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Sócios do Vitória revoltados com manual do 10.º ano que usa caso Marega para falar de racismo

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A Associação VitóriaSempre veio a público repudiar o conteúdo de um manual de Filosofia do 10.º ano da Porto Editora, por considerar que o mesmo atenta contra a honra dos adeptos do Vitória ao falar no célebre caso Marega, questiona se existe alguma campanha “anti-Vitória” no Ministério da Educação, e pede à direção do clube que aja na justiça.

Os associados acusam os autores – Susana Teles de Sousa, Isabel Pinto Ribeiro e Rui Areal – de se aproveitarem do caso Marega para “moldar opiniões e formar mentalidades”, atiçando os alunos contra os adeptos do Vitória. À direção, pedem que instaure uma providência cautelar para evitar que o livro seja utilizado nas salas de aula.

A matéria em causa está adjacente ao tema “Os Juízos Morais são Subjectivos?”, onde os autores falam em princípios éticos que têm de ser respeitado, indicando que os alunos devem ficar do lado do que disse o âncora da SIC, Bento Rodrigues, que condenou os insultos ao jogador do FC Porto, provenientes das bancadas do Afonso Henriques.

Fonte: Manual de Filosofia da Porte Editora (10.º ano)

Mas os vitorianos não concordam e acusam os autores do manual de “julgarem depuradamente, esquecendo-se que uma história tem sempre dois lados, duas versões e que não há donos de verdades absolutas”.

A associação dá a entender que poderá estar em curso a tentativa da “cartilha” nos mais jovens e questiona: “Será que há uma campanha no Ministério da Educação para fazer dos vitorianos racistas?”.

Defendem-se ainda os adeptos lembrando os “valores morais que saltaram bem à tona aquando do funeral de Neno”, a imensa utilização de N’Dinga e o facto de Bruno Varela ser capitão de equipa. Em comum, todos estes jogadores mencionados são de ascendência africana.

Pedem à direção “que instaure uma providência cautelar impedindo que o respectivo livro seja alvo de estudo nas escolas”, que “instaure uma queixa-crime por difamação aos autores” e que “se reúna com as entidades governamentais, em especial com o Ministério da Educação, relembrando que neste processo “a montanha pariu um rato”.

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