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Desporto

Sporting conquista Taça da Liga em Braga

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Taça da Liga em Braga. Foto: LPFP

O Sporting venceu hoje pela primeira vez a Taça da Liga de futebol, ao derrotar o Vitória de Setúbal no desempate por grandes penalidades 5-4, depois de 1-1 no tempo regulamentar, jogo que os sadinos podiam ter vencido.

Tomás Podstawski rematou à barra o terceiro penálti dos sadinos e William Carvalho desta vez não falhou, como na quarta-feira, com o FC Porto, e ‘carimbou’ a vitória da equipa ‘leonina’, que já nas meias-finais tinha vencido os ‘dragões’ no desempate por penáltis.

À terceira foi de vez, depois de ter perdido duas finais, com o Vitória de Setúbal e Benfica, mas os ‘leões’ realizaram uma exibição aquém do que se esperava, sobretudo na primeira parte, em que um grande Vitória de Setúbal foi bem melhor.

Gonçalo Paciência, o jogador que Jorge Jesus não queria ver jogar no Vitória, esteve em grande nível e inaugurou o marcador logo aos quatro minutos, mas Bas Dost empataria aos 80, de penálti.

O técnico do Sporting apostou em Bryan Ruiz e Montero para substituir Gelson Martins (que se lesionou diante dos portistas) e um ultimamente ‘apagado’ Acuna.

No Vitória de Setúbal, Vasco Fernandes regressou ao eixo defensivo e, em relação à equipa que derrotou a Oliveirense na terça-feira (2-0), José Couceiro trocou ainda de laterais, entrando Arnold para a direita e Nuno Pinto para a esquerda, aposta que se revelou certeira, sobretudo no primeiro tempo.

O Sporting entrou de ‘pezinhos de lã’ e o Vitória a todo o gás e, logo aos quatro minutos, Gonçalo Paciência aproveitou um mau corte de Fábio Coentrão e uma hesitação de Coates para receber com o pé direito, rodar e rematar com o esquerdo.

Com cerca de 20 mil adeptos nas bancadas a apoiá-lo, o Sporting parecia estar ainda a perceber o que lhe tinha acontecido quando, três minutos depois João Teixeira fez o que quis de Piccini e quase o segundo do Vitória – valeu a atenção de Rui Patrício com uma boa defesa para canto.

Pior entrada em jogo do Sporting era difícil de imaginar: displicente e pouco intenso, os ‘leões’ acusaram muito o golo sofrido, não revelando clarividência para criar uma única oportunidade de golo em toda a primeira parte.

Aos 13 minutos, um cabeceamento de Bas Dost não chegou a assustar Pedro Trigueira e seria o Vitória de Setúbal a estar muito perto de dilatar a vantagem, com Vasco Fernandes a cabecear ligeiramente ao lado após um livre (22).

Jorge Jesus não parava de ‘puxar as orelhas’ aos seus jogadores, mas isso parecia só os intranquilizar mais: William Carvalho não conseguia pensar o jogo, Bruno Fernandes não acertava um passe ou finta, Rúben Ribeiro e Bryan Ruiz foram nulidades a atacar nas alas e pouco ajudavam a defender, permitindo perigosas subidas de Arnold e Nuno Pinto.

Muito personalizado e pressionante, o Vitória manietava a primeira fase de construção do Sporting que saiu para o intervalo debaixo de uma forte assobiadela dos seus adeptos.

Jesus tirou Bryan Ruiz e Rúben Ribeiro ao intervalo e apostou em Battaglia e Acuna, mas foi o Vitória a desperdiçar uma grande oportunidade depois de novo ‘coelho da cartola’ tirado por Gonçalo Paciência na linha final: a bola sobrou para Costinha que, no ‘coração’ da área, rematou a rasar o poste (50).

Aos 54 minutos, e após um livre da esquerda que a defesa vitoriana deixou passar, Coates atirou muito por cima quando estava em excelente posição.

Jorge Jesus esgotou as substituições aos 64 minutos, com Doumbia a render Montero e o lance que daria o empate ao Sporting começou aos 75 minutos.

Pedro Trigueira defendeu quase tudo: um cabeceamento de Bas DOst, no chão a recarga de Fábio Coentrão, mas quem defendeu a terceira investida, outra vez de Bas Dost, foi Tomás Podstawski.

Mão na bola de difícil análise, que só um demorado visionamento das imagens do videoárbitro por Rui Costa permitiu descortinar.

O ponta de lança holandês converteu a grande penalidade (80) e, dois minutos depois, uma ‘bomba’ de Bruno Fernandes de muito longe quase virou o resultado, mas Trigueira exibiu-se a grande nível.

José Couceiro refrescou a equipa até ao final com Pedrosa, Patrick e Edinho já a pensar nas grandes penalidades, mas o remate à barra de Podstawski deu o triunfo ao Sporting, que converteu todos os seus remates.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Municipal de Braga.

