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Braga

São muitas as lojas a fechar no centro de Braga devido à pandemia

Associação Comercial espera recuperação económica ainda este ano

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Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

Há ruas no Centro Histórico de Braga, que desde março do ano passado, quando começou a pandemia, viram metade dos seus lojistas a encerrar os seus negócios e a abandonar os espaços comerciais.

Na Rua de Santo André, artéria do Centro Histórico da cidade de Braga e perpendicular à Rua dos Chãos, pelo menos metade dos pequenos negócios e das lojas existentes têm vindo a encerrar.

No início da rua, o dono do restaurante “Bota Fogo”, Avelino, conta a O MINHO: “Estou a ficar sem vizinhos. Desde o início da pandemia, já fecharam as portas o restaurante Santo André, a costureira, o café James Dean, a mercearia aqui à porta, a cabeleireira aqui ao lado e o café, que abriu há um ano, no fim da rua, a Última Bolacha. E parece que a garagem do Bragashopping também vai fechar”.

Receoso, o proprietário do restaurante que está, neste momento, impedido de trabalhar em moldes normais, afirma: “Se este confinamento for de dois meses, como o anterior, então vou ter de me juntar aos meus vizinhos e começar a pensar em fechar o restaurante”.

O desfile de montras desprovidas não é exclusivo desta rua e reflete-se, com mais ou menos incidência, por todo o Centro Histórico. O MINHO contactou a Associação Comercial de Braga (ACB), no intuito de apurar o número de espaços comerciais, que encerraram desde março do ano passado. No entanto, o diretor geral da ACB, Rui Marques, afirma não existirem dados concretos. “Os pequenos negócios quando fecham, por norma, não nos comunicam. Fecham e pronto”, justifica.

“É notório que fecharam alguns negócios, principalmente os que abriram mais recentemente. Os negócios mais recentes acabam por ser mais suscetíveis, tanto pelo estado de descapitalização dos empresários, após o investimento, como pela falta de afirmação do negócio”, explica Rui Marques.

Apesar do movimento contracorrente, com alguns negócios a instalarem-se no Centro Histórico, em plena pandemia, Rui Marques afirma: “O saldo é obviamente negativo, fecharam mais negócios do que o que abriram e sempre que uma loja fecha, a atratividade do Centro Histórico diminui, mas esperamos recuperar ainda este ano”.

A ACB constata, ainda, a existência de alguma pressão em baixa, para o arrendamento, que não sendo muito significativa, tem levado os senhorios a baixar o preço das rendas, temporariamente.

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