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Removido amianto das carruagens que vão circular na Linha do Minho

Anunciou a CP

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Foto: Pedro Luís Silva / O MINHO (Arquivo)

A CP – Comboios de Portugal concluiu a operação de remoção do amianto nas 36 carruagens compradas à espanhola Renfe que precisavam daquele tipo de intervenção, antes do inicialmente previsto, foi hoje divulgado.

“A CP – Comboios de Portugal concluiu, na passada semana, a operação de remoção do amianto das 36 carruagens (do total de 51 unidades) compradas a Espanha, antes da data inicialmente prevista, que era a primeira semana de dezembro”, anunciou hoje a CP, em comunicado.

De acordo com a empresa, as primeiras três carruagens estarão prontas a circular no final de janeiro, assim que estiverem concluídos os trabalhos de reparação, remodelação de interiores e pintura que prosseguem na oficina da CP de Guifões, em Matosinhos, no distrito do Porto.

A previsão é de que a totalidade do parque de carruagens, da série ARCO, esteja disponível até ao final do ano de 2022.

Estas carruagens compradas à ferroviária espanhola vão circular na linha do Minho, após a conclusão das obras em curso, pela Infraestruturas de Portugal, no troço Viana do Castelo – Valença.

Para assegurar a realização destes comboios, a CP está também a recuperar locomotivas da série 2600, nas suas oficinas de Contumil, acrescentou.

Segundo a CP, das sete locomotivas necessárias para a futura operação da linha do Minho, quatro estão já totalmente recuperadas e três encontram-se, de momento, na fase final de recuperação.

“O restante calendário de reparação do parque de 21 locomotivas 2600, necessárias para tracionar as carruagens, prevê a disponibilidade de cinco locomotivas por ano em 2021 e 2022. A reparação das restantes quatro locomotivas será realizada em 2023”, acrescentou a empresa portuguesa de transporte ferroviário.

Em 15 de setembro, a Renfe revelou que o contrato de venda de 51 carruagens à CP por 1,61 milhões de euros estipula que cabe à companhia portuguesa retirar o amianto que existe nalgumas delas, depois do Jornal Económico ter avançado, com base numa notícia do La Voz de Galicia, que o conjunto de comboios usados “envolvem um risco acrescido devido ao facto de entre os seus materiais se contar o amianto”, tendo sido essa a razão que levou a Renfe a abandonar a operação daquelas composições, entre a Galiza e o País Basco.

A CP esclareceu nesse mesmo dia que a remoção do amianto em 36 das carruagens compradas à Renfe estava prevista no plano de recuperação daquele material e que todas elas estariam descontaminadas até à primeira semana de dezembro.

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