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Futebol

Rúben Amorim diz que é “altura de passar à ação” contra o racismo no futebol

Caso Marega

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Foto: SC Braga

O treinador Rúben Amorim disse hoje que os insultos racistas de que o futebolista maliano Marega foi alvo “acontecem em qualquer estádio” e que “está na altura de passar-se à ação e castigar” quem os profere.

“É algo que acontece em qualquer estádio e, portanto, acho que está na altura de passarmos à ação, em vez de estarmos sempre a falar do mesmo assunto. Quem tem esse dever tem que atuar e castigar quem deve ser castigado. Já toda a gente falou neste caso, para a semana já toda a gente se esqueceu e nada se faz, é o momento certo, foi um caso bastante mediático em Portugal e lá fora e está na altura de agir”, referiu o técnico do Braga.

Para o treinador, “o Governo é o principal responsável”, mas Liga de clubes e Federação Portuguesa de Futebol (FPF) também podem intervir após o que aconteceu no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, no jogo entre o Vitória e o FC Porto.

“Toda a gente [pode intervir]. É um problema da sociedade, há em todas as áreas da nossa sociedade e toda a gente o sabe, pelo que devem ser tomadas as ações que forem possíveis”, disse.

Rúben Amorim disse ver como positiva a reação de Marega, mas frisou que “é mais fácil para as pessoas que estiveram lá falar do que aconteceu”.

No domingo, Marega pediu para ser substituído ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, entre o FC Porto e o Vitória, depois de ter sido alvo de cânticos e gritos racistas por parte de adeptos da equipa minhota.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

O treinador falava à margem da homenagem da câmara municipal de Braga à equipa de futebol de praia que conquistou, no domingo, o Mundialito de clubes, na Rússia, revalidando o título alcançado no ano passado.

“Se são uma inspiração? Sim, a equipa de futebol de praia é a melhor que o Braga tem, a que conquista mais títulos, é um exemplo para todos nós. Foi importante hoje mostrarmos a identidade desta cidade, estiveram todos os escalões aqui, juntámos toda a família para dar os parabéns a esta equipa, que é o grande exemplo deste clube”, referiu.

Rúben Amorim destacou o facto de os jogadores da equipa de futebol de praia revelarem “muita união, assinalando que gostam muito da cidade e têm uma ligação diferente com os adeptos: “É isso que temos que criar a pouco e pouco”, observou.

Sobre a Liga Europa, competição em que o Braga vai disputar a primeira mão dos 16 avos de final, na quinta-feira, na Escócia, diante do Rangers, disse não ser possível trazer ou sequer sonhar com a conquista do troféu.

“Sabemos que é um mundo completamente diferente, temos que ir jogo a jogo e estamos muito longe da dimensão dos clubes que estão na Liga Europa. Não vamos perder a noção com o que temos feito até aqui, sabemos que deu muito trabalho, temos muito mérito, mas também que são fases do futebol em que tudo corre bem. Não vamos perder o foco, vamos jogo a jogo tentando ganhá-los”, disse.

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Futebol

Liga espanhola não regressa antes de 28 de maio

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Liga espanhola, Javier Tebas, disse hoje que o futebol naquele país não regressa antes de 28 de maio, no melhor dos casos, com os campeonatos europeus a discutirem opções para completar a temporada 2019/20.

“De todos os cenários que temos discutido com a UEFA para regressar à competição, os mais prováveis são 28 de maio, 06 de junho ou 28 de junho. Não podemos dar uma data exata, será dada pelas autoridades em Espanha”, apontou.

Segundo Tebas, o futebol deverá regressar em Espanha ainda sem adeptos, seguindo-se um período de capacidade reduzida nas bancadas, enquanto alguns clubes estarão privados dos seus estádios por já terem obras anunciadas para os meses do verão.

Nenhum clube espanhol jogou futebol desde 11 de março, quando o Atlético de Madrid eliminou o campeão europeu Liverpool da Liga dos Campeões, e o presidente de ‘La Liga’ garante que ninguém regressará aos treinos enquanto durarem as medidas de emergência no país devido à pandemia de covid-19.

Na Europa, estão em estudo dois planos possíveis para completar 2019/20: um próximo ao que já decorria, com jogos europeus à semana e dos campeonatos domésticos aos fins de semana, e outro com todos os jogos nacionais disputados em junho e julho e os europeus entre julho e agosto.

Tebas disse ainda ser “lógico” que algumas ligas arranquem antes de outras. “Se puderem, devem fazê-lo”, atirou.

Quanto ao impacto económico, o dirigente aponta para uma perda de mil milhões de euros para os clubes se a época não terminar, ainda que esse cenário não se coloque, quando faltam jogar 11 jornadas, que podem reduzir o impacto para 300 milhões de prejuízo, sem público nas bancadas, ou 150 milhões, com adeptos.

