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Região

Temperaturas vão continuar a rondar os 30 graus

IPMA.

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Foto: DR/Arquivo

O calor vai continuar a fazer-se sentir no continente, com as temperaturas a rondar os 30 graus na generalidade do território, ligeiramente acima do que é normal para esta época do ano, segundo a meteorologista Patrícia Gomes.


“Vamos continuar com calor. As temperaturas máximas vão estar ligeiramente acima do que é normal para esta época do ano e as mínimas também estão com valores relativamente elevados, em especial do interior Centro e na região Sul”, disse à Lusa a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com Patrícia Gomes, as temperaturas mínimas vão rondar os 20 graus Celsius, exceto na região Norte e alguns locais do interior, onde deverão atingir os 12/14 graus.

“Para hoje e sábado, a temperatura máxima vai rondar os 30 graus em quase todo o território, exceto em alguns locais mais próximos da faixa costeira, que devido ao efeito de brisa atingem valores mais baixos, ainda assim 23/25 graus, mas normais para esta época do ano”, explicou.

As previsões para hoje e sábado não são, segundo Patrícia Gomes, muito diferentes dos últimos dias.

“Vamos ter céu pouco nublado ou limpo, alguma nebulosidade no litoral oeste e mesmo no Algarve, neblinas e nevoeiros matinais, que podem persistir em alguns locais da faixa costeira ocidental ao longo do dia. Podemos também ter um aumento de nebulosidade nas regiões do interior Centro e Sul, aguaceiros e trovoada, também no interior Centro e Sul mesmo nas regiões mais próximas da fronteira com Espanha”, salientou.

No que diz respeito ao vento, Patrícia Gomes indicou que o vento deverá soprar fraco, sendo mais intenso nas terras altas até ao meio da manhã e a partir do final da tarde.

“Quanto às temperaturas, não vamos ter grandes variações ao longo da próxima semana. De acordo com informação disponível no momento, há uma ligeira descida na terça-feira de 2/3 graus, mas ainda assim grande parte do território vai ter valores próximos dos 30 graus”, disse.

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Barcelos

De Barcelos à Islândia para guiar turistas e tirar incríveis fotografias de baleias

Rui Duarte é licenciado em Biologia e Geologia pela Universidade do Minho

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Foto: Rui Duarte

Licenciado em Biologia e Geologia pela Universidade do Minho (UM), Rui Duarte encontrou na fotografia uma escapatória para não ficar preso entre paredes. Conjugando as diferentes áreas, esteve entre julho e setembro na Islândia a trabalhar como guia da natureza e vida selvagem e na mala trouxe belíssimas fotografias de baleias.

A fotografia apareceu a Rui Duarte no último ano da faculdade quando estava “desmotivado com o curso”, que o parecia condenar a “rato de laboratório”. “Não escolhi o curso para ficar preso num único espaço”, aponta jovem da freguesia de Rio Covo Santa Eugénia.

Membrana peitoral de baleia. Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Praticante de judo, tinha um professor daquela modalidade, Nuno Gonçalves, que “já fotograva há bastante tempo” e, por causa dessa atividade, fazia viagens. E na cabeça de Rui Duarte fez-se um clique: “Se eu conseguir conciliar os dois mundos, talvez tenha aqui um bom passaporte para ir além-fronteiras. Comecei a estudar essa arte [fotografia] e adorei”.

Autodidata, o jovem barcelense, também treinador de judo, devorou tutoriais e livros de mestres da fotografia e aproveita as oportunidades em estâncias de turismo para registar a natureza e vida animal.

Neste caso, a proposta surgiu em fevereiro, mas a pandemia colocou tudo em causa, porque não havia turistas. “Chegaram a mandar-me mensagem: estamos sem turistas, portanto vais ter que aguardar para o próximo ano. Fiquei muito desmotivado”, conta o barcelense. Mas, entretanto, como a Islândia era considerado um país seguro, a afluência de turistas aumentou e Rui Duarte foi chamado. “No final de julho fizeram-me a proposta para ir, fiz as malas e mandei-me”.

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Ficou em Husavik até inícios de setembro, quando o país voltou a endurecer as medidas contra a propagação da covid-19, com a imposição de quarentena obrigatória para quem chegasse ao país, o que afastou os turistas e provocou um “acentuado decréscimo das viagens”. “No turista, no party”, graceja.

Como guia de natureza e vida selvagem, Rui Duarte acompanha os turistas, garante que todos cumprem as normas de segurança e dá informação sobre os animais. Leva sempre a máquina consigo no barco.

“As baleias tornam-se previsíveis, porque vêm à superfície, respiram e vão lá abaixo comer. Quando elas vão lá abaixo para comer, partilho informação com os turistas, quando estão cá em cima deixámo-los usufruir do momento para fotografarem e filmarem”, conta. E é nesse momento que também ele aproveita para disparar.

