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Braga

Tatuador de Braga é um dos mais premiados em concursos internacionais

Pedro Eman leva 20 anos como tatuador: “Há emigrantes que vêm de propósito ao meu estúdio”

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Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

É um dos tatuadores mais conhecidos em Portugal e vencedor de prémios em eventos internacionais. Pedro Eman acaba de ganhar o segundo lugar na Convenção Internacional do Porto na categoria ‘Retrato’. No ano passado, já tinha conquistado um pódio mas na categoria ‘Preto e Cinza”.

Pedro Eman leva 20 anos como tatuador. Começou no Porto mas há 10 anos mudou-se de armas e bagagens para Braga. O ‘amor’ com cidade é tal que, agora, quando vai à Invicta, por questões familiares, “sinto-me claustrofóbico. Quero voltar logo”. Ele e a companheira abriram um estúdio em Vila Verde, “mais uma prova que queremos ficar”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

A cidade de Braga não era estranha ao tatuador. O pai é bracarense de gema mas mudou-se para o Porto. Depois de se iniciar na arte das tatuagens, Pedro foi dando algumas aulas e um dos alunos era de Braga: “o mercado aqui não estava tão saturado como no Porto”.

Decidiu abrir o próprio estúdio num centro comercial no centro da cidade e se no início, “ia a vinha todos os dias”, há cinco anos decidiu assentar arraiais na cidade dos Arcebispos. “Não estou nada arrependido”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

O tatuador tem ganhos vários prémios nas áreas que mais gosta de desenvolver: retratos ou preto e cinza. Reconhece que as tatuagens “estão na moda” muito por ‘culpa’ “dos famosos, sejam pessoas ligadas ao futebol, ao cinema, à música e à própria moda”. A arte de tatuar está sempre a evoluir seja com novas máquinas ou novas tintas gerando “muitos milhões em alguns países”.

Clientes

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Um dos clientes mais velhos de Pedro Eman tem 60 anos, o mais novo deve andar pelos 14. Os pedidos passam por imagens realistas, minimalistas, nomes ou frases. As redes sociais continuam a ser o melhor veículo para divulgar o que vai fazendo. Só no Instagram tem milhares de seguidores.

“A parte da cintura, a anca ou a clavícula” são os locais onde considera ser “mais chato” tatuar por “não serem muito planas. Mas, para mim, são, ao mesmo tempo, um desafio”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Os pedidos dos clientes são sempre atendidos mas Pedro não se inibe de dar conselhos ou dicas. “Gosto quando o cliente vem, troca umas ideias e volta no dia seguinte porque me dá tempo para pensar naquilo que o cliente quer”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

“Há emigrantes que vêm de propósito ao meu estúdio [no centro comercial BragaShopping] e há pessoas do Porto, Famalicão que vêm cá porque gostam do meu trabalho”, refere acrescentando que “uma peça pode demorar um dia inteiro a tatuar”, o que é “fisicamente desgastante” até porque “a qualidade do trabalho tem ser igual do primeiro ao último minuto”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

A companheira está mais ligada ao realismo. O pedido do cliente é desenho numa espécie de papel vegetal que depois é repassado na pele na zona pretendida. Quase todas as tatuagens são a preto e cinza: “ainda não há tradição, no nosso país, das tatuagens coloridas. Há quem peça mas é muito raro”.

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