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Região

Sismo de magnitude 4,6 sentido no Minho

Na escala de Richter.

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Foto: DR/Arquivo

Um sismo de magnitude 4,6 na escala de Richter foi registado hoje de manhã a 130 quilómetros a Noroeste de Peniche, no distrito de Leiria, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), e foi sentido em vários pontos dos distritos de Braga e Viana do Castelo, no Minho.

De acordo com o IPMA, o sismo foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente às 07:12 e o epicentro localizou-se a 130 quilómetros a Noroeste de Peniche.

Foto: DR

De acordo com a Autoridade Nacional de Proteção Civil, este abalo foi sentido no Norte do país, tendo a Autoridade já recebido alguns pedidos de informação.

Os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequeno (2,0-2,9), pequeno (3,0-3,9), ligeiro (4,0-4,9), moderado (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grande (7,0-7,9), importante (8,0-8,9), excecional (9,0-9,9) e extremo (superior a 10).

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Região

Direito de Resposta: De José Manuel Fernandes a Nuno Melo

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Foto: DR

Na sequência do direito de resposta do eurodeputado Nuno Melo à notícia “José Manuel Fernandes é o eurodeputado português mais produtivo”, publicada em O MINHO no dia 13 de fevereiro, o eurodeputado José Manuel Fernandes, visado no texto, pediu direito de resposta.

DIREITO DE RESPOSTA

Fui surpreendido pela publicação de um texto da autoria do eurodeputado Nuno Melo (NM), que invoca o direito de resposta a propósito da notícia com o título “José Manuel Fernandes é o eurodeputado português mais produtivo”, mas apenas para poder emitir publicamente uma série de mentiras e insinuações covardes.

Por injustificadamente ser o meu nome chamado à colação, venho exercer o direito de resposta (lei nº2/99 de 13/1), que se impõe:

1- É falso que eu seja autor ou promotor de qualquer nota de imprensa sobre o MEP Ranking e os seus resultados; inclusivamente, recusei qualquer declaração ou comentário sobre o assunto; também não fiz uma única partilha ou promoção nas redes sociais.

2- Nuno Melo faz ataques pessoais e utiliza a insinuação e a falsidade para disfarçar as suas conhecidas fragilidades. A insinuação torpe de pagamentos promocionais ultrapassa todos os limites e chega a ter relevância criminal.

3- De entre os 21 eurodeputados portugueses, decidiu comparar-se apenas comigo. Acusa-me de ter mais relatórios porque sou coordenador na comissão dos orçamentos? Sou coordenador porque fui eleito pelos meus pares, por unanimidade e aclamação!

Porque é que Nuno Melo não se candidatou a coordenador na Comissão de Agricultura? É que ser coordenador, numa comissão, de um grupo político como o Partido Popular Europeu, é extremamente exigente e dá muito trabalho.

4- É lamentável e anti-patriótico que um eurodeputado português se queixe que outro tenha funções de coordenador no Parlamento Europeu. Seria muito bom para Portugal ter mais coordenadores nas comissões. Essa era a melhor forma de garantir a defesa dos interesses de Portugal que NM tanto apregoa!

5- No que toca aos números apresentados, decidiu usar apenas 5 dos 12 itens possíveis e registados pelo site em causa para se valorizar a si próprio. Optou precisamente por todos os que são menos valorizados na atividade parlamentar. Omite indicadores objetivos! Porque fala apenas de declarações de voto e outros atos burocráticos?

A argumentação não é séria e omite os indicadores fundamentais. Não refere um único relacionado com a atividade por excelência de um deputado: a atividade legislativa! Omite porque não tem atividade legislativa!

6- Eu tenho sido negociador de todos os orçamentos da UE. Fui negociador do novo Mecanismo de Proteção Civil, do Fundo de Solidariedade para Portugal e de propostas relativas aos próximos fundos. Tenho vários projetos piloto aprovados para a juventude e o desporto! Lanço todos os anos publicações de informação europeia, como as edições “Pela Nossa Terra” a coletânea de publicações sobre a UE e os fundos, a economia social e todos os programas para a juventude, assim como os concursos que lanço para as escolas e para apoiar o empreendedorismo.

7- Não trabalho para a estatística. Aliás sou o único português que está no grupo de negociação dos próximos fundos e isso não conta para a estatística! Dou o máximo todos os dias. E os factos provam-no.

8- Se NM fosse coordenador e tivesse mais influência política e trabalho parlamentar do que eu, dava-lhe os parabéns. Essa é outra enorme diferença. Essa é a grande diferença!

José Manuel Fernandes

19/02/2019


Este direito de resposta foi publicado exatamente nos mesmos termos do direito de resposta que lhe deu origem, o que inclui a divulgação na página principal de O MINHO, em ominho.pt (em destaque), na página no Facebook, em facebook.com/ominhopt e no Twitter, em twitter.com/ominhopt, e envio através de notificação ‘push’ aos leitores subscritores.

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Alto Minho

De Paredes de Coura para o topo da investigação em física das partículas

Aos 26 anos, Ana Peixoto, aluna da UMinho ganhou bolsa para investigar no maior acelerador de partículas do mundo, no CERN

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Foto: O MINHO / Skype

Bastou um dia numa masterclass na UMinho para decidiu a área que queria seguir. Ana Peixoto é natural da freguesia de Bico, em Paredes de Coura e desde sempre a Matemática e as Ciências foram disciplinas onde tinha boas notas. Uma história de uma jovem cientista portuguesa contada a O MINHO, através do Skype, a partir da Suíça.

No 10.º ano foi desafiada pela professora para participar nas Olimpíadas regionais de Física, na Universidade do Porto. Ficou com o bichinho. No Verão entre o 11º e o 12º anos esteve, também, no Porto numa semana a lidar com físicos renomados que elaboravam projectos com a ajuda dos alunos.

Até que o tal dia, em Braga, onde físicos do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN) e portugueses deram palestras e os participantes elaboraram exercícios partilhados por videoconferência por todo o país, cimentou aquilo que Ana queria fazer: Física de partículas.

No entanto, “por más opções na candidatura ao ensino superior”, Ana Peixoto, hoje com 26 anos, esteve um semestre a ‘penar’ em Engenharia Civil no Porto.

“Aprendi muito mas não era o que queria seguir”, diz.

No ano seguinte, concorreu para Braga e entrou na Licenciatura de Física: “correu bastante bem, tem muita Matemática e não dá para escolher uma área específica”.

Foi no mestrado em Física aplicada que haveria de contatar com o orientador, Nuno Castro e com a Física das partículas através de um estudo de sensibilidade. É aqui que o percurso internacional da jovem courense começa a dar os primeiros passos.

CERN

A aluna de doutoramento e também investigadora no Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), fundado por Mariano Gago, foi a primeira portuguesa a vencer uma bolsa “Atlas”, que lhe permite estar em contato, investigar e trabalhar com os maiores físicos do mundo durante um ano inteiro.

E se houver algo para além do modelo padrão da actual Física composta por 15 partículas elementares? Quem valida o novo conhecimento e os novos modelos que podem ser centenas? Este é um pouco o trabalho de Ana Peixoto no CERN.

O CERN é o maior acelerador de partículas do mundo, onde se detetou em 2012 o bosão de Higgs, a partícula que confere massa às outras partículas. Ana Peixoto está na equipa internacional, com mais cinco mil investigadores, que agora quer aprofundar o conhecimento sobre o quark top, a partícula fundamental mais pesada que conhecemos e que só pode ser criada em aceleradores de partículas.

“Vinha duas vezes por ano e não tinha oportunidade de trabalhar com o detetor. Com esta bolsa pode analisar dados do detetor todos os dias e essa é a minha tese de doutoramento”, revela Ana.

Ora na Suíça há um grande colonizador de hadrões, localizado num túnel 100 metros abaixo da terra com um perímetro de 27 quilómetros (“conseguimos mais energia quanto maior for o perímetro”. Ao longo do túnel há quatro grandes detectores e Ana está num deles (Atlas).

“Tem 25 metros de diâmetro, 45 de comprimento e pesa tanto como a Torre Eiffel, é o equivalente a seis andares”.

Quark

O quark são as partículas elementares existentes nos protões e neutrões. E é aqui que se centra o trabalho de Ana: “sabemos que o quark se desintegra quase sempre da mesma forma, por isso, a observação de outros tipos de desintegração pode apontar para uma nova física, mudando o modo como deciframos o universo”.

É na observação destas desintegrações raras do quark que se foca a investigação de Ana Peixoto, nomeadamente, nos mecanismos que as poderiam originar e nas suas implicações para o conhecimento das partículas fundamentais.

“Este trabalho tem sido aplicado em inovações na área da saúde, sobretudo, relacionadas com o cancro porque podemos introduzir, num determinado local, a energia específica de um electrão, por exemplo, porque sabemos que vai ter uma reacção elementar e com isso contribuir para que não se desenvolva, ou seja substituído por elementos benéficos, digamos assim”.

E como as conversas são com as cerejas, voltamos ao início. Paredes de Coura.

“É um excelente sítio porque oferece a possibilidade de ter acesso sistemático à cultura nas suas diversas formas” mesmo que as “acessibilidades possam ser um problema”. E há “uma oficina de legos, todos os fins-de-semana” que merece destaca por parte da jovem. Porque o Mundo tem que encaixar na perfeição… ou não.

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Braga

Razões sociais levaram Arquidiocese de Braga a baixar – “e muito” – preço dos terrenos do bairro do Picoto

“Baixamos, e muito, o preço real, dado que se trata de uma causa social, a da recuperação de um bairro degradado onde vivem muitas famílias em condições precárias”, afirma fonte da Arquidiocese

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Foto: Joaquim Gomes / O MINHO (Arquivo)

A Arquidiocese de Braga da Igreja Católica aceitou baixar para 200 mil euros o preço dos terrenos que a Câmara vai adquirir para ficar na posse do bairro social do Picoto.

“Baixamos, e muito, o preço real, dado que se trata de uma causa social, a da recuperação de um bairro degradado onde vivem muitas famílias em condições precárias”, disse a O MINHO fonte do organismo religioso. A escritura de venda será feita dentro de dias.

Em causa – acrescentou – está a disponibilidade da empresa municipal Bragahabit de apresentar uma candidatura a fundos comunitários para recuperar o bairro, o que não podia ser feito dado que os terrenos não estavam na posse do Município. Uma candidatura semelhante à que foi feita para os bairros de Santa Tecla e das Enguardas, cujas obras devem arrancar em 2019.

O bairro do Picoto foi construído, nos anos 90 do século passado, em terrenos da Arquidiocese, no quadro de um acordo de permuta com a Câmara que nunca se concretizou. A Câmara veio a usar os terrenos prometidos na construção de uma rotunda.

O bairro está, agora, completamente degradado, sendo as condições de habitabilidade muito deficientes. O assunto veio recentemente a público, numa reunião do Executivo camarário, pela voz do vereador comunista, Carlos Almeida, o qual chamou a atenção para a situação “desumana” em que vivem alguns residentes, afirmando, também, que dadas as péssimas condições das casas – com fissuras, quartos exíguos e sem casas de banho – a demolição é a única solução para as cerca de 50 habitações do Picoto. Para Carlos Almeida, “o realojamento é a medida mais correta”, já que, o estado de degradação torna inviável a sua recuperação.

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