseador de gel desinfetante e um termómetro de infravermelhos.

Só que, depois de almoço, a “história” já foi outra, constatou a Lusa no local. Na sala com os cerca de 600 participantes, raros eram os que, fila a fila, ainda tinham a máscara colocada no rosto.

“Estou extremamente cansado de estar com ela e, pessoalmente, sou avesso à máscara. É um antro de doenças e não de proteção de doenças”, justificou à Lusa o militante do Chega Adão Pizarro, que viajou até Évora desde Guimarães, com outros três membros da concelhia local.

Questionado sobre se, ao estar sem máscara, não o preocupava a covid-19, o mesmo militante ironizou: “Vamos todos ter de passar pelo vírus. Quando vier, que venha por bem que a gente vai mandar a covid ‘às favas’”.

O seu companheiro de concelhia Rodrigo Freitas, sentado ali ao pé e igualmente sem máscara, comparou o facto de estar na convenção partidária com uma ida ao café

“Entrámos aqui com máscara e agora sentámo-nos e tirámo-la. É como no café”, afirmou.

Chegados só de tarde, Rui Pedro Rodrigues e Maria José Costa, um casal de Lisboa, foram outros dos que dispensaram as máscaras no interior da sala.

“Estamos sem máscara, mas com o distanciamento social necessário. É uma separação consciente e fizemos a desinfeção à entrada”, afiançou Maria José, acrescentando ter “desinfetante na carteira pronto a usar”.

O coordenador do núcleo do Chega em Gondomar (Porto), Durval Padrão, invocou igualmente o facto de estar sentado no seu “cantinho”, distanciado das pessoas, para ignorar a máscara.

“Isto da máscara é violento, é o que acho, ou então é por eu já estar perto dos 50”, disse o antigo dirigente do Partido Democrático Republicano (PDR), do qual se desvinculou por não ter gostado “do que lá se passava”, optando agora pelo Chega, que considera ser “um partido diferente”.

Aliás, a pandemia de covid-19 “foi um ótimo pretexto para quem vive à custa do dinheiro dos contribuintes não fazer nada”, alegou, criticando: “As câmaras e os tribunais aproveitam para fazer o menos possível. Tudo o que é público está parado paradinho”.

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Guimarães

Ministro inaugura sede do MIT Portugal na UMinho em Guimarães

Tecnologia

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Foto: Twitter

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, vem segunda-feira à Universidade do Minho, em Guimarães, para a inauguração da sede do Programa MIT Portugal. Este programa junta o MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA, o Governo português e várias entidades nacionais.

A cerimónia – diz o Gabinete da Reitoria – decorre pelas 18h00, no edifício 1 do campus de Azurém, prevendo-se uma visita às novas instalações e as intervenções de Manuel Heitor, do reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, e do diretor do MIT Portugal e presidente da Escola de Engenharia da UMinho, Pedro Arezes.

Face ao contexto pandémico, a sessão vai ser acompanhada por um número reduzido de convidados, nomeadamente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), do AIR Centre – Centro Internacional de Investigação do Atlântico, da Agência Espacial Portuguesa, da Agência Nacional de Inovação, de universidades e de empresas.

Ideias inovadoras

O Programa MIT Portugal nasceu em 2006 e envolve o MIT, o Governo português, além de academias e centros de investigação nacionais, associações e a indústria.

Tem como objetivo impulsionar ideias inovadoras e projetos de I&D sobre desafios complexos da sociedade e do planeta, alavancando o desenvolvimento e a competitividade económico-social de Portugal.

Para o período 2020/2023 aposta em quatro áreas: alterações climáticas, sistemas terrestres (Oceanos e Espaço), transformação digital e cidades sustentáveis, todas elas com abordagens e metodologias ancoradas em ciência de dados.

A sua próxima Conferência Anual ocorre a 15 de outubro, em Lisboa, com oradores de vários países.

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