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SNS já está a ser reforçado para o inverno

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O secretário de Estado da Saúde afirmou hoje que já está em curso a preparação do plano para o inverno, com o reforço de recursos humanos, da capacidade instalada dos hospitais, da vacinação e da rede de testagem.


“Sobre a preparação do plano para o inverno, esses recursos humanos já estão a ser contratados e vão, com certeza, continuar a ser contratados de acordo com as necessidades”, disse António Lacerda Sales.

Durante a habitual conferência de imprensa sobre a pandemia da covid-19 em Portugal, o secretário de Estado adiantou que até à semana passada o Serviço Nacional de Saúde tinha sido reforçado com 3.894 profissionais, entre médicos, enfermeiros, assistentes técnicos e operacionais, desde que surgiram os primeiros casos em Portugal, no início de março.

Além do reforço de recursos humanos, a preparação do plano para o inverno passa também pela aposta na capacidade instalada dos hospitais e agrupamentos de centros de saúde, em particular das unidades de cuidados intensivos.

“Temos como objetivo, até ao final do ano, as 9,3 camas por 100 mil habitantes, o que exigirá entre cerca de 930 a 1.000 camas de cuidados intensivos”, precisou.

António Lacerda Sales recordou ainda o reforço da vacinação, referindo o aumento de 600 mil doses, e sublinhou também a intenção do Governo em aumentar a capacidade de testagem para a covid-19, através da expansão da rede no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo o secretário de Estado, estão também a ser lançados diferentes concursos públicos para equipamentos de proteção individual, zaragatoas, medicamentos e reagentes.

Além das medidas de reforço, o Governo tem-se reunido com os conselhos de administração dos diferentes hospitais no sentido de rever os respetivos planos de contingência.

“Este plano terá, dia após dia, uma concretização maior, sabendo que, além da implementação deste plano, teremos que estar a responder permanentemente a uma retoma da atividade assistencial”, sublinhou, acrescentado que essa atividade terá de se manter mesmo durante uma eventual segunda onda da doença.

Portugal regista hoje mais duas mortes e 306 novos casos de infeção por covid-19 em relação a domingo, 254 dos quais na Região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o boletim diário da Direção-Geral de Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 46.818 casos de infeção confirmados e 1.662 mortes.

Em termos percentuais, nas últimas 24 horas o aumento de óbitos foi de 0,1% (passou de 1.660 para 1.662) e o de casos confirmados 0,7% (de 46.512 para 46.818).

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Plano de vacinação está a ser preparado “há meses” em Portugal

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A diretora-geral da Saúde disse hoje que o plano de vacinação contra a covid-19 em Portugal está a ser preparado “há meses”, sustentando que nenhuma das vacinas em estudo foi ainda aprovada pela Agência Europeia do Medicamento.

“Não há no mercado uma única vacina. Há várias vacinas e são todas diferentes, são feitas com tecnologia diferente. Essas indicações na Europa ainda não foram aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento”, disse Graça Freitas na conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus.

Questionada pelos jornalistas sobre o processo logístico da vacina, Graça Freitas afirmou que o plano de vacinação contra a covid-19 tem vindo a ser feito ao longo destes meses desde que as vacinas começaram a ser fabricadas e testadas.

“O que está a ser feito, há muitos meses já, é o acompanhamento da situação a nível europeu. Portugal está nos mecanismos europeus para adquirir vacinas. Há contratos celebrados com quatro empresas e duas outras estão em vias de entrarem nesta ‘pool’ de fornecedores possíveis para vacinas”, sublinhou, vincando que a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) acompanha com a Agência Europeia do Medicamento todo o desenvolvimento, nomeadamente aparecimento, ensaios clínicos, estudos e indicações.

Graça Freitas afirmou que também a Direção-Geral da Saúde e outras instituições do Ministério da Saúde “estão desde a primeira hora a ver esta evolução e a estudar aquilo que vai saindo”.

A mesma responsável frisou que está a ser pensada toda a logística, nomeadamente transporte, rede de frio e de administração, planos de comunicação e informação, dependendo de onde vier.

“A vacina há de chegar de alguma forma e de acordo com as características da vacina haverá um ponto de chegada e pontos de distribuição secundários, ou seja, como para todas as outras vacinas e de acordo com um plano pré-estabelecido, as vacinas são enviadas para as farmácias de locais descentralizados do país”, disse.

Graça Freitas assegurou ainda que as questões do transporte das vacinas, armazenamento e distribuição estão a ser equacionadas.

Sobre a vacinação em relação aos grupos de risco, a diretora-geral da Saúde admitiu que essa questão está pendente da aprovação da Agência Europeia do Medicamento, frisando que há “vários graus de incerteza”, nomeadamente sobre a quem se destinam as vacinas, qual a eficácia e quantas doses vão ser necessárias.

Portugal contabiliza pelo menos 3.971 mortos associados à covid-19 em 264.802 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 08 de dezembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

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Empresários e académicos dizem que política para a bitola ferroviária europeia é “ilegal”

Carta enviada ao Ministro das Infraestruturas

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Foto: Ilustrativa / DR

Um grupo de empresários e académicos considera que a política do Governo em relação à bitola ferroviária europeia é “ilegal” tendo em conta um regulamento comunitário, adiantou à Lusa Mário Lopes, um dos subscritores de uma carta aberta.