No campo económico, Tebas admite que a Liga espanhola poderá ter de devolver algum do dinheiro recebido pelos direitos de transmissão televisiva, mas tem sido “quase impossível” conseguir que os jogadores aceitem uma redução salarial, uma medida tomada em Inglaterra, por exemplo, para ajudar a combater o impacto.

Em Espanha, o Atlético de Madrid e o FC Barcelona já anunciaram acordos individuais com os seus jogadores.

“Não podem prosseguir as suas atividades de forma normal, por isso deve haver uma redução, mas não chegamos a acordo com o sindicato. Os clubes têm duas opções: o ‘lay-off’ temporário [oito clubes das duas primeiras divisões já o pediram], ou acordos individuais com jogadores”, acrescentou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registaram-se 345 mortes 12.442 casos de infeções confirmadas, contando-se 184 doentes recuperados.

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Futebol

Antigo presidente da FIFA nega subornos na atribuição dos Mundiais de futebol

Sepp Blatter

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Foto: DR / Arquivo

O antigo presidente da FIFA Sepp Blatter reafirmou hoje que não houve subornos nas atribuições dos Mundiais de futebol à Rússia (2018) e ao Qatar (2022), se bem que neste caso terá havido uma “intervenção política”.

Segundo o procurador federal de Brooklyn (Estados Unidos), em documento hoje tornado público, vários dirigentes da FIFA, essencialmente sul-americanos, receberam subornos para o sentido do voto aquando da atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022.

Blatter admite, em declarações à France Presse, que para esses dois Mundiais havia um ‘acordo de cavalheiros’ no seio do comité executivo da FIFA, no sentido de serem atribuídos a Rússia e Estados Unidos. Mas depois “houve uma intervenção política para a atribuição de 2022 ao Qatar, apenas isso”.

“Neste tipo de situações, é com uma intervenção política que se faz”, disse.

Na versão dos factos do dirigente suíço, que está suspenso da FIFA, o acordo para Rússia e Estados Unidos organizarem terá caído depois se uma interferência do governo francês de Nicolas Sarkozy, aquando de um almoço com Michel Platini, então membro do comité executivo da FIFA.

Platini, que reconhece que votou pelo Qatar, assegura que já tinha mudado o sentido de voto antes desse encontro com Sarkozy.

Um dos principais acusados de ter sido subornado é Jack Warner, antigo presidente da CONCACAF (confederação norte-americana de futebol), que votou a favor da Rússia para 2018, depois da intervenção de alguém mencionado na acusação da procuradoria de Brooklyn como “conselheiro próximo do presidente da FiFA”.

“Podemos supor que se referem a Peter Hargitay, mas nunca teria dito a um conselheiro para intervir e não acredito que ele possa ter escrito isso”, comentou Sepp Blatter.

Em comunicado, a FIFA já fez saber que apoia “todas as investigações relativas aos atos penalmente condenáveis” e que “continuará a cooperar com as autoridades judiciárias”. Relembra que tem o estatuto de “vítima” nos processos desencadeados pela justiça norte-americana e que “acompanha de perto as investigações e desenvolvimentos em curso”.

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Futebol

SAD e jogadores do Braga acordam 50% de cativação dos salários

Covid-19

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Foto: Divulgação / SC Braga (Arquivo)

O SC Braga vai cativar 50 por cento dos salários do plantel de futebol de abril, maio e junho, sendo que pagará esse valor em 05 de setembro se as competições forem retomadas.

Segundo fonte próxima do plantel, o salário de março já foi integralmente pago e a SAD liderada por António Salvador e os jogadores chegaram a um acordo de forma a mitigar a crise causada pela pandemia da covid-19, que interrompeu todas as provas desportivas em meados de mês passado.

Assim, se as competições forem retomadas, os atletas receberão 50 por cento do ordenado e, em 05 de setembro, a metade cativada, o que não representará qualquer tipo de perda de rendimento.

Contudo, se a evolução do novo coronavírus não permitir encerrar a temporada 2019/20, os jogadores do Sporting de Braga receberão apenas 25 por cento da parte cativada, perdendo, assim, 25 por cento do rendimento total desses três meses.

Os ordenados mais baixos, nomeadamente o de jogadores que estão a fazer transição de escalões de formação ou da equipa B para equipa principal, não sofrem qualquer alteração.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais mais de 75 mil morreram. Dos casos de infeção, cerca de 290 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 708 mil infetados e mais de 55 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 16.523 óbitos em 132.547 casos confirmados até segunda-feira.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes e 12.442 casos de infeções confirmadas.

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