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Alto Minho

Trabalhadores da Kyaia concentram-se em Paredes de Coura para contestar “corte ilegal” de salários

Colegas de Guimarães também protestaram, no mês passado, no centro da cidade

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Trabalhadores da Kyaia vão concentrar-se, no sábado, em Paredes de Coura, contra a “redução abusiva e ilegal” nos salários de novembro, informou hoje o Sindicato Calçado do Minho e Trás-os-Montes.


Em comunicado, a estrutura sindical explicou que aquela redução no vencimento, já verificada no mês de outubro, resulta de “uma decisão da administração do grupo, à revelia das normas do Contrato Coletivo de Trabalho e do Código de Trabalho, de impor aos trabalhadores um aumento diário do horário de trabalho em 20 minutos, “através da imposição unilateral de duas pausas diárias de 10 minutos, uma de manhã, outra à tarde, excluídas do período normal de trabalho”.

“A maioria dos trabalhadores recusou cumprir a decisão ilegal da administração e continua a praticar o horário de trabalho anterior. O caminho não é aumentar o horário de trabalho semanal, é a redução progressiva para as 35 horas”, sustenta a estrutura sindical.

Na nota, o sindicato refere que, “em breve”, irá avançar outros pormenores da organização do protesto agendado para o próximo sábado.

O sindicato adianta ter desenvolvido “tentativas de diálogo e negociação, direta e indireta, mediadas pela Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT)”, mas a “administração manteve-se irredutível numa posição de prepotência de manutenção da sua decisão ilegal”.

O Sindicato do Calçado do Minho e Trás-os-Montes revelou “ter solicitado a intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT)” e, “ao mesmo, apresentado uma providência cautelar com o objetivo de suspender a decisão do Grupo”.

O grupo Kyaia foi fundado em 1984 por Fortunato Frederico e Amílcar Monteiro, emprega cerca de 600 trabalhadores entre Guimarães, distrito de Braga, e a unidade de fabrico de Paredes de Coura, Viana do Castelo.

Segundo informações do grupo, o volume de negócios é de 55 milhões de euros, sendo que o modelo de negócio se estende, além da produção de calçado, às áreas da distribuição e do retalho, mas também ao ramo imobiliário e das tecnologias de informação.

Em meados de novembro, o PCP e o Bloco de Esquerda criticaram a decisão “prepotente e ilegal” do grupo Kyaia de “aumentar o horário de trabalho diário em 20 minutos” e perguntaram ao Governo que medidas irá tomar para repor a legalidade.

Em requerimentos dirigidos ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, aqueles dois partidos querem saber, desde logo, se a ACT já interveio.

Os partidos referem que o grupo decidiu, numa “clara violação” do contrato coletivo de trabalho e da lei laboral, “aumentar o horário de trabalho diário em 20 minutos”.

Acrescentam que, face à recusa da maioria dos trabalhadores em aceitar este “aumento” de horário de trabalho e à “indisponibilidade” da administração em dialogar com o sindicato que os representa, a empresa, em outubro, descontou aos trabalhadores “ilegalmente” 20 minutos diários.

Anteriormente, os trabalhadores da Kyaia de Guimarães manifestaram-se no centro daquela cidade, acusando o grupo de “violar o contrato coletivo de trabalho” ao “exigir” que cumpram mais 20 minutos por dia “devido a pausas forçadas” durante a jornada.

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Alto Minho

BMW que vale um milhão de euros roubado de garagem em Ponte de Lima

Clássico

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BMW 328i

Um clássico BMW modelo 328 do ano de 1939 foi dado como roubado de uma coleção particular situada em Ponte de Lima, no passado dia 07 de julho.

De acordo com o Jornal dos Clássicos e com o Automóvel Clube de Portugal, a viatura desportiva terá desaparecido do espaço, tendo sido avistado pela última vez em Sampaio, no concelho de Ermesinde.

O carro tem a matrícula DH-10-34 e o número de chassis 85173.

De acordo com o departamento de Clássicos do ACP, o departamento histórico da BMW em Munique já foi alertado para o desaparecimento da viatura, uma vez que existem apenas cerca de 400 exemplares deste modelo.

Numa breve pesquisa em sites de leilões deste tipo de automóveis, é possível ver diferentes preços, variando entre os 500 mil e o milhão de euros.

 O modelo, que atingia os 135 quilómetros horários, foi fabricado entre os anos de 1936 e 1940, tendo sido produzidas 434 unidades. Tem motor de seis cilindros com 80 cavalos de potência.

Qualquer informação sobre o paradeiro do automóvel pode ser remetida ao cuidado do ACP.

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Alto Minho

Incêndio em armazém de tratamento de resíduos em Ponte de Lima

Incêndio industrial

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Foto: Facebook dos Bombeiros de Arcos de Valdevez

Um incêndio deflagrou nesta tarde de sábado nas instalações da empresa Gintegral, em Vitorino das Donas, concelho de Ponte de Lima.

As chamas consumiram o recheio de um armazém de tratamento de resíduos desde cerca das 17:00 horas. O armazém, sem cobertura, é rodeado por paredes de betão, ardendo os fardos de resíduos que se encontram no interior, disse a O MINHO Carlos Lima, comandante dos Bombeiros de Ponte de Lima.

“O incêndio está confinado aquele espaço mas a matéria prima é bastante inflamável e estamos a proceder ao ataque para que não passe para a área florestal envolvente”, acrescentou o chefe de comando, cerca das 18:30 horas deste sábado.

Carlos Lima confirma ainda que as chamas atingiram uma pequena porção de zona florestal mas que essa situação já está resolvida, após ajuda de um meio aéreo.

Explica ainda que no local estiveram ambulâncias da corporação para prestar assistência a bombeiros que se encontravam desidratados face às elevadas temperaturas sentidas no local.

“Os bombeiros saem, recuperam e voltam depressa para o combate”, disse o comandante.

No local estiveram os Bombeiros de Ponte de Lima, Caminha, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Viana do Castelo, num total de 51 operacionais.

O incêndio foi dado como extinto já perto da noite deste sábado.

(notícia atualizada às 21h47)

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Alto Minho

Menino de 5 anos gravemente queimado num piquenique em Arcos de Valdevez

Numa praia fluvial

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Foto: Facebook de Bombeiros de Arcos de Valdevez

Uma criança de cinco anos sofreu queimaduras graves na sequência de um acidente com gás, ao início da tarde deste sábado, numa praia fluvial em Arcos de Valdevez, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

O menino estava com a família na praia fluvial de São Jorge, durante um piquenique, quando uma mangueira que ligava uma botija de gás a um grelhador terá escapado, provocando um incêndio

A criança acabou por ser atingida pelas chamas em cerca de 60% do corpo causando grande apreensão por haver suspeitas de que o fogo tenha atingido as vias respiratórias, disse a O MINHO Filipe Guimarães, comandante dos Bombeiros de Arcos de Valdevez.

Para o local foram acionados os Bombeiros de Arcos de Valdevez com três viaturas e nove operacionais, assim como a ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Arcos de Valdevez e a Viatura de Emergência Médica (VMER) de Viana do Castelo, estas últimas do INEM.

A criança foi estabilizada e entubada no local pela equipa médica da VMER, sendo posteriormente transportada para o Hospital de São João, no Porto, com ferimentos considerados “graves”.

A GNR de Arcos de Valdevez registou a ocorrência.

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