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Braga

Ricardo Rio defende adiamento das eleições presidenciais

Presidente da CIM Cávado

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado, Ricardo Rio, considerou hoje que “faria todo o sentido” adiar as eleições presidenciais para depois do confinamento, sublinhando que a insistência no dia 24 de janeiro poderá conduzir a uma abstenção histórica.

Em declarações à Lusa, o também presidente da Câmara de Braga admitiu que, mesmo assim, “vai haver condições” para que o ato eleitoral decorra com normalidade, apesar das “muitas dificuldades e incertezas” existentes.

“Numa lógica da defesa do bom funcionamento do processo eleitoral e, sobretudo, de estímulo à participação cívica, faria todo o sentido adiar as eleições para um momento posterior ao confinamento”, afirmou.

Para Ricardo Rio, “não deixa de ser uma situação muito atípica que se decrete um confinamento e ao mesmo tempo se diga às pessoas que podem sair para irem votar”.

Em relação às dificuldades, o autarca de Braga elencou a seleção dos membros para as mesas de voto e eventuais desistências ou não comparência das pessoas indicadas.

Aludiu ainda a eventuais problemas com a escassez de espaços para instalação das mesas de voto, que nestas eleições serão mais do que as habituais para cumprimento das regras sanitárias.

Por outro lado, questionou ainda a operacionalização da recolha de votos em lares e junto de cidadãos infetados ou em isolamento profilático, que deverá envolver a Proteção Civil.

“Além disso, não se compreende por que é que, nos lares, apenas podem votar os idosos que estão infetados ou em isolamento, enquanto os outros terão de se deslocar às assembleias de voto. É uma situação um bocado estranha, recolher os votos de uns e de outros não”, referiu.

Para Ricardo Rio, todas estas situações podem conduzir a uma abstenção histórica, até porque, sublinhou, as Presidenciais “já não são, por norma, muito participadas”, sobretudo quando, “como é o caso, o desenlace é tão previsível”.

O Presidente da República afirmou na terça-feira que “não há condições” para adiar as eleições presidenciais de 24 de janeiro, o que implicaria uma revisão constitucional, depois de ter questionado os partidos com representação parlamentar sobre essa possibilidade.

Em Portugal, morreram 8.080 pessoas dos 496.552 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Hoje, o parlamento aprovou a renovação do estado de emergência até 30 de janeiro, para permitir medidas de contenção do novo coronavírus.

Este é o nono diploma do estado de emergência que o Presidente da República submete ao parlamento no atual contexto de pandemia.

Entre as novidades incluídas no projeto do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, estão a possibilidade de medidas de controlo de preços e de limitação de taxas de serviço e comissões cobradas por plataformas de entregas ao domicílio e restrições à circulação internacional, com a imposição de testes de diagnóstico do novo coronavírus ou de confinamento compulsivo para a entrada no país.

Salvaguarda-se neste novo diploma a livre deslocação dos cidadãos para o exercício do voto nas eleições presidenciais e estabelece-se que os idosos residentes em lares devem ser considerados em confinamento obrigatório, para aí poderem votar.

Os portugueses que não puderem votar nas presidenciais em 24 de janeiro podem pedir, até quinta-feira, para exercer o seu direito de voto uma semana antes, numa mesa de voto à sua escolha.

Braga

Vídeo mostra assaltante a furtar em loja de informática em Braga

Em São Victor

Foto: Cedida a O MINHO

A loja studionunosilva, em Braga, foi alvo de assalto na passada terça-feira, por volta das 21:00 horas, com as imagens a ficarem gravadas na videovigilância.

De acordo com Nuno Silva, empresário e proprietário da loja, o assaltante “já devia saber ao que ia”, apontando o furto de uma torre de computador especializada em ‘gaming’.

“A segurança nesta rua [José António Cruz] tem vindo a piorar ao longo dos últimos tempos. Já fomos assaltados em 2018, mas recentemente presenciei dois assaltos a outras lojas” na mesma rua, disse o proprietário a O MINHO.

Nuno Silva já apresentou queixa na PSP, apelando a um reforço policial naquela rua, sobretudo em tempo de confinamento onde circula menos gente na via pública.

Assegura ainda que, enquanto a polícia estava a registar a ocorrência na sua loja, o mesmo indivíduo estaria a assaltar outra loja na mesma rua, uma vez que disparou um alarme. No entanto, a polícia não conseguiu apanhar o ‘amigo do alheio’.

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Braga

Braga: Professores denunciam pagamentos em atraso. Associação refuta acusações

You Love Dance – Associação para as Artes

You Love Dance funciona na Praceta Parque de Exposições. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Seis professores dizem sentir-se “enganados” por uma academia de dança de Braga e reclamam pagamentos em atraso, os quais levaram mesmo a que deixassem de exercer funções. Já a You Love Dance – Associação para as Artes (YLD) garante ter “todos os valores de prestação de serviços de professores liquidados relativos a 2020”. E acusa alguns dos docentes de incumprimento.

Numa carta aberta à direção, a que O MINHO teve acesso, os professores, de diversas áreas artísticas, referem que a associação estabeleceu acordos “com pelo menos 9 profissionais e, pelo menos seis deles, foram sendo quebrados ao longo de 4 meses de diversas formas por parte da YLD”, sediada na Praceta Parque De Exposições no Altice Forum.