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

A baía de Skaljfandi, com 15 km de diâmetro e oito milhas náuticas, é “impecável para as baleias se alimentarem”, pelo que não é preciso afastar-se muito da casta para as encontrar. As baleias impressionam “pelo tamanho, pela beleza, pelo respirar, que é mesmo estrondoso”, aponta Rui Duarte, que também gosta de fotografar golfinhos (“mas são mais difíceis, são muito rápidos”).

“Cria-se ali uma conexão muito intensa, é isso que tento captar em cada frame para dentro da câmara”, refere o jovem de Barcelos, adiantando que está em contactos com “algumas entidades” para tentar dar uma forma física às fotografias que captou na Islândia e também a enviá-las para “várias plataformas online” para as divulgar.

Os planos futuros passam por acompanhar as baleias nas áreas de reprodução nos trópicos, “para ver as diferenças de comportamentos e também aprender um bocado mais sobre os rituais de acasalamento”. “Estas zonas frias são as áreas de alimentação. As baleias no final do outono, início de inverno, começam a migrar para os trópicos, onde as águas são mais quentes”, assinala. Assim, Cidade do México, Califórnia, Havai, Cabo Verde ou República Dominicana são destinos ambicionados. É preciso a covid-19 deixar.

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Orca. Foto: Rui Duarte

Esta não foi a primeira aventura em mar de Rui Duarte. O jovem de 26 anos em 2018 acompanhou a safra do atum nos açores. “Foi o ponto de partida, o primeiro trabalho a sério. Era um bocado diferente, porque não era lidar com clientes, era lidar com trabalhadores, pescadores, mas funcionou tudo bem”, considera o barcelense que, desde o último ano de universidade, em 2015, não larga a máquina fotográfica.

No ano passado, esteve numa empresa de observação de baleias e golfinhos em Sagres, que também lhe proporcionou um “bom portfólio” e acabou por funcionar como rampa de lançamento para a Islândia.

 

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The North Atlantic Humpback whale (Megaptera novaeangliae) has a unique feature! In latin Megaptera means big-flipper and it refers to the pectoral fin which is about 1/3 of their body size. In all other oceans this flipper is black in the upper part, and white in the lower part. But the individuals from the North Atlantic have their pectoral fins completely white which is definitely really helpful for anyone watching whales and struggling to predict when their’re about to dive. The Angel of the ocean will open their “wings” and paddle to the front to gain speed, allowing even in overcast days to clearly notice the contrast in the water, right before raising the fluke and propel themselves to the depths of the ocean!

Uma publicação partilhada por Rui Duarte (@putchism_) a

Tendo a natureza como principal objeto, Rui Duarte espera que as suas fotografias passem a mensagem de que não nos podemos desligar dela: “Está tudo demasiado conectado para nós nos desvirtualizarmos da natureza. Muita gente, após o período de quarentena, procurou refúgio na natureza e é super importante entender esta conexão. Não estamos no topo, temos inteligência e ideias para estar no topo, mas não somos os reis da selva. Adorava que as pessoas percebessem isso e abraçassem mais a natureza e vivessem mais de acordo com ela. É esse o meu mote quando fotografo e gostava de poder influenciar as pessoas nesse sentido”.

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Ave

Famalicão: Manuel Teixeira morreu a poucos dias de completar 101 anos

Óbito

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Foto: JF Castelões

Manuel Teixeira, a pessoa mais velha da freguesia de Castelões, em Famalicão, faleceu esta segunda-feira, a poucos dias de celebrar 101 anos de vida.

Manuel Teixeira completaria 101 anos, no dia 9de outubro, próximo sábado.

Na sua página de Facebook, a Junta de Castelões apresenta “as mais sentidas condolências a toda a família enlutada”.

Famalicão: Manuel Teixeira faz 100 anos e mantém-se lúcido e independente

No ano passado, o centenário de Manuel Teixeira, celebrado no Centro Social de Castelões, decorreu com direito a missa e a receber as felicitações por parte do presidente da Câmara de Famalicão.

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Alto Minho

Morreu antiga vereadora da Câmara de Monção

Óbito

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Foto: CM Monção

Morreu a professora e antiga vereadora da Câmara de Monção Maria Amélia da Ponte Pires Novo. O funeral realiza-se terça-feira, pelas 11:00, na Igreja Paroquial de Mazedo.

Em comunicado, o município “apresenta sinceras e profundas condolências ao marido, Carlos, à filha, Mariana, e restante família, enviando-lhes uma palavra de amizade, força e coragem neste momento doloroso”.

Além da sua profissão como professora, tendo lecionado muitos monçanenses, Maria Amélia da Ponte Pires Novo exerceu funções políticas como vereadora em regime de permanência nas presidências de Armindo Guedes da Ponte (1991/1993 e 1993/1997) e como vereadora da oposição na Presidência de José Emílio Moreira (1997/2001).

Na publicação da página do Município de Monção multiplicam-se as mensagens de pesar e consternação, muitas de antigos alunos que recordam “um ser humano excecional”.

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