Na missiva, enviada ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, e que o professor do Instituto Superior Técnico assina em conjunto com outras personalidades, o grupo aponta que “as ligações internacionais em bitola europeia, respeitando todas as outras normas regulamentares, são as únicas que garantem uma interoperabilidade plena, ou seja, a não existência de quaisquer limitações em todo o seu percurso e, consequentemente, o transporte mais económico de média/longa distância e também o menos poluente”.

Mário Lopes esclarece que a existência de um regulamento europeu implica que “há um acordo escrito entre os Estados-membros e a Comissão Europeia (CE) para completar a rede ‘core’ [central] da União Europeia até 2030 e que os Estados têm de envidar todos os esforços para isso”, alertando que “um regulamento é uma lei, não é para o Governo concordar ou não concordar, e sim para obedecer”.

Mário Lopes garante que no PNI (Programa Nacional de Investimentos) 2030 “não se prevê fazer um quilómetro de linha em bitola europeia e em 2030 acaba o prazo” o que, na sua opinião, faz com a política do Governo nesta matéria seja “ilegal”.

Além disso, para o professor do Técnico, a Comissão Europeia também “está a cometer uma ilegalidade”, tendo em conta que o mecanismo ‘Connecting Europe Facility’, “que tem dinheiro para financiar a construção das redes transeuropeias, está a ser aplicado em Portugal em linhas que não têm essas características”.

“Independentemente da questão da legislação o mais importante é que isto vai ter consequências tremendas para o nosso país”, defende Mário Lopes, apontando que “70% do comércio externo de Portugal faz-se com a União Europeia e que “desses 70%, 80% faz-se por rodovia”, modo que “vai perder competitividade por questões ambientais e energéticas”.

O académico diz ainda que o sistema atual “é muito vulnerável e não tem competitividade para grandes quantidades e que, por isso, Portugal caminha para o isolamento do seu principal parceiro comercial”, ou seja, Espanha.

Mário Lopes acusa o Governo português de “se desculpar” com “questões mal fundamentadas” e de apresentar “fantasias” de “soluções tecnológicas para o problema da bitola”.

“As soluções existem, não têm é competitividade”, referiu, adiantando que o grupo irá “enviar outra carta à Comissão a dizer que a política portuguesa é ilegal e esta mal fundamentada”.

Na missiva, os subscritores pedem ainda ao ministro das Infraestruturas “uma oportunidade para troca de impressões sobre esta problemática, nomeadamente sobre a imperiosidade de, em alternativa a quaisquer investimentos avulsos, se começar por conceber um Plano Integrado de Transportes capaz de responder eficazmente às necessidades de um reordenamento económico e industrial” do país.

Além de Mário Lopes, a carta é assinada por Henrique Neto, Luís Mira Amaral, António Mocho, Arménio Matias, Fernando Mendes, Fernando Santos e Silva, João Mota Campos, José Manuel Correia, Luís Cabral da Silva, Manuel Ferreira dos Santos e Mário Ribeiro.

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Cientistas tentam encontrar raízes genéticas da doença Alzheimer nos portugueses

Saúde

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Foto: DR / Arquivo

Cientistas portugueses do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e do Van Andel Institute, dos Estados Unidos da América, estão a tentar encontrar as raízes genéticas da doença de Alzheimer na população portuguesa.

“Estamos a fazer um estudo sobre fatores de risco genético da doença de Alzheimer em Portugal, esperando contribuir para a melhor compreensão da doença, e, no futuro, um tratamento melhor e mais personalizado dos nossos doentes”, explicam os investigadores Miguel Tábuas Pereira e Isabel Santana, que estão, neste momento, no Serviço de Neurologia do CHUC.

Este ano, em colaboração com os dois investigadores do CHUC, Rita Guerreiro e José Brás, do Van Andel Institute, receberam uma bolsa de cinco anos e um financiamento de 3,7 milhões USD (dólar americano) do National Institute on Aging (que integra o National Institute of Health), para estudar a predisposição genética para a doença de Alzheimer na população portuguesa.

O CHUC sublinha que se trata do “primeiro estudo do género” em Portugal e também “do maior, estando previsto estudar, ao todo, 25 famílias, 2.500 casos esporádicos de Alzheimer e 2.500 controlos no decorrer do projeto”.

As amostras serão recolhidas em colaboração com os investigadores Miguel Tábuas Pereira e Isabel Santana e depois, em conjunto, “os investigadores irão identificar variantes comuns e raras associadas com o risco genético da doença de Alzheimer, mapeando e analisando o genoma de uma amostra de população portuguesa”, acrescenta.

O CHUC explica que “estes dados serão combinados com dados genómicos publicamente disponíveis de populações não portuguesas para aumentar a diversidade e o poder estatístico dos estudos internacionais em curso”.

A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa e a causa mais comum de demência em todo o mundo. Caracteriza-se pela morte neuronal em determinadas partes do cérebro com algumas causas ainda não determinadas, o que provoca “uma deterioração global e progressiva de diversas funções cognitivas, conduzindo a diversas alterações na capacidade funcional da pessoa, no comportamento e na personalidade”.

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