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PSD vai a eleições em dezembro

Conselho Nacional rejeitou proposta de Rio

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O Conselho Nacional do PSD rejeitou hoje a proposta da direção para adiar a marcação do calendário interno para depois da votação do Orçamento do Estado.

Segundo relatos feitos à Lusa, o requerimento foi rejeitado com 71 votos contra, 40 a favor e 4 abstenções.

Com este ‘chumbo’ irá a votos a proposta inicial da direção enviada na quarta-feira a meio da tarde aos conselheiros nacionais que previa diretas em 4 de dezembro (com eventual segunda volta no dia 11) e Congresso entre 14 e 16 de janeiro.

Caso este cronograma também seja rejeitado, irá a votos uma segunda hipótese enviada pela direção: diretas em 8 de janeiro e congresso entre 4 e 6 de fevereiro.

Na quarta-feira à noite, pouco mais de duas horas depois de este calendário ter sido enviado pela direção aos membros do Conselho Nacional, Rui Rio falou aos jornalistas para apelar a este órgão para não marcar hoje as diretas e o Congresso e só o fazer depois de se esclarecer se o próximo Orçamento do Estado seria ou não aprovado.

A justificação, explicou à entrada do Conselho Nacional, seria “a iminência de uma crise política grave” e a possibilidade de o país ir para eleições legislativas antecipadas.

“Se tivermos eleições legislativas, Portugal quer um PSD em condições de combater o PS e de fazer eleições completamente normais, coisa que não acontecerá se o Conselho Nacional não ponderar” o adiamento da marcação de diretas e Congresso”, defendeu Rio.

Este apelo à suspensão do calendário eleitoral interno mereceu durante o dia críticas de várias figuras do partido, que acusaram Rio de estar agarrado ao poder e de “desespero”, e levou a direção a formalizar a proposta em forma de requerimento, agora chumbado.

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