“Como vossas excelências sabem e como o provam os vários e-mails, sms, registos de chamadas e cartas registadas, foram feitas várias tentativas de contacto por cada um dos professores na tentativa de regularizar as situações e de se encontrarem soluções”, lê-se na carta assinada por Ana Marques, Armando Pinho, Catarina Vale, Emanoela Mello, Joana Gonçalves e Joana Silva.

“Na maioria dos contactos, muitos dos quais presenciais, no espaço da YLD, não revelaram falta de possibilidade económica, apenas foram dando diferentes explicações para o atraso nos pagamentos sem nunca os efectuar. Pediram, também, que lhes fossem passados recibos e facturas, que mesmo após serem entregues continuaram sem pagar. Omitiram ainda, as verdadeiras razões pelas quais alguns professores foram deixando de aparecer, quando questionados directamente por outros colegas”, acrescenta.

Questionada por O MINHO, a YLD garante que “possui todos os valores de prestação de serviços de Professores liquidados relativos a 2020”, tendo os últimos sido processados nos primeiros dias de janeiro.

A associação acrescenta ainda que a três dos seis professores foram pedidas faturas e recibos que não foram entregues e, logo que o fossem, seriam processados os pagamentos. A YLD realça ainda que uma dessas profissionais deixou o projeto por iniciativa própria “no próprio dia”, deixando os alunos sem aulas, e outra não informou a direção que tinha testado positivo à covid-19, apesar de ter estado com alunos dois dias antes.

Em relação aos outros três, a associação garante que já têm os seus valores totais processados e acusa-os de não terem elaborado relatórios mensais dos alunos, estando por isso em falta com a instituição, que organiza o festival You Love Dance, em Braga, e o Ribeirão Internacional Dance Festival, em Famalicão.

“Perante isto, agimos de forma que sabemos que poucas entidades o fariam, pois estamos a pagar trabalho ainda não completo”, alega a YLD.

Por seu turno, na carta aberta, os professores afirmam que, “em nenhum momento, foi comunicada por parte da entidade qualquer insatisfação com os serviços prestados pelos profissionais, sendo sempre dado como motivo do não pagamento algum problema logístico ou pura e simplesmente afirmando falsamente que o pagamento já tinha sido feito”.

“O trabalho e a comunicação decorreram dentro da normalidade possível, sempre com conversas sobre o futuro e explicações que iam variando de colega para colega sobre os atrasos e faltas de pagamento”, refere a carta.

No mesmo documento dirigido à YLD é referido que, “entretanto, começaram já a incluir novos profissionais na vossa equipa, para substituir os que devido à falta de pagamento foram forçados a cessar os seus serviços sem que nenhuma explicação lhes tenha sido dada”.

Na resposta enviada a O MINHO, a YLD refere que, “como qualquer equipa que pretende a Excelência e o Sucesso está e estará aberta a entradas e saídas de Profissionais, sempre, com o objetivo de melhorarmos e proporcionarmos aos nossos Alunos ,outros Alunos que interagem connosco e à própria Equipa, mais e melhor aprendizagem”.

“Este trimestre decidimos que é importante termos alguém na Equipa, na área da Fisioterapia e da Nutrição, assim, como, no Tetro Musical, Canto (agora vertente lírica), Escultura e Ateliers de Madeira e outros materiais, pelo que estamos sim, a realizar recrutamento”, acrescenta, notando que a equipa é constituída neste momento por 15 profissionais, “que têm trabalhado e ajudado em tudo o necessário”.

“É isto que pretendemos e são estas pessoas que procuramos. Brevemente, seremos mais alguns, se a conjuntura o proporcionar. Agora claro que, como em qualquer Organização, o facto de alguém integrar a equipa, não significa que se mantenha para sempre… ou além do tempo do Plano de Trabalho, naturalmente”, conclui.

Na carta aberta à YLD os professores dizem-se “enganados” e exigem receber os pagamentos alegadamente em falta até 22 de janeiro. Na sexta-feira passada, os professores e direção reuniram e, ao que O MINHO apurou, entretanto, foi paga uma parte do que é reivindicado.

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Braga

Profissionais de saúde do Hospital de Braga já receberam segunda dose da vacina

Covid-19

Foto: Divulgação / Hospital de Braga

Os profissionais de saúde considerados “prioritários” para o combate à covid-19 que trabalham no Hospital de Braga receberam, entre ontem e hoje, a segunda dose da vacina contra o vírus SARS-CoV-2, foi hoje anunciado.

De acordo com a administração do hospital, foram vacinados 1.598 profissionais na primeira fase, mas apenas 790 receberam a segunda dose da vacina.

Para João Porfírio Oliveira, presidente do Conselho de Administração, “num momento tão difícil da pandemia, a vacinação dos profissionais é fundamental para protegermos todos aqueles que diariamente lutam contra este inimigo comum”.

Reforça, ainda, ser “muito importante a continuidade da vacinação de forma célere para que assim se consiga vacinar o maior número de profissionais no menor tempo possível”.

“Todos os profissionais são fundamentais para continuarmos a prestar cuidados de saúde atempados”, vincou.

Finaliza, reiterando “que a vacinação é a esperança de todos, mas que urge continuar a cumprir-se todas as recomendações das autoridades da Saúde e do Governo para conseguirmos diminuir a propagação deste vírus que tanto tem assolado o nosso país”.

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