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Canoagem

Ouro para “aproximar” portugueses à canoagem nos Mundiais de maratona em Prado

Mil camoístas, vindos de 38 países, competem no rio Cávado, em Vila Verde.

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Foto: Facebook de Campeonato do Mundo Canoagem de Maratona 2018 - Vila de Prado

Um inédito título mundial de maratonas do canoísta pentacampeão da Europa José Ramalho, que compete no sábado na vila de Prado, em Vila Verde, contribuiria para “aproximar ainda mais os portugueses à modalidade”.

“Tirando 2007 e 2008, desde 2004 que a seleção de maratonas tem trazido sempre medalhas dos campeonatos do Mundo. Obviamente, aproveitando esta maré de mediatismo positivo sobre a canoagem perante os resultados dos mundiais de pista (com Fernando Pimenta bicampeão), iremos tentar aproveitar a onda para projetar e dar a conhecer melhor esta modalidade a todos os portugueses”, disse à agência Lusa o selecionador Rui Câncio.

De quinta-feira a domingo, cerca de 1.000 canoístas de 38 países – de acordo com a Associação Europeia de Canoagem será o segundo mundial mais concorrido de sempre – vão disputar os mundiais de maratonas no rio Cávado, na Vila de Prado, em Vila Verde, Braga, no lugar onde se disputaram os Europeus em 2013 e a Taça do Mundo em 2016.

“As expectativas são boas, obviamente. Temos o campeão da Europa (José Ramalho K1), que vai tentar, mais uma vez, lutar pela única medalha que lhe falta em mundiais, o ouro”, destacou o técnico.

Foto: Facebook de Campeonato do Mundo Canoagem de Maratona 2018 – Vila de Prado

Rui Lacerda, vice-campeão da Europa em C1, procura o primeiro pódio mundial enquanto sénior, na companhia do veterano Nuno Barros, já várias vezes medalhado, destacando-se o título em 2010, em Banyoles, Espanha.

“Esperamos bons resultados. Temos uma equipa jovem, forte e motivada. Que as coisas corram bem de quinta-feira a domingo”, prosseguiu o treinador, confiando que os juniores também podem subir ao pódio, destacando Leonardo Vicente em C1.

Rui Câncio admite a “pressão” dos portugueses competirem em casa, porém confia que “a vantagem de conhecer o rio” é bem superior, acreditando que esses “detalhes” poderão ser “decisivos” em diversas situações.

“Cabe aos atletas – e a mim – fazer ver que essa pressão lhes é favorável. Têm o público a apoiar – e de que maneira – na margem e a vantagem de conhecerem o rio, em detrimento dos outros que só treinaram duas ou três vezes”, reforçou.

A maior expectativa está no seu pupilo José Ramalho, seis vezes campeão da Europa – ‘penta’ consecutivo – que foi bronze (2009, 2014 e 2016) e prata (2012), mas o ouro acabou sempre por lhe escapar.

“Acima de tudo, não deve ter medo de arriscar. E deve acreditar mais nele no momento certo das provas. O campeão do Mundo, o sul-africano MgGregor, não vai competir, será menos um grande adversário. Ramalho é quem melhor conhece o rio. Pode ser que, à semelhança da medalha do Pimenta (K1 1000), o José Ramalho também possa dar um belo presente, uma alegria muito grande aos portugueses”, desejou.

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Canoagem

Fernando Pimenta é atleta do ano 2019

Gala dos Campeões

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Foto: DR / Arquivo

Fernando Pimenta é o atleta do ano 2019 para a Federação Portuguesa de Canoagem (FPC), depois de se ter destacado com títulos nacionais, internacionais e o apuramento individual e coletivo para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020, foi hoje anunciado.

Em 2019, o limiano foi campeão do mundo em velocidade, no campeonato disputado na Hungria. Venceu também duas medalhas de bronze, em K1 1.000 metros e K1 5.000 metros, também na mesma competição.

Fernando Pimenta medalha de prata nos II Jogos Europeus

Teve participação de destaque nos Jogos Europeus de Minsk, realizados na Bielorrússia, vencendo a prata em K1 1.000 metros e K1 5.000 metros.

Para além do galardão entregue a Fernando Pimenta, outros premiados serão conhecidos durante a gala, como é o caso da atleta do ano em feminino, a equipa do ano, a promessa do ano e o treinador do ano.

A cerimónia vai contar com João Paulo Rebelo, secretário de Estado da Juventude e Desporto, para além do presidente da Associação Europeia de Canoagem, Albert Woods.