Vitória de Setúbal – Sporting, 1-1 (4-5gp)

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores:

1-0, Gonçalo Paciência, 04 minutos.

1-1, Bas Dost, 80 (grande penalidade).

Marcadores das grandes penalidades:

1-0, Gonçalo Paciência.

1-1, Bas Dost.

2-1, Patrick.

2-2, Bruno Fernandes.

2-2, Tomás Podstawski (à barra).

2-3, Mathieu.

3-3, Edinho.

3-4, Coates.

4-4, Arnold.

4-5, William Carvalho.

Equipas:

– Vitória de Setúbal: Trigueira, Arnold, Vasco Fernandes, Pedro Pinto, Nuno Pinto, Semedo, Tomás Podstawski, Costinha (Patrick, 88), João Teixeira (André Pedrosa, 83), João Amaral (Edinho, 90+3) e Gonçalo Paciência.

(Suplentes: Cristiano, Patrick, Jacob Adebanjo, André Sousa, André Pedrosa, Allef e Edinho).

Treinador: José Couceiro.

– Sporting: Rui Patrício, Piccini, Mathieu, Coates, Fábio Coentrão, William Carvalho, Bruno Fernandes, Bryan Ruiz (Battaglia, 46), Rúben Ribeiro (Acuña, 46), Montero (Doumbia, 64) e Bas Dost.

(Suplentes: Salin, Ristovski, André Pinto, Battaglia, Bruno César, Acuña e Doumbia).

Treinador: Jorge Jesus.

Árbitro: Rui Costa (Associação de Futebol do Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Semedo (18), Coates (29), William Carvalho (51), Trigueira (67), Acuña (72), Tomás Podstawski (79), Arnold (90+5) e Edinho (no desempate por grandes penalidades).

Assistência: 24.137 espetadores.

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Futebol

Falta de unanimidade impede cinco substituições na próxima jornada da I Liga

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A falta de unanimidade das SAD dos clubes da I Liga portuguesa de futebol impede a entrada em vigor das cinco substituições já na 25.ª jornada, que começa na quarta-feira, anunciou hoje a Liga de clubes.

Em comunicado, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional refere que “a infeliz oposição de uma sociedade desportiva, no decurso das reuniões de hoje”, impede que “esta medida entrasse em vigor já na primeira jornada da retoma”, após a paragem motivada pela covid-19.

Para a LPFP, a posição do Marítimo, “além de desautorizar os departamentos de futebol, abria a porta a impugnações e procedimentos disciplinares que, a todo o custo, o futebol profissional deve evitar”.

O organismo que tutela o futebol profissional recordou que o plano de retoma decorreu “num clima de cooperação construtiva, com os contributos dos consultores de saúde pública da Liga Portugal e em articulação com o Grupo de Trabalho da USP [Unidade de Saúde e Performance] da FPF [Federação Portuguesa de Futebol] e com a DGS [Direção-Geral da Saúde]”, e foi feito “na exclusiva defesa dos interesses das sociedades desportivas”.

“A decisão, do regresso da Liga NOS, foi tomada em benefício dos clubes e dos seus compromissos, mas não pode, em circunstância alguma, comprometer as atuais condições de segurança e saúde ou as determinações do executivo governamental e da Direção-Geral de Saúde dirigidas ao futebol”, lê-se.

Neste processo, ficou “pelo caminho”, segundo a LPFP, “a transposição para os regulamentos internos da deliberação do International Football Association Board (IFAB), hoje divulgada oficialmente pela Federação Portuguesa de Futebol e já adotada para a Taça de Portugal, que, com vantagem, permitiria a utilização de cinco substituições e nove suplentes na Liga NOS”.

“É um claro revés para os interesses dos clubes e – ainda mais importante – para a preservação da condição física dos atletas, que foi bloqueada por uma interpretação excessivamente restritiva dos estatutos e que foi tão mais surpreendente quanto veio ao arrepio da posição unânime dos clubes, consultados os seus departamentos de futebol”, refere.

A LPFP relembra ainda que esta “foi uma proposta que, desde a primeira hora, se anunciou que seria submetida à ratificação da Assembleia Geral da Liga Portugal”.

“Com efeito, na falta da unanimidade dos participantes na competição, poder-se-ia suscitar a questão da utilização irregular de jogadores, que é sancionado com a pena de derrota, subtração de pontos e multa”, assume a LPFP.

O organismo adia, assim, a entrada em vigor desta medida até à Assembleia Geral, marcada para 09 de junho, dia em que começa a 26.ª jornada.

“Como forma de proteger a competição e as sociedades desportivas, de boa-fé, com ética, lealdade e transparência entendeu a Liga Portugal que a prudência impunha que a decisão não produzisse efeitos até que fosse aprovada pelo órgão (em condições normais) competente para o efeito”, lê-se.

O Marítimo tinha informado na sexta-feira que “renuncia” à possibilidade de impugnar a I Liga portuguesa de futebol, com regressa em 03 de junho, mas que rejeita ser “coagido” a assinar uma declaração “ilegal” no plano de retoma.

A I Liga vai ser reatada sob fortes restrições e sem público nos estádios em 03 de junho, com o encontro entre Portimonense e Gil Vicente, naquele que vai ser o primeiro dos 90 jogos das últimas 10 jornadas, até 26 de julho.

Após 24 jornadas, o FC Porto lidera a competição, com 60 pontos, mais um do que o campeão Benfica.

Além do principal escalão, também a final da Taça de Portugal, entre Benfica e FC Porto, integra o plano de desconfinamento face à pandemia de covid-19, ainda em data e local a designar.

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Futebol

Plantel do Rio Ave testa negativo à covid pela quarta vez consecutiva

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Rio Ave, clube da I Liga portuguesa de futebol, anunciou hoje que pela quarta vez consecutiva todo o grupo de trabalho testou negativo nos exames de despiste à covid-19,

Os exames, feitos na quinta-feira, foram também os quartos desde que a equipa regressou aos treinos no estádio, e abrangeram jogadores, técnicos, e elementos da estrutura de apoio do clube.

“Pela quarta semana consecutiva, e desde que o grupo voltou ao trabalho no relvado do estádio, os resultados mantêm-se integralmente negativos, o que se conclui ser consequência do sentido de responsabilidade que todos têm demonstrado, quer no dia a dia do clube, quer no domínio familiar, desde o primeiro dia”, vincou o Rio Ave numa nota publicada no site do clube.

O emblema vila-condense revelou, ainda, que antes da partida de retoma do campeonato, na receção ao Paços de Ferreira, agendada para para 7 de junho, o grupo será ainda submetido a dois testes de despiste à covid-19.

Os exames serão realizados 72 e 24 horas antes do embate com os pacenses, que terá como palco o recinto dos vila-condenses, cuja utilização foi aprovada pela Direção Geral de Saúde.

A I Liga vai ser reatada sob fortes restrições e sem público nos estádios em 03 de junho, com o encontro entre Portimonense e Gil Vicente, naquele que vai ser o primeiro dos 90 jogos das últimas 10 jornadas, até 26 de julho

Após 24 jornadas, o FC Porto lidera a competição, com 60 pontos, mais um do que o campeão Benfica.

Além do principal escalão, também a final da Taça de Portugal, entre Benfica e FC Porto, integra o plano de desconfinamento face à pandemia de covid-19, ainda em data e local a designar.

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Futebol

Voo do Santa Clara, próximo adversário do SC Braga, adiado duas vezes

I Liga

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Foto: DR

O voo do Santa Clara, primeiro adversário do SC Braga no regresso da I Liga, para o continente, onde a equipa irá disputar o resto da I Liga de futebol, foi adiado pela segunda vez, devido a uma avaria no avião, avançou à agência Lusa fonte do clube.

A mesma fonte revelou que a equipa irá ter novo voo no próximo sábado às 10:00 (hora local), tendo chegada prevista às 13:00, hora de Lisboa.

É o segundo adiamento do voo Santa Clara para o continente, que estava inicialmente marcado para o meio da tarde desta sexta-feira, tendo sido adiado para as 23:45 (hora local) com chegada prevista para as 2:45 de Lisboa.

Segundo o que agência Lusa apurou, a comitiva do Santa Clara chegou a entrar no avião, mas a entrada de um pássaro no motor impediu a descolagem.

O emblema açoriano irá viajar para Lisboa para disputar os restantes jogos da I Liga de futebol como visitado na Cidade do Futebol, em Oeiras, para evitar possíveis surtos da covid-19.

Por indicação da Direção-Geral da Saúde, o Santa Clara terá de voar num voo fretado, que será operado pela SATA e que custará cerca de 30 mil euros aos cofres do emblema açoriano.

No retomar do campeonato, os açorianos vão receber o SC Braga no dia 05 de junho, às 18:00 na Cidade do Futebol.

Nas restantes jornadas, os ‘encarnados’ de Ponta Delgada vão enfrentar o Vitória de Setúbal (fora), o Portimonense (casa), o Benfica (fora), o Boavista (fora), o Marítimo (casa), o Sporting (fora), o Aves (casa), Rio Ave (fora), e Vitória de Guimarães (casa).

Uma vez que o último jogo do campeonato frente aos vimaranenses ainda não tem data marcada, o emblema insular ainda não sabe quando irá regressar aos Açores.

A I Liga, na qual o Santa Clara está no 10.º lugar, com 30 pontos, tem o seu retorno previsto para 03 de junho, para se disputar as restantes 10 jornadas.

Após 24 jornadas, o FC Porto lidera a competição, com 60 pontos, mais um do que o campeão Benfica.

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