A gala marca ainda uma homenagem aos canoístas portugueses que participaram em campeonatos europeus e mundiais, cerca de 100.

No que diz respeito a equipas, o Clube Náutico de Ponte de Lima, clube mais pontuado a nível nacional, será alvo de homenagem em fundo e velocidade, assim como o Clube Náutico de Prado, na vertente Maratona, e o Darque Kayak Clube, na vertente Slalom Esperanças.

A Gala dos Campeões da FPC decorre no próximo sábado, no Teatro Académico Gil Vicente.

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Canoagem

Taça Ibérica de slalom este fim de semana em Vila Nova de Cerveira

Centena e meia de canoístas

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Foto: DR / Arquivo

Uma centena e meia de canoístas em representação de 14 clubes portugueses e espanhóis vão disputar este fim de semana a 11.ª edição da Taça Ibérica de slalom, em Cerveira.

O evento não vai contar com a participação de Antoine Launay, o único canoísta que até agora garantiu, em K1, a vaga nas águas bravas portuguesas para Tóquio2020, pois está a desenvolver um trabalho individual com o técnico nacional, o espanhol Pedro Guerreiro.

O olímpico José Carvalho, nono em C1 no Rio2016, vai ganhar ritmo em Cerveira para os Europeus de maio, em Londres, nos quais vai disputar a única vaga continental ainda em disputa.

O percurso no Rio Coura é constituído por um percurso de 150 metros num plano de água de corrente forte, com obstáculos naturais e portas de grau II e III.

Em simultâneo com o evento, decorre a Taça de Portugal que vai juntar 53 canoístas e 75 embarcações de seis clubes, nomeadamente a Associação Desportiva de Amarante, o Clube Náutico Barquinhense, o Águas Bravas Clube, o Darque Kayak Clube, a AMAS de Vizela e Aventura Marão Clube.

Em 28 e 29 de março vão ter lugar os campeonatos nacionais, em Vizela.

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Canoagem

Família da canoagem une-se segunda-feira para recuperar CAR de Montemor-o-Velho

Mau tempo

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cheias Mondego Montemor
Foto: Federação Portuguesa de Canoagem

A limpeza e início da recuperação do Centro de Alto Rendimento (CAR) da canoagem, em Montemor-o-Velho, inundado pelas cheias no Mondego, vai principiar segunda-feira, reunindo a ‘família’ da modalidade.

“A nossa casa, a casa da canoagem, o CAR de Montemor-o-Velho, vai voltar a ser o que era, para receber os nossos atletas e os nossos clubes. Apelo à participação de todos para que a normalidade seja reposta, sem colocar em causa a preparação dos atletas, em ano de Jogos Olímpicos”, refere, em comunicado, o presidente da federação, Vítor Félix.

Será às 10:00 que dirigentes, atletas, treinadores, funcionários, colaboradores, familiares e amigos se vão juntar para iniciar o processo de restabelecimento da normalidade no CAR, submerso pelas águas que chegaram a atingir dois metros dentro do enorme hangar.

A solidariedade estende-se à federação de triatlo que vai unir-se à iniciativa, que conta com o apoio da autarquia, gestora da infraestrutura, bem como dos comités olímpicos e paralímpicos de Portugal e a Fundação do Desporto.

“É nos maus momentos que nos devemos juntar e é nestes momentos que necessitamos do auxílio de todos. O melhor ainda está para vir e não temos dúvida nenhuma que 2020 será um grande ano para a canoagem”, acrescentou o dirigente.

O Centro de Alto Rendimento ficou submerso por uma camada de cerca de dois metros de água, estando ainda a ser avaliados os prejuízos materiais para a federação de canoagem – sobretudo com o ginásio e caiaques – e autarquia.

A canoagem é a modalidade lusa com mais qualificados para Tóquio2020, com seis na pista e um no slalom, nomeadamente Fernando Pimenta, Emanuel Silva, João Ribeiro, Messias Baptista, David Varela e Teresa Portela, bem como Antoine Launay nas águas bravas.

Em maio, na Alemanha, na fase de apuramento continental, a seleção vai procurar acrescentar vagas em K1 e K2 500 femininos, K1 200 e C1 2000 masculinos, além de tentar voltar a levar José Carvalho à prova olímpica de C1 no slalom, na qual foi nono no Rio2016.

Fernando Pimenta e Emanuel Silva conquistaram o único pódio da canoagem portuguesa em Jogos Olímpicos, com a prata em K2 1000 em Londres2012